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Apicultoras de mel branco conquistam prêmio nacional

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Foto: divulgação/Apiário Cambará

 

As apicultoras Adriana de Bortoli, da Apicultura do Máximo, em Jaquirana, e Liane de Oliveira, do Apiário Cambará, em Cambará do Sul, se destacaram no concurso CNA Brasil Artesanal – Mel 2024, na categoria mel claro, em setembro.

Adriana conquistou o 1º lugar, enquanto Liane ficou em 4º. O concurso contou com a participação de apicultores de todo o país, competindo nas categorias de mel claro e mel escuro.

As apicultoras fazem parte de um projeto piloto, junto com outros 10 produtores da região. O projeto está sendo desenvolvido pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), a partir de uma demanda dos apicultores da região.

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Publicação com os resultados

A pesquisadora do DDPA na área de desenvolvimento rural, Larissa Ambrosini, destaca que será feita uma publicação com base nos resultados iniciais das amostras do projeto piloto.

A coleta de dados vai iniciar nesta primavera, e o objetivo geral é disponibilizar informações científicas que permitam subsidiar um pedido de Indicação Geográfica por parte dos apicultores e meliponicultores deste território.

O levantamento inclui a caracterização das condições edáficas e das condições climáticas da região produtora; levantamento florístico e fitossociológico; identificação de abelhas visitantes florais de carne-de-vaca (Clethra scabra); análise polínica de amostras de mel branco e reconstituição da história de produção do mel branco no território. O trabalho deve ser desenvolvido até 2026.

Mel branco

O mel branco é produzido a partir das flores da árvore carne-de-vaca (Clethra scabra) Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

O município de Cambará do Sul destaca-se na produção de mel floral no Rio Grande do Sul. Além do mel floral, Cambará produz o mel de melato, conhecido como “mel preto”, e o “mel branco”. Sobre esse último, pesquisas e registros são muito escassos.

Segundo os produtores locais, ele é obtido a partir do néctar de flores de espécies de plantas nativas, resultando num mel claro, com sabor característico.

O produto é conhecido como “mel branco de Cambará”, mas é produzido igualmente nos municípios de Jaquirana e São José dos Ausentes, tendo boa aceitação e sendo comercializado a preços maiores, comparativamente ao mel floral. Há demanda por pesquisas para subsidiar uma futura Indicação Geográfica para esse mel.

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“É muito importante divulgar o nosso mel branco, que é típico aqui da nossa região, e que tem todo um processo na hora da colheita para a classificação. Isso porque, às vezes, em uma melgueira pode ter o mel branco, que é da flor da carne-de-vaca, e o mel silvestre, da nossa Mata Nativa”, afirma a apicultora de Jaquirana, Adriana de Bortoli.

Ela conta que está na apicultura desde 2008, quando foi morar em Jaquirana. Ela e o marido tocavam a propriedade e a produção de mel juntos, mas desde que ele faleceu em 2019, segue à frente do negócio junto com a mãe Evanilda, a filha Juliana, de 16 anos e o namorado Vinícius Ribeiro.

A agroindústria conquistou o Selo de Inspeção Municipal (SIM) em 2019 e Adriana conta que está sempre se atualizando, fazendo cursos, participando das atividades desenvolvidas pela associação de apicultores para aprimorar a produção.

Reconhecimento de 40 anos de trabalho

Foto: divulgação/Apicultura do Máximo

Adriana diz que receber o 1º lugar no prêmio CNA, na categoria mel branco, “foi uma conquista muito grande e um reconhecimento do nosso trabalho de anos, em sempre querer levar um produto de qualidade para a mesa do consumidor”.

“Essa premiação foi fantástica, estamos muito felizes, é o reconhecimento de mais de 40 anos de trabalho e muita dedicação. Mostra que estou no caminho certo, seguirei cada vez mais motivada em poder divulgar nosso mel branco e a nossa cidade. E falar para todos da importância das abelhas e mostrar que existem méis maravilhosos em nosso país”, destaca Liane de Oliveira, do Apiário Cambará, que ficou com o 4º lugar na categoria mel claro.

O Apiário Cambará teve início em maio de 1982 com o pai de Liane, Irineu Castilhos. A agroindústria foi a primeira da cidade a conseguir o SIM, no ano de 2009.

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“Em 2018, meu pai teve um problema de saúde bem na safra, tinha na época 420 caixas de abelhas. Ou eu assumia ou assumia”, lembra a apicultora. “Descobri que minha vida são as abelhas e de fato virei apicultora. No final de 2023 realizamos um grande sonho: a conquista do selo Arte”, conta. E neste ano de 2024, a conquista do prêmio da CNA.

*Sob supervisão de Victor Faverin

Vitória Rosendo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Gato por lebre? Não, galo por papagaio!

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Um caso inusitado chamou atenção nas redes sociais: um vendedor tentou enganar compradores ao pintar um galo de verde e anunciá-lo como papagaio em uma plataforma de comércio online.

A ave foi colocada à venda por 6.500 rúpias (cerca de R$ 150), mas a fraude foi rapidamente descoberta.

Especialistas destacam que a venda de animais silvestres sem autorização pode configurar crime, alertando consumidores sobre a importância de verificar a procedência dos produtos antes da compra.

No Paquistão e em outros países, práticas fraudulentas como essa podem resultar em sanções legais, reforçando a necessidade de maior fiscalização em ambientes digitais.

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No Brasil já aconteceu algo parecido, o que chamamos de comprar ‘gato por lebre’: há alguns anos uma família carioca foi atraída por um anúncio na internet que oferecia dois filhotes de cães da raça yorkshire por R$ 700.

Os animais ainda teriam pedigree comprovado. A família levou um dos animais e ao chegar na casa, o cãozinho começou a passar mal e foi levado a um veterinário. O filhotinho, na verdade, era um vira-lata e tinha sido pintado para parecer um cachorro de raça.

Nesse caso, a família foi prejudicada por um anúncio falso. O Código de Defesa do Consumidor estabelece pena de três meses a um ano de detenção, além de multa, para quem praticar propaganda enganosa.

Caso o consumidor perceba discrepâncias entre as características, preço ou origem do produto ou serviço ofertado e o anunciado, é fundamental informar os órgãos competentes, como o Procon local, para que as providências cabíveis sejam tomadas.

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Anunciados vencedores do Concurso de Carcaças Carne Hereford Edição Mundial Braford

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Foto: Divulgação

A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), por meio do Programa Carne Hereford, realizou no dia 28 de março o Concurso de Carcaça – Edição Especial Mundial Braford RAM IESA na unidade industrial do Frigorífico Silva, em Santa Maria (RS). O evento contou com a participação de mais de 300 animais e definiu as carcaças que serão servidas durante o Mundial.

O prêmio de Melhor Carcaça Hereford foi conquistado pelo produtor Marco Silva de Marco, de Santa Vitória do Palmar (RS), com uma pontuação de 125. Seu animal apresentou peso de 311 quilos de carcaça, com acabamento de gordura 4, idade de 2 dentes. Na categoria Melhor Carcaça Braford, a vencedora foi a produtora Márcia Mascarenhas Linhares, de Quaraí (RS), com 135 pontos, seu animal apresentou peso de 273 quilos de carcaça com acabamento de gordura 4 e zero dentes. Já a Melhor Carcaça Cruza ficou com Luciano Augusto Sperotto Terra, também de Santa Vitória do Palmar (RS), que obteve 135 pontos, seu animal apresentou 262,2 quilos de carcaça, acabamento de gordura 4 e zero dentes.

Além das premiações individuais, a competição também reconheceu os melhores lotes. Marco Silva de Marco garantiu o primeiro lugar na categoria Melhor Lote da raça Hereford, somando 2.415 pontos, com peso médio de carcaça de 293,41 quilos e 2 dentes. O segundo lugar ficou com Marilda de Marco Flório, de Chuí (RS), que obteve 2.390 pontos, peso médio de carcaça de 285,25 quilos e 2/4 dentes. O terceiro colocado foi Romulo Fernandes Flório, também de Chuí (RS), com 2.375 pontos, peso médio de carcaça de 290,30 quilos e 2/4 dentes.

No Melhor Lote da raça Braford, a vencedora foi Márcia Mascarenhas Linhares, com 2.350 pontos, peso médio de carcaça de 243,68 quilos e zero dente. O segundo colocado foi Carlos Edmundo Cirne Lima, de Alegrete (RS), que obteve 2.270 pontos, peso médio de carcaça de 253,18 quilos e 2 dentes. Já o terceiro lugar ficou com Fernando Fabrin Alvarez, de Itaqui (RS), com 2.035 pontos, peso médio de carcaça de 251,10 quilos e 2/4 dentes. Nos lotes Cruza HB, Luciano Sperotto Terra foi o campeão com 2.405 pontos, peso médio de carcaça de 266,22 quilos e 0/2 dentes, seguido por Ricardo Sperotto Terra, que obteve 2.400 pontos, peso médio de carcaça de 283,21 quilos e 2 dentes.

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O gerente executivo da Carne Hereford, Felipe Azambuja, destacou a importância do evento para o setor. “Foi um dia de trabalho excelente. O concurso, como sempre, promoveu uma competição saudável entre os produtores e nos permitiu conhecer lotes espetaculares. Sem dúvida, nosso grande evento será marcado por carne de alta qualidade. Além disso, o workshop foi uma oportunidade valiosa para apresentarmos o programa, alinharmos ideias e unirmos forças com a indústria, impulsionando ainda mais a carne certificada Hereford”, destaca.

Paralelamente ao concurso, foi realizado o Workshop Carne Hereford, que promoveu palestras sobre a cadeia produtiva da carne e aproximou os produtores da ABHB e da indústria. O diretor Comercial do Frigorífico Silva, Gabriel Moraes, apresentou a palestra “Carne Hereford e Frigorífico Silva: Situação Atual e Futuro”, discutindo o mercado e os desafios do setor. O professor e pesquisador Leonir Pascoal, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), abordou o tema “Perspectiva do Mercado da Carne”, trazendo informações sobre tendências e oportunidades.

Texto: Lauren Brasil/ABHB

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Égua bragada de criatório catarinense é escolhida Melhor Exemplar da Raça no Mancha Crioula 2025

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Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

Com uma manada expressiva de bragados, tobianos e oveiros, o Mancha Crioula 2025 encerrou a avaliação morfológica de machos e fêmeas com a certeza de que o futuro próximo é muito promissor em termos de selo racial. E ao final da tarde do sábado, 29 de março, sagrou-se Melhor Exemplar da Raça, a égua Marconi Tatuagem. O evento foi realizado na Arena do Cavalo Crioulo no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS) e organizado pela Trajano Silva Remates.

Gateada Bragada Salgo Direito, a égua foi Grande Campeã em sua categoria. Criada por Alexandre Espíndola Araújo e exposta por Marcelo Zermiani, Marconi Tatuagem leva para a Cabanha Zermiani/TRV, de Itajaí (SC), o título máximo do Mancha Crioula. Ela superou o Grande Campeão dos machos, Iguaçu del Tierba. Criado por Carlos Ricardo Szczerbowiski e exposto por Rosinei Áustria e Bruno Knopf Khun, Iguaçu ostentou sua pelagem Colorada Bragada Salina na categoria Potranco Maior, que o levou a conquistar o Grande Campeonato que levou para a Cabanha Volvo, de Bento Gonçalves (RS).

O leiloeiro e diretor de Relações com o Mercado da Trajano Silva, Décio Lemos, enalteceu a participação de criadores e expositores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná nesta edição do Mancha Crioula. “Essa exposição, esta festa é feita com a colaboração deles. Quem trouxe animais, quem escreveu animais, quem aqui está presente”, destacou.

O jurado da exposição, Mauro Ferreira, salientou que nas categorias incentivo, na delegação de machos, todos eram bem apresentados, consistentes e com uma cabeceira de potrilhos muito bonitas. “A delegação de incentivo das fêmeas era um pouco mais heterogênea, mas igualmente tinha algumas potrancas de exceção, que certamente vão figurar nas principais exposições da raça, tão logo recebam a marca”, enalteceu. Ferreira destacou, também, o pioneirismo do Mancha Crioula em valorizar e incentivar bragados, tobianos e oveiros, que, segundo ele, seu pai chamava de “pelos alegres”.

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Texto: Ieda Risco/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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