Pecuária
Cada bezerro importa: projeto apoiado pela Beckhauser evita mortalidade de bezerros

Iniciativa da BE.Animal atende em média 30 mil novilhos por ano – Fotos: Divulgação
Em meio a uma bovinocultura cada vez mais robusta, a demanda do mercado global exige o desmame contínuo de bezerros. No entanto, para assegurar a sobrevivência e o bom desenvolvimento desses animais é preciso atenção redobrada às questões de bem-estar animal, como apontadas pelo projeto “Cada Bezerro Importa”, apoiado pela Beckhauser, empresa referência na produção de equipamentos de contenção.
A iniciativa, como explica a sócia-proprietária da BE.Animal, empresa idealizadora da ação, Fernanda Macitelli Benez, tudo começa com os nascimentos dos bezerros. “É nessa fase que ocorrem as maiores taxas de mortalidade e morbidade que, invariavelmente, resultam em grandes prejuízos aos criadores e à cadeia produtiva da pecuária como um todo, no entanto, grande parte desses problemas pode ser resolvido por meio da adoção de boas práticas de bem-estar animal na criação e manejo, que são de baixo custo e facilmente adaptáveis a realidade de qualquer fazenda”, detalha.
Iniciado em 2015, o projeto atende mais de 30 mil animais por ano no Brasil, já passou por mais de 20 propriedades de forma presencial e oferece suporte remoto para cerca de outras 450, números que crescem continuamente devido ao aporte de parceiros, como a Beckhauser.
“A empresa é muito conhecida por respeitar eticamente a produção e o bem-estar dos animais e contar com uma parceria como essa é importante, pois são olhares muito semelhante perante os cuidados que os bezerros merecem no dia a dia”, afirma a profissional. Segundo dados da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o Brasil possui 30 milhões de bezerros gerados por boi de boiada a cada ano.
Segundo a profissional, desde o princípio a ideia da BE.Animal era mudar o manejo e a forma como as pessoas olhavam para os bezerros. “Por isso temos o nome ‘Cada Bezerro Importa’. Percebemos que havia um espaço para ensinar como o realizar o manejo, a cura do umbigo, a contenção e o carregamento animal, um parto distócico, assim como a aplicação de medicamentos, o entendimento de perfis de materneiros e todos os demais cuidados”, frisa.
A iniciativa ficou sem patrocinadores até 2022, quando então surgiram os parceiros, apoio que possibilitou alcançar mais pessoas não apenas presencialmente, mas também por meio de tutoriais e materiais, além do próprio site do projeto. “Temos hoje 32 fazendas escolhidas para serem atendidas pela ação em parceria com as empresas, que trazem o recurso e ajudam na divulgação”, complementa.
Fernanda ainda enfatiza que o projeto colhe bons resultados, fazendo com que os bezerros nasçam e cresçam cada mais saudáveis e pesados, devido à aplicabilidade das técnicas de boas práticas de bem-estar animal, desde o momento da preparação do pasto à maternidade.
“Além de reduzir as perdas produtivas, essa promoção do bem-estar humano e animal fortalece a imagem da fazenda e consolida estratégias para o desenvolvimento sustentável da produção pecuária, desenvolvendo princípios éticos que norteiam os conceitos”, afirma Fernanda.
Para a CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser, o “Cada Bezerro Importa” é uma oportunidade única para o pecuarista brasileiro. “Essa é uma forma de criar uma mão de obra específica para evitar erros, com um olhar cada vez mais gentil e cuidadoso, muito alerta e alinhado aos preceitos da nossa empresa. Um animal bem produzido e de forma consciente, segura e respeitável, reverbera no mercado de uma forma geral”, finaliza.
Para conhecer melhor o projeto, acesse https://cadabezerroimporta.com.br/.
Sobre a Beckhauser
A Beckhauser inova, industrializa e difunde tecnologia para uma pecuária sustentável, buscando oferecer ao mercado soluções que aprimorem a produtividade no manejo e a qualidade dos resultados da produção, cuidando do bem-estar animal e humano. A empresa vem, há anos, ditando tendências de inovação no segmento e oferece hoje um amplo portfólio de equipamentos de contenção tradicionais e automatizados, da fazenda ao frigorífico, além de parcerias com equipamentos de controle e pesagem eletrônica. Mais informações: https://beckhauser.com.br/.
Wellington Torres
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária

Foto: Kadijah Suleiman
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.
Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.
Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.
A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.
Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.
Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.
A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações em 2025

GComMT/Junior Silgueiro
Mato Grosso encerrou 2025 na liderança nacional no abate de bovinos, com 17,1% de participação, e também se manteve como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reforçam o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.
Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou tanto o volume de animais abatidos quanto a quantidade de carne destinada ao exterior, consolidando sua posição estratégica no setor. No acumulado do ano, o Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças de bovinos abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação. Mato Grosso teve um acréscimo de 199,21 mil cabeças e se manteve na primeira colocação do ranking nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).
Nas exportações, o estado liderou com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao exterior. A China foi o principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado, seguida por Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito. Em relação ao ano anterior, Mato Grosso registrou aumento de 168,09 mil toneladas, um dos maiores crescimentos do país.
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva estruturada, que envolve desde a produção no campo até a indústria frigorífica e a inserção no mercado internacional, com números que refletem a força e a organização da pecuária no estado.
“Mato Grosso tem uma pecuária consolidada, com produtores eficientes e um setor industrial estruturado. Esses números mostram não só a nossa capacidade de produção, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne produzida no estado”, destacou.
Quarto trimestre
No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o desempenho positivo, com aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de registrar o maior crescimento absoluto entre os estados, com 256,11 mil cabeças a mais.
No mesmo período, o estado também liderou as exportações, com 255,15 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 27% do total nacional, alta de 57,5% na comparação anual.
Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais

Foto: Canva
O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.
As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.
Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.
Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Notícias6 dias atrásComo o El Niño pode impactar a agricultura em 2026?
-

Mato Grosso6 dias atrásProdutor deve redobrar atenção com declaração de renda e evitar erros em contratos agrários
-

Pecuária6 dias atrásCrédito ampliado para melhoramento genético da pecuária
-

Mato Grosso4 dias atrásMauro Mendes passa comando do Governo de MT para Otaviano Pivetta nesta terça-feira (31)
-

Mato Grosso4 dias atrásLeilão da Sefaz arrecada R$ 830,9 mil e tem 92% dos lotes arrematados
-

Agricultura4 dias atrásPesquisa respalda eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café
-

Mato Grosso3 dias atrásQue Mato Grosso continue no rumo certo
-

Meio Ambiente4 dias atrásAbril começa com máxima de 34°C e pancadas de chuva em Mato Grosso








































