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Agricultura

Preço médio da gasolina se mantém estável, enquanto etanol inicia outubro com leve queda, segundo a Edenred Ticket Log

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Valor da gasolina permaneceu em R$ 6,26, o mesmo registrado no fim de setembro; etanol foi comercializado a R$ 4,20, registrando recuo de 0,71%

A gasolina manteve estabilidade em seu preço médio nacional durante a primeira quinzena de outubro, enquanto o valor do etanol apresentou queda de 0,71% no mesmo período, ante o acumulado de setembro, segundo a última análise do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa. O litro da gasolina foi vendido, em média, a R$ 6,26 nos postos de abastecimento de todo o Brasil, o mesmo valor registrado em setembro. O etanol, por sua vez, foi encontrado com o preço médio de R$ 4,20.

“Mesmo com a tendência de estabilidade no preço da gasolina, registrada nas últimas avaliações do IPTL, o valor médio do combustível segue em níveis elevados em boa parte do país, passando dos R$ 7 em estados como Acre e Roraima, ainda por conta do último reajuste, ocorrido em julho”, ressalta Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.

 

Por regiões

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Regionalmente, o Nordeste registrou os maiores recuos nos preços dos dois combustíveis: o litro da gasolina ficou 0,31% mais barato em relação a setembro, fechando a primeira quinzena de outubro em R$ 6,35. Na região, o etanol teve redução de 1,46%, fechando o período em R$ 4,73. Apesar dos recuos terem sido maiores na região Nordeste, a gasolina mais barata foi encontrada no Sudeste, com preço médio de R$ 6,14. Já o etanol mais barato foi registrado no Centro-Oeste, com média de R$ 4,07.

As maiores altas no preço médio da gasolina foram verificadas nas regiões Sul e Centro-Oeste do País, ambas com aumento de 0,16% na média do litro do combustível. Com a alta, o preço médio nas regiões chegou a R$ 6,18 e R$ 6,28, respectivamente. A Região Sul também apresentou o maior aumento para o etanol durante o período, registrando alta de 0,23% e encerrando a primeira quinzena de outubro com preço médio de R$ 4,40.

A Região Norte apresentou os maiores preços médios para dois combustíveis durante o período analisado: R$ 6,74 para a gasolina e R$ 4,94 para o etanol.

 

Estados

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Considerando as médias por estados, a maior redução registrada no preço médio da gasolina ocorreu no estado do Piauí, de 1,87%, onde o combustível foi negociado, em média, a R$ 6,30. Já a maior alta foi verificada no Rio Grande do Norte, que chegou a R$ 6,49 após aumento de 3,18%.

A gasolina mais cara foi a encontrada nos postos do estado do Acre, onde mesmo após redução de 0,14%, o preço do combustível fechou à  média de R$ 7,19. Já a mais em conta para o bolso do consumidor foi a de São Paulo, que chegou a R$ 6,04, após registrar redução de 0,17% nas duas primeiras semanas de outubro.

O etanol teve a maior queda do País em seu preço médio, de 4,62%, no estado de Pernambuco, chegando ao valor de R$ 4,54. Santa Catarina apresentou a maior alta do País, de 1,32%, alcançando o preço de R$ 4,62.

O etanol mais caro entre os estados foi o registrado no Amapá, encontrado a R$ 5,39, mesmo preço de setembro. Mato Grosso foi o estado com o etanol mais barato: R$ 3,91, após recuo de 1,76%, de acordo com o IPTL.

“Neste cenário, o etanol se apresenta como um alternativa viável em mais estados, se comparado à gasolina, atraindo consumidores em busca de economia. Além disso, o combustível traz vantagens ambientais, emitindo menos poluentes na atmosfera, contribuindo para uma mobilidade de baixo carbono”, acrescenta Pina.

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O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, com uma robusta estrutura de data science que consolida o comportamento de preços das transações nos postos, trazendo uma média precisa, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: mais de 1 milhão, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

 

Sobre a Edenred Mobilidade

A Edenred é líder em soluções de mobilidade na América Latina, representada no Brasil pelas marcas Edenred Ticket Log, Edenred Repom e Taggy. Possui mais de 30 anos de experiência no País e conecta pessoas e negócios a uma mobilidade mais eficiente e sustentável. Conta com mais de 33 mil empresas clientes e uma frota gerenciada de 1 milhão de veículos, que abastecem quase 2,5 bilhões de litros de combustível por ano. Apenas em gestão de frete e vale-pedágio, possui mais de 3 mil empresas clientes, 1 milhão de caminhoneiros atendidos que correspondem a 8 milhões de transações anuais e 100% das praças de pedágio em todo o Brasil.

Juntas, desenvolvem e disponibilizam para o mercado o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), com uma análise nacional sobre a variação do preço dos combustíveis, e o Índice de Frete Edenred Repom (IFR), um estudo sobre o preço médio do frete e sua composição.

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No mundo, a Edenred é a plataforma digital líder para serviços e meios de pagamento, que atua como a companhia diária para pessoas no trabalho, conectando mais de 60 milhões de usuários e mais de 2 milhões de comerciantes parceiros, em 45 países, por meio de aproximadamente 1 milhão de empresas-clientes.

Saiba mais:

Site Edenred Ticket Log: https://www.ticketlog.com.br/.

Blog: https://www.ticketlog.com.br/blog/.

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Agricultura

Joaninhas ajudam no controle de pragas no campo

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em

Foto: Pixabay

Insetos pequenos e frequentemente ignorados nas lavouras, as joaninhas têm papel relevante no controle biológico de pragas e no equilíbrio dos ecossistemas agrícolas. Esses predadores naturais se alimentam de insetos que atacam diversas culturas e são considerados aliados de produtores rurais na proteção das plantações.

De acordo com a engenheira agrônoma Erica Tomé, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, regional de Araraquara, o hábito alimentar das joaninhas contribui diretamente para o controle de pragas agrícolas. “Ela se alimenta de vários insetos, ácaros, cochonilhas, pulgões e moscas brancas, presentes em várias culturas. Geralmente, a joaninha beneficia todas as culturas que podem sofrer com estas pragas. Elas podem comer, por exemplo, cerca de 50 pulgões por dia”, explica.

A atuação desses insetos ocorre durante quase todo o ciclo de vida. Desde a fase larval até a fase adulta, as joaninhas predam organismos considerados prejudiciais às plantações. Algumas espécies também consomem fungos responsáveis por doenças em plantas, como ocorre em cultivos de quiabo.

Pesquisas sobre o comportamento e a eficiência desses insetos vêm sendo conduzidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da equipe de entomologistas do Instituto Biológico, unidade da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios em Ribeirão Preto. Os estudos analisam a diversidade de espécies de joaninhas presentes em culturas agrícolas, sua preferência alimentar, o consumo de pragas e o comportamento desses predadores no combate a insetos que afetam as lavouras. Técnicas para a conservação das joaninhas nas áreas de cultivo também fazem parte das pesquisas.

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A pesquisadora do Instituto Biológico Terezinha Monteiro estuda o inseto desde o mestrado e se especializou na análise de sua contribuição para a agricultura. “Devido ao hábito alimentar polífago e alta voracidade, as joaninhas, tanto na fase jovem (larva) e adulta, controlam com sucesso uma variedade de pragas em hortaliças, em culturas de produção de cereais e de grãos, pomares de laranja, além de plantas ornamentais. Deste modo, este pequeno predador proporciona benefícios aos agricultores que produzem alimentos que compõem a refeição do dia a dia da população”.

Segundo a pesquisadora, a diversidade de espécies pode ser observada em uma mesma planta. “Em uma única planta podemos encontrar uma diversidade de espécies de joaninhas. Por exemplo, em pomares de laranja existem muitas espécies de joaninhas, aquelas que preferem consumir pulgões, outras que consomem cochonilhas, ácaros e também psilídeos”.

A atuação desses insetos também tem relevância no estado de São Paulo, que concentra grande produção de citros. “O estado de São Paulo é agraciado por ser o maior produtor de laranja do Brasil e o maior exportador de suco de laranja do mundo. Em pomares dessa fruta cítrica, destaca-se a ação de variadas espécies de joaninhas no controle de pragas dos citros, como cochonilhas, pulgões e ácaros. Um grande exemplo de controle biológico de pragas no Brasil”, ressaltou Terezinha.

Além da citricultura, a presença de joaninhas também é observada em outras áreas agrícolas. De acordo com Erica Ybarra, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, esses insetos tendem a ser mais frequentes em cultivos orgânicos ou em áreas que adotam práticas de manejo integrado. “Geralmente, em áreas de culturas orgânicas, com Certificação Orgânica, e naquelas onde são aplicadas as técnicas de MIP, a presença de joaninhas tende a ser maior”.

A diversidade de plantas nas áreas agrícolas também contribui para a presença desses predadores. Plantas ricas em pólen e néctar podem ajudar a atrair e manter joaninhas nas lavouras, favorecendo um ambiente adequado para sua permanência.

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Segundo a pesquisadora Terezinha Monteiro, essa integração pode ampliar a presença dos insetos nas áreas de cultivo. “Além de conservar as joaninhas que já estão nos cultivos, é possível atraí-las ainda mais. Isso porque, na fase adulta, além de caçarem pragas, elas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar, o que garante sua sobrevivência em épocas de falta de alimento. Essas plantas também servem como abrigo, promovendo um ambiente adequado que favorece a reprodução e a permanência delas na área”, destacou a pesquisadora.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Soja enfrenta pressão no Brasil apesar da alta internacional, aponta Rabobank

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Foto: CNA

 

O Rabobank divulgou a edição do relatório AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada do cenário atual da soja, com destaque para a divergência entre o mercado internacional e o ambiente doméstico brasileiro.

Segundo o banco, enquanto os preços da soja avançam no mercado externo, impulsionados por fatores geopolíticos e pelo fortalecimento do óleo de soja, o produtor brasileiro enfrenta um cenário de pressão sobre os preços internos.

Alta em Chicago contrasta com queda no mercado brasileiro

De acordo com o relatório, os preços da soja na bolsa de Chicago (CBOT) acumularam valorização de cerca de 10% desde dezembro. Esse movimento foi impulsionado principalmente por:

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  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã
  • Alta no preço do petróleo
  • Expectativa de exportações norte-americanas para a China

Apesar desse cenário positivo no exterior, o comportamento no Brasil é oposto. As cotações em reais recuaram aproximadamente 12% no mesmo período, refletindo fatores internos que limitam a rentabilidade do produtor.

Safra recorde e frete mais caro pressionam preços

No mercado doméstico, o principal fator de pressão é a expectativa de uma safra recorde, estimada em cerca de 181 milhões de toneladas na temporada 2025/26.

Além disso, o aumento do preço do diesel tem elevado os custos logísticos, impactando diretamente o frete e reduzindo o valor ofertado ao produtor.

Esse cenário representa uma mudança em relação ao ciclo anterior, quando o câmbio favorável e os prêmios de exportação ajudavam a sustentar os preços internos.

Estoques globais elevados reforçam viés de baixa

Outro ponto de atenção destacado pelo Rabobank é o aumento contínuo dos estoques globais de soja.

Segundo o relatório:

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  • Este será o quarto ano consecutivo de crescimento dos estoques mundiais
  • A ampliação da área plantada nos Estados Unidos pode intensificar essa tendência

Esse cenário contribui para um viés baixista no mercado internacional, mesmo diante de momentos de alta pontual.

Geopolítica aumenta volatilidade do mercado

O banco ressalta que o ambiente geopolítico tem ganhado protagonismo na formação dos preços.

As tensões no Oriente Médio e a relação entre Estados Unidos e China seguem como fatores determinantes, podendo provocar oscilações relevantes ao longo do ano.

Esse novo contexto reduz o peso de fatores tradicionais, como a competitividade entre soja brasileira e norte-americana, e aumenta a imprevisibilidade do mercado.

Margens do produtor seguem pressionadas

Com custos mais elevados, especialmente em logística, e preços internos enfraquecidos, a tendência é de compressão das margens para os produtores brasileiros na safra 2025/26.

O relatório aponta que o setor poderá enfrentar:

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  • Maior dificuldade de rentabilidade
  • Necessidade de gestão mais rigorosa de custos
  • Dependência de fatores externos para recuperação de preços
Perspectiva: mercado volátil e dependente de fatores externos

O cenário traçado pelo Rabobank indica um mercado de soja cada vez mais sensível a variáveis externas, como geopolítica, clima e demanda internacional.

Embora haja suporte pontual vindo do mercado global, os desafios internos devem continuar limitando o potencial de alta no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Rabobank aponta fatores decisivos para preços do milho em 2026 no AgroInfo Q1

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Arquivo

O Rabobank divulgou a edição do AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada sobre o cenário das principais commodities agrícolas, com destaque para o milho, que deve enfrentar um período de forte influência de fatores internos e externos.

De acordo com o relatório, o comportamento dos preços do cereal nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da safrinha brasileira, das decisões de plantio nos Estados Unidos e dos custos logísticos.

Produção brasileira e clima influenciam o milho safrinha

A segunda safra de milho no Brasil segue como um dos principais pontos de atenção. O avanço do plantio e o desenvolvimento das lavouras vêm sendo impactados pelas condições climáticas, especialmente pelo excesso de chuvas em algumas regiões.

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Segundo o Rabobank, essas condições têm atrasado tanto a colheita da soja quanto o plantio do milho safrinha, o que pode afetar produtividade e oferta ao longo do ano.

Decisão de área nos EUA será determinante para preços globais

Outro fator-chave destacado no relatório é a definição da área plantada com milho nos Estados Unidos. Como um dos maiores produtores mundiais, qualquer mudança na intenção de plantio norte-americana pode alterar significativamente o equilíbrio global de oferta e demanda.

Esse cenário tende a impactar diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, os preços praticados no mercado brasileiro.

Frete e custos logísticos ganham protagonismo

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O relatório também aponta que os custos de frete, tanto no mercado interno quanto no transporte marítimo, devem ter papel relevante na formação de preços.

O aumento dos custos logísticos, impulsionado principalmente pela alta do diesel em meio às tensões geopolíticas, pode reduzir a competitividade e pressionar as margens dos produtores.

Geopolítica e energia afetam mercado agrícola

O cenário global segue marcado por incertezas, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que tem elevado os preços de energia e fertilizantes.

Esse ambiente impacta diretamente o agronegócio, aumentando custos de produção e influenciando o comportamento das commodities, incluindo o milho.

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Perspectiva: mercado sensível e volátil em 2026

Diante desse conjunto de fatores, o Rabobank destaca que o mercado de milho deve permanecer sensível e sujeito a volatilidade ao longo de 2026.

A combinação entre clima, decisões de plantio, custos logísticos e cenário geopolítico será determinante para a trajetória dos preços no Brasil e no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Tendência