Agricultura
Cana-de-açúcar – Regulador de crescimento mostra em pesquisa rendimento de até 1 tonelada de açúcar a mais por hectare

Assessoria
O regulador de crescimento orthosulfamuron, também descrito como maturador para cana-de-açúcar, transfere resultados robustos à produção canavieira quando utilizado de maneira correta e na época certa. A afirmação é do pesquisador científico Carlos Azania, doutor em Produção Vegetal do Centro de Cana do Instituto Agronômico (IAC), de Ribeirão Preto (SP). “Trata-se de um insumo bastante seguro, que deve ser utilizado principalmente quando a cana atingir dez meses de idade ou mais”, diz Azania.
Conforme o pesquisador, a época ideal para a utilização da tecnologia ocorre entre meados de fevereiro até o final de abril. “A ação do orthosulfamuron está intrinsecamente ligada ao clima”, ele acrescenta. “Em fevereiro, março, a safra está iniciando, e com isso as canas estão influenciadas pela chuva, muito vegetativas. Aplica-se o regulador de crescimento nesse período porque a cana não tem sacarose suficiente armazenada, então o produto vai funcionar bem”, explica Azania.
De acordo com o pesquisador, na prática, a usina usuária do regulador de crescimento começa a safra mais enriquecida de sacarose. “Com qualidade tecnológica agroindustrial melhor, vai render mais açúcar ou etanol”, continua Azania. Segundo ele, uma vez aplicado o orthosulfamuron, a cana pode ser colhida após 25 ou 30 dias. “Aí sim o produto permitirá o máximo acúmulo de sacarose”, reforça.
Segundo Carlos Azania, nos testes realizados por ele em conjunto com outros pesquisadores, houve a entrega de resultados robustos pelo orthosulfamuron, quando aplicado corretamente e nas condições consideradas ideais. Azania ressalta que foram registrados ganhos situados de 0,5 tonelada a 1 tonelada de açúcar a mais por hectare (TAH).
“A planta fica com seu crescimento limitado, mas não deixa de produzir fotossíntese. Então, nesse processo, continua gerando sacarose. E a sacarose vai ser transportada para o colmo da cana e estocada”, exemplifica Carlos Azania.
Gerenciamento da colheita
Fabricante do ingrediente ativo orthosulfamuron, a Sipcam Nichino Brasil afirma que o manejo correto do regulador de crescimento constitui um recurso para ampliar a janela de colheita e melhorar o gerenciamento da colheita da matéria-prima, conforme destaca o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, da área de desenvolvimento de mercado.
Segundo Palazim, orthosulfamuron é comercializado com a marca Sprint®, pertence ao grupo das sulfonilureias e não interfere na brotação de soqueira, além de não atingir à gema apical, evitar o florescimento e a isoporização da cana.
“Auxilia no aumento da capacidade de moagem, melhora o grau de pureza do caldo da planta e evita coloração indesejável do açúcar. Trata-se de um insumo estratégico, ainda, frente ao impacto de mudanças climáticas, do aumento da área cultivada e do aumento da distância entre a indústria e a lavoura”, conclui Palazim,
Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Baculovírus – Ensaios de consultorias e trabalhos de pesquisas mostram bioinseticida da AgBiTech quatro vezes mais eficaz

Foto: Divulgação
Campinas (SP) – O mercado de biodefensivos agrícolas cresceu 18%, para R$ 4,35 bilhões, na safra 2024-25. Os dados são da consultoria Kynetec. Na área de biolagarticidas à base de baculovírus, a companhia AgBiTech manteve a liderança nas culturas de soja, milho e algodão. Para isso, pesou fortemente o desempenho do bioinseticida de marca Cartugen® Max, que numa série de estudos trouxe índices médios de mortalidade de lagartas acima de 80%, quatro vezes acima da média de seus competidores.
Segundo informa o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, em análises realizadas por diversas instituições de pesquisa do país, Cartugen® Max obteve eficácia de 81%, ante a média de 18% resultante das quatro principais marcas de baculovírus comercializadas no país.
Em áreas comerciais, continua o executivo, Cartugen® Max esteve no centro de estudos realizados em mais de 45 localidades. Nestas, a mortalidade de lagartas revelou-se ainda mais relevante: 85%, contra, em média, 24% de outros cinco bioinsumos à base de vírus.
“Esses números comprovam tecnicamente a consistência e a qualidade de Cartugen® Max. Não por acaso, o bioinseticida teve desempenho quase idêntico, com pequenas variações estatísticas, em todas as lavouras nas quais foi aplicado”, finaliza Marcellino.
Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. Controlada pelo fundo de Private Equity Paine Schwartz Partners (PSP), a AgBiTech fabrica toda a sua linha de produtos na mais moderna unidade produtora de baculovírus do mundo, em Dallas (Texas, EUA). www.agbitech.com.br
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Exportações de frutas do Brasil crescem quase 20% e atingem novo recorde em 2025

Divulgação
O Brasil ampliou de forma consistente sua presença no mercado internacional de frutas em 2025, com exportações que somaram 1,28 milhão de toneladas, alta de 19,63% em relação ao ano anterior. A receita chegou a R$ 7,83 bilhões, crescimento de 12%, configurando o terceiro recorde anual consecutivo, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
O desempenho foi impulsionado principalmente pela fruticultura irrigada do Semiárido Nordestino, com destaque para o Vale do Rio São Francisco, líder nos embarques de manga e uva. A manga manteve a liderança em volume exportado, enquanto melão, limões e limas, melancia e uva registraram crescimento expressivo, indicando maior diversificação da pauta exportadora.
A União Europeia seguiu como principal destino das frutas brasileiras, com faturamento de cerca de R$ 4,47 bilhões. O Reino Unido aparece na sequência, enquanto Japão e Argentina se destacaram pelo forte avanço nas compras ao longo do ano. Os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior mercado, e o setor avaliou como administrável o impacto das tarifas norte-americanas.
Outro segmento em expansão foi o de conservas e preparações de frutas, que renderam aproximadamente R$ 967 milhões, alta de 16,1%. Para o setor produtivo, os números confirmam que a fruticultura brasileira segue ganhando competitividade no exterior, apoiada em escala, oferta contínua e maior profissionalização logística e comercial.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Menor oferta eleva preços do tomate nos principais atacados do país

Foto: Ceagesp
Os preços do tomate longa vida 3A registraram forte valorização nos principais mercados atacadistas do Brasil na última semana, entre 12 e 16 de janeiro, conforme levantamentos da Equipe Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. As altas foram generalizadas e refletem, sobretudo, a redução da oferta de tomates de melhor qualidade nas regiões produtoras.
No atacado de São Paulo, o preço médio do tomate longa vida 3A foi de R$ 88,00 por caixa, avanço de 15,8% em relação à semana anterior. No Rio de Janeiro, a valorização foi ainda mais expressiva, com a média atingindo R$ 107,00 por caixa, alta de 40,8%. Em Campinas, no interior paulista, os preços chegaram a R$ 105,83 por caixa, representando aumento de 32,7%, enquanto em Belo Horizonte, o produto foi comercializado, em média, a R$ 108,66 por caixa, com expressiva elevação de 51,6%.
Segundo os pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o principal fator por trás do movimento de alta é a menor disponibilidade de tomates com padrão de qualidade adequado para o mercado atacadista. As chuvas frequentes, aliadas ao calor excessivo, têm afetado o desenvolvimento das lavouras e comprometido a qualidade dos frutos, reduzindo o volume apto à comercialização.
Além disso, o Cepea destaca que algumas regiões produtoras atravessam um momento de transição no calendário agrícola. Praças que estavam no pico de produção da primeira parte da safra de verão, especialmente entre dezembro e a primeira semana de janeiro, passaram a desacelerar a oferta, caminhando para o encerramento dessa etapa inicial do ciclo. Esse movimento contribui para o ajuste negativo da oferta no mercado e reforça a pressão altista sobre os preços.
Com esse cenário, o mercado de tomate segue marcado por volatilidade, enquanto produtores, atacadistas e compradores acompanham de perto a evolução das condições climáticas e o comportamento da oferta nas próximas semanas. A expectativa, conforme análise do Hortifrúti/Cepea, é de que os preços permaneçam firmes no curto prazo, dependendo da recuperação da qualidade das lavouras e da entrada de novos volumes da safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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