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Economia

Destilaria leva sabores do Pantanal para o mercado internacional

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Foto: Famasul

Transformar ingredientes do Pantanal em uma experiência única e, ao mesmo tempo, mostrar ao mundo o potencial de Mato Grosso do Sul. Foi com esse propósito que nasceu a Destilaria Bunker, primeira do estado especializada na produção de gin e vodka autorais. Com apoio do Sistema CNA/Senar, por meio do programa agroBR, a empresa estruturou seu projeto de exportação e hoje está mais próxima de conquistar o mercado internacional.

Com a proposta de criar novos sabores a partir de ingredientes que fazem parte do bioma sul-mato-grossense, a Bunker iniciou suas atividades em 2022. O projeto surgiu da vontade de desenvolver bebidas que traduzissem, em aroma e sabor, a identidade regional.

Fertilizantes caros e conflitos pressionam custo da próxima safra

“A gente veio com um projeto focado em fomentar o nosso bioma, que é o Pantanal. Nós somos a primeira destilaria de gin e vodka do estado do Mato Grosso do Sul e a gente queria desenvolver um gin que tivesse características aromáticas dos ingredientes locais, regionais”, conta o gestor da empresa, Breno Andrade de Moraes.

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Por ser pioneira no segmento, a empresa precisou buscar referências e orientação para estruturar o negócio e explorar novas oportunidades de mercado.

“Por ser a primeira do estado na área de gin e vodka, a gente precisava de referência, precisava de suporte. Era um mercado ainda muito escuro para a gente. Foi onde a gente acabou se aproximando do Senar, mais especificamente do agroBR.”

Com o suporte técnico do programa, a Bunker desenvolveu um projeto de comercialização internacional, incluindo a elaboração de portfólio em diversos idiomas, estratégias de precificação, estudos logísticos e adequação de materiais para apresentação a compradores estrangeiros.

“Nosso projeto a gente ficou alguns meses discutindo e desenvolvendo toda a parte do portfólio dos produtos, apresentação em diversos idiomas, toda a parte de precificação do produto, logística, questão dos incoterms, dos fretes, de entender a logística de exportação, que é muito diferente da operação interna.”

Atualmente, cerca de 90% do projeto já está concluído e a empresa já participou de rodadas internacionais de negócios. Para Breno, o conhecimento adquirido ao longo do processo foi essencial para superar o receio de entrar em um mercado ainda desconhecido.

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“O medo, a insegurança, ela pode existir sempre, mas quando a gente está acompanhado de pessoas que trazem o conhecimento, que trazem autoridade, a gente acaba deixando um pouco isso de lado e consegue trabalhar de maneira mais eficiente, com mais assertividade nos negócios. Sozinho não chega em lugar nenhum.”

Entenda o agroBR – Criado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, em parceria com a ApexBrasl e o Sebrae, o programa é totalmente gratuito para dar suporte a empreendedores rurais no caminho do comércio internacional, a fim de serem cada vez mais protagonistas do próprio sucesso. Além de prestar assistência em todas as etapas, o agroBR oferece ferramentas para quem vê na exportação novas possibilidades.

Com Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Brasil alcança maior número de cervejarias da história

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Gerada por IA

O Brasil registrou, em 2025, o maior número de cervejarias da história. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, apontam que o país chegou a 1.954 estabelecimentos do setor espalhados por 794 municípios.

Além do crescimento no número de cervejarias, o setor também bateu recorde no valor das exportações, que alcançaram US$ 218,4 milhões no ano passado.

Mesmo com avanço mais tímido em relação aos últimos anos — alta de apenas 0,3% sobre 2024 — o mercado cervejeiro brasileiro ampliou a presença internacional e consolidou a diversidade de produtos disponíveis no país.

O levantamento mostra ainda que o Brasil contabilizou 44.212 cervejas registradas em 2025, crescimento de 2,4% em relação ao ano anterior, além de mais de 56 mil marcas cadastradas.

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Segundo o Ministério da Agricultura, o número de cervejarias registradas no Brasil cresceu 4.785% ao longo da série histórica monitorada pelo Governo Federal.

O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Ministério da Agricultura, Hugo Caruso, afirmou que o desempenho demonstra a consolidação da cerveja brasileira no mercado internacional, principalmente pelo aumento no valor das exportações.

Já o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, avaliou que o setor mostrou capacidade de adaptação mesmo diante de um cenário econômico desafiador em 2025.

São Paulo segue liderando o ranking nacional, com 452 cervejarias registradas. A região Sudeste concentra quase metade das unidades brasileiras, com 923 estabelecimentos.

A atividade cervejeira já está presente em 14,3% dos municípios brasileiros. A cidade de São Paulo permanece como a líder nacional em número de cervejarias, com 61 registros.

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No comércio exterior, o Brasil exportou 315,5 milhões de litros de cerveja em 2025. Apesar da queda de 5,1% no volume exportado, o faturamento bateu recorde histórico, indicando valorização do produto brasileiro no mercado internacional.

O Paraguai segue como principal destino da cerveja brasileira, concentrando 62,3% das exportações, seguido por Bolívia, Uruguai, Argentina e Chile.

As importações também cresceram. O Brasil importou 26,3 milhões de litros de cerveja em 2025, aumento de 251,4% em comparação com o ano anterior. Os Estados Unidos lideram as vendas para o mercado brasileiro.

O setor de bebidas superou 143 mil empregos diretos no país. Desse total, quase 42 mil postos estão ligados diretamente à fabricação de cerveja, chope e malte.

Outra tendência apontada pelo anuário foi o crescimento das cervejas sem glúten, cuja produção aumentou mais de 400% em 2025.

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Redação/VGNAgro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Carga aérea cresce e exportações chegam a US$ 5,8 bi

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Carga aérea cresce e exportações chegam a US$ 5,8 bi – Gerada por IA

 

O transporte aéreo de cargas no Brasil movimentou 308,7 mil toneladas no primeiro trimestre de 2026, enquanto as exportações por via aérea alcançaram US$ 5,8 bilhões — alta de 43% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são do Painel de Indicadores da Carga Aérea, do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor).

O avanço foi puxado principalmente pela demanda internacional, crescimento do comércio eletrônico e aumento no transporte realizado por aeronaves cargueiras. Apesar do salto nas exportações em valor, o volume internacional transportado ficou praticamente estável no comparativo anual, somando 207,5 mil toneladas.

No mercado interno, a movimentação de cargas registrou leve retração de 1,5%, fechando o trimestre com 101,2 mil toneladas. Ainda assim, o segmento operado exclusivamente por aviões cargueiros cresceu 18,3% e atingiu 39,8 mil toneladas, ampliando participação no setor doméstico.

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As operações entre Manaus (AM) e os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, seguiram entre as principais rotas do país, impulsionadas pela distribuição de produtos industriais e mercadorias ligadas ao comércio eletrônico.

Já no cenário internacional, os Estados Unidos mantiveram protagonismo nas operações aéreas brasileiras, especialmente nas conexões com Miami. A rota também concentra parte significativa das exportações de produtos farmacêuticos, eletrônicos, máquinas e cargas de alto valor agregado.

Segundo o levantamento, os Estados Unidos, China e Alemanha lideraram as origens das importações aéreas brasileiras, concentrando cerca de 45% do valor movimentado. Do lado das exportações, os principais destinos foram Estados Unidos, Canadá e Suíça, responsáveis por quase metade do valor exportado por carga aérea.

Os dados também mostram mudança gradual no perfil operacional do setor. Enquanto o transporte em aeronaves exclusivamente cargueiras avançou tanto no mercado doméstico quanto internacional, as operações em aeronaves mistas — que transportam passageiros e cargas — registraram queda nos dois segmentos.

O Ministério de Portos e Aeroportos atribui o desempenho ao aumento da competitividade logística brasileira e à expansão da demanda global por entregas rápidas. Especialistas do setor apontam que o crescimento do e-commerce internacional e o transporte de produtos de maior valor agregado têm pressionado aeroportos e operadores por mais eficiência e capacidade operacional.

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Redação/VGNAgro

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Custos da safra 2026/27 sobem em Mato Grosso e cenário internacional pressiona produtor rural

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Divulgação

 

As principais culturas agrícolas de Mato Grosso tiveram aumento em abril deste ano no custo de produção, de acordo com boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT), por meio do Projeto CPA-MT – Custo de Produção Agropecuária. Os custos da soja, milho e algodão para a safra 26/27 foram pressionados principalmente pela alta nos fertilizantes, defensivos agrícolas e pelas incertezas do cenário internacional desde março.

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Segundo os dados do CPA-MT, o custeio da soja para a safra 2026/27 foi projetado em R$ 4.286,89 por hectare, alta de 1,88% em relação a março deste ano. O principal fator desse aumento foi a elevação das despesas com fertilizantes, que cresceram 2.733,09%, enquanto os custos com defensivos agrícolas avançaram 2,17%.

O levantamento aponta que a aquisição de insumos para a próxima safra ainda está em andamento, o que mantém o custo de produção como um dos principais pontos de atenção para o produtor rural neste momento.

Já o milho foi a cultura com maior aumento de custo em Mato Grosso. Na comparação com março, o projeto CPA-MT apontou crescimento de 2,32% no custeio da safra 2026/27, impulsionado pela alta de 4,30% nos fertilizantes e corretivos, e de 2,46% nos defensivos agrícolas. Também houve elevação nos custos com sementes.

De acordo com o boletim, o ambiente internacional mais instável elevou a volatilidade nos mercados e impactou diretamente os preços futuros dos insumos importados utilizados na produção de milho. Com isso, o Custo Operacional Efetivo (COE) do grão apresentou incremento de 1,72% no comparativo mensal, enquanto o Custo Total (CT) avançou 1,25%.

O algodão foi outra cultura afetada, que passou a exigir preço mínimo de R$ 127 por arroba para cobrir Custo Operacional Efetivo. Em abril deste ano, o custeio da safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 10.642,28 por hectare, avanço de 1,05% no comparativo com março.

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Conforme destacado pelo CPA-MT, a alta da pluma foi puxada pelos custos com macronutrientes, motivados pelas tensões no mercado internacional. Com isso, o COE do algodão ficou projetado em R$ 15.227,56 por hectare, aumento de 0,55% no mês.

O boletim publicado na segunda-feira traz ainda um dado que chama atenção do mercado: considerando a produtividade média estimada em 119,82 arrobas por hectare de pluma, o produtor precisará vender o algodão a pelo menos R$ 127,09 por arroba apenas para cobrir o custo operacional efetivo da produção.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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