Agricultura
Governo quer regulamentar mercado de carbono até fim de 2026

Até dezembro de 2026, o governo pretende publicar todas as normas infralegais necessárias para a adoção do mercado regulado de carbono no país, disse nesta quinta-feira (27) a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis.
Criada em outubro deste ano, a secretaria será responsável por estruturar o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE), previsto para entrar em operação em 2030.
A secretária disse que o mercado de carbono tem potencial para gerar oportunidades econômicas, renda e redução de desigualdades, mas lembrou que não se trata de uma “bala de prata” para enfrentar a crise climática.
“Essa jornada é de quase três anos no governo atual, mas é também de muitos anos de espera pela aprovação da lei do mercado regulado”, afirmou.
Segundo ela, o trabalho envolve todo um ecossistema, incluindo setor público, empresas, setor financeiro, comunidades tradicionais e povos indígenas.
Cristina Reis disse que a nova estrutura tem caráter extraordinário, com começo, meio e fim, até que o governo institua um órgão gestor permanente. De acordo com projeções citadas por ela, o mercado de carbono pode elevar o crescimento adicional da economia em quase 6% até 2040 e 8,5% até 2050.
Segundo estimativas do Banco Mundial, as emissões de gás carbônico dos setores regulados poderiam cair 21% até 2040 e 27% até 2050. O preço da tonelada de carbono pode chegar a US$ 30 por tonelada, avançando para US$ 60 numa segunda fase.
Análise de impacto regulatório
A subsecretária de Regulação e Metodologias da nova secretaria, Ana Paula Machado, informou que o governo conduz estudos e uma análise de impacto regulatório com foco em ampliar o escopo do mercado e aumentar sua eficiência.
Segundo ela, o Ministério da Fazenda pretende preparar a economia brasileira para um cenário internacional em que a precificação de carbono seja considerada irreversível.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“Um país como o Brasil precisa estar equipado para monitorar emissões, precificar o carbono no processo produtivo e se inserir de forma competitiva no cenário internacional”, disse.
Para ela, o Estado deve estar preparado para apoiar os agentes econômicos na transição para uma economia de baixo carbono.
Janela de oportunidade
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a criação da Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono aproveita uma “janela de oportunidade” aberta com a reforma tributária.
Ele explicou que o órgão integrará a estratégia do governo para fortalecer o Plano de Transformação Ecológica e modernizar instrumentos de financiamento, como o Fundo Clima.
Durigan destacou que o governo segue uma programação contínua desde 2023 para avançar na agenda de descarbonização.
“A nova secretaria é um passo concreto e fundamental para que a gente estruture o mercado de carbono regulado no Brasil. Este é o primeiro passo de anos de trabalho”, afirmou.
A Fazenda avalia que a regulamentação do mercado de carbono deve estimular investimentos em atividades de baixo carbono, contribuir para a competitividade da indústria e apoiar a transição ecológica do país.
O post Governo quer regulamentar mercado de carbono até fim de 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.
Agricultura
Seguro rural brasileiro deveria seguir modelos de Espanha e EUA, diz FGV Agro

O projeto de lei 2.951/2024, que atualiza o marco legal do seguro rural, foi aprovado na última quinta-feira (27) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A proposta busca dar previsibilidade ao Programa de Subvenção ao Prêmio (PSR) e reorganizar a política de gestão de risco no campo.
Entre as discussões do texto está a obrigatoriedade de o produtor estar assegurado para conseguir receber crédito extraordinário do governo em casos de catástrofe ambiental.
Para o coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro, Pedro Loyola, neste caso, o Brasil deveria seguir o modelo adotado na Espanha, onde o Estado não cobre custos de produtores sem proteção, mas nos casos em que a seguradora não arcou com todo o prejuízo, o governo oferece ajuda.
“Então, talvez seja interessante incentivar para que seja um mecanismo do seguro rural, de dar acesso não só ao crédito facilitado, com taxa de juros menores, porque o risco é menor, como também para um fundo de catástrofe ou ajuda extraordinária do governo para uma renegociação”, considera.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com ele, o seguro rural apenas será bem-sucedido no Brasil quando o governo brasileiro encará-lo como política de Estado e conferir subsídios a sua operacionalização, como também acontece nos Estados Unidos, Turquia e Colômbia, por exemplo.
“Nessas nações, o Estado tem um papel muito importante, não só subsidiando o prêmio do seguro, como atuando junto às seguradoras que não querem, às vezes, atuar em uma região que tem muito problema, então o governo paga parte dos custos administrativos”, exemplifica.
De acordo com Loyola, se o governo não entra como um braço financiador, gera-se uma falha de mercado, ou seja, o preço pago pelo produtor torna-se muito alto porque está diretamente relacionado ao risco da operação, sendo que o seguro agrícola cobre, majoritariamente, danos em culturas causados por secas, geadas, granizos e chuva severa.
“Então se paga muita indenização todo ano porque o Brasil é muito grande e, assim, não se consegue equalizar essa conta. Então o prêmio sobe demais por conta de pagamento de muita indenização, o produtor não contrata e a seguradora não consegue vender”, sintetiza.
O post Seguro rural brasileiro deveria seguir modelos de Espanha e EUA, diz FGV Agro apareceu primeiro em Canal Rural.
Agricultura
Preço do boi gordo: veja como o mercado fechou a semana

O mercado físico do boi gordo encerra a semana mantendo o padrão dos negócios em grande parte do país.
De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos de maior porte ainda sinalizam para uma posição de relativo conforto em suas escalas de abate.
“No entanto, a expectativa é de uma boa demanda em dezembro, com o mercado interno contando com bons indicadores de consumo, enquanto a exportação segue aquecida, com o retorno da demanda norte-americana por carne bovina brasileira”, conta.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo ele, a expectativa é de bom ritmo de exportação para os Estados Unidos, diante da grande necessidade de compra dos norte-americanos, considerando a atual posição do rebanho de bovinos no referido país.
Preços médios da arroba do boi
- São Paulo: R$ 322,08
- Goiás: R$ 313,93
- Minas Gerais: R$ 317,06
- Mato Grosso do Sul: R$ 317,27
- Mato Grosso: R$ 299,53
Mercado atacadista
O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços no decorrer da sexta-feira.
“O ambiente de negócios volta a sugerir pela alta dos preços no curto prazo, em linha com o ótimo potencial de consumo durante o último bimestre. Cortes do traseiro apresentam maior potencial de valorização nesse período do ano pelo perfil de consumo”, disse Iglesias.
- Quarto traseiro: segue a R$ 25,50 por quilo;
- Quarto dianteiro: ainda é precificado a R$ 19,00 por quilo;
- Ponta de agulha: se mantém a R$ 18,50 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,3346 para venda e a R$ 5,3326 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3232 e a máxima de R$ 5,3572. Na semana, a moeda teve valorização de 0,08%.
O post Preço do boi gordo: veja como o mercado fechou a semana apareceu primeiro em Canal Rural.
Agricultura
Milho com sabugo no sistema de creep feeding melhora peso ao desmame dos bezerros

A utilização do milho com sabugo no sistema de creep feeding pode contribuir para o aumento do peso ao desmame dos bezerros, desde que a dieta seja devidamente balanceada.
O pecuarista José Luiz, de Tombos (MG), questionou a viabilidade dessa prática e recebeu a confirmação do zootecnista Luís Kodel, que ressaltou que, embora o milho com sabugo seja uma fonte de energia permitida, é fundamental a complementação proteica.
O creep feeding consiste em oferecer um suplemento exclusivo aos bezerros ainda mamando, o que visa aumentar seu peso ao desmame. Segundo Kodel, o principal ponto de atenção na utilização do milho com sabugo é sua composição quase totalmente energética, o que exige que o produtor adicione fontes proteicas à dieta para garantir um desenvolvimento saudável dos animais.
Confira:
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Formulação da dieta para creep feeding
A sugestão de formulação para a dieta do creep feeding deve incluir um equilíbrio entre energia e proteína. O milho com sabugo é valorizado por suas características nutricionais, boa palatabilidade e por ser uma ótima fonte de fibra, essencial para o desenvolvimento do rúmen dos bezerros.
Além disso, Kodel enfatiza a importância de atentar-se às dimensões do cocho do creep feeding, para que apenas os bezerros tenham acesso à mistura, garantindo um consumo adequado. A suplementação correta é crucial para que os bezerros apresentem um bom desempenho e peso ao desmame.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
O post Milho com sabugo no sistema de creep feeding melhora peso ao desmame dos bezerros apareceu primeiro em Canal Rural.
-

Meio Ambiente4 dias atrásAgrilife Solutions lidera a 4ª geração da nutrição vegetal com AgGranum e AgMaturis
-

Agronegócio4 dias atrásEUA seguem como principal destino do mel nacional
-

Mato Grosso5 dias atrásObras vão recuperar asfalto de avenidas e melhorar drenagem em Cuiabá
-

Agricultura4 dias atrásTrump elimina tarifas e altera dinâmica dos fertilizantes
-

Mato Grosso5 dias atrásMT Hemocentro traz programação especial para o Dia Nacional do Doador de Sangue nesta terça-feira (25)
-

Mato Grosso4 dias atrásProteção de cultivos – Mercado de biodefensivos cresce 18%, para R$ 4,35 bilhões na safra 2024-25, aponta levantamento da Kynetec Brasil
-

Mato Grosso4 dias atrásCitricultura – Programa ‘Eloos Citros’ aborda alta efetividade de inseticidas sobre o ‘greening’ e outras pragas relevantes dos pomares
-

Mato Grosso2 dias atrásRecadastramento 2025: servidores ativos de MT precisam atualizar dados até 30 de novembro














































