Agricultura
Avanço da colheita pressiona preços do milho no mercado interno

CNA/ Wenderson Araujo/Trilux
Os preços do milho registraram queda na última semana na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores da instituição, a pressão sobre os preços resulta do avanço da colheita, que está ocorrendo em um ritmo mais acelerado do que no ano anterior. Esse aumento na oferta tem impactado as cotações do milho, mesmo com as negociações no mercado spot sendo lentas.
Ainda que muitos produtores estejam começando a aumentar o volume de milho disponibilizado, uma parte deles continua cautelosa devido aos possíveis impactos do clima adverso sobre as lavouras. Esta cautela limita a oferta no mercado e mantém uma certa resistência à queda mais acentuada dos preços. Por outro lado, do lado da demanda, os consumidores estão utilizando os lotes negociados antecipadamente ou priorizando o uso de estoques existentes, comprando apenas pequenas quantidades no mercado spot à espera de novas desvalorizações.
Essa combinação de fatores – oferta cautelosa devido ao clima e demanda restrita pela espera de melhores preços – tem contribuído para a queda nos preços do milho, refletindo um mercado em transição entre a colheita e a plena oferta. Os colaboradores consultados pelo Cepea indicam que essa tendência de desvalorização pode continuar conforme o progresso da colheita e a resposta dos mercados ao volume colhido.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores rurais ganham mais flexibilidade para utilizar os descontos na tarifa de energia elétrica para irrigação e aquicultura

Divulgação Famato
O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) informa aos produtores rurais sobre a publicação da Portaria Normativa nº 137, de 8 de junho de 2026, do Ministério de Minas e Energia (MME), que estabelece novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinados às atividades de irrigação e aquicultura.
A irrigação é uma das atividades que mais consomem energia elétrica nas propriedades rurais. Quanto maior a possibilidade de utilizar os sistemas nos horários com desconto, menor tende a ser o custo operacional da atividade. Com essa nova medida, as unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, incluindo cooperativas de eletrificação rural, poderão adequar os horários de utilização da energia elétrica às necessidades de suas atividades produtivas.
Para o superintendente da Famato, Cleiton Gauer, em um estado como Mato Grosso, onde períodos de estiagem podem impactar a produtividade, a redução dos custos com energia torna os projetos de irrigação mais viáveis economicamente.
“O produtor rural precisa de regras que acompanhem a dinâmica da produção. Ao permitir mais flexibilidade nos horários de uso da energia com desconto, a nova norma ajuda o produtor a planejar melhor suas atividades e a tornar a irrigação uma ferramenta ainda mais eficiente para aumentar a produtividade no campo”, afirma.
Conforme a nova regulamentação, o desconto continuará sendo aplicado durante um período diário de 8 horas e 30 minutos. Esse período poderá ser contínuo ou dividido em até três faixas horárias, sempre em múltiplos de 30 minutos, respeitando os horários de menor demanda do sistema elétrico.
Entre os principais pontos da portaria está a garantia de que o produtor rural terá preferência na definição dos horários para usufruir do benefício, exceto no período compreendido entre 17h e 21h30, faixa em que os descontos não poderão ser concedidos. A norma também permite a solicitação de diferentes escalas de horário ao longo do ano, possibilitando adequações conforme a sazonalidade das atividades e as necessidades de cada propriedade.
Outro avanço importante é a vedação às distribuidoras de energia elétrica de estabelecerem condições que limitem a flexibilidade dos horários escolhidos pelos consumidores rurais. Os horários de operação com desconto deverão ser formalizados por meio de contrato ou instrumento equivalente entre o produtor e a concessionária, seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Produtores que trabalham com piscicultura e outras atividades aquícolas também podem reduzir despesas com equipamentos que dependem de energia elétrica, como sistemas de bombeamento, aeração e recirculação de água.
com Assessoria/Famato
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Problemas em espigas de milho exigem monitoramento e diagnóstico fitossanitário, alerta Fundação Rio Verde

Divulgação
Produtores de milho de diferentes regiões de Mato Grosso têm relatado, nas últimas semanas, a ocorrência de espigas com sintomas que chamam a atenção no campo. Entre os principais sinais e sintomas observados estão a presença de uma massa fúngica de coloração salmão sobre os grãos e espigas, manchas claras na palha da espiga, delimitadas por bordas marrom e aumento da ocorrência de grãos avariados, comprometendo a qualidade da produção.
Diante desses registros, a Clínica de Plantas da Fundação Rio Verde intensificou a análise das amostras recebidas durante a safrinha de 2026.
“Até o mês de maio, foram processadas 85 amostras de milho, das quais 14 apresentaram a presença do fungo Waitea zeae, responsável pela chamada podridão salmão da espiga. O número representa 16,5% do total avaliado até o momento”, explica a coordenadora do Departamento de Fitopatologia da Fundação Rio Verde, Luana Belufi.
Mercado agrícola
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Clima, exportações, dólar e demanda internacional seguem pressionando o mercado agrícola e impactando diretamente os produtores rurais em Mato Grosso.
Segundo a pesquisadora da Clínica de Plantas da Fundação Rio Verde, Isabela Ulsenheimer, entre as amostras positivas, a maior parte dos casos foi identificada em espigas, demonstrando que, nas amostras avaliadas, o patógeno esteve predominantemente associado a esse órgão da planta.
As amostras positivas foram provenientes de diferentes regiões produtoras do estado. Entre os casos identificados, destacaram-se Ipiranga do Norte (28,6%) e Alta Floresta (21,4%), seguidos por Sinop (14,3%), Tabaporã (14,3%), Tapurah (7,1%), Itanhangá (7,1%) e Nova Maringá (7,1%).
“É importante ressaltar que esses percentuais representam a distribuição das amostras positivas recebidas pela Clínica de Plantas da Fundação e não a incidência da ocorrência da doença nas lavouras desses municípios”, alerta Isabela.
Embora os casos tenham chamado a atenção dos produtores nesta safra, as pesquisadoras ressaltam que ainda são necessários estudos complementares para compreender os fatores que podem estar associados à ocorrência observada.
“A análise laboratorial permite identificar corretamente os agentes envolvidos, evitando interpretações equivocadas e contribuindo para recomendações técnicas mais assertivas. Além disso, os levantamentos realizados pela Clínica de Plantas e os estudos conduzidos pela Fundação Rio Verde têm como objetivo ampliar o conhecimento sobre esses problemas, compreender sua importância para a cultura e gerar informações que contribuam para o desenvolvimento de estratégias de manejo cada vez mais eficientes para os produtores”, conclui Luana Belufi.
Para Isabela, o principal desafio neste momento é o diagnóstico correto dos problemas observados no campo. “Muitas doenças podem apresentar sintomas semelhantes nas espigas. É importante destacar que Waitea zeae não é o único agente capaz de causar problemas em espigas de milho. Diversos fungos podem estar envolvidos em podridões de espiga e danos aos grãos, incluindo espécies dos gêneros Fusarium e Stenocarpella (Diplodia). Por isso, o monitoramento das lavouras e a análise laboratorial das amostras são fundamentais”, destaca a pesquisadora.
As pesquisadoras da Fundação Rio Verde reforçam que o diagnóstico fitopatológico é uma ferramenta essencial para compreender a origem dos danos e apoiar a tomada de decisão nas lavouras.
“A análise laboratorial permite identificar corretamente os agentes envolvidos, evitando interpretações equivocadas e contribuindo para recomendações técnicas mais assertivas”, conclui Luana Belufi.
Fundação Rio Verde
Os estudos desenvolvidos pela Fundação de Pesquisa Rio Verde representam a construção de soluções adaptadas à realidade mato-grossense.
Para mais informações entre em contato com a Fundação Rio Verde de segunda à sexta-feira, das 7:30 às 11:30 e das 13:00 às 17:30, pelos telefones (65) 9 9995-7407 e (65) 9 9997-3597.
Fundação Rio Verde está localizada na Rodovia da Mudança – MT449, km 08 em Lucas do Rio Verde – MT.
com Assessoria/Verbo Press
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Temor de El Niño pode reduzir em mais de 30% área de cevada no RS

Divulgação
A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño já impacta o planejamento da safra de cevada no Rio Grande do Sul. Segundo projeções da Emater/RS-Ascar, a área cultivada com a cultura no estado pode sofrer redução superior a 30% em 2026, mesmo com a oferta de contratos de integração e comercialização por parte das maltarias.
O principal motivo da retração é a preocupação dos produtores com os efeitos do excesso de chuvas sobre a produtividade e, principalmente, a qualidade dos grãos. Em anos de El Niño, as precipitações acima da média durante fases decisivas do cultivo podem comprometer padrões exigidos pela indústria de malte e reduzir o valor comercial da produção.
Na safra passada, o estado cultivou 32.010 hectares de cevada e registrou produtividade média de 3.622 quilos por hectare. Caso a projeção se confirme, a área plantada deverá ficar próxima de 22 mil hectares. A região de Erechim, principal polo produtor gaúcho, pode registrar queda superior a 35%, com menos de 6 mil hectares semeados.
Apesar das incertezas climáticas, as lavouras já implantadas apresentam desenvolvimento considerado satisfatório. De acordo com a Emater/RS-Ascar, a emergência das plantas ocorreu dentro do esperado e as condições vegetativas iniciais são positivas, embora o comportamento do clima nos próximos meses seja determinante para o resultado da safra.
Estratégica para o abastecimento da indústria de malte e da produção de cerveja, a cevada tem papel importante no agronegócio brasileiro. Na região de Erechim, a saca de 60 quilos está cotada em cerca de R$ 80. O mercado acompanha com atenção a evolução da semeadura e das condições climáticas, que poderão influenciar tanto a produção quanto a qualidade dos grãos colhidos.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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