Agricultura
Avanço da colheita pressiona preços do milho no mercado interno

CNA/ Wenderson Araujo/Trilux
Os preços do milho registraram queda na última semana na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores da instituição, a pressão sobre os preços resulta do avanço da colheita, que está ocorrendo em um ritmo mais acelerado do que no ano anterior. Esse aumento na oferta tem impactado as cotações do milho, mesmo com as negociações no mercado spot sendo lentas.
Ainda que muitos produtores estejam começando a aumentar o volume de milho disponibilizado, uma parte deles continua cautelosa devido aos possíveis impactos do clima adverso sobre as lavouras. Esta cautela limita a oferta no mercado e mantém uma certa resistência à queda mais acentuada dos preços. Por outro lado, do lado da demanda, os consumidores estão utilizando os lotes negociados antecipadamente ou priorizando o uso de estoques existentes, comprando apenas pequenas quantidades no mercado spot à espera de novas desvalorizações.
Essa combinação de fatores – oferta cautelosa devido ao clima e demanda restrita pela espera de melhores preços – tem contribuído para a queda nos preços do milho, refletindo um mercado em transição entre a colheita e a plena oferta. Os colaboradores consultados pelo Cepea indicam que essa tendência de desvalorização pode continuar conforme o progresso da colheita e a resposta dos mercados ao volume colhido.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Incertezas sobre El Niño freiam vendas antecipadas de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27

Reproduçãpo/Portal do Agronegócio
A comercialização antecipada da safra de milho 2026/27 em Mato Grosso segue abaixo do ritmo histórico. Segundo levantamento divulgado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), com base em dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os produtores haviam negociado até maio apenas 4,77% da produção estimada para o próximo ciclo.
O percentual representa pouco mais da metade da média histórica para o período, que é de 9,1%, e também fica abaixo do registrado no mesmo momento da safra anterior, quando as vendas antecipadas já alcançavam 5,6% da produção prevista.
Apesar do avanço mensal de 2,08 pontos percentuais, o mercado segue cauteloso diante das incertezas relacionadas ao comportamento climático para o segundo semestre de 2026.
Possível El Niño preocupa produtores
A principal razão para a lentidão nas negociações está associada às previsões climáticas que apontam para a possível formação de um fenômeno El Niño de maior intensidade.
Segundo especialistas, um evento climático mais forte pode alterar o regime de chuvas em importantes regiões produtoras do Brasil, impactando diretamente o calendário agrícola e a produtividade das lavouras.
De acordo com a analista de mercado do Imea, Milena Bezerra, a preocupação está relacionada principalmente aos reflexos sobre a safra de soja, que influencia diretamente a janela de plantio do milho segunda safra.
Caso ocorram atrasos no início das chuvas ou volumes abaixo do esperado durante a semeadura da soja em Mato Grosso, prevista para começar em setembro, o plantio do milho poderá ser postergado, reduzindo o período ideal de desenvolvimento da cultura.
Estratégias para reduzir riscos podem afetar o milho
Diante das incertezas climáticas, alguns produtores já avaliam alternativas para aumentar a segurança das lavouras de soja.
Entre as estratégias consideradas está a adoção de cultivares de ciclo mais longo e maior tolerância a períodos de estiagem. No entanto, essa decisão pode gerar impactos indiretos sobre o milho.
Segundo o CEO da Boa Safra, Marino Colpo, o uso de variedades de soja com ciclo mais extenso tende a atrasar a colheita da oleaginosa, reduzindo a janela disponível para o plantio do milho safrinha e aumentando os riscos produtivos.
Esse cenário tem levado muitos agricultores a postergar decisões de comercialização para a safra futura, aguardando maior clareza sobre as condições climáticas dos próximos meses.
Preços estáveis não impulsionam negócios
Mesmo com preços relativamente estáveis, o avanço das vendas antecipadas continua limitado.
Dados do Imea mostram que a saca de milho para entrega na safra 2026/27 foi negociada em média a R$ 45,39 em maio, praticamente sem variação em relação ao mês anterior.
A estabilidade nas cotações, aliada às incertezas climáticas, reduz o interesse dos produtores em travar preços neste momento, mantendo o ritmo de comercialização abaixo do esperado.
Safra 2025/26 mantém ritmo de vendas acima do ano passado
Enquanto os negócios da safra futura avançam lentamente, a comercialização da produção 2025/26 segue em ritmo mais acelerado.
Até o final de maio, os produtores mato-grossenses haviam negociado 47,32% da produção estimada para o ciclo atual, avanço de 1,48 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.
O percentual supera os 46,30% registrados no mesmo período do ano passado, embora ainda permaneça abaixo da média histórica de 53,09%.
Segundo a Famato, o avanço da colheita e o aumento da disponibilidade do cereal no mercado têm favorecido as negociações, ao mesmo tempo em que ampliam a pressão sobre os preços.
Mato Grosso caminha para mais uma grande safra
O Imea estima que Mato Grosso deverá produzir 53,35 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26.
Embora o volume represente redução de 3,76% em relação ao recorde alcançado no ciclo anterior, o estado segue consolidado como o maior produtor de milho do Brasil.
Com o avanço da colheita, a expectativa é de aumento da oferta para os mercados interno e externo, reforçando a importância do cereal mato-grossense no abastecimento nacional e nas exportações brasileiras.
Diante das incertezas climáticas e do potencial impacto do El Niño sobre a próxima temporada, produtores permanecem atentos ao mercado e às previsões meteorológicas antes de ampliar os compromissos de venda da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Tratamento de sementes de milho: como proteger a fase mais crítica da lavoura e promover produtividade

Foto: USDA
Tecnologia presente em 9 de cada 10 sacas tratadas no Brasil, o inseticida Poncho® da BASF lidera o mercado ao defender o momento em que o teto produtivo da lavoura é definido.
A cultura do milho ocupa hoje posição central no agronegócio brasileiro. Com duas safras por ano e potencial produtivo que pode superar 200 sacas por hectare no milho verão, ela responde intensamente ao investimento em tecnologia — e é justamente na fase inicial da lavoura que esse investimento define o resultado final da safra. Para Diogo Dombroski, Gerente de Contas Chave de TSI milho da BASF, o tratamento de sementes industrial é a ferramenta que protege esse momento mais crítico do ciclo produtivo, controlando pragas que podem destruir até 50% da produtividade antes mesmo de o agricultor perceber o problema.
A pressão de pragas na fase inicial do milho, especialmente na segunda safra, é um dos maiores desafios enfrentados pelos produtores brasileiros. Dombroski explica que o período de transição entre a colheita da soja e o plantio do milho safrinha — que ocupa entre 18 e 19 milhões de hectares no Brasil — cria uma janela de vulnerabilidade severa: o milho recém-plantado se torna a única cultura verde disponível no campo, atraindo insetos migratórios que vinham se alimentando na soja. “O agricultor tira a soja, planta o milho, e o milho é a única coisa verde que tem na lavoura na fase inicial”, afirma o gerente, descrevendo o mecanismo pelo qual as infestações se concentram e se intensificam logo após a emergência das plantas.
As duas pragas de maior preocupação nesse contexto são o percevejo-barriga-verde (dichelops melacanthus e dichelops furcatus) e a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis). Segundo Dombroski, ambas figuram entre as principais causadoras de danos severos à cultura e podem provocar perdas de produtividade que variam de 40% a 50% quando o manejo não é conduzido corretamente. O gerente destaca que o dano econômico causado pelo percevejo já ocorre quando o monitoramento identifica a presença de um inseto por metro quadrado. Esse é o limite em que o custo do controle com inseticida passa a ser menor do que o prejuízo provocado pela praga, justificando a aplicação. “A partir do momento em que eu encontrar igual ou acima de um percevejo por metro quadrado, já estou tendo nível de dano econômico na lavoura”, pontua.
É nesse cenário que o tratamento de sementes industrial se posiciona como solução de entrada, atuando preventivamente sobre as pragas, antes mesmo da emergência da planta. Dombroski destaca que a adoção dessa tecnologia avançou de forma expressiva nos últimos anos: hoje, entre 92% a 93% do milho plantado no Brasil já é tratado industrialmente. “Antigamente era um processo operacional e hoje é visto como uma tecnologia, que protege o potencial produtivo das sementes”, avalia o gerente, destacando que a mudança de percepção por parte dos produtores reflete os resultados concretos obtidos no campo. A evolução acompanha o movimento mais amplo da agricultura de precisão, que incorpora doses precisas semente a semente para maximizar a eficiência dos ativos aplicados.
No segmento de tratamento industrial, o Poncho®, inseticida sistêmico da BASF com o ingrediente ativo Clotianidin, se consolidou como produto de referência. Conforme aponta Dombroski, a cada 10 sacas de milho que recebem tratamento industrial no Brasil, 9 utilizam o Poncho® — participação de mercado que o gerente atribui à combinação de alta performance no controle das pragas-alvo, formulação exclusiva adequada ao processo industrial e compatibilidade com outros produtos do tratamento, como fungicidas, nematicidas e biológicos. “O Poncho® pode ser combinado com outros produtos sem causar dano à semente, mantendo a performance no controle de pragas, para que a semente expresse seu potencial produtivo, que é o principal objetivo do agricultor”, explica.
O mecanismo de ação do produto contribui para sua eficiência: por ser sistêmico, o Poncho® é absorvido pelas raízes e translocado para dentro da planta, promovendo proteção desde a germinação. A formulação própria para uso exclusivo no tratamento industrial reduz perdas por lixiviação e favorece absorção mais uniforme.
Seu elevado nível de sistemicidade e solubilidade promove a proteção prolongada das sementes, plântulas, raízes e parte aérea, contribuindo para um estabelecimento mais uniforme da lavoura. Como resultado, o produtor obtém melhor desenvolvimento inicial, maior vigor das plantas, estande mais homogêneo e melhores condições para que a cultura expresse seu máximo potencial produtivo desde o início do ciclo.
Dombroski ressalta ainda que a BASF mantém equipes que acompanham os processos de tratamento dentro das indústrias parceiras, monitorando desde a primeira até a última semente processada para garantir que a dosagem recomendada seja entregue de forma consistente — independentemente da variação de peso das sacas, que pode ir de 9 a 25 kg para o mesmo volume de 60 mil sementes.
O gerente destaca que o tratamento de sementes não elimina a necessidade de monitoramento e de aplicações complementares. Dependendo do nível de pressão de pragas no campo, intervenções adicionais com inseticidas de parte aérea podem ser necessárias, e a tomada de decisão deve ser baseada em dados de monitoramento conduzido por técnicos habilitados. “O tratamento de sementes industrial vem para fazer a proteção inicial da lavoura, mas dependendo da pressão de pragas, precisamos fazer aplicações complementares”, afirma. Para o percevejo e a cigarrinha, esse manejo integrado — tratamento industrial aliado ao monitoramento e, quando necessário, à aplicação foliar — é a abordagem que a BASF recomenda para garantir a integridade do estande na fase mais crítica do milho.
O recado final de Dombroski é direto ao produtor que ainda hesita em adotar ou intensificar o uso do tratamento industrial: o investimento protege exatamente o momento em que a lavoura define seu teto produtivo. “O agricultor protegerá a genética que ele escolheu para que ela possa expressar o máximo potencial produtivo”, resume o gerente. Em um cenário em que o Brasil segue ampliando sua capacidade de produção de milho — com recordes de produtividade sendo registrados tanto na safra verão quanto na safrinha — garantir um bom estabelecimento inicial deixou de ser diferencial para se tornar condição indispensável de competitividade.
Atenção: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.
Agrolink – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores rurais ganham mais flexibilidade para utilizar os descontos na tarifa de energia elétrica para irrigação e aquicultura

Divulgação Famato
O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) informa aos produtores rurais sobre a publicação da Portaria Normativa nº 137, de 8 de junho de 2026, do Ministério de Minas e Energia (MME), que estabelece novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinados às atividades de irrigação e aquicultura.
A irrigação é uma das atividades que mais consomem energia elétrica nas propriedades rurais. Quanto maior a possibilidade de utilizar os sistemas nos horários com desconto, menor tende a ser o custo operacional da atividade. Com essa nova medida, as unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, incluindo cooperativas de eletrificação rural, poderão adequar os horários de utilização da energia elétrica às necessidades de suas atividades produtivas.
Para o superintendente da Famato, Cleiton Gauer, em um estado como Mato Grosso, onde períodos de estiagem podem impactar a produtividade, a redução dos custos com energia torna os projetos de irrigação mais viáveis economicamente.
“O produtor rural precisa de regras que acompanhem a dinâmica da produção. Ao permitir mais flexibilidade nos horários de uso da energia com desconto, a nova norma ajuda o produtor a planejar melhor suas atividades e a tornar a irrigação uma ferramenta ainda mais eficiente para aumentar a produtividade no campo”, afirma.
Conforme a nova regulamentação, o desconto continuará sendo aplicado durante um período diário de 8 horas e 30 minutos. Esse período poderá ser contínuo ou dividido em até três faixas horárias, sempre em múltiplos de 30 minutos, respeitando os horários de menor demanda do sistema elétrico.
Entre os principais pontos da portaria está a garantia de que o produtor rural terá preferência na definição dos horários para usufruir do benefício, exceto no período compreendido entre 17h e 21h30, faixa em que os descontos não poderão ser concedidos. A norma também permite a solicitação de diferentes escalas de horário ao longo do ano, possibilitando adequações conforme a sazonalidade das atividades e as necessidades de cada propriedade.
Outro avanço importante é a vedação às distribuidoras de energia elétrica de estabelecerem condições que limitem a flexibilidade dos horários escolhidos pelos consumidores rurais. Os horários de operação com desconto deverão ser formalizados por meio de contrato ou instrumento equivalente entre o produtor e a concessionária, seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Produtores que trabalham com piscicultura e outras atividades aquícolas também podem reduzir despesas com equipamentos que dependem de energia elétrica, como sistemas de bombeamento, aeração e recirculação de água.
com Assessoria/Famato
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásGrupo do agro em Cáceres pede recuperação de R$ 90 milhões
-

Mato Grosso6 dias atrásDia Mundial do Meio Ambiente destaca importância da logística reversa no agronegócio
-

Transporte6 dias atrásVídeo registra colisão entre ônibus e motocicleta em Lucas do Rio Verde
-

Notícias4 dias atrásFim do blefe no agro: Ferramenta revela se produtor pagou caro nos insumos
-

Pecuária4 dias atrásCaso de berne nos EUA coloca pecuaristas em alerta
-

Meio Ambiente4 dias atrásPrevisão de chuva para esta semana. Veja onde!
-

Pecuária4 dias atrásMercado do boi inicia semana em ritmo lento
-

Transporte6 dias atrásPolícia Civil prende mulher com três mandados de prisão em Cuiabá






































