Agricultura
Avanço da colheita pressiona preços do milho no mercado interno

CNA/ Wenderson Araujo/Trilux
Os preços do milho registraram queda na última semana na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores da instituição, a pressão sobre os preços resulta do avanço da colheita, que está ocorrendo em um ritmo mais acelerado do que no ano anterior. Esse aumento na oferta tem impactado as cotações do milho, mesmo com as negociações no mercado spot sendo lentas.
Ainda que muitos produtores estejam começando a aumentar o volume de milho disponibilizado, uma parte deles continua cautelosa devido aos possíveis impactos do clima adverso sobre as lavouras. Esta cautela limita a oferta no mercado e mantém uma certa resistência à queda mais acentuada dos preços. Por outro lado, do lado da demanda, os consumidores estão utilizando os lotes negociados antecipadamente ou priorizando o uso de estoques existentes, comprando apenas pequenas quantidades no mercado spot à espera de novas desvalorizações.
Essa combinação de fatores – oferta cautelosa devido ao clima e demanda restrita pela espera de melhores preços – tem contribuído para a queda nos preços do milho, refletindo um mercado em transição entre a colheita e a plena oferta. Os colaboradores consultados pelo Cepea indicam que essa tendência de desvalorização pode continuar conforme o progresso da colheita e a resposta dos mercados ao volume colhido.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Carreiras construídas no campo mostram a força do setor florestal no Brasil

André orienta equipes em contratos de silvicultura e colheita de madeira
Para milhões de brasileiros, o campo é muito mais do que um local de trabalho: é espaço de pertencimento, história familiar e construção de futuro. Dentro desse universo, o setor florestal se destaca, ano após ano, pela capacidade de gerar oportunidades e transformar trajetórias, impulsionado pela expansão da silvicultura, da colheita de madeira e pela mecanização das operações.
Esse cenário se reflete nos números mais recentes da pesquisa “Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura”, do IBGE. Em 2024, a economia florestal brasileira movimentou R$ 44,3 bilhões, com a silvicultura respondendo por 84,1% desse valor. No mesmo período, mais de 4,9 mil municípios registraram algum tipo de produção florestal.
No mercado de trabalho, o setor de árvores plantadas foi responsável por 2,8 milhões de empregos diretos e indiretos no país, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgados em 2025.
Mas os números ajudam a contar apenas parte dessa história. Por trás da dimensão econômica, da presença territorial e da tecnologia, há profissionais que começaram em funções operacionais, aprenderam na prática e transformaram oportunidade em trajetórias consistentes no campo.
Na Reflorestar Soluções Florestais, essas histórias refletem uma realidade recorrente: o campo como espaço de aprendizado contínuo, desenvolvimento técnico e crescimento profissional.
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Do corte de cana à formação de equipes de manutenção
Quando chegou à Reflorestar Soluções Florestais, em 2012, André Costa de Oliveira já tinha experiência no campo com o corte de cana. Aos 22 anos, buscava uma nova oportunidade e encontrou na vaga de auxiliar de manutenção, o início de uma nova profissão.
O começo exigiu persistência. André precisou aprender desde a identificação das ferramentas até a lógica de funcionamento dos equipamentos usados nas operações florestais. “Na época, eu ainda não tinha familiaridade com algumas ferramentas básicas, como diferentes tipos de chave combinada”, lembra. A dificuldade quase o fez desistir nos primeiros meses, mas também despertou nele o interesse pela manutenção mecânica.
Para evoluir na função, passou a se dedicar ao estudo de catálogos de peças, manuais técnicos e diagramas elétricos. O aprendizado não ficava restrito ao expediente: depois de enfrentar uma dificuldade na operação, buscava entender a causa do problema para retornar com mais preparo. Essa dedicação abriu caminho para novas posições: André tornou-se mecânico, depois mecânico líder e hoje atua como instrutor de manutenção.
Hoje, André orienta equipes em contratos de silvicultura e colheita de madeira nos estados onde a Reflorestar atua, como Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. O campo continua sendo parte essencial do seu dia a dia: ele acompanha frentes operacionais, participa de momentos com as equipes, como o DDS, e apoia procedimentos que garantem a disponibilidade dos equipamentos. “Minha função é desenvolver as equipes e ajudar cada profissional a executar a manutenção da melhor forma possível.”
Presença no campo como forma de liderar
A construção de uma carreira a partir da prática também marca a história de Cláudio Adão de Carvalho, 45 anos. Ainda jovem, deixou Minas Gerais para trabalhar no corte de cana no interior de São Paulo com um objetivo claro: juntar recursos para tirar a habilitação e realizar o sonho de infância de ser motorista.
Depois de conquistar a CNH, iniciou sua atuação no setor florestal com atividades de limpeza de área e transporte de madeira. Em 2009, chegou à Reflorestar como motorista carreteiro. O cuidado com o equipamento, a atenção à operação e a disposição para assumir novos desafios abriram caminho para outras funções.
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Com o tempo, passou por diferentes áreas: produção mecanizada de carvão, colheita e gestão de módulos operacionais. Em 2016, recebeu o convite para atuar no Sul da Bahia e ajudar a estruturar uma operação fora de Minas Gerais. A missão, prevista inicialmente para durar três meses, se transformou em uma permanência de quase uma década na região. Desde 2018, ele atua como supervisor de operações florestais.
Sua rotina envolve gestão de pessoas, desenvolvimento de lideranças, acompanhamento da manutenção, da operação e da segurança, além da entrega final ao cliente. Mesmo com responsabilidades administrativas, é no campo que ele diz se sentir mais realizado.
“Quando você está na frente da atividade, as pessoas se sentem amparadas. Estar com a equipe no campo faz diferença para enxergar os gargalos da operação e dar condição para o trabalho acontecer”, destaca.
Da vivência rural à gestão de grandes operações
A valorização da prática também aparece na história de Nilo Neiva, 44 anos, hoje gerente geral de operações da Reflorestar. Criado na zona rural, em Minas Gerais, aprendeu desde cedo a conciliar estudo, responsabilidade e trabalho. “Meu pai insistiu muito em ensinar a gente a trabalhar, a andar com as próprias pernas”, lembra.
Ainda adolescente, Nilo saiu de casa para trabalhar em um supermercado, onde passou por funções como repositor, entregador e caixa. Mais tarde, estudou em uma escola agrotécnica federal, formou-se como técnico em agropecuária e começou a buscar oportunidades no setor florestal.
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A chegada à Reflorestar aconteceu quando a empresa ainda estruturava suas primeiras operações mecanizadas. Nilo entrou como encarregado e acompanhou de perto o início da colheita com máquinas, os treinamentos de operação e manutenção e a expansão dos contratos. À medida que assumia novas responsabilidades, também buscava formação: fez cursos de manutenção e liderança, graduou-se em Administração de Empresas e cursou pós-graduações em gestão estratégica de pessoas e gestão tática.
Com o crescimento da empresa, Nilo passou por funções de supervisão e gerência de contrato até chegar à gerência geral de operações. Hoje, lidera diretamente oito lideranças e, indiretamente, mais de 400 profissionais. Mesmo em uma posição estratégica, mantém a proximidade com o campo: visita contratos, acompanha indicadores, discute falhas, cobra diagnósticos e busca aproximar planejamento e execução.
Para Nilo, essa presença é indispensável. “Você não transforma aquilo que não conhece. No setor florestal, você precisa estar perto da operação, entender o campo e acompanhar as equipes”, resume.
As trajetórias de André, Cláudio e Nilo mostram que, além dos números e da tecnologia, o setor florestal é construído por pessoas que encontram no campo um caminho de desenvolvimento contínuo.
Em um cenário de expansão e crescente mecanização, essas histórias reforçam o papel do setor como espaço de formação, permanência e construção de futuro, conectando experiência prática, evolução profissional e oportunidades reais em todo o país.
Sobre a Reflorestar
Empresa integrante do Grupo Emília Cordeiro, especializada em soluções florestais, incluindo silvicultura, colheita mecanizada, carregamento de madeira e locação de máquinas. Atualmente com operações em Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul, ela investe em capacitação técnica e comportamental, gestão integrada e confiabilidade dos equipamentos para oferecer as soluções mais adequadas para cada particularidade dos clientes.
Fundada em 2004 no Vale do Jequitinhonha (sede em Turmalina, MG), originou-se da paixão pelo cuidado com o solo e o meio ambiente. Com 20 anos de atuação, a Reflorestar se consolidou no mercado pela visão inovadora no segmento florestal e pela oferta de serviços de qualidade, atendendo clientes em todo o Brasil.
Mais informações:
Érica Vaz
[email protected]
Erica da Silva Vaz Souza
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Lagartas – Adesão a atrativo alimentar para mariposas, que reduz ataques de lagartas, quase triplicou na safra 2025-26

Divulgação
Campinas (SP) – No ciclo 2025-26 a adesão ao atrativo alimentar Chamariz®, da AgBiTech, avançou acima de 850 mil hectares tratados. O número representa quase o triplo das vendas na comparação à safra anterior. Para a temporada 2026-27, a expectativa é a de manter forte o ritmo de crescimento na comercialização da tecnologia, segundo informa o diretor de marketing da companhia, Pedro Marcellino.
Descrita como uma ferramenta de controle comportamental de lepidópteros, Chamariz® ganhou a adesão de grandes grupos produtores pela eficácia comprovada na eliminação de mariposas que dão origem às principais lagartas dos cultivos: Helicoverpa spp, o complexo de Spodopteras, espécies como Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu, entre outros.
“A base de clientes usuários dessa ferramenta de manejo subiu 300% em duas safras”, celebra Marcellino.
“Tais dados respaldam a abertura do agricultor brasileiro para novas tecnologias. De maneira inteligente, ele percebeu que controlar às lagartas na forma adulta, caso das mariposas, compreende uma alternativa estratégica”, diz o executivo. “Garantir o controle da pragas antes mesmo da ocorrência de danos à lavoura é a maneira mais efetiva de proteção”, ele reforça.
De acordo com Marcellino, o controle de mariposas por meio da tecnologia, cuja aplicação se dá combinada a um inseticida – conceito “atrai-mata” – impede ainda que elas coloquem mais ovos e gerem novas lagartas.
Em determinadas áreas de soja nas quais ocorreram avaliações da ferramenta, complementa Marcellino, mais de 20 mil mariposas por hectare foram controladas. “Pelo menos dez mil eram fêmeas. Se considerarmos que mariposas colocam até 1,5 mil ovos, teríamos nesses locais, potencialmente, 15 milhões de lagartas por hectare”, ele exemplifica.
Comparações a campo
Conforme Daniel Caixeta, pesquisador sênior da AgBiTech e especialista em semioquímicos, trabalhos de pesquisa conduzidos a campo com o atrativo Chamariz® demonstraram que foi possível diminuir 87% da incidência de lagartas em algodão, “com redução de 70% nos danos às estruturas reprodutivas”.
Caixeta adianta também que a ação do produto, na dose de 300 ml por hectare, excede o desempenho dos principais competidores – avaliados a 500 ml por hectare – e se mantém inalterada por períodos de quatro dias.
Dados apurados pela pesquisa da AgBiTech em lavouras de sorgo, continua Caixeta, revelaram que na comparação relacionada à captura da Spodoptera frugiperda, Chamariz® controlou em média 621 mariposas contra 256 de um segundo produto. Já frente a um terceiro produto, essa diferença foi ainda mais representativa: 621 a 14 indivíduos capturados e mortos. “Neste último caso, somando todas as espécies capturadas, a mesma relação mostrou o controle de 1001 mariposas por Chamariz®, ante 63 do produto comparado.”
Segundo Pedro Marcellino, o atrativo alimentar Chamariz® surgiu na Austrália. “O sucesso no Brasil se explica pelo fato de o país apresentar elevada favorabilidade a infestações de mariposas. A solução conta com amplo espectro de controle, além de auxiliar o agricultor a fomentar produtividade e rentabilidade”, ele conclui.
Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. www.agbitech.com.br
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
A agricultura com muito mais precisão

Foto: Assessoria C.Vale
Cinco La Niña e um El Niño em seis anos. Os fenômenos climáticos vêm castigando sem dó os produtores rurais brasileiros desde a safra 2020/21. Com seguros caros e de cobertura limitada, muitos agricultores passaram a enfrentar dificuldades financeiras, agravadas pela desvalorização dos grãos. Para quem não contratou seguro, a condição é bem mais difícil.
O controle da frequência e do volume das chuvas não está ao alcance do ser humano, mas algumas medidas podem ser adotadas pelo agricultor para minimizar perdas por danos climáticos. O produtor Agnaldo Leite passou a cultivar milho em consórcio com crotalária ou braquiária ainda em 2018 nos 275 hectares de sua propriedade em Brasilândia do Sul, no noroeste do Paraná. A área é de solo misto, com índice de argila entre 25 e 50%, e não suporta bem os períodos secos. Leite semeia as plantas de cobertura ainda com o milho safrinha no campo. Na sequência, a soja é implantada com bastante palhada, que acaba mantendo a umidade do solo por mais tempo. Outro benefício dessa técnica é que a janela de plantio ganha mais alguns dias.
O engenheiro agrônomo da C.Vale Mateus Delai, que presta assistência ao produtor, complementa dizendo que a crotalária ajuda a repelir o nematoide. Além disso, ela recicla nutrientes, servindo como fonte de fósforo e potássio.
AGRICULTURA DE PRECISÃO
A formação de palhada não é a única atitude de Agnaldo Leite para melhorar a qualidade do solo. Ele também fez a agricultura de precisão nos 278 hectares de lavoura com uma plantadeira de taxa variável para fazer a adubação conforme o apontado pela análise de solo.
Com Assessoria C.Vale
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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