Agricultura
Controle de javalis: curso prático ensina uso de armadilhas do tipo curral

Foto: Federação da Agricultura do Paraná/ divulgação
O curso “manejo e controle de javali com uso de armadilha tipo curral” teve sua primeira edição realizada em outubro deste ano, em Capão Alto, na Serra Catarinense. Com mais quatro edições programadas para este ano, o treinamento integra o Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul (PAT Planalto Sul) e é voltado a proprietários rurais, equipes de unidades de conservação, comunidades tradicionais e outros interessados no controle do javali.
Na atividade, técnicos abordaram temas relativos à legislação e procedimentos para a obtenção de autorização para o controle de javalis, riscos sanitários da espécie e coleta de material biológico, legislação e procedimentos de segurança para o uso de armas de fogo, construção de armadilhas do tipo curral e sua operação.

Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer, na prática, a construção e uso de uma armadilha do tipo curral. Essa ação foi viabilizada com a aquisição de armadilhas por meio do Programa Pró-espécies – Todos contra a extinção, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A oferta da capacitação é resultado de uma parceria do IMA com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).
Os javalis são animais exóticos invasores capazes de causar danos significativos às lavouras, à flora, à fauna e aos recursos hídricos e representam uma ameaça à saúde pública, podendo transmitir doenças tanto para suínos domesticados quanto para seres humanos.
“Dentro deste cenário, o IMA e demais instituições envolvidas buscam contribuir, por meio de capacitações, dentre outras ações, com a redução das populações de javalis em Santa Catarina, apresentando alternativas de controle”, explica a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e Engenheira Agrônoma do IMA, Elaine Zuchiwschi.
A capacitação está prevista no Plano de Manejo e Controle do Javali de Santa Catarina, instituído pela Portaria IMA 197/2023, o qual visa reduzir a população desses animais exóticos e os impactos que causam ao meio ambiente e ao setor agropecuário.
O Plano é coordenado pelo IMA e tem a coordenação de apoio composta pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Cidasc, Polícia Militar Ambiental e Polícia Civil, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (Caoagro). Instituições governamentais e da sociedade civil organizada também são parceiras do Plano, seja como integrantes do Grupo de Assessoramento Técnico ou como articuladores e colaboradores das ações.
Vitória Rosendo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

Foto: Divulgação
A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.
A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.
Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

Foto: Pixabay
A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).
De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.
O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.
Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.
Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.
Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.
Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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