Meio Ambiente
Levantamento de custos de cana indicam atenção aos efeitos do clima sobre a produtividade

Assessoria
Os painéis de Campo Futuro, projeto da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com o Pecege Projetos e apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e sindicatos rurais, finalizaram, na semana de 30/7 a 01/08, os levantamentos de custos de produção de cana-de-açúcar no estado de São Paulo. Os técnicos e os produtores reunidos avaliaram os desafios que afetam o crescimento e a rentabilidade da atividade, para a safra 2024/25, nas regiões de Novo Horizonte, Penápolis e Morro Agudo.
Durante os encontros foi possível observar uma diminuição do rendimento médio dos canaviais, em razão de problemas climáticos, como o déficit hídrico, pressionando os custos de produção. Outro dado constatado foi a previsão de um valor menor de fechamento de ATR (Açúcar Total Recuperável) nesta safra, em comparação com a anterior, afetando também os resultados.
Com projeção de resultados menores do que no último ciclo, cuja safra, ressalte-se, foi recorde e com vários fatores favoráveis, os números apurados deste ano, até o momento, não podem ser interpretados como negativos, pois o patamar de comparação é elevado. Em relação aos custos, os preços dos insumos em patamares mais estáveis estão sendo compensados pelo aumento na contratação de mão de obra, serviços mecanizados, óleo diesel e maquinários agrícolas.
A análise econômica completa desses painéis será apresentada no Circuito de Resultados do Projeto Campo Futuro 2024 da CNA, que irá acontecer até o fim do mês. Os interessados podem ser inscrever através do link: Link.
Informações estratégicas de apoio às entidades e ao produtor
Para Sandro Pedrosa, agrônomo da Associação dos Fornecedores Associação dos Fornecedores de Cana-de-açúcar do Noroeste Paulista (NORPLAN), a participação no painel para levantamento de custos de produção, em Penápolis, foi uma oportunidade muito boa justamente para mostrar aos produtores onde está o gargalo da produção. “Um importante suporte, pois o produtor tem a oportunidade de saber onde ele precisa investir mais: se é no plantio, nos tratos culturais, se é na reforma de um canavial”, completou.
Em seu depoimento, Roberto Carmanhan de Figueiredo, presidente do Sindicato Rural de Morro Agudo e membro da Comissão de Cana-de-Açúcar e Energia Renovável da Faesp, comentou a importância de participar da iniciativa “para orientar os associados que buscam um auxílio nas tomadas de decisão. É um material muito interessante e vamos utilizar disso para trabalhar com nossos associados.”
“O levantamento presencial nos permite ter contato direto com os produtores para coletar suas demandas e preocupações com a safra sucroenergética paulista, mas, também, de apoiá-los com informações que são estratégicas para as suas tomada de decisões quanto ao gerenciamento de custos, otimização de investimentos e melhor gestão das propriedades”, complementou Nelson Perez, Presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da CNA e Coordenador da Comissão de Cana-de-Açúcar e Energia Renovável da Faesp.
“Um trabalho técnico, participativo, que se transforma em números, gera um importante sistema de informação de custos de produção e de mercado para a cana-de-açúcar – que vem sendo construído desde 2007 –, a partir dessa exitosa parceria entre CNA, Faesp e sindicatos rurais, e que subsidia as nossas ações, nossos estudos e de instituições parceiras para defender propostas e políticas para o setor sucroenergético”, finalizou Tirso Meirelles, presidente da Faesp.
Mario Teixeira
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Pastagens sem daninhas fortalecem sequestro de carbono

Foto: Sheila Flores
Um estudo publicado no Soil Science Society of America Journal aponta que o manejo eficiente de plantas daninhas pode contribuir para a redução da pegada de carbono em pastagens tropicais. A pesquisa, conduzida por cientistas da Universidade da Flórida em parceria com instituições do Brasil e dos Estados Unidos e com a Corteva Agriscience, indica que o controle de espécies invasoras, como o caruru-espinhoso (Amaranthus spinosus L.), favorece o aumento dos estoques de carbono e Nitrogênio no solo, ampliando o sequestro de carbono e a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
De acordo com os pesquisadores, áreas de pastagem infestadas por caruru-espinhoso registraram redução de 15% no estoque de carbono orgânico do solo em comparação com áreas livres de plantas daninhas. O estudo relaciona essa diferença à perda de biomassa subterrânea e às mudanças no comportamento de pastejo dos animais, uma vez que, em pastos degradados, o gado tende a evitar regiões dominadas por invasoras, o que interfere no equilíbrio do ecossistema e na ciclagem de nutrientes.
Segundo a Corteva Agriscience, o manejo das invasoras no pasto tem papel estratégico nesse contexto. A empresa destaca que os herbicidas utilizados no controle de plantas daninhas são ferramentas centrais para a recuperação de áreas degradadas, contribuindo para a produtividade das pastagens e para a alimentação do rebanho.
Para Rodrigo Takegawa, Líder de Marketing & Comercial da Linha Pastagem da Corteva Agriscience para Brasil e Paraguai, os resultados reforçam a importância do manejo adequado. “Esse estudo comprova cientificamente que o manejo avançado de pastagens é uma ferramenta fundamental não apenas para a produtividade pecuária, mas também para a agenda climática global”, afirma. Segundo ele, “manter o solo coberto por espécies forrageiras vigorosas, livres de matocompetição, aumenta a retenção de carbono e melhora a saúde do solo, contribuindo diretamente para as metas de descarbonização no campo”.
O levantamento também destaca que o controle de plantas daninhas influencia positivamente o crescimento radicular das forrageiras. De acordo com os pesquisadores, as raízes da grama-bermuda (Cynodon dactylon) apresentam densidade seis vezes maior do que as das plantas invasoras, o que amplia sua capacidade de armazenar carbono no solo.
A pesquisa reforça ainda que pastagens livres de invasoras favorecem maior produção de forragem, resultando em alimentação mais nutritiva para o rebanho e reflexos diretos na produção de carne e leite. Além disso, o manejo adequado contribui para a sustentabilidade ao auxiliar na recuperação de áreas degradadas e reduzir a necessidade de abertura de novas áreas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Chuvas recorrentes favorecem lavouras de soja no RS

Lavoura de soja no município de Hulha Negra – Foto: Eduardo Ebert, Emater/RS-Ascar
As melhores lavouras estão implantadas em solos bem estruturados, onde há maior teor de matéria orgânica e cobertura vegetal adequada, as quais favorecem a infiltração e o armazenamento de água. Já nos cultivos implantados em solos mais compactados ou com menor cobertura, são observadas ocorrências de erosão laminar e em sulcos, em especial em lavouras em fase de emergência. Em semeaduras realizadas sob condições menos favoráveis de umidade, especialmente após períodos de déficit hídrico seguidos por chuvas intensas, foram registrados casos de desuniformidade de emergência, falhas de estande e necessidade pontual de replantio.
Em algumas áreas, especialmente no Noroeste do RS, os elevados acumulados pluviométricos de dezembro superaram a média histórica, e houve danos à infraestrutura rural e às estradas vicinais, bem como alagamentos pontuais em lavouras localizadas em áreas ribeirinhas e de relevo mais baixo, além de erosão mais significativa em coxilhas mal conservadas.
Milho – As condições climáticas do período, caracterizadas por precipitações frequentes e volumes adequados, favoreceram a recuperação da cultura após a restrição hídrica, observada em novembro. O desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório na maior parte do Estado, com expectativa de rendimentos compatíveis à média histórica, embora persistam perdas localizadas em áreas afetadas pela estiagem em estádios críticos.
A semeadura do milho atinge 92% da área planejada, de 785.030 hectares, e está concluída em diversas regiões. Nas áreas remanescentes, o plantio avança conforme a liberação de áreas ocupadas por outras culturas ou em replantio em safrinha. A maior parte das lavouras se encontra em fase reprodutiva, predominando o enchimento de grãos, seguido por áreas em maturação fisiológica e início pontual de colheita. A situação fitossanitária está adequada. Apesar de haver relatos sobre a presença de cigarrinha-do-milho e lagartas, não há muitos sintomas de enfezamento, e os controles estão em andamento.
Milho silagem – Houve boa recuperação, relatada em diversas regiões, devido ao volume de chuvas no período. As perdas de produtividade causadas no início do mês vão sendo atenuadas pela recuperação da umidade do solo em virtude das chuvas regulares. Apenas na Fronteira Noroeste, onde o corte do milho está paralisado, devido ao volume das chuvas e a alta umidade do solo, há relatos de problemas causados pelos excessos de precipitação. Nas demais regiões, as condições estão boas, assim como as expectativas de produtividade. Conforme estimativa da Emater/RS-Ascar, a área destinada ao milho para silagem deve atingir 366.067 hectares, e a produtividade estimada é de 38.338 kg/ha.
Arroz – A semeadura do arroz no Estado encontra-se em fase final, alcançando 97% da área prevista pelo Instituto Riograndense do Arroz (Irga), que é de 920.081 hectares. O período foi marcado por elevada frequência de chuvas de altos volumes acumulados, o que restringiu as operações de campo, como as semeaduras tardias e a execução de tratos culturais.
As lavouras de arroz estão em desenvolvimento vegetativo (97%), com avanço gradual para o período reprodutivo nas áreas mais precoces, onde se observa o início da floração (3%). A elevada nebulosidade registrada no período limitou o pleno aproveitamento da radiação solar, refletindo em crescimento vegetativo moderado em algumas áreas. De modo geral, o estabelecimento das lavouras é considerado adequado.
As precipitações contribuíram de forma significativa para a recuperação e manutenção dos mananciais, reduzindo a necessidade imediata de irrigação suplementar e ampliando a reserva hídrica disponível para o ciclo da cultura. No entanto, foram registrados alagamentos pontuais em estradas rurais e em lavouras localizadas em áreas mais baixas e próximas a cursos d’água, com maior incidência no Centro do Estado, ocasionando danos em taipas e demandando intervenções de manutenção. As dificuldades operacionais impostas pelas chuvas também prejudicaram o manejo técnico nas lavouras.
Feijão 1ª Safra – A ocorrência de chuvas beneficiou a cultura, cultivada no RS em 26.096 hectares e impactada pelo déficit hídrico registrado entre a metade de novembro e primeiro decêndio de dezembro. Em grande parte das regiões, observa-se recuperação do desenvolvimento das lavouras e evolução satisfatória do ciclo. As atividades de campo seguem condicionadas pela ocorrência de chuvas frequentes, que, de forma pontual, têm imposto restrições operacionais, especialmente à semeadura e à colheita. Contudo, não há registro, até o momento, de impactos expressivos sobre a produtividade média estadual, projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.779 kg/ha.
(Com Agricultura/RS)
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Chuvas na primeira quinzena de dezembro favorecem desenvolvimento das culturas de primeira safra, aponta Boletim a Conab

Foto: Ilustração
Nos quinze primeiros dias de dezembro, os volumes de chuvas observados na maior parte do país contribuíram para a elevação dos níveis de água no solo e para o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, sem prejudicar a finalização da colheita dos cultivos de inverno. A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ainda de acordo com o documento, os dados espectrais mostram que, em geral, as lavouras estão se desenvolvendo sob boas condições na maioria das regiões.
No Centro-Oeste, principal região produtora de grãos do país, os maiores volumes de precipitações ocorreram no Nordeste de Mato Grosso e no Norte de Goiás. As chuvas registradas foram mais regulares e favoreceram o incremento da umidade do solo. Panorama semelhante foi verificado na região Sudeste.
No Sul do país, as precipitações ocorreram com distribuição irregular e os maiores volumes foram registrados no Norte e Oeste do Paraná. No Rio Grande do Sul, os primeiros cinco dias de dezembro registraram chuvas em baixos volumes, que favoreceram a finalização da colheita dos cultivos de inverno. Entretanto, nos outros períodos analisados, principalmente de 6 a 10 deste mês, os acumulados de chuva auxiliaram na recuperação da umidade do solo, promovendo condições mais favoráveis à semeadura e ao desenvolvimento das lavouras. Em relação aos estados do Paraná e de Santa Catarina, as condições climáticas na primeira quinzena do mês foram, no geral, favoráveis para o desenvolvimento das lavouras.
Na região Norte, os volumes de chuva registrados no Tocantins e em parte do sul e noroeste do Pará, foram favoráveis à semeadura e ao desenvolvimento dos cultivos de primeira safra. No entanto, houve restrição em parte das lavouras devido à irregularidade das chuvas e às altas temperaturas no nordeste paraense. Já no Nordeste brasileiro, os volumes acumulados na maior parte da região do Matopiba (que abrange áreas do Maranhão, Sudoeste do Piauí, Oeste da Bahia e Tocantins) favoreceram a semeadura e o desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, mas foram insuficientes para parte das lavouras do leste, centro e oeste do Maranhão.
Fonte: Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásSine Municipal tem 16 vagas para pessoas com deficiência (PCD) sem experiência
-
Mato Grosso5 dias atrás
BFB Foods leva lançamentos à Gulfood 2026 e reforça presença no mercado asiático
-

Agronegócio6 dias atrásMato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia
-

Notícias5 dias atrásPolícia Civil prende suspeito por praticar “sextorsão” contra homens em aplicativo de relacionamento
-
Mato Grosso5 dias atrás
Com presença inédita do Judiciário, Show Safra MT consolida-se como o maior palco institucional do agro mato-grossense
-

Transporte5 dias atrásPolícia Civil deflagra operação para apurar homicídios em Comodoro
-
Mato Grosso5 dias atrás
Mato Grosso antecipa em um dia a marca de R$ 5 bilhões em arrecadação de impostos
-

Transporte5 dias atrásPolícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais





































