Pecuária
Diferencial de base do preço do boi em Mato Grosso em relação a SP cai 12%

foto: arquivo/assessoria
O diferencial de base entre as cotações do boi em Mato Grosso e em São Paulo atingiu, na primeira quinzena, -12,22%, com variação de -0,92 ponto percentual em relação ao acumulado do mês de jul/24. O alongamento no indicador foi resultado da maior valorização da arroba em São Paulo em relação ao Mato Grosso, informa o IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).
“Desse modo, o preço do boi gordo a prazo em Mato Grosso ficou cotado em média a R$ 206,71/@ na parcial de agosto (IMEA) e exibiu alta de 0,74% em relação ao último mês. Já em São Paulo, a valorização foi mais intensa, e ficou na média de R$ 235,49/@ (Cepea), com alta de 1,79% para o mesmo comparativo (ambas cotações a prazo e livre de impostos). É importante ressaltar que a perspectiva de alta no volume de gado confinado por ser um fator que contraponha a redução na oferta de gado de pasto, limitando a alta nos preços do boi gordo em Mato Grosso”, conclui o instituto no boletim semanal da pecuária.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Uso de antibióticos é proibido na produção animal

Imagem: Magnific
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu o uso de antibióticos como promotores de crescimento na produção animal, em medida que já está em vigor e altera práticas consolidadas nas cadeias de aves, suínos e bovinos. A decisão veta a importação, fabricação, comercialização e uso desses aditivos quando destinados ao ganho de desempenho produtivo, além de determinar o cancelamento dos registros dos produtos enquadrados nessa categoria.
Na prática, substâncias tradicionalmente utilizadas para acelerar o ganho de peso deixam de ser permitidas com essa finalidade. Entre os compostos atingidos estão a virginiamicina, a bacitracina (e suas variações) e a avoparcina, com destaque para a primeira, amplamente adotada em sistemas intensivos. A norma, no entanto, mantém a possibilidade de fabricação exclusiva para exportação, desde que haja autorização prévia do Mapa.
Peleia Gastronômica destaca qualidade da carne em concurso
A mudança segue recomendações de organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde, que há anos orientam a restrição do uso de antimicrobianos na produção animal quando não houver finalidade terapêutica. O objetivo é conter o avanço da resistência antimicrobiana — fenômeno em que bactérias se tornam resistentes a antibióticos, reduzindo a eficácia de tratamentos tanto na medicina veterinária quanto na humana.
Para o setor produtivo, a medida impõe uma transição operacional. O Mapa estabeleceu prazo de 180 dias para utilização dos estoques já existentes e determinou que empresas informem volumes disponíveis em até 30 dias. Após esse período, os produtos deverão ser retirados do mercado.
Sem esses aditivos, produtores terão de recorrer a alternativas para manter desempenho zootécnico, como ajustes no manejo, nutrição mais precisa e uso de aditivos não antibióticos. No curto prazo, a mudança pode elevar custos e exigir adaptação dos sistemas produtivos. No médio prazo, a expectativa é de alinhamento a exigências sanitárias internacionais, especialmente de mercados mais rigorosos.
A restrição aproxima o Brasil de padrões já adotados em outros países e reforça a tendência global de redução do uso não terapêutico de antibióticos na produção animal, tema que ganhou relevância crescente na agenda sanitária e comercial do agronegócio.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
O “Super Boi” do Pantanal: Como uma fazenda de Poconé alcançou quase 23 arrobas com animais jovens e tecnologia de elite

Pecuária de Mato Grosso registra recorde de eficiência com bois jovens atingindo peso de carcaça superior à média nacional | Foto: Canva
Segundo dados apresentados, a pecuária de Mato Grosso acaba de registrar um número que desafia a lógica tradicional do campo. Na Fazenda Primavera, em Poconé — região estrategicamente conhecida como a “Porta do Pantanal” —, um lote de 180 bois atingiu a impressionante média de 22,7 arrobas (cerca de 341 kg de carcaça).
O resultado, obtido pelo pecuarista Roberto Nunes Rondon, chama a atenção não apenas pelo peso bruto, mas pela precocidade dos animais. A maioria do lote possui apenas dois dentes, o que indica animais extremamente jovens para carregar tamanha musculatura e volume de carne, unindo o que há de melhor em maciez e rendimento.
O segredo por trás do peso: A tecnologia TIP
O sucesso alcançado em Poconé não foi por acaso. A estratégia central foi o uso da Terminação Intensiva a Pasto (TIP). Esse sistema permite que o gado aproveite a fibra natural das pastagens pantaneiras enquanto recebe uma dieta de elite no cocho, com alta concentração de energia
Diferente do confinamento tradicional, o animal permanece solto, o que reduz o estresse e favorece o bem-estar. Os benefícios observados na Fazenda Primavera incluem:
Velocidade: O animal ganha peso em tempo recorde comparado ao sistema extensivo;
Qualidade de Carcaça: A gordura é depositada de forma uniforme, protegendo a carne;
Padrão Exportação: Carcaças pesadas com juventude garantem a maciez exigida pelos mercados internacionais mais exigentes;
Sustentabilidade: Otimização do uso das pastagens nativas com suporte nutricional tecnológico.
Poconé
Poconé mostra força para o Circuito Nelore
O desempenho foi tão expressivo que o gerente da unidade da Friboi de Diamantino (MT), Bruno Martins Dias, destacou o lote como um exemplo de eficiência operacional para todo o estado. Com carcaças pesando em média 341 kg, o padrão apresentado pela Fazenda Primavera eleva o nível da competição regional.
O resultado já coloca a produção de Poconé como favorita para o Circuito Nelore de Qualidade, que terá etapas em Mato Grosso no mês de outubro. Produzir bois com quase 23 arrobas ainda com 2 dentes é um diferencial competitivo que otimiza os custos operacionais do frigorífico e valoriza a arroba do produtor.
Impacto na pecuária de Mato Grosso
Para o setor em Mato Grosso, o caso da Fazenda Primavera prova que é possível unir os recursos naturais do Pantanal com alta tecnologia de nutrição. A TIP surge como a ferramenta ideal para elevar o peso de abate sem perder a precocidade, transformando garrotes em “super bois” em ciclos mais curtos.
A união de genética Nelore de ponta com manejo intensivo está redesenhando o mapa da produtividade no estado, consolidando Mato Grosso como o maior fornecedor de proteína animal de alta qualidade para o mundo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Raça Holandesa leva 125 animais à Fenasul Expoleite 2026 em Esteio (RS)

Foto: Isabele Kleim
A raça Holandesa estará representada por 125 animais na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite, que acontece entre os dias 13 e 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O número supera a marca simbólica de 100 exemplares e confirma a forte adesão dos criadores ao evento, que integra a etapa do circuito Exceleite.
Participação reforça confiança do setor leiteiro
De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, o volume de inscrições atende plenamente às expectativas da organização. Ele destaca que a participação expressiva ocorre em um cenário de recuperação dos preços pagos ao produtor, após um período desafiador para a cadeia do leite.
Mesmo diante das dificuldades recentes, Tang ressalta que os produtores mantiveram investimentos contínuos em genética, manejo e qualificação dos rebanhos.
“Isso mostra que, apesar de tudo, das dificuldades que o setor enfrentou e enfrenta agora, embora exista uma tendência de melhora no preço pago ao produtor, o nosso criador continuou sempre fazendo o seu trabalho e investimento genético”, afirmou.
Qualidade genética deve marcar julgamentos na pista
A expectativa é de que a avaliação dos animais destaque exemplares com alto padrão morfológico dentro da raça Holandesa. Segundo a Gadolando, o nível técnico dos inscritos deve tornar a disputa mais equilibrada, com decisões definidas por detalhes de conformação, estrutura e harmonia dos conjuntos.
Para o dirigente, a feira será uma vitrine do trabalho realizado nas propriedades leiteiras do Rio Grande do Sul, evidenciando a evolução genética e produtiva do rebanho.
“Esses resultados, com essas excelentes lactações, essa morfologia que ele tem buscado, a vaca correta, esse produtor quer nos mostrar na nossa Fenasul Expoleite”, destacou Tang.
Fenasul Expoleite reúne principais entidades do agro gaúcho
A Fenasul Expoleite é organizada pela Gadolando e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O evento conta ainda com a copromoção da Prefeitura de Esteio, da Farsul, da Fetag/RS e da Febrac.
A entrada será gratuita durante todos os dias da programação, ampliando o acesso do público ao setor e fortalecendo a integração entre produtores, técnicos e visitantes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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