Agronegócio
Agropecuária 2A realiza seu segundo leilão, com a oferta de 60 touros Nelore

Reprodução
O segundo leilão da Agropecuária 2A será realizado em formato virtual no dia 29 de agosto, às 19 horas (horário de Brasília). O evento contará com a oferta de 60 touros Puros de Origem (PO) da raça Nelore.
“As perspectivas do leilão são as melhores possíveis. É um grande trabalho, resultado da consistência da tecnologia da ultrassonografia de carcaça, atrelada a um bom padrão racial e às funcionalidades dos animais, que são ‘Deca 1’. São bovinos que nós temos certeza que vão desempenhar, dar mais rendimento, mais precocidade e mais carne gourmet dentro do rebanho do pecuarista que é nosso cliente”, destaca João Paulo Teles, da Agropecuária 2A
A transmissão do 2º Leilão Virtual Agropecuária 2A será realizada pelo Agrocanal. A assessoria está a cargo da Mamede, enquanto a leiloeira responsável será a Ricardo Nicolau Leilões. O evento conta com a chancela da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB).
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 97268-7475.
Leilões oficiais
Os criadores que oficializam seus leilões na ACNB demonstram visão e comprometimento, colaborando para o fortalecimento e a valorização da raça Nelore e de seu próprio negócio. Com a oficialização, o promotor contribui com o valor equivalente a 1 salário mínimo para a ACNB e, em contrapartida, tem o seu leilão divulgado para todos os associados e a rede de relacionamentos da entidade, fortalecendo sua comunicação e ampliando o alcance a potenciais investidores. Os recursos arrecadados com a oficialização de leilões são integralmente aplicados pela ACNB e pelas Associações Regionais do Nelore conveniadas em ações de promoção da genética e da carne Nelore.
Sobre a ACNB
A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) é a entidade de âmbito nacional que representa criadores da raça de todo o país. Fundada há 70 anos, a ACNB se dedica ao fomento, defesa e valorização do Nelore, contribuindo para a seleção zootécnica e a produção de carne bovina de qualidade. Para isso, valoriza a genética superior, o manejo sustentável e o bem-estar animal. Entre outras iniciativas, a ACNB promove o Circuito Nelore de Qualidade, os Rankings Nacionais (Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens) e a oficialização de leilões da raça. O Nelore é a raça mais importante da pecuária brasileira, representando cerca de 80% do rebanho de corte nacional. Para mais informações, acesse www.nelore.org.br e acompanhe a associação no Instagram e no Facebook.
Gabriela Carvalho – Texto Comunicação Corporativa
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Área de milho em Mato Grosso cresce mas produtividade pode ser menor, prevê IMEA

foto: Só Notícias/arquivo
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária projeta que a área de milho, na safra 2026, em Mato Grosso, será de 7,39 milhões de hectares, aumento de 1,83% ante a temporada 24/25. A expansão no campo de cultivo é impulsionada pela maior demanda interna do cereal, que sustenta a valorização dos preços e incentiva o produtor a ampliar sua área agrícola. Entretanto, de acordo com os dados do projeto CPA-Mato Grosso, o cenário de custos de produção mais elevados, especialmente dos insumos, impõe uma maior cautela na tomada de decisão, limitando a maior expansão na área cultivada.
Quanto a produtividade, o IMEA tem como metodologia a utilização de médias históricas, e “o rendimento corresponde à média das últimas três safras, que resultou em 116,61 sacas/hectare, redução de 6,70% em relação ao último ciclo. Essa retração é motivada pelo resultado recorde obtido na safra 24/25, assim, as projeções da temporada retornam às médias históricas.
Diante disso, a produção da safra 25/26 ficou estimada em 51,72 mi de toneladas, redução de 8,38% quando comparada à safra passada. A comercialização do milho para a próxima temporada alcançou 25,23% em novembro de 2025, avanço de 5,69% em relação ao ciclo anterior, reflexo da melhora nos preços do milho na próximo ciclo.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Milho inicia ano com ritmo lento

O mercado catarinense de milho iniciou 2026 sem reação – Foto: USDA
O mercado de milho no Rio Grande do Sul iniciou 2026 com ritmo lento, refletindo o período de transição entre o fim e o começo do ano, segundo informações da TF Agroeconômica. “As referências continuam amplas, variando entre R$ 58,00 e R$ 72,00/saca, enquanto o preço médio estadual recuou 1,52% para R$ 62,18/saca, refletindo ajustes localizados e a baixa participação dos compradores”, comenta.
O mercado catarinense de milho iniciou 2026 sem reação. “Produtores mantêm indicações próximas de R$ 80,00/saca, enquanto as indústrias seguem ao redor de R$ 70,00/saca, cenário que continua bloqueando avanços nas negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios registrados ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00/saca, mantendo a liquidez bastante restrita”, completa.
O mercado paranaense de milho iniciou o ano mantendo o mesmo ritmo que tinha antes do encerramento. “Produtores seguem indicando valores próximos de R$ 75,00/saca, enquanto as indústrias trabalham ao redor de R$ 70,00/saca CIF, cenário que preserva o impasse e limita a liquidez no mercado spot, com negócios pontuais e sem força para alterar o quadro geral”, indica.
O mercado sul-mato-grossense de milho segue com negociações restritas no início de 2026. “As referências permanecem entre R$ 53,00 e R$ 58,00/saca, com Campo Grande e Sidrolândia nos patamares mais baixos, enquanto Maracaju e Chapadão do Sul registraram leves altas”, informa.
O mercado goiano de milho segue operando com baixa fluidez, mesmo após os ajustes observados nas últimas semanas. “As referências permanecem concentradas entre R$ 57,00 e R$ 59,00/saca, porém, após atingir o topo estadual, Anápolis passou por ajuste negativo”, conclui.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Produtores desanimam com trigo e Brasil seguirá importando mais em 2026

Foto: Pixabay
Estudo do Cepea mostra que os preços baixos do trigo devem continuar desestimulando o plantio em 2026. A produção interna limitada reforça a necessidade de importações e reduz as chances de recuperação do mercado doméstico.
A queda contínua nos preços do trigo ao longo de 2025 reduziu o interesse dos produtores brasileiros pela cultura. A avaliação é de pesquisadores do Cepea, que apontam um cenário de baixa atratividade para novos investimentos no cereal no primeiro semestre de 2026. Com isso, o país deverá manter a dependência do trigo importado para atender à demanda interna.
Dados da Conab indicam que o Brasil deve importar cerca de 6,7 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e julho de 2026. O ritmo das importações tende a acelerar a partir de dezembro de 2025, superando o volume registrado nos primeiros meses da safra.
Mesmo com esse aumento na entrada do produto estrangeiro, o total disponível internamente no período deve alcançar 16,02 milhões de toneladas, segundo a Conab — um crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior. Desse montante, aproximadamente 11,8 milhões de toneladas serão destinadas ao consumo no mercado doméstico, enquanto 2,24 milhões devem ser exportadas.
Apesar da alta na oferta, os estoques ao final da temporada, em julho de 2026, são estimados em 2 milhões de toneladas. Essa quantidade representa cerca de 8,7 semanas de consumo, configurando o maior nível de cobertura desde 2020. Para o Cepea, esse volume, associado ao cenário externo, dificulta qualquer sinal de recuperação consistente nos preços no curto prazo.
Outro fator de pressão vem da Argentina, principal fornecedora do Brasil, que deve alcançar um novo recorde de produção. Segundo a Bolsa de Cereales, o país vizinho deve colher 27,8 milhões de toneladas na safra 2025/26. Esse crescimento na oferta argentina amplia a competitividade do produto importado e aumenta a concorrência com o trigo brasileiro.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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