Conecte-se Conosco

Notícias

Javalis podem impactar a economia, o meio ambiente e a saúde, dizem especialistas

Publicado

em

Fotos: Assessoria

Eles podem até ser confundidos com porcos, mas a presença dos javalis coloca em risco a economia nacional e a saúde da população. Numa nova edição do Fórum de Sustentabilidade da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), especialistas da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e do Ibama apresentaram os desafios para se identificar as áreas onde os animais podem ser encontrados e a melhor forma para sua erradicação, uma vez que o javali é uma das piores espécies invasoras do mundo.

Para o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, essas palestras servem não apenas para tirar dúvidas dos produtores, mas também para a construção de políticas que envolvam todos os órgãos envolvidos no controle dos animais. Introduzidos no Brasil no início do século 20, os animais tornaram-se uma praga e desde 1998 já há legislação apontando os riscos e as formas de manejo e combate aos javalis, que destroem plantações e podem colocar em risco a sanidade dos rebanhos.

“É muito importante juntarmos especialistas para discutir esses temas, até para a construção de alternativas e a contribuição para políticas mais efetivas. É vital que haja um combate efetivo desses animais, que colocam em risco a suinocultura brasileira, já que o país é o quinto maior exportador de carne do porco no mundo”, explicou Tirso Meirelles. “Precisamos unir todas as iniciativas para eliminar o risco da proliferação dos javalis em nosso território.”

A assessora técnica da CNA, Cláudia Mendes, lembrou que é necessário que os produtores façam registro de seus danos, a fim de pressionar por políticas mais efetivas no combate aos animais. Já o gerente do Programa de Sanidade Suídea, da SAA, Arthur Felício, focou na questão sanitária, ilustrando que, com sua associação com morcegos hematófagos, os javalis podem levar um rastro de contaminação aos rebanhos, além de transmitir doenças aos humanos, inclusive pelo consumo “in natura” da carne destes animais abatidos.

Publicidade

“O Ibama tem um manual de boas práticas que mostram diversos modos de controle de animais exóticos. A importação dos javalis foi um projeto que não deu certo e hoje estamos trabalhando para mitigar possíveis impactos econômicos e sanitários. Estamos preparando uma plataforma que poderá mostrar a movimentação dos animais pelo país e ajudar na solução desse problema”, frisou Bruno Jackson, chefe do Serviço de Espécies Exóticas e Exóticas Invasoras de Fauna, apontando que cerca de 60% dos animais abatidos são adultos e, em sua maioria, machos.

A questão do investimento em pesquisas para monitorar os animais foi levantada pelo coordenador do Departamento de Sustentabilidade da Faesp, José Luiz Fontes, pela bióloga Cris Murgel e pelo diretor do Departamento Econômico, Cláudio Brisolara. É fundamental que se combata o “achismo”, já que os riscos aos produtores rurais são palpáveis. Fontes ficou preocupado com os dados apresentados por Jackson em sua apresentação, reforçando a ideia de que faltam políticas públicas consistentes que tenham por objetivo a erradicação da espécie comprovadamente invasora

“É preocupante ver que o maior número de abates é de machos adultos, quando o foco deveria estar nas fêmeas e nos animais mais jovens. Enquanto não for desenvolvida uma política efetiva de erradicação estaremos em risco”, concluiu Fontes.

Mario Teixeira 

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Notícias

Remate do Mancha Crioula atinge média superior a R$ 25 mil

Publicado

em

Foto: Kauê Cariolato/Divulgação

A Trajano Silva Remates realizou neste domingo, 30 de março, o Leilão Virtual do Mancha Crioula, com transmissão da Trajano Web e Lance Rural. Foi o primeiro ano que o remate foi realizado de forma virtual e após a exposição e julgamentos do Mancha Crioula, que ocorreram entre 27 e 30 de março, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

Foram ofertados 24 lotes de machos e fêmeas da raça Crioula com elevado padrão de linhagem, genética e morfologia com prêmios tanto no Brasil como no exterior. A média do leilão ficou em R$25.416 mil. O lote mais valorizado do leilão foi o do garanhão El Picazo Cahuel, com uma cota de 5% de R$1.000 e que totalizou R$ 50 mil, valorizando o exemplar em R$ 1 milhão. El Picazo Cahuel foi o Grande Campeão do Mancha Crioula 2024. O oveiro importado da Argentina sagrou-se lá o Terceiro Melhor Macho Outono 2022 e Campeão Adulto Menor Palermo 2022. No Brasil, além de Campeão do Mancha Crioula 2024, ganhou o 1º Prêmio na Expointer 2024 e “passaporteado” na Expointer 2025.

O remate foi conduzido pelo leiloeiro da Trajano Silva Remates, João Leonardo Cassani Jr. No final do leilão foram sorteadas duas coberturas. Quem pagou parcelas a partir de R$500 concorreu a uma cobertura de Don Gonçalo Melchor e Pintasilgo da Cabanha Rio Bonito. Já quem pagou parcelas a partir de R$300, concorreu a uma cobertura de Marconi Xeque Mate-TE e Algo Tengo do Purunã.

Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Publicidade

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Notícias

Preço médio do frete sobe 2,35% em janeiro e terá alta também em fevereiro

Publicado

em

O preço médio do frete por quilômetro rodado em janeiro foi de R$ 6,97 no País, uma alta de 2,35% ante dezembro, segundo o Índice de Frete Edenred Repom (IFR). O aumento foi puxado pelo impacto do preço do diesel, que no mês passado teve alta média de 0,48% na comparação com a média do mês anterior.

Para fevereiro, quando houve aumento duplo sobre o diesel – do ICMS e da Petrobras a partir do dia 1º -, a expectativa é que a tendência de alta do frete permaneça.

O IFR é um índice do preço médio do frete e sua composição, levantado com base nas oito milhões de transações anuais de frete e vale-pedágio administradas pela Edenred Repom, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil.

“O aumento do preço médio do frete por quilômetro rodado em janeiro reflete principalmente o impacto do preço do diesel comum que, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), teve em janeiro valor médio de R$ 6,23, registrando alta de 0,48% na comparação com a média do mês anterior, e do tipo S-10, que registrou preço médio de, que R$ 6,31 no primeiro mês de 2025, após alta de 0,64% na mesma comparação”, disse em nota o diretor da Edenred Repom, Vinicios Fernandes.

Segundo ele, o cenário macroeconômico também influenciou os custos do transporte, uma vez que a elevação da taxa básica de juros (Selic) encarece o crédito e pressiona o valor de outros insumos fundamentais para as operações de transporte.

Publicidade

Fernandes ressaltou que, a partir de fevereiro, a expectativa é de manutenção da tendência de alta no preço médio do frete, impulsionado pelo aumento da demanda por transporte no agronegócio, reflexo do atraso na Safra 2025, que tende a concentrar o escoamento da produção em um período mais curto. Além disso, houve alta da alíquota do ICMS e a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,22 por litro, o que também vai pesar no bolso do caminhoneiro.

“Fatores como a tributação sobre o setor, principalmente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e a revisão para cima da tabela de frete também devem pressionar ainda mais os custos do transporte nas próximas semanas”, disse Fernandes.

Com informações de Estadão Conteúdo (Denise Luna)
Imagem: Shutterstock

O post Preço médio do frete sobe 2,35% em janeiro e terá alta também em fevereiro apareceu primeiro em Mercado&Consumo.

Publicidade
Continue Lendo

Notícias

Conheça as Boas Práticas Agrícolas que geram sustentabilidade e oportunidades na agricultura

Publicado

em

Assessoria

 

 

O manejo da terra e o cultivo dos alimentos estão presentes desde os primórdios da humanidade, tornando a agricultura um pilar fundamental para o desenvolvimento da economia mundial. Para destacar este setor, nesta quinta-feira (20), é comemorado o Dia Mundial da Agricultura.

O Brasil é um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, produzindo para atender à demanda interna e externa. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) atua no fomento a uma agricultura mais sustentável e eficiente.

Publicidade

“Incentivamos as boas práticas e manejo responsável para que a agricultura brasileira seja referência internacionalmente como uma agricultura sustentável. Celebramos este setor que é primordial para a economia e estamos trabalhando para incentivar cada vez mais os nossos agricultores”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Segundo a Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, as Boas Práticas Agrícolas (BPAs) são um conjunto de princípios, normas e recomendações técnicas que visam garantir a produção de alimentos de forma segura, sustentável e responsável.

Fazem parte do conjunto de princípios das BPAs: a segurança alimentar visando garantir que os produtos sejam seguros para o consumo humano; sustentabilidade ambiental para minimizar os impactos ambientais da produção agrícola; responsabilidade social para promover condições de trabalho justas e respeitar os direitos dos trabalhadores; e eficiência econômica objetivando o aumento da produtividade e a rentabilidade das atividades agrícolas.

A adesão às boas práticas contribui para a preservação ambiental e uso responsável dos recursos naturais, melhora a segurança e qualidade dos alimentos, permitem aos produtores acessarem mercados que exigem padrões de qualidade e sustentabilidade e pode reduz custos operacionais e redução de insumos por meio de práticas eficientes.

A agricultura de precisão, que consiste em conjunto de técnicas que permitem o gerenciamento localizado dos cultivos, pode ser considerada uma BPA, pois utiliza tecnologias para otimizar o uso de insumos, melhora a eficiência e reduz impactos ambientais. Outro exemplo é a agricultura irrigada, que pode usar técnicas que conservem água e evitem a salinização do solo.

Publicidade

Em 2021, foi instituído o Programa BPA Brasil, visando regulamentar nacionalmente as boas práticas e estabelecendo os requisitos mínimos necessários ao enquadramento da ação como promotora das BPAs e trazer chancela pública federal, por meio do reconhecimento do Mapa a programas geridos por entes públicos e privados, que promovam às boas práticas na cadeia produtiva agrícola.

Os produtores que adotam as boas práticas podem ser reconhecidos por meio de certificações que atestam a conformidade com as normas estabelecidas. Esse reconhecimento pode ocorrer por meio de organizações independentes que realizam auditorias e verificações das práticas adotadas pelos produtores e por programas de certificação, como o Programa de Certificação de Boas Práticas Agrícolas, reconhecido pelo Ministério.

Por meio da Plataforma AgroBrasil + Sustentável, os produtores rurais podem utilizar para qualificar a sustentabilidade socioambiental da propriedade, auxiliando não só na agregação de valor à sua produção, mas também no processo de comercialização. Propriedades rurais que apresentem práticas de sustentabilidade vinculadas a programas do Mapa, como o Programa BPA Brasil, têm direito a uma bonificação de 0,5% de desconto nas operações de custeio.

Além dos incentivos a adesão destes programas e reconhecimentos da Plataforma AgroBrasil+Sustentável, o Mapa incentiva por meio de diversas formas de apoio e fomento a sustentabilidade na agricultura, dentre elas: capacitação e treinamento; acesso a informações e tecnologias; programas de Assistência Técnica; Iniciativas de Pesquisa e Desenvolvimento; entre outros.

MAPA

Publicidade

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência