Agronegócio
ALGODÃO/CEPEA: Preços oscilam, mas balanço é positivo na parcial do mês

Ilustração
Os preços do algodão em pluma estão oscilando no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, a expectativa de entrada mais intensa da pluma da atual temporada no spot nacional e a flexibilidade de alguns vendedores, que buscam liquidar lotes da safra de 2023, resultam em quedas nas cotações.
Por outro lado, conforme pesquisadores do Cepea, a disponibilidade ainda limitada no spot mantém parte dos vendedores firme nos valores de suas ofertas e leva compradores com maior necessidade a elevar os preços de aquisição.
Além disso, divergências nas cotações externas também influenciam a flutuação no Brasil. No acumulado da primeira quinzena de julho, porém, o Indicador CEPEA/ESALQ, com pagamento em 8 dias, registra avanço de 4,2%. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)
Fonte: Diárias de Mercado
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safrinha de milho 2026 avança no Centro-Sul, mas calor e falta de chuva preocupam produtores

Divulgação
Plantio da safrinha de milho acelera no Centro-Sul
O plantio da safrinha de milho 2026 atingiu 31% da área estimada no Centro-Sul do Brasil até a última quinta-feira (12), de acordo com levantamento da AgRural. O ritmo representa um avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 22%, embora ainda esteja abaixo dos 36% registrados no mesmo período do ano passado.
Mato Grosso mantém liderança, mas clima traz alerta
O estado de Mato Grosso segue na dianteira das atividades, impulsionado por boas condições de solo e clima favorável para o avanço das máquinas. Logo atrás está o Paraná, onde a situação é mais delicada. As temperaturas elevadas e o tempo mais seco já começam a preocupar produtores, especialmente nas lavouras que se encontram em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo.
Em Mato Grosso do Sul, cenário semelhante é observado, com a falta de umidade se tornando um desafio crescente para o desenvolvimento saudável das plantas.
Colheita do milho verão 2025/26 avança lentamente
Enquanto a safrinha ganha ritmo, o milho verão 2025/26 estava 22% colhido no Centro-Sul até o dia 12, avanço sobre os 15% da semana anterior. Apesar da melhora, o percentual segue abaixo dos 29% observados há um ano.
No Rio Grande do Sul, as lavouras plantadas mais tarde enfrentam impactos da estiagem, o que pode reduzir a produtividade em algumas regiões.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Chuvas intensas em Mato Grosso reduzem ritmo da colheita de soja no Brasil, aponta AgRural

Foto: Jonathan Campos
Colheita nacional desacelera com avanço das chuvas
A colheita da safra 2025/26 de soja no Brasil perdeu força na última semana, após semanas de avanço acelerado. De acordo com levantamento da AgRural, até a última quinta-feira (12), 21% da área cultivada no país havia sido colhida. Na semana anterior, o percentual era de 16%, enquanto no mesmo período do ano passado o índice chegava a 24%.
Padrão “invernado” limita trabalhos em Mato Grosso
O principal fator para a desaceleração, segundo a consultoria, é o padrão de chuvas persistentes em Mato Grosso, fenômeno conhecido como “invernada”, que tem dificultado o avanço das máquinas no campo. A falta de janelas de sol reduziu o ritmo dos trabalhos e elevou a preocupação dos produtores com a qualidade dos grãos, especialmente no norte do estado.
Risco de perda de qualidade preocupa produtores
Com o clima mais úmido e dias nublados, a soja colhida apresenta maior incidência de grãos danificados. A AgRural alerta que, em regiões onde a colheita ocorre mais tarde, o problema pode persistir nas próximas semanas se as chuvas continuarem frequentes, comprometendo parte da produção.
Sul enfrenta cenário oposto: estiagem e calor
Enquanto Mato Grosso lida com excesso de chuva, o Rio Grande do Sul enfrenta estiagem e temperaturas elevadas. Os produtores do estado já calculam as primeiras perdas em produtividade e temem que os prejuízos se intensifiquem caso o volume de chuvas siga irregular na segunda metade de fevereiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mercado internacional encerra em leve baixa, mas semana é positiva Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago

Divulgação
Mercado internacional encerra em leve baixa, mas semana é positiva
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sexta-feira (13) em leve queda, após uma sequência de valorização ao longo da semana. O movimento foi atribuído a ajustes técnicos e à realização de lucros por parte dos investidores, segundo análise da TF Agroeconômica.
O contrato de março recuou 0,29%, encerrando a 1.134,00 cents por bushel, enquanto o vencimento de maio caiu 0,24%, a 1.149,50 cents por bushel. Entre os derivados, o farelo de soja avançou 0,42%, a 309,2 dólares por tonelada curta, e o óleo de soja teve queda de 0,80%, cotado a 57,1 cents por libra-peso.
Apesar do fechamento negativo no dia, o saldo semanal foi favorável. A soja acumulou alta de 1,68%, o farelo subiu 1,84%, e o óleo encerrou a semana com ganho de 3,16%.
Avanço da colheita brasileira e boas projeções impactam o mercado
A queda de sexta-feira refletiu também o avanço da colheita no Brasil. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) indicam que 51,01% da área cultivada no Mato Grosso já foi colhida, confirmando o ritmo acelerado da safra 2025/26.
As projeções privadas estimam a produção brasileira em 181 milhões de toneladas, reforçando a expectativa de ampla oferta global. No país vizinho, Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA) apontou melhora nas previsões de chuva na Argentina, embora apenas 32% das lavouras ainda estejam em boas condições.
Rio Grande do Sul tem fortalecimento cooperativista e preços firmes
No Rio Grande do Sul, o sistema cooperativista segue fortalecendo o poder de negociação dos produtores, garantindo melhores preços e reduzindo as desigualdades no mercado.
Os valores médios registrados foram:
- Ijuí, Cruz Alta, Passo Fundo e Santa Rosa: R$ 122,36/saca (variação entre +2,12% e +3,69%)
- Porto de Rio Grande: R$ 129,00/saca (estável)
A organização dos produtores tem permitido ao estado capturar mais valor na cadeia produtiva, mesmo diante das oscilações internacionais.
Demanda interna de Santa Catarina impulsiona preços regionais
Em Santa Catarina, a indústria de proteína animal mantém uma demanda interna agressiva. O mercado segue firme, com cotações estáveis e bom diferencial em relação aos portos:
- Rio do Sul: R$ 117,00/saca (estável)
- Palma Sola: R$ 118,00/saca
- Porto de São Francisco: R$ 128,00/saca (sem variação)
O diferencial de até R$ 13,50 entre o interior e o porto reforça o impacto positivo das cooperativas do oeste catarinense.
Paraná mantém preços estáveis com referência no Porto de Paranaguá
O Paraná apresenta uma estrutura de comercialização dinâmica, com o Porto de Paranaguá balizando os preços a R$ 128,00/saca.
As principais praças registraram:
- Castro: R$ 122,50
- Maringá: R$ 120,72 (-0,23%)
- Cascavel: R$ 120,72 (+0,60%)
- Ponta Grossa: R$ 121,97 (+0,39%)
- Pato Branco: R$ 118,00 (+0,85%)
- Marechal Rondon e Ubiratã: R$ 113,00
Mato Grosso do Sul se beneficia da logística com o Paraná
No Mato Grosso do Sul, o mercado reflete uma pressão moderada, mas a proximidade logística com o Paraná tem favorecido as cotações:
- Eldorado: R$ 111,50
- Dourados: R$ 118,00 (+1,72%)
- Campo Grande: R$ 115,00 (+0,88%)
- Maracaju e Chapadão do Sul: R$ 117,00 (+1,74%)
- Sidrolândia: R$ 116,00 (+1,75%)
Mato Grosso lidera produção, mas enfrenta preços mais baixos
O Mato Grosso, maior produtor de soja do país, enfrenta os menores preços nacionais, com o indicador IMEA marcando R$ 101,15/saca (-0,03%). A produção estimada em 44,04 milhões de toneladas (+12,78%) pressiona a estrutura de armazenagem local.
As principais cotações foram:
- Campo Verde: R$ 112,00 (+5,06%)
- Lucas do Rio Verde e Nova Mutum: R$ 103,70 (+1,67% a +2,37%)
- Primavera do Leste: R$ 107,12 (+0,11%)
- Rondonópolis: R$ 109,00 (+0,37%)
- Sorriso: R$ 101,60 (+0,10%)
Resumo da semana
Apesar das oscilações pontuais, o mercado global e doméstico da soja encerra a semana em tom otimista. No Brasil, os estados do Sul se destacam pela força cooperativista e demanda interna robusta, enquanto o Centro-Oeste mantém volumes recordes de produção e preços ajustados à realidade logística.
No cenário internacional, mesmo com a queda pontual em Chicago, os fundamentos de oferta e demanda sustentam um ambiente de recuperação gradual para o grão e seus derivados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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