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Pecuária

Primeiro concurso de carnes do Brasil avaliará características sensoriais ao consumidor

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Foto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

 

O primeiro concurso de carnes do Brasil será realizado durante o Universo Pecuária, evento que ocorre em Lavras do Sul (RS). O evento, organizado pelo Universo Pecuária, Instituto Desenvolve Pecuária, o sommelier de carnes André Madruga e Douglas Parrillero, acontecerá na noite do dia 1º de novembro e terá como foco as características organolépticas da carne bovina, ou seja, aquelas percebidas pelo consumidor, como sabor, textura e suculência, ao invés das tradicionais avaliações das carcaças bovinas.

Madruga, um dos líderes da iniciativa, diz que o concurso é uma inovação no país. “Vamos avaliar o que o consumidor sente ao saborear uma boa carne no churrasco, de maneira similar aos concursos de vinhos, que analisam as características sensoriais”, explica Madruga. “Será uma oportunidade de premiar e valorizar as melhores marcas de carne bovina, dando reconhecimento no mercado”, complementa.

As marcas que participarem poderão exibir prêmios — ouro, prata ou bronze — em seus pontos de venda, sinalizando ao consumidor a alta qualidade sensorial de seus produtos. “Queremos que o público tenha acesso a carnes de excelente padrão e que o concurso se torne uma referência de qualidade”, observa o sommelier.

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A diretora técnica do Universo Pecuária, Marcela Santana, salienta que o concurso é mais uma ferramenta de comunicação sobre a diferenciação de carnes, servindo para a educação do público consumidor e não apenas uma competição. “Além dos prêmios que levam em consideração oito atributos avaliados, teremos premiação de carne mais macia e carne mais saborosa, pois são características buscadas por consumidores mas que nem sempre andam de forma conjunta”, ressalta.

Já a diretora executiva do Instituto Desenvolve Pecuária, Elísia Corrêa, destaca que a entidade expressa seu apoio entusiástico ao concurso de carne que está prestes a ocorrer, uma iniciativa visionária do ex-presidente Luis Felipe Barros em colaboração com André Madruga. Lembra que este evento, que visa destacar a excelência da carne gaúcha, é considerado pela atual presidente, Antonia Scalzilli, como uma ação necessária e de grande importância. “A promoção da carne gaúcha não só fortalece a economia local, mas também celebra a rica tradição e qualidade que a região oferece. O Instituto acredita que este concurso será uma plataforma vital para impulsionar o reconhecimento nacional e internacional dos produtos gaúchos”, frisa.

Além de promover o consumo de carne bovina, o concurso busca incentivar a conscientização sobre a importância de uma alimentação saudável, especialmente no desenvolvimento cognitivo e muscular das crianças. A intenção é expandir o concurso em edições futuras para todo o Brasil, avaliando carnes de diferentes regiões e incentivando o consumo de produtos de qualidade.

O Universo Pecuária que ocorrerá de 29 de outubro a 3 de novembro, tem projeto e execução da SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, e é realizado pelo Sindicato Rural de Lavras do Sul com as parcerias da Cotrisul, Prefeitura de Lavras do Sul, Sebrae RS, Senar RS e Farsul. Mais informações sobre a programação podem ser conferidas no site www.universopecuaria.com.br.

Texto: Nestor Tipa Júnior/AgroEffective

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária

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Foto: Kadijah Suleiman

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.

Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.

Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.

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A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.

Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.

Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.

A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Mato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações em 2025

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GComMT/Junior Silgueiro

Mato Grosso encerrou 2025 na liderança nacional no abate de bovinos, com 17,1% de participação, e também se manteve como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reforçam o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.

Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou tanto o volume de animais abatidos quanto a quantidade de carne destinada ao exterior, consolidando sua posição estratégica no setor. No acumulado do ano, o Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças de bovinos abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação. Mato Grosso teve um acréscimo de 199,21 mil cabeças e se manteve na primeira colocação do ranking nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).

Nas exportações, o estado liderou com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao exterior. A China foi o principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado, seguida por Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito. Em relação ao ano anterior, Mato Grosso registrou aumento de 168,09 mil toneladas, um dos maiores crescimentos do país.

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva estruturada, que envolve desde a produção no campo até a indústria frigorífica e a inserção no mercado internacional, com números que refletem a força e a organização da pecuária no estado.

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“Mato Grosso tem uma pecuária consolidada, com produtores eficientes e um setor industrial estruturado. Esses números mostram não só a nossa capacidade de produção, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne produzida no estado”, destacou.

Quarto trimestre

No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o desempenho positivo, com aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de registrar o maior crescimento absoluto entre os estados, com 256,11 mil cabeças a mais.

No mesmo período, o estado também liderou as exportações, com 255,15 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 27% do total nacional, alta de 57,5% na comparação anual.

Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Mercado do boi tem estabilidade e altas pontuais

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Foto: Canva

O mercado do boi gordo iniciou a quarta-feira (18) sem alterações nas cotações em São Paulo, segundo análise do informativo “Tem Boi na Linha”, da Scot Consultoria. De acordo com o levantamento, “o mercado abriu a quarta-feira sem mudanças nas cotações de nenhuma categoria”, em um cenário de oferta enxuta de bovinos terminados e ausência de negociações abaixo dos preços de referência. Em situações pontuais, frigoríficos pagaram valores acima das referências para completar as escalas de abate. “O ponto de alerta foi o escoamento da carne bovina no mercado interno, que esteve lento”, aponta o relatório.

As escalas de abate atenderam, em média, a seis dias úteis, conforme a consultoria. “As escalas de abate estiveram, em média, para seis dias”, informa o documento.

Em Mato Grosso do Sul, o mercado apresentou viés de estabilidade para alta na comparação diária. Na região de Dourados, “a cotação de todas as categorias subiu R$2,00/@”. Já em Campo Grande, o preço do boi gordo avançou R$2,00/@, enquanto o das fêmeas permaneceu estável. Em Três Lagoas, “a cotação da novilha e a da vaca subiu R$2,00/@, enquanto a do boi gordo permaneceu estável”. O levantamento destaca ainda que “a cotação do ‘boi China’ subiu R$4,00/@”.

Na região Noroeste do Paraná, a oferta esteve ajustada à demanda, sem excedentes, o que manteve estabilidade nas cotações. “Dessa forma, o mercado abriu a quarta-feira com estabilidade para todas as categorias”, informa o relatório, acrescentando que as escalas de abate estiveram, em média, para nove dias.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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