Agronegócio
‘O programa trouxe expectativas positivas de vendas’, diz empresário de Aripuanã sobre incentivo à exportação

Reprodução
O programa Exporta Mais Brasil, criado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), completou um ano. Desde agosto de 2023, foram realizadas 5.145 rodadas de negócios entre compradores internacionais e empresas brasileiras, gerando uma expectativa de R$ 469 milhões em negócios. Ao todo, 738 empresas já foram beneficiadas pelo maior programa de incentivo às exportações brasileiras já executado.
“O Exporta Mais Brasil é uma de nossas principais ações desde que chegamos na ApexBrasil e, completar um ano com números tão relevantes, é a demonstração do nosso acerto. Desde o ano passado, estamos realizando uma grande incursão pelo país, visitando empreendimentos, conversando com empresários, promovendo negócios com compradores dos cinco continentes que trouxemos especialmente para o programa”, afirma o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, diz que “a melhor forma de exportar é trazer o comprador pra cá, sejam importadores da Ásia, dos Estados Unidos, da Europa ou da América Latina, para vender a eles os produtos”. Alckmin lembra ainda que “a empresa que exporta tem um upgrade, muda de patamar, avança mais. Todos os indicadores mostram isso”.
O incentivo à exportação de empresas de diferentes portes e setores é pauta governamental. “No governo do presidente Lula, estamos batendo recordes de exportação e o maior saldo da balança comercial. Queremos mais empresas exportando. Queremos pequenas e médias empresas também exportando. Por isso, a ApexBrasil e a equipe do Jorge Viana estão em todos os cantos do país com o Exporta Mais Brasil, indo a cada região, fazendo seu trabalho para o crescimento da exportação brasileira”, reforça Alckmin.
EXPANDIR MERCADOS — Em junho deste ano, o empresário de Aripuanã -MT, Siderlei Luiz Mazon, da SM Madeiras, participou da edição do Exporta Mais Brasil voltado para o setor de processados de madeira sustentável, em Alta Floresta (MT). A empresa dele é uma das pioneiras no desenvolvimento do manejo florestal sustentável no Brasil e certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council).
Segundo Siderlei Luiz, o programa trouxe expectativas positivas de vendas. “Esperamos atender os compradores de forma sustentável, mostrando aos clientes nossos melhores produtos e as melhores práticas de produção”, conta. O manejo sustentável promove práticas responsáveis na cadeia produtiva da madeira e mantém a floresta de pé, contribuindo para a redução de queimadas e de desmatamento ilegal.
O comércio internacional também se tornou possível para a Casa da Sela. Igor Santiago, diretor da empresa, começou sua trajetória em busca de novos mercados com o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) da ApexBrasil. Na edição de abril do Exporta Mais Brasil, focada em couro e peles, participou, pela primeira vez, de uma rodada de negócios internacionais. “Nossa empresa é de Governador Edson Lobão, o polo industrial do couro no Maranhão, e a experiência de conversar com compradores de países como África do Sul, Colômbia e China e o networking que tivemos foi muito importante para nós”, conta o empreendedor, lembrando das possiblidades de gerar bons negócios nos próximos meses.
As rodadas de negócios colocam frente a frente compradores internacionais com empreendedores brasileiros. “É uma experiência extraordinária conhecer novos fornecedores do Brasil trazidos pela ApexBrasil”, disse Craig van Heerden, diretor da HideSkin, da África do Sul, importador que compra aproximadamente 650 peles e couro bovino por mês e precisa aumentar o volume. Christian Orbe, gerente da Bunky, fábrica de calçados com 800 distribuidores no Equador, acrescenta: “é uma iniciativa linda da ApexBrasil e estamos abraçando as novas oportunidades, com o objetivo de fazer novos negócios”.
Produtos e serviços ligados a setores específicos da cultura brasileira, tipicamente made in Brazil, também entram nas rodadas. Em setembro do ano passado, por exemplo, evento realizado em Fortaleza (CE) reuniu 58 artesãs e artesãos das cinco regiões do país – de tipologias como cerâmica, madeira, fibras naturais e rendas – e 10 compradores internacionais, vindos da Holanda, Reino Unido, Irlanda, Áustria, Estados Unidos, China, Japão e Jordânia. Mais de 300 reuniões foram realizadas, com R$ 1,7 milhões em negócios gerados durante o evento e em vendas futuras.
A artesã tocantinense Eliene Bispo, que faz trabalhos com capim dourado há 23 anos e preside a Associação Dianapolina de Artesãos, na cidade de Dianópolis, sudeste do estado, fechou acordo com compradores da China e da Áustria. Eliene Bispo também integrou o PEIEX e essa experiência facilitou seu primeiro contato com o mercado internacional. “Quando comecei a exportar, foi um sofrimento, porque eu não sabia, ninguém sabia explicar como era que fazia. Então foi muito interessante participar do PEIEX, vi que existem outras maneiras da gente fazer”, relata a profissional, que traz na bagagem outro trabalho que lhe rendeu fama além-mar: a confecção das cerca de 180 pequenas peças em capim dourado bordadas no blazer e no colete utilizados pela primeira-dama do Brasil, Janja Silva, no dia da posse presidencial. De acordo com o IBGE, o artesanato contribui para a economia de 67% dos municípios brasileiros e movimenta cerca de R$ 50 bilhões ao ano.
“Esse é um programa criado para aproximar empresas todas as regiões do comércio exterior, diversificando as origens das exportações brasileiras. O jeito de fazer isso é simples e eficaz: um diálogo franco e direto entre quem compra e quem vende. Às vezes, a empresa já está pronta para vender, mas ainda precisa de um apoio, e nosso objetivo é chegar até essas pessoas, conhecer suas demandas e levar a expertise da ApexBrasil sobre comércio exterior”, explica Jorge Viana.
GANHAR O MUNDO — Com o slogan “Rodando o país para as nossas empresas ganharem o mundo”, o Exporta Mais Brasil foi criado com o objetivo de potencializar as exportações do país a partir de uma aproximação ativa com diferentes setores da economia, de todas as regiões do Brasil. Por meio do programa, empresas brasileiras têm a oportunidade de se reunir com compradores internacionais que vêm ao país em busca de produtos e serviços de qualidade. “Não é por caso que as exportações brasileiras seguem batendo recordes. Em julho, o país bateu a marca de US$ 30,9 bilhões exportados, um aumento de 9,3% em comparação com julho do ano passado, devido ao crescimento do volume embarcado. Também conquistamos um recorde no acumulado do ano, de janeiro a julho”, destaca o gerente Regional da ApexBrasil, Jacy Bicalho Braga.
Nesse período de um ano, compradores de 246 empresas internacionais de 63 países vieram ao Brasil para fazer negócios e conhecer de perto produtos brasileiros de setores como alimentos e bebidas, cosméticos, frutas e derivados, moda, artesanato, materiais de construção, produtos lácteos, couro e peles, manejo florestal sustentável, aquicultura e pesca, revestimento cerâmico, entre outros. Grandes compradores como China, Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reunido Unido, Chile, Colômbia, Uruguai e Arábia Saudita participaram várias vezes de rodadas organizadas pela ApexBrasil. Em 2024, 21 novos mercados foram somados ao programa. Entre eles estão: Tailândia, Romênia, Lituânia, Bulgária, Armênia, República Dominicana, Jamaica, Filipinas e Islândia.
APEXBRASIL — A ApexBrasil é uma entidade sem fins lucrativos, interesse coletivo e utilidade pública, que mostra para o mundo o que o Brasil tem a oferecer. A Agência atua para promover os produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos para setores estratégicos da economia, dando mais visibilidade às empresas brasileiras mundo afora. Para isso, encabeça uma série de ações, como missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais, visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião para conhecer a estrutura produtiva brasileira e fazer negócios. Atualmente, a Agência apoia mais de 17 mil empresas sendo 43% delas de micro e pequeno porte.
Fonte: NATIVA NEWS
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva

Foto: Divulgação
O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.
No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.
Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.
O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.
As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.
Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.
Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.
Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná

Foto: Canva
A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.
Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.
O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.
Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.
Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.
O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.
O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.
Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.
Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.
Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra de uva confirma volume e qualidade

Foto: Divulgação
A colheita da uva está praticamente concluída na região administrativa de Caxias do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas alguns vinhedos destinados ao processamento para autoconsumo.
De acordo com o levantamento, a produção confirmou as projeções iniciais. O relatório aponta “grande volume e excelente qualidade”, além de registrar atraso entre 10 e 15 dias no período de colheita em comparação a uma safra considerada normal. As vinícolas da região seguem contabilizando a quantidade de uvas recebidas e os produtos elaborados ao longo do ciclo.
A comercialização de uvas de mesa continua em andamento, incluindo as variedades Itália, Rubi, Benitaka, BRS Núbia, BRS Isis e BRS Vitória. Conforme o informativo, os preços pagos ao produtor variam entre R$ 8,00 e R$ 15,00 por quilo. Na Ceasa/Serra, a variedade Niágara passou a ser comercializada a R$ 5,00 por quilo.
Na região administrativa de Soledade, a colheita de uvas americanas, viníferas e europeias já foi concluída. O informativo destaca a produtividade registrada na safra. No município de Ibarama, por exemplo, a produção variou entre 12 e 13 toneladas por hectare.
Ainda segundo a Emater/RS-Ascar, a colheita das uvas finas de mesa segue voltada ao consumo in natura, com venda direta ao consumidor. O relatório indica que os cachos apresentam boa formação e que as condições fitossanitárias das lavouras são favoráveis. O grau Brix registrado foi de 16° para a uva Francesa, 18° para a Niágara Rosada e 14,5° para a Bordô.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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