Agricultura
Avanço da colheita pressiona preços do milho no mercado interno

CNA/ Wenderson Araujo/Trilux
Os preços do milho registraram queda na última semana na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores da instituição, a pressão sobre os preços resulta do avanço da colheita, que está ocorrendo em um ritmo mais acelerado do que no ano anterior. Esse aumento na oferta tem impactado as cotações do milho, mesmo com as negociações no mercado spot sendo lentas.
Ainda que muitos produtores estejam começando a aumentar o volume de milho disponibilizado, uma parte deles continua cautelosa devido aos possíveis impactos do clima adverso sobre as lavouras. Esta cautela limita a oferta no mercado e mantém uma certa resistência à queda mais acentuada dos preços. Por outro lado, do lado da demanda, os consumidores estão utilizando os lotes negociados antecipadamente ou priorizando o uso de estoques existentes, comprando apenas pequenas quantidades no mercado spot à espera de novas desvalorizações.
Essa combinação de fatores – oferta cautelosa devido ao clima e demanda restrita pela espera de melhores preços – tem contribuído para a queda nos preços do milho, refletindo um mercado em transição entre a colheita e a plena oferta. Os colaboradores consultados pelo Cepea indicam que essa tendência de desvalorização pode continuar conforme o progresso da colheita e a resposta dos mercados ao volume colhido.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Cotações Agropecuárias: Liquidez do soja se aquece neste começo de junho

Imagem: Magnific
Pesquisadores do Cepea apontam que a liquidez no mercado brasileiro de soja está elevada neste início de junho, influenciada pelo forte ritmo das exportações e pela demanda aquecida por parte da indústria doméstica de processamento.
Esse cenário, segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, limitou quedas mais expressivas nos preços da oleaginosa, mesmo diante da safra recorde colhida no Brasil e das perspectivas favoráveis para a oferta global, com o avanço da colheita na Argentina e a semeadura nos Estados Unidos.
Os números das exportações evidenciam a força da demanda pela soja brasileira. Dados da Secex mostram que o Brasil exportou 14,82 milhões de toneladas do grão em maio. Embora o volume tenha recuado 11,5% em relação a abril, houve crescimento de 5,1% em relação ao de maio de 2025. De janeiro a maio, os embarques são recordes para o período.
No campo, produtores brasileiros se preparam para o período de vazio sanitário da soja, medida fitossanitária destinada ao controle da ferrugem asiática. Nos Estados Unidos, o USDA informou que, até o encerramento de maio, a semeadura da safra 2026/27 alcançou 87% da área prevista, acima da média de 80% observada nos últimos cinco anos.
Na Argentina, a Bolsa de Cereales indicou que a colheita da soja atingiu 91,7% da área cultivada. Diante da boa produtividade, a estimativa da safra argentina segue mantida em 50,1 milhões de toneladas.
A safra brasileira de laranja 2025/26 entra na reta final, e, para 2026/27, pesquisadores do Cepea indicam que o principal desafio deixa de ser a oferta e passa a ser a demanda. Mesmo diante da expectativa de menor produção brasileira de fruta em 2026/27, o ritmo das exportações de suco continua limitado, especialmente para a Europa, indicando uma recuperação ainda lenta do consumo global.
De julho de 2025 a maio de 2026, o Brasil exportou 749,1 mil toneladas de suco em equivalente concentrado (66° Brix), volume apenas 2,8% superior ao da temporada anterior, segundo dados da ComexStat.
Pesquisadores do Cepea destacam que o crescimento modesto dos embarques contrasta com a forte retração de 27,6% da receita cambial, resultado que reflete a expressiva queda de quase 30% dos preços internacionais ao longo da safra.
Os EUA ampliaram sua importância para o setor e consolidaram-se como principal suporte das exportações brasileiras. A participação norte-americana na receita total das vendas externas da safra 2025/26 passou de 39% para 44%, enquanto a fatia da União Europeia caiu de 51% para 47%.
Segundo pesquisadores do Cepea, o movimento evidencia a dificuldade de recuperação da demanda europeia, historicamente o principal destino do suco brasileiro. Além da questão da demanda, o mercado passou a acompanhar com atenção as recentes discussões tarifárias nos Estados Unidos.
Para a safra 2026/27, pesquisadores do Cepea destacam que o mercado internacional dependerá não apenas da recuperação da demanda europeia e norte-americana, mas também da definição do ambiente regulatório e tarifário dos Estados Unidos, que ganhou relevância estratégica para o setor ao longo desta safra.
Com Cepea
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Cana-de-açúcar – Bioestímulo, broca-da-cana e ampliação de portfólio de herbicidas em foco na Feira de Agronegócios Copercana

Divulgação
Sertãozinho (SP) – Expositores dos setores de máquinas, insumos e agroquímicos específicos para o setor sucroenergético se reúnem na paulista Sertãozinho, entre os dias 15 e 26 de junho. No Centro de Eventos da cooperativa Copercana, a Sipcam Nichino Brasil destaca soluções para o bioestímulo da cana-de-açúcar, para o controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis) e difunde também a incorporação do herbicida de marca Volcane® a seu portfólio, resultante de uma parceria com a Luxembourg Industries.
De acordo com o gerente de mercado de especialidades da Sipcam Nichino, engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, a prática do bioestímulo dos canaviais ganha espaço mais relevante safra após safra. Para essa cultura, a companhia distribui uma linha de bioestimulantes e tem colhido resultados expressivos com a aplicação da solução Blackjak®.
“Ensaios realizados em cidades paulistas revelam, na média, a entrega de 19 a 20,43 perfilhos de cana por metro, em decorrência da tecnologia. Os dados estão bem acima daqueles do tratamento padrão”, afirma Palazim.
“A correta aplicação de Blackjak® trouxe maior volume de raízes, um diferencial impulsionador da longevidade do canavial. Houve mais desenvolvimento superior da parte área das plantas, rápido fechamento de ruas e menor incidência de luz. Nas áreas avaliadas, verificou-se ainda baixo desenvolvimento de plantas daninhas.”
Novo herbicida e broca-da-cana
Conforme o agrônomo da Sipcam Nichino, a companhia também difunde no evento a incorporação do herbicida Volcane® a seu portfólio, após celebrar acordo de parceria com a israelense Luxembourg Industries. “Volcane® passou a integrar uma plataforma tecnológica composta por mais de 45 produtos, incluindo defensivos agrícolas, reguladores de crescimento e bioestimulantes”, diz Palazim.
“Planejamos consolidar o herbicida entre as ferramentas mais eficazes no suporte ao manejo agronômico da resistência de plantas daninhas a diferentes ingredientes ativos químicos”, adianta Marcelo Palazim. “Volcane® vem sendo utilizado com sucesso na cana-de-açúcar; tornou-se um insumo estratégico para empresas do setor sucroenergético.”
Para o controle da broca-da-cana, a Sipcam Nichino leva à feira da Copercana o inseticida Takumi®. “Esta solução se consolidou entre as tecnologias mais eficazes do país para manejar essa praga de alta relevância econômica.” Segundo Palazim, avaliações dos últimos meses registraram, por exemplo, alto desempenho de Takumi® na redução de ‘colmos brocados’.
O executivo acrescenta que estudos feitos em parcerias com pesquisadores do IAC – Instituto Agronômico – e da UFSCar – Universidade Federal de São Carlos –, concluíram que o uso correto de Takumi® chega a reduzir a infestação nos colmos da cana-de-açúcar de 10% para 1%.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Dependência de fertilizantes expõe risco ao agro

O contraste é significativo – Foto: Canva
A dependência externa de fertilizantes segue como uma das principais vulnerabilidades estratégicas do agronegócio brasileiro, apesar da força do país na produção global de alimentos. Segundo a AMR Business Intelligence, a produção nacional foi capaz de atender apenas 10,7% do consumo interno de fertilizantes em 2025, evidenciando a distância entre a relevância agrícola do Brasil e sua capacidade de suprir insumos essenciais para o campo.
O contraste é significativo. O país é responsável por alimentar mais de 800 milhões de pessoas no mundo, conforme estimativas da Embrapa, e deixou para trás, em poucas décadas, a condição de importador de alimentos para se consolidar entre as maiores potências agrícolas do planeta. No entanto, essa posição ainda depende fortemente de fornecedores externos para manter a produtividade das lavouras e sustentar o avanço da oferta de alimentos.
Os dados mostram que a fragilidade é mais acentuada em alguns segmentos. Em 2025, a produção brasileira supriu somente 3,1% da demanda por fertilizantes nitrogenados e apenas 2,9% dos potássicos. Entre os fosfatados, a participação nacional foi maior, mas ainda limitada, com 30,5% do consumo atendido pela produção interna.
Esse quadro amplia a exposição do setor a fatores que estão fora do controle da cadeia produtiva nacional. Conflitos geopolíticos, restrições comerciais, sanções econômicas ou interrupções logísticas podem afetar o fornecimento de insumos e pressionar custos, com reflexos diretos sobre a competitividade do agronegócio brasileiro.
A baixa autonomia na produção de fertilizantes também reforça o peso do mercado internacional sobre decisões produtivas no campo. Em um setor que tem papel central na economia e no abastecimento global, a segurança no acesso a insumos torna-se um elemento decisivo para preservar produtividade, planejamento e capacidade de expansão.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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