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Agricultura

Irrigação eficiente: como a tecnologia está ajudando a enfrentar os extremos climáticos no Brasil

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Reprodução

 

Nos últimos 60 anos, o Brasil registrou um aumento de 25% nos dias secos, segundo um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Esse salto significativo eleva a média de dias consecutivos sem chuva de 80 para 100, afetando diretamente a agricultura em várias regiões do país. Para minimizar esses impactos, produtores rurais estão cada vez mais recorrendo à irrigação como uma solução estratégica para garantir a sustentabilidade e a produtividade de suas lavouras.

Ricardo Almeida, CEO da Netafim Brasil, especialista em irrigação por gotejamento e agricultura digital, reforça que o Brasil tem um enorme potencial para expandir a área irrigada, atualmente estimada em 8,2 milhões de hectares. Segundo a Agência Nacional de Águas, esse número pode chegar a 55 milhões de hectares. No entanto, desafios relacionados à outorga de licenças, estabilidade energética e financiamento precisam ser superados para destravar essa expansão.

“A irrigação é uma ferramenta essencial para aumentar a produtividade agrícola, especialmente em tempos de estiagem severa. Áreas irrigadas produzem até 50% mais do que áreas não irrigadas, e essa tecnologia pode ajudar a atender a crescente demanda por alimentos no Brasil e no mundo”, destaca Almeida.

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Além disso, as tecnologias de irrigação digital, que utilizam dados e sensores para monitorar o solo e as condições climáticas, permitem uma aplicação mais eficiente da água, proporcionando maior rendimento com menor uso de recursos hídricos. “A digitalização do campo democratizou o uso da irrigação, tornando-a acessível tanto para pequenos quanto grandes produtores. Isso garante que a água seja aplicada na quantidade e no momento certos, otimizando a produção”, explica.

A irrigação por gotejamento é uma das soluções mais eficazes nesse cenário, colocando gotas de água diretamente nas raízes das plantas, o que reduz o desperdício e maximiza o uso dos recursos hídricos. Com essa tecnologia, é possível aumentar a eficiência produtiva de diversas culturas, como café, cana-de-açúcar e laranja, mesmo em períodos de seca prolongada.

Com o avanço da digitalização e o acesso a soluções tecnológicas, a irrigação se torna uma aliada cada vez mais importante na luta contra os extremos climáticos, ajudando o Brasil a manter seu papel de destaque como produtor global de alimentos.

planetacampo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

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Foto: Divulgação

 

A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.

A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.

Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

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Foto: Pixabay

A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).

De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.

O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

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Foto: Pixabay

 

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.

Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.

Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.

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Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.

Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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