Meio Ambiente
Rumo vai restaurar 212 hectares de área desmatada no Alto Araguaia em MT

Restauração faz parte de acordo com secretaria de meio ambiente do estado para construção de ferrovia que vai ligar polo produtivo ao Porto de Santos – Imagem: divulgação
A Rumo, maior empresa ferroviária do país, vai restaurar 212 hectares de área degradada no Alto Araguaia, uma das regiões mais remotas do estado de Mato Grosso. O tamanho do território que será reflorestado é equivalente a cerca de 296 campos de futebol e faz parte de uma parceria entre a companhia do grupo Cosan e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA/MT) no programa “Todos pelo Araguaia” para construção da ferrovia estadual Senador Vicente Emílio Vuolo.
Para Paula Tagliari, gerente de meio ambiente da Rumo, a participação da Rumo no programa Todos pelo Araguaia reafirma o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a preservação ambiental do Cerrado.
“Restaurar 212 hectares na bacia hidrográfica do Alto Rio Araguaia é uma tarefa que assumimos com entusiasmo, sabendo que estamos contribuindo para a recuperação de um ecossistema vital e a proteção da biodiversidade local. Este projeto é um marco significativo na nossa jornada para promover um futuro mais verde e equilibrado” disse.
A nova ferrovia no Mato Grosso é uma autorização estadual que foi dada à Rumo em 2021. Ao todo, serão construídos aproximadamente 700 quilômetros de novos trilhos para ligar Rondonópolis até Lucas do Rio Verde – maior região produtora de soja e milho do país -, e Cuiabá. Nesta primeira fase, a estimativa de investimento é entre R$ 4 bilhões e R$ 4,5 bilhões.
A construção da ferrovia também conta com um rigoroso planejamento de monitoramento e afugentamento dos animais que passam pelas regiões próximas ao traçado da ferrovia. Para isso, a companhia conta com o trabalho de 30 profissionais entre biólogos e veterinários.
Ao todo, a empresa tem um aproveitamento de 73% de sucesso no resgate desses animais. Além disso, a ferrovia estadual terá 155 passagens de fauna, e viadutos vegetados para passagem dos animais.
O projeto da ferrovia estadual também já apoiou universidades, viveiros e escolas do estado a aumentar seus bancos de sementes. Até junho de 2024 foram doadas 12.400 sementes para que sejam plantadas em áreas semelhantes àquelas utilizadas pela companhia.
Sustentabilidade
Além do efeito em cadeia provocado na economia, o modal ferroviário é mais sustentável do que o rodoviário. A quesito de comparação, um único trem da Rumo com 120 vagões pode transportar a mesma quantidade de carga de até 480 caminhões.
O ano de 2023 foi o melhor exemplo dessa vantajosidade. No ano passado, a Rumo movimentou 77 bilhões de TKU (Tonelada Quilômetro Útil). Se toda carga transportada pela companhia fosse feita por caminhão, seriam 6,6 milhões de toneladas de CO2 a mais na atmosfera.
Além disso, a Rumo tem metas claras de redução de emissão de CO2. De 2019 a 2023, a ferrovia do grupo Cosan reduziu 17,4% suas emissões. De 2015 até o ano passado, a redução foi de 39%.
Geração de empregos
A geração de empregos é um dos grandes legados da Ferrovia. As análises do Observatório da Indústria da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), por exemplo, apontam “choque” de desenvolvimento na fase de implantação dos trilhos entre o Sul, capital e Médio-Norte do Estado.
Somente na fase de construção do empreendimento, a Fiemt estima a geração de 186 mil empregos no Estado. Desse total, 105 mil devem ser diretos, 41 mil indiretos e 40 mil induzidos (ou seja, aqueles gerados por conta da melhora da renda das famílias mato-grossenses, que irá aumentar e criará mais empregos). Atualmente, cerca de 30 empresas atuam diretamente no projeto. A estimativa é que o pico da obra aconteça durante esse segundo semestre com mais de 5 mil trabalhadores em campo.
Balanço
No primeiro trimestre, a construção da ferrovia estadual de Mato Grosso representou cerca de 62,1% no saldo de geração de empregos no estado no segmento de construção de obras de infraestrutura do primeiro trimestre de 2024. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram gerados 1.666 empregos em todo estado neste segmento no período. Deste montante, cerca de 1.035 são dedicados às obras da ferrovia.
Sobre a Rumo
A Rumo é a maior operadora privada de ferrovias de carga do país e oferece uma solução logística segura, competitiva e de baixo carbono para suportar o crescimento do agronegócio brasileiro. Cruzamos o Brasil de Norte a Sul, administramos cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins.
A base de ativos é formada por 1.400 locomotivas e 35 mil vagões. São mais de 8 mil colaboradores em todo o Brasil, 9 terminais de transbordo ao longo da malha e 5 terminais portuários nos principais portos brasileiros.
Em 2023, nos tornamos a única empresa brasileira do setor de logística a compor o índice internacional Dow Jones de Sustentabilidade, além de compor pelo terceiro ano consecutivo a carteira do ISE B3, a principal referência no país em reconhecer companhias com as melhores práticas de sustentabilidade.
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Mariana Marciano
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Previsão de chuva para esta semana. Veja onde!

Imagem: Magnific
Onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana? Conforme a análise da MetSul, com base em modelos numéricos, a chuva terá maiores volumes nesta semana no Sul e no Norte do Brasil, embora chova com acumulados muito acima da média de junho em pontos entre o Centro-Oeste e o Sudeste.
O mapa acima mostra a projeção de chuva para esta semana do modelo meteorológico Icon, do Deutscher Wetterdienst, o serviço meteorológico da Alemanha, e que pode ser consultado pelo nosso assinante na seção de mapas.
Na Região Norte, onde gradualmente chega ao fim o inverno amazônico e a temporada chuvosa na região, os maiores volumes devem se dar no Amazonas e Roraima, mas com volumes localmente altos no Norte do Pará e no Amapá. No Tocantins, a chuva será escassa com tempo seco.
Na Região Nordeste, a precipitação deve ser escassa na maior parte da região e em grande número de cidades não chove nesta semana. Onde deve chover é em pontos da costa, inclusive forte em diferentes pontos.
No Centro-Oeste, a chuva será escassa parte da região nesta semana com dias em que o tempo seco e firme vai predominar. No entanto, áreas de baixa pressão que atuam no Sul do Brasil devem levar chuva ao Mato Grosso do Sul e até ao Centro-Sul de Goiás em plena estação seca do Planalto Central.
Já na Região Sudeste, também haverá instabilidade na segunda metade da semana. Os volumes de chuva podem ser altos para esta época do ano no interior de São Paulo. A chuva afetará ainda o Rio de Janeiro e o Oeste (Triângulo), Sul e o Centro de Minas Gerais.
No Sul do Brasil, a semana será de maior instabilidade com áreas de baixa pressão que vão formar dois ciclones na costa, um nesta terça e outro na sexta. A maioria dos dias da semana terá chuva na Região Sul. Instabilidade mais forte ocorre entre quinta e sexta pela segunda área de baixa pressão com risco de chuva forte e temporais.
Com METSUL
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Virada no tempo confirmada: formação de ciclone traz mudanças

Imagem: Magnific
Após vários dias de frio persistente em grande parte do país, uma nova mudança no tempo está prestes a ocorrer. Modelos de previsão indicam a formação de um sistema de baixa pressão sobre a Região Sul, que vai se aprofundar e se transformar em um ciclone.
O sistema impulsionará uma frente fria em direção ao país e deve provocar um aumento da nebulosidade, chuva e ventos intensos. Inicialmente, o sistema atuará sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, posteriormente avançando para outras regiões do país.
Formação de ciclone aumenta instabilidades no Sul
Durante o sábado (6), uma área de baixa pressão atmosférica começará a se aprofundar e, até a segunda-feira (8), o sistema ganhará força e se transformará em um ciclone, ocasionando a formação de pancadas de chuva sobre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Já na terça-feira (9), a sua frente fria associada avançará em direção ao Sudeste, provocando pancadas de chuva em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Ao total, os maiores acumulados previstos podem chegar perto dos 100 mm totais ao longo da semana que vem, especialmente no Paraná, Mato Grosso do Sul e oeste de São Paulo, como é possível observar na imagem abaixo. Rio Grande do Sul e Santa Catarina também registrarão acumulados significativos de chuva.
Embora não haja previsão de eventos extremos, as tempestades (que se formam especialmente durante a tarde e a noite) ainda podem causar transtornos pontuais para a população, como alagamentos, queda de galhos de árvores e cortes no fornecimento de energia elétrica.
Massa de ar polar derruba as temperaturas
Além da chuva, o sistema será acompanhado por uma intensa massa de ar polar que avançará pelo centro-sul do Brasil a partir da segunda-feira (8). O ar frio ganhará força ao longo da semana e provocará uma queda expressiva das temperaturas em grande parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Até quinta-feira (11), as temperaturas mínimas poderão ficar abaixo dos 10°C em diversas áreas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, sul de Minas Gerais e sul do Mato Grosso do Sul. Em regiões de maior altitude, como a serra gaúcha e catarinense, as condições poderão favorecer a formação de geadas isoladas, especialmente durante a madrugada e o início da manhã.
As condições de frio mais intenso serão observadas na quarta-feira (10) e na quinta-feira (11), e além dos estados mencionados, esse resfriamento também será sentido em áreas do Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo, podendo alcançar até mesmo partes da Bahia nos últimos dias da semana.
Com o avanço da massa de ar polar, a tendência será de uma semana mais fria do que o normal em grande parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul devem registrar temperaturas persistentemente abaixo da média para o período, como podemos observar na imagem abaixo.
Diante da previsão de frio intenso, geadas e mudanças significativas no tempo, é recomendável acompanhar as atualizações e se preparar para a queda das temperaturas nos próximos dias. Não deixe de conferir as previsões de chuva e temperatura mínima específicas para a sua cidade, que estão disponíveis aqui no portal.
Com Meteored Brasil
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Junho terá frio e mais chuva no Paraná

Foto: Pixabay
O mês de junho, que marca a chegada do inverno, deve ser caracterizado por temperaturas abaixo da média histórica e volumes de chuva acima do normal em parte do Paraná. A previsão é do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), que aponta condições típicas da nova estação já nas primeiras semanas do mês.
Segundo o Simepar, os maiores desvios positivos de precipitação devem ocorrer nas regiões Norte e Leste do estado. O inverno astronômico começa oficialmente às 5h24 do dia 21 de junho, com o solstício de inverno.
Historicamente, junho é um dos meses mais secos do ano no Paraná. Nas regiões de Jacarezinho, Cambará e Dr. Ulisses, os acumulados médios de chuva variam entre 50 e 75 milímetros ao longo do mês. Já áreas do Noroeste, extremo Norte e parte dos Campos Gerais costumam registrar volumes entre 75 e 100 milímetros.
Os maiores índices pluviométricos são observados tradicionalmente na região Sudoeste, onde os acumulados podem alcançar 175 milímetros. No Centro-Sul, Sul e em parte da região Oeste, os volumes médios ficam entre 125 e 150 milímetros.
Em relação às temperaturas, o levantamento histórico mostra que as menores mínimas costumam ocorrer nas regiões Centro-Sul e Sul do estado, além de áreas da Região Metropolitana de Curitiba. Nessas localidades, os termômetros normalmente variam entre 8°C e 10°C durante as madrugadas de junho.
Nas áreas mais frias do Paraná, como Palmas e General Carneiro, as temperaturas médias mensais historicamente permanecem abaixo dos 12°C. Já as regiões do extremo Noroeste apresentam as maiores médias, variando entre 18°C e 20°C.
As máximas também tendem a ser mais baixas nesta época do ano. No Sul do estado, os valores médios ficam entre 18°C e 20°C, enquanto no Litoral, Norte e Oeste as máximas costumam variar entre 22°C e 24°C.
Para junho de 2026, a previsão do Simepar indica temperaturas abaixo da média climatológica em grande parte do território paranaense. O cenário reforça a expectativa de um início de inverno com características mais próximas do padrão histórico da estação, marcado por dias mais frios e aumento da frequência de sistemas meteorológicos capazes de provocar chuva em diferentes regiões do estado.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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