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Meio Ambiente

Um ciclone extratropical já provocou chuva e alagamentos no Sul

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Foto do destelhamento causado por venadaval em Restinga Seca. Créditos: Colabores da rádio Integração

Dados das estações do Instituto Nacional de Meteorologia, SIMAGRO e CEMADEN choveu 97 mm em Santa Maria, 96 mm em Sobradinho, 92 mm em Itaqui, 83 mm em Lagoa Bonita do Sul e Tupanciretã, 79 mm em Entre Ijuís, Ivorá 79 mm, 64 mm em Cruz Alta, 61 mm em São Luiz Gonzaga, 61 mm em Salto do Jacuí, 65 em Santo Ângelo, 59 mm em Quaraí, 56 mm em Santa Rosa, 53 mm em Nova Palma e Caçapava do Sul. Estações meteorológicas particulares registraram acumulados ainda mais altos.

Fortes ventos causam interdição de rodovia

Em Tupanciretã, Santiago e Santo Ângelo as estações anotaram mais de 100 mm. Em São Paulo das Missões e Maçambará choveu 93 mm, em São Gabriel choveu 91 mm, em Santa Maria 89 mm, em Itaqui e Joia 88 mm.

Em Santa Maria a madrugada foi de muitos transtornos com alagamentos de grandes proporções em diversos bairros da cidade. Em Panambi o aguaceiro alagou ruas e dificultou o trafego de veículos. Em Restinga Seca no centro do Estado um vendaval provocou destelhamentos. Em Santiago na noite de ontem um temporal passou pela cidade com vento forte e queda de granizo.

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O sensor do sensor GLM (Global Lightning Mapper) do satélite meteorológico GOES-19 registrou 98 mil raios nas últimas 24 horas no Rio Grande do Sul.

De acordo com a medição as cidades que tiveram maior incidência foram Itaqui com mais de 6 mil raios, Santiago com 5256, São Francisco de Assis com 4 mil raios, Maçambará 3858, Alegrete com 3681, Tupanciretã 3441.

PREVISÃO DE MAIS CHUVA E RISCO DE VENTO FORTE

Nas próximas horas a formação de um ciclone extratropical sobre o Uruguai que atuará junto a uma frente fria irá manter a instabilidade sobre o território gaúcho.

Pulsos de chuva forte ainda irão ocorrer acrescentando ainda maior volume de precipitação com risco de alagamentos e subida de rios e arroios.

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Na Metade Oeste e Sul modelos mantém os maiores acumulados nesta terça. Da tarde para a noite, contudo, a chuva avança na direção do Norte e Leste do Estado com previsão de pancadas de chuva localmente fortes e potencial de rajadas de vento de curta duração, raios e granizo.

Durante a tarde/noite o jato de baixos níveis acelera sobre o território gaúcho e mantém o risco de tempo severo e tempestades localizadas.

Na fronteira com o Uruguai a queda forte na pressão atmosférica favorece rajadas de vento forte que tendem a abranger parte do estado entre a noite de hoje e ao longo da quarta.

A chuva acompanha as rajadas de vento. Atenção para o entorno da Lagoa mirim e sul da Lagoa dos Patos.

Entre Rio Grande e a barra do Chuí o vento poderá ser persistente com rajadas muito fortes ao redor de 80 a 100 km/h. As operações do porto de Rio Grande deverão ser paralisadas em razão do vento forte e mar grosso.

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Com METSUL

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

El Niño pode elevar temperaturas após frio intenso previsto para maio

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Foto: Canva

 

O frio intenso que marca maio pode não se prolongar por muitos meses. Segundo dados da Meteored, a formação de um El Niño forte está em curso e pode provocar aumento das temperaturas nos próximos meses, alterando o padrão climático observado neste início de período mais frio.

O mês de maio deve terminar com temperaturas abaixo do normal em grande parte do Brasil. Massas de ar frio devem atingir áreas do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, mantendo a sensação de “inverno antecipado”.

Apesar disso, esse padrão pode ser temporário. A formação do El Niño tende a influenciar o comportamento das temperaturas nos meses seguintes, com possibilidade de aquecimento mais expressivo.

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El Niño pode reduzir duração do inverno antecipado

O chamado “inverno antecipado” ocorre em um momento de sucessivas entradas de ar frio no país. No entanto, a tendência associada ao El Niño indica que o frio intenso de maio pode não se repetir com a mesma persistência nos próximos meses.

Para a agricultura, essa mudança de padrão exige monitoramento. A alternância entre frio intenso no curto prazo e possibilidade de temperaturas mais elevadas adiante pode influenciar o planejamento de manejo, calendário produtivo e estratégias de prevenção em áreas sensíveis ao clima.

O fenômeno pode provocar aumento das temperaturas. Por isso, produtores, técnicos e cooperativas devem acompanhar a atualização dos modelos climáticos.

A principal mensagem é que maio ainda exige atenção ao frio, especialmente pelo risco de geadas, mas os meses seguintes podem apresentar uma dinâmica diferente, com maior influência do El Niño sobre as temperaturas.

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Do frio prolongado ao possível aquecimento

A previsão combina dois momentos distintos: no curto prazo, massas de ar frio mantêm temperaturas abaixo do normal; no médio prazo, o El Niño pode favorecer aumento das temperaturas.

Agrolink – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Regularização ambiental no campo vira oportunidade de renda para produtores rurais em São Paulo

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Divulgação

 

O Governo do Estado de São Paulo tem intensificado as ações de apoio técnico voltadas à regularização ambiental no campo, criando novas oportunidades de geração de renda para produtores rurais paulistas por meio do uso sustentável de áreas de vegetação nativa, reservas legais e áreas de preservação permanente (APPs).

A iniciativa é coordenada pela Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural (CRAR), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), e busca transformar a agenda ambiental em ferramenta de valorização da propriedade rural, preservação dos recursos naturais e fortalecimento da produção agropecuária sustentável.

Regularização ambiental pode aumentar valor da propriedade rural

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, produtores rurais podem utilizar mecanismos previstos na legislação ambiental para explorar economicamente áreas preservadas de maneira legal e sustentável.

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Entre as alternativas estão:

  • manejo sustentável da vegetação nativa;
  • implantação de Sistemas Agroflorestais (SAFs);
  • coleta de sementes, frutos e produtos florestais;
  • aproveitamento de madeira de árvores caídas naturalmente;
  • plantio comercial de espécies nativas.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo, destacou que a regularização ambiental não representa perda de produtividade para o produtor rural.

“É possível preservar, produzir e gerar renda ao mesmo tempo, com orientação técnica, segurança jurídica e proteção ambiental”, afirmou.

Sistemas Agroflorestais ganham espaço na agricultura familiar

Os agricultores familiares paulistas também podem manter atividades produtivas em Áreas de Preservação Permanente (APPs) por meio dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), modelo que combina árvores nativas com culturas agrícolas.

A prática vem sendo incentivada como alternativa sustentável para diversificação de renda, recuperação ambiental e aumento da resiliência das propriedades rurais.

Vegetação nativa pode gerar renda extra no campo

Outro destaque das ações da CRAR é a orientação técnica para comercialização legal de produtos oriundos da vegetação nativa.

A coleta de sementes, frutos e demais produtos florestais pode ser realizada mediante comunicação prévia aos órgãos competentes, permitindo ao produtor ampliar fontes de receita sem comprometer a preservação ambiental.

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Além disso, proprietários rurais podem cadastrar áreas de plantio de espécies nativas para futura exploração comercial da madeira. Após o registro oficial, a colheita e comercialização podem ocorrer sem necessidade de autorização específica para corte, desde que respeitados os critérios legais.

São Paulo lidera regularização ambiental rural no Brasil

O Estado de São Paulo já ultrapassou a marca de 200 mil Cadastros Ambientais Rurais (CARs) validados, consolidando liderança nacional na implementação do Código Florestal Brasileiro.

Os números mostram a dimensão do avanço:

  • mais de 54 mil cadastros possuem passivo ambiental identificado;
  • área superior a 2,8 milhões de hectares abrangida;
  • mais de 111 mil hectares em processo de recomposição ambiental;
  • mais de 1.050 PRADAs compromissados no estado;
  • cerca de 20 mil hectares destinados à recomposição ambiental;
  • outros 9,9 mil hectares vinculados à compensação de Reserva Legal.

Os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) também avançam no estado, fortalecendo a recuperação de áreas protegidas e a segurança jurídica no campo.

Governo reforça apoio técnico gratuito ao produtor rural

A equipe técnica da Coordenadoria de Regularização Ambiental Rural presta orientação gratuita aos produtores sobre:

recomposição de áreas protegidas;

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  • manejo sustentável;
  • uso permitido de espécies exóticas;
  • legislação ambiental rural;
  • regularização de propriedades.

Segundo a CRAR, o objetivo é aproximar o produtor das soluções ambientais disponíveis e demonstrar que preservação e produtividade podem caminhar juntas no agro paulista.

Os interessados podem buscar atendimento técnico pelo e-mail oficial da coordenadoria: [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Primeira onda de frio mais intensa do ano já tem data para chegar

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Imagem: Magnific

 

A primeira forte onda de frio do ano já tem data para chegar e vai afetar três regiões do Brasil com a incursão de uma massa de ar frio de origem polar que vai fazer com que a temperatura despenque em vários estados.

Mapa mostra projeção da massa de ar polar que trará onda de frio

Dados de modelos numéricos de previsão do tempo indicam que uma massa de ar frio de maior intensidade, a mais forte deste ano até agora, deve chegar ao Rio Grande do Sul entre sexta (8) e sábado (9), no final desta semana.

Na sequência, a massa de ar frio deve avançar pela Região Sul com queda acentuada da temperatura no próximo fim de semana. Após, de acordo com dados da modelagem numérica disponível hoje, o ar frio afetaria o Mato Grosso do Sul, São Paulo e o Rio de Janeiro.

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Diferentemente das últimas incursões de ar frio, deste fim de semana e do começo da semana passada, que produziram marcas negativas no Rio Grande do Sul, e eram de trajetória marítima.

Os dados dos modelos analisados pela MetSul Meteorologia sinalizam que a massa de ar frio que chegará no final da semana deve ser de trajetória continental, ou seja, vai avançar pelo interior da América do Sul.

Isso porque deve se formar um ciclone extratropical intenso rente ao Leste da Argentina na sexta-feira (8) a partir de uma área de baixa pressão que avançará do Chile. O ciclone vai impulsionar o ar frio associado a um centro de alta pressão de 1030 hPa que vai se posicionar no Norte da Argentina e, depois, sobre o Sul do Brasil.

Antes da chegada do ar frio, no entanto, a MetSul projeta o ingresso de ar muito quente ao longo da semana no Sul do Brasil com tardes de forte calor para maio e que serão seguidas por uma frente fria que pode trazer chuva intensa e fortes tempestades na segunda metade da semana.

ONDA DE FRIO TRARÁ AS MENORES TEMPERATURAS ATÉ AGORA NO ANO

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Uma vez que deve ser a incursão de ar frio mais forte a alcançar o território brasileiro até agora em 2026, a massa de ar gelado deve proporcionar as menores temperaturas até o momento no ano no Sul e parte do Sudeste do Brasil no próximo fim de semana e no começo da semana que vem.

Os dados indicam ainda que a massa de ar frio deve proporcionar vários dias seguidos de temperatura baixa a muito baixa com repetidas madrugadas em que as mínimas devem cair abaixo de zero no Sul do Brasil.

Conforme as projeções de hoje dos modelos, grande parte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná teria mínimas entre 0ºC e 5ºC, entretanto com mínimas abaixo de zero em diversos municípios.

No decorrer da semana, à medida que o evento de frio se aproxima, haverá refinamento das previsões de temperatura, mas com base nas projeções de hoje não se pode afastar que a temperatura caia a valores tão baixos quanto -3ºC a -5ºC nos Campos de Cima da Serra do Rio Grande do Sul e no Planalto Sul Catarinense.

As madrugadas mais geladas da onda de frio seriam a do domingo (10), segunda (11) e a terça-feira (12) com as menores mínimas previstas indicadas para o começo da semana que vem. A atmosfera seca, garantida pelo ciclone no oceano, contribuirá para noites de céu claro ou escassa nebulosidade, o que vai proporcionar condições de maior resfriamento e mínimas muito baixas em fundos de vale e baixadas nos locais de maior altitude. GEADA MAIS AMPLA ATÉ AGORA EM 2026 As previsões mais precisas de abrangência de geada serão feitas pela nossa equipe no decorrer da semana, mas, com base no pacote de modelagem numérica de hoje, se antecipa a possibilidade do maior episódio de geada do ano até agora.

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Mapa de projeção de geada com a onda de frio

Conforme as projeções dos modelos, a geada poderia se formar em centenas de cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná no próximo fim de semana e no começo da semana que vem. Mesmo em pontos do interior de São Paulo não se descarta que possa vir a gear fraco no início da próxima semana, entretanto geada em localidades mais ao Centro do Brasil parece improvável neste momento.

Mesmo em pontos do interior de São Paulo não se descarta que possa vir a gear fraco no início da próxima semana, entretanto geada em localidades mais ao Centro do Brasil parece improvável neste momento.

Com METSUL

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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