Agronegócio
Milho: Colheita avança; preços variam entre regiões

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As atividades de colheita da primeira e segunda safras de milho seguem avançando no Brasil, mas agentes continuam incertos quanto à produção da segunda safra em algumas regiões, de acordo com pesquisadores do Cepea. O clima ao longo de maio não amenizou a situação das lavouras, especialmente as do Sul, Sudeste e de partes do Centro-Oeste.
Quanto aos preços, levantamentos do Cepea apontam que os movimentos são distintos dentre as praças acompanhadas, refletindo as condições de oferta e de demanda. Em regiões consumidoras, como partes de São Paulo, os valores recuaram, sobretudo devido à retração de compradores.
De modo geral, pesquisadores do Cepea explicam que o que prevalece é comprador sinalizando ter estoques e no aguardo de um maior volume para negociar. Do lado vendedor, a maioria analisa a situação local para disponibilizar novos lotes.
Fonte: Cepea
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço da tilápia sobe em abril, mas ritmo desacelera com demanda mais fraca da indústria

Reprodução
Os preços da tilápia continuaram em alta em abril, mas com menor intensidade em comparação ao mês anterior, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada. A valorização segue sustentada, principalmente, pela oferta restrita no mercado, cenário que tem limitado a disponibilidade do pescado.
Por outro lado, a demanda apresentou sinais de desaceleração, especialmente por parte dos frigoríficos, que reduziram o ritmo de compras ao longo do mês. Ainda assim, o consumo em feiras livres segue aquecido, com preferência por peixes de maior porte, o que ajuda a sustentar parcialmente os preços.
No mercado externo, o desempenho foi mais fraco. As exportações de tilápia e seus produtos secundários continuaram em queda em abril, tanto em volume quanto em receita. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do pescado brasileiro, mas com redução nas compras em relação ao mesmo período do ano passado.
O cenário revela um equilíbrio delicado entre oferta e demanda: enquanto a escassez do produto ainda sustenta os preços, o enfraquecimento de parte da demanda e o recuo nas exportações indicam desafios para o setor nos próximos meses.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Conab estima safra recorde de grãos de 358 milhões de toneladas e maior produção de soja da série histórica

Ilustração
A produção de grãos brasileira está estimada em 358 milhões de toneladas. O volume é 1,6% superior ao obtido na safra passada, o que representa um incremento de 5,7 milhões de toneladas no montante a ser colhido. Os números apontam a expectativa de recorde na safra, impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, conforme dados apresentados no 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (14).
Projetada em 180,1 milhões de toneladas, a produção de soja deve atingir um marco inédito, superando a previsão anterior em 978 mil toneladas, o equivalente a um ajuste de 0,5%, com 98,3% da área já colhida. Em termos de volume a ser obtido, é esperado um crescimento de 8,6 milhões de toneladas para a oleaginosa em referência à safra 2024/25, o que representa um aumento de 5%, marcando o sétimo crescimento nas últimas dez safras. Destaque também para o milho primeira safra, que voltou a apresentar aumento na área semeada em relação aos últimos anos, o que reflete em uma colheita de aproximadamente 28,5 milhões de toneladas, superando em 3,5 milhões de toneladas a produção anterior, e para o sorgo, que pode chegar a 7,6 milhões de toneladas produzidas.
Para o total das três safras do milho, a Companhia estima que seja colhida a segunda maior produção da série histórica, estipulada em 140,2 milhões de toneladas. Em relação ao último levantamento, os dados apontam um ganho de 0,4%, correspondente a 600 mil toneladas. Com 71,5% da área colhida até o início de maio, a primeira safra do cereal registrou um incremento de 1,8% em relação ao levantamento anterior, com alta de 493 mil toneladas. Concluída a semeadura, a 2ª safra deve atingir 108,5 milhões de toneladas, com leve queda de 0,6% em comparação ao ciclo anterior. Nos estados de Goiás e Minas Gerais, essa variação decorre da influência climática sobre a produção e, no panorama nacional, os dados ainda apontam aumento de 2,1% na área plantada.
A perspectiva de incremento de até 23,8% para o sorgo está associada ao avanço significativo na área cultivada, uma vez que o cereal, além de ter maior tolerância à deficiência hídrica, apresenta destinação bastante próxima à do milho. A área plantada cresceu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, com aumento de 50,7%. Maior produtor nacional na safra 2024/25, o estado de Goiás deve ter um ganho de 40,3% na produção, superando o volume de 2,2 milhões de toneladas. “Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de deficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos.
Para o arroz, item fundamental na alimentação dos brasileiros, as projeções indicam queda de 0,3% na produção, calculada em 11,1 milhões de toneladas, o que mantém a estabilidade em comparação ao estimado no mês antecedente. Em relação à safra 2024/2025, o recuo esperado é de 1,7 milhão de toneladas, consequência da diminuição da área plantada em cerca de 13,7%. Considerando que 94,6% da área já foi colhida, os dados ainda mostram ganho de produtividade nesta safra, alcançando 7.281 quilos por hectare.
Para o feijão, outro produto de destaque na mesa dos brasileiros, a produção total tende a decrescer 5,2% em volume colhido quando comparada à safra anterior, mantendo-se dentro da estabilidade prevista no último levantamento divulgado pela Companhia, sendo estimada em 2,9 milhões de toneladas somadas as 3 safras do grão. Com 95,4% da área colhida, a primeira safra da leguminosa registrou ganho de produtividade de 4,3%, devendo atingir pouco mais de 969 mil toneladas em volume produzido. Apesar da previsão de redução nas áreas plantadas e no volume produzido de arroz e feijão, não há risco de desabastecimento desses grãos no mercado interno.
Com maior parte das lavouras já em fase prévia à colheita, a produção esperada de algodão deve chegar a aproximadamente 4 milhões de toneladas de pluma, queda de 2,6% em relação ao volume da safra 2024/25. As projeções refletem redução na área plantada e na produtividade. A produção estimada de trigo também deve diminuir em 1,5 milhão de toneladas, resultado impactado principalmente pela redução da área semeada no Rio Grande do Sul e no Paraná. De acordo com os valores apurados pela Companhia, o país deve produzir 6,4 milhões de toneladas do cereal.
Mercado
A indústria de etanol deve impulsionar o consumo interno do milho, que tende a avançar em 4,6% em relação à temporada passada, estimada em 94,86 milhões de toneladas. A Conab também avalia que as exportações do produto seguirão elevadas, superando o ciclo 2024/25 e podendo alcançar 46,5 milhões de toneladas, o que se deve à boa produção. Ainda assim, o estoque de passagem do cereal no final da atual safra deve ficar próximo a 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as exportações do grão acompanham os números positivos da safra, com estimativa de que os embarques cheguem a 116 milhões de toneladas, crescimento de 7,25% se comparado com a temporada de 2024/25.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Pomares apostam em soluções naturais contra estresse

Foto: Divulgação
A produção de frutas tem enfrentado desafios crescentes diante das mudanças climáticas e das condições ambientais adversas. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis à falta de água, ao calor excessivo e à salinidade do solo, fatores conhecidos como estresses abióticos. Esses fenômenos comprometem o desenvolvimento das plantas e afetam tanto a qualidade quanto o volume da produção, levando produtores a buscar alternativas para preservar o potencial produtivo dos pomares, entre elas os bioestimulantes.
O gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, Bruno Carloto, destaca o uso de extratos da alga Ascophyllum nodosum como uma das ferramentas utilizadas no manejo das culturas. Encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, em regiões do Canadá, Irlanda e Noruega, a espécie se desenvolve em ambientes marcados por variações de maré, alta salinidade e mudanças intensas de temperatura, que variam de -22°C a 40°C. “Ao longo do tempo, essas condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. São justamente essas características que, quando transferidas por meio de seus extratos, contribuem para aumentar a tolerância das plantas cultivadas a diferentes tipos de estresse”, afirma.
Segundo estudos e aplicações no campo, os compostos derivados da alga fortalecem processos internos das plantas e ampliam a capacidade de resposta às condições ambientais. Em períodos de seca ou temperaturas elevadas, as plantas tratadas tendem a manter desenvolvimento mais estável, reduzindo os impactos negativos sobre a produção.
Bruno Carloto afirma que compreender a reação das plantas às condições climáticas é um fator importante para manter a produtividade nas lavouras. “Quando conseguimos ajudar a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente em produtividade e qualidade dos frutos”, explica.
No campo, os efeitos dessas estratégias podem ser percebidos em plantas que conseguem atravessar períodos adversos sem comprometer a formação e o enchimento dos frutos. Em culturas frutíferas, nas quais a qualidade final é determinante para o mercado interno e para exportação, manter esse equilíbrio pode representar maior competitividade para os produtores.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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