Agricultura
Plantio da soja não começou, mas colheita de milho, trigo e algodão avançam

Foto: Luciano Muzzi, Fazenda Fortaleza, Maracaju
O plantio da safra de soja 2024/25 ainda não começou nos principais estados produtores do Brasil, que representam 96% da área cultivada, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Até 15 de setembro, Mato Grosso e Paraná não tinham iniciado os trabalhos. Em igual período do ano passado, o estado do Sul já havia semeado 1% da área e o do Centro-Oeste, 0,3%.
Plantio do milho
O plantio da primeira safra de milho 2024/25 avançou para 12% da área total nos nove estados que representam 92% da produção, um crescimento em relação aos 9,7% registrados na semana anterior.
O Rio Grande do Sul lidera com 44% da área plantada, seguido por Paraná com 29% e Santa Catarina, com 5%.
Estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo ainda não iniciaram a semeadura. Já a colheita da segunda safra de milho 2023/24 foi finalizada nos principais estados. Na semana passada, 99,7% da área tinha sido colhida. No ano anterior, o progresso da colheita estava em 95,7% na mesma data.
Colheita do algodão

Na safra 2023/24 de algodão, a colheita atingiu 98,5% da área total nos sete estados que representam 98% da produção nacional, um avanço em relação aos 95,6% da semana anterior.
Em Mato Grosso, o trabalho de retirada da pluma progrediu para 99,2%, contra 96,7% da semana passada. Na Bahia, o percentual subiu para 95,1%, ante 89,9%.
Já em Goiás, a evolução permanece em 97%, enquanto Maranhão, Piauí, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais já concluíram a colheita.
Finalização do trigo
Quanto ao trigo, a colheita da safra 2024 avançou para 17,8% da área total até 15 de setembro, comparado aos 14,6% da semana anterior.
Assim, Goiás e Minas Gerais estão próximos de concluir, com 97% e 99% da área colhida, respectivamente. No Paraná, por fim, a colheita avançou mais lentamente, com 18% da área colhida, enquanto no mesmo período do ano passado, o porcentual já era de 35%, conforme balanço da Conab.
Victor Faverin
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

Foto: Divulgação
A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.
A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.
Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

Foto: Pixabay
A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).
De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.
O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.
Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.
Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.
Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.
Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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