Pecuária
Cavalo Crioulo define os campeões do ano na Marcha de Resistência

Foto: Maurício Vinhas/Divulgação
A 22ª edição da Marcha Anual de Resistência, prova que testa a resistência, adaptabilidade e poder de recuperação do Cavalo Crioulo, escreveu mais um capítulo da sua história. Realizada no município de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul do Rio Grande do Sul, este ano a prova levou o nome do médico veterinário Antônio Fernando Hecker Zambrano. No último sábado, 29 de junho, foram conhecidos os campeões da competição em uma verdadeira festa de celebração da amizade em torno do cavalo.
Durante as últimas semanas, o Parque do Sindicato Rural de Santa Vitória do Palmar se transformou em um palco de celebração da amizade em torno do cavalo crioulo. Participantes de longa data e novos entusiastas encontraram um ambiente acolhedor e familiar durante os 15 dias de prova. Matheus Teixeira, presidente do Núcleo de Criadores de Cavalos Crioulos Pedro Arício Souza, expressou satisfação com a realização do evento. “Nesses dias, sentimos o espírito que move os homens do cavalo. Foi uma honra sediar uma prova tão importante para a raça como a Marcha de Resistência. O Núcleo de Santa Vitória está de portas abertas para receber novamente o DNA marcheiro”, afirmou.
A Marcha Anual de Resistência é um dos pilares de seleção do cavalo crioulo, juntamente com a Morfologia e o Freio de Ouro. A prova consiste em percorrer distâncias diárias até completar um percurso de 750 quilômetros, dividido em etapas semirreguladas e livres. Trinta dias antes da largada, ocorrida no dia 15 de junho, os animais ficaram concentrados na estância Tamanca, também em Santa Vitória do Palmar. Soltos à campo, os animais que participaram da Marcha permanecem sob as mesmas condições nutricionais e estruturais.
Luiz Mário Queirolo Diaz, coordenador da Subcomissão de Marcha, também demonstrou satisfação com a conclusão de mais um ciclo. “É uma satisfação encerrar mais este ciclo rodeado de pessoas que são apaixonadas pela resistência, e o melhor ainda é saber que todos os cavalos que por aqui estiveram estão bem.
Às 07h, a largada foi dada, e quase duas horas depois, o conjunto do box 15, Odilo Destapada e Rodrigo Marques Ignácio Gonçalves, cruzou a linha de chegada. Com um tempo total de 66h37m35s, alcançaram o primeiro lugar na classificação geral. Criado por Gilberto Gonçalves, Odilo Destapada estreou na modalidade em Jaguarão, em 2023, ficando em segundo lugar na ocasião. Ponteira na classificação geral e também na categoria Éguas maiores de sete anos, a fêmea de pelagem Moura tem no seu DNA a resistência, é filha de Tornado Caraguata (pai) e mãe em Pepita de Santa Elizabeth, campeã da Marcha de Resistência de 2011.
Nesta edição além dos campeões gerais foram conhecidos os campeões das categorias Éguas menores de sete anos, Éguas maiores de sete anos, Cavalos Castrados e Reprodutores. Confira os resultados completos no site da ABCCC em www.abccc.com.br.
Texto: Redação ABCCC
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária

Foto: Kadijah Suleiman
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.
Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.
Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.
A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.
Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.
Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.
A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações em 2025

GComMT/Junior Silgueiro
Mato Grosso encerrou 2025 na liderança nacional no abate de bovinos, com 17,1% de participação, e também se manteve como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reforçam o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.
Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou tanto o volume de animais abatidos quanto a quantidade de carne destinada ao exterior, consolidando sua posição estratégica no setor. No acumulado do ano, o Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças de bovinos abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação. Mato Grosso teve um acréscimo de 199,21 mil cabeças e se manteve na primeira colocação do ranking nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).
Nas exportações, o estado liderou com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao exterior. A China foi o principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado, seguida por Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito. Em relação ao ano anterior, Mato Grosso registrou aumento de 168,09 mil toneladas, um dos maiores crescimentos do país.
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva estruturada, que envolve desde a produção no campo até a indústria frigorífica e a inserção no mercado internacional, com números que refletem a força e a organização da pecuária no estado.
“Mato Grosso tem uma pecuária consolidada, com produtores eficientes e um setor industrial estruturado. Esses números mostram não só a nossa capacidade de produção, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne produzida no estado”, destacou.
Quarto trimestre
No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o desempenho positivo, com aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de registrar o maior crescimento absoluto entre os estados, com 256,11 mil cabeças a mais.
No mesmo período, o estado também liderou as exportações, com 255,15 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 27% do total nacional, alta de 57,5% na comparação anual.
Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais

Foto: Canva
O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.
As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.
Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.
Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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