Agricultura
Produtores se unem para lançar Frente Empresarial para a Regeneração da Agricultura

Divulgação
Acontece nesta terça-feira (18) o lançamento da Frente Empresarial para a Regeneração da Agricultura (FERA), um movimento que reúne produtores e empresas para fortalecer e ampliar a adoção da agricultura regenerativa no Brasil.
Comprometida com a regeneração dos solos, o aumento da biodiversidade e a resiliência climática no campo, a FERA impulsiona a transição para práticas agrícolas que não apenas minimizem impactos ambientais, mas que também regenerem ecossistemas e garantam a viabilidade do agronegócio a longo prazo. A iniciativa busca ser uma voz unificada dos setores do agronegócio moderno, demonstrando que a agricultura regenerativa é um caminho viável e necessário para garantir competitividade e sustentabilidade.
Os impactos das mudanças climáticas já são sentidos no campo. Em 2024, eventos extremos como chuvas intensas no Sul e secas severas no Norte resultaram em prejuízos bilionários para o setor agropecuário. Apenas no Rio Grande do Sul, as perdas na agricultura e pecuária somaram R$ 5,41 bilhões, enquanto na região Norte os danos alcançaram R$ 1,3 bilhão. No total, estima-se que a crise climática tenha causado perdas de R$ 287 bilhões ao longo da última década.
Diante dessa realidade, adotar práticas regenerativas é mais do que uma estratégia ambiental – é uma necessidade econômica para garantir a continuidade da produção e reduzir riscos financeiros. A agricultura regenerativa restaura a saúde do solo, melhora os ciclos naturais da água e aumenta a biodiversidade.
A resiliência proporcionada por essas práticas permite que os produtores enfrentem melhor os desafios climáticos, reduzindo custos e aumentando a estabilidade da produção. Soma-se a esses benefícios o fato de consumidores e investidores globais estarem cada vez mais atentos à origem dos alimentos e às práticas produtivas. A adesão à agricultura regenerativa fortalece a imagem do agronegócio do Brasil no exterior, abrindo novas oportunidades comerciais e ampliando a competitividade no cenário internacional.
Mais que uma tendência, a regeneração da agricultura é um caminho essencial para um futuro sustentável. A FERA está pronta para liderar essa transformação.
O comitê fundador da FERA é composto por empresários rurais com experiência e dedicação à agricultura regenerativa e práticas sustentáveis. Entre os membros estão Gilberto Terra, Juliana Pasqual, Lucas Sousa, Lucimar Silva, Luis Fernando Laranja, Orlando Nastri e Vinícius Soares.
Fonte: Assessoria FERA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Frutas ficam mais baratas nas Ceasas em fevereiro, com banana liderando queda de 11,16%

CEAGESP
As principais frutas comercializadas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país registraram queda nos preços em fevereiro. É o que aponta o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) , divulgado nesta quinta-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na comparação com janeiro, banana, laranja, maçã, melancia e mamão ficaram mais baratos na média ponderada. Cebola e cenoura também acompanharam o movimento de queda.
A maior redução foi verificada para a banana, com preços na média ponderada de fevereiro 11,16% inferiores aos de janeiro. A diminuição ocorreu mesmo com o retorno das aulas – que elevou a demanda – e num contexto de baixa oferta de banana nanica até o pós-Carnaval. O impacto sobre os preços foi limitado pelo volume adquirido no terço final do mês, especialmente da variedade nanica do norte de Santa Catarina e da banana prata do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará.
Maçã com queda de dois dígitos
A maçã também registrou recuo expressivo, com variação negativa de 10,32% na média ponderada. Os menores preços no atacado refletem a maior oferta da fruta, explicada pelo início da colheita da maçã gala, além da presença do restante da safra da maçã eva do Paraná e da safra em São Paulo.
Mamão e melancia
No mercado do mamão, a oferta da variedade papaya foi reduzida devido ao maior volume de chuvas no último trimestre de 2025, que prejudicou as floradas. Por outro lado, o mamão formosa apresentou preços mais baixos e oferta mais elevada, limitando a valorização do papaya e contribuindo para que os preços ficassem 7,52% mais baixos.
Para a melancia, a redução foi de 3,72% na média ponderada. A qualidade das frutas melhorou devido ao clima adequado e chuvas pontuais, mas o alto volume de chuvas tem influenciado o plantio da melancia goiana, especialmente na região de Ceres, um dos maiores polos produtores do país.
Laranja em estabilidade
No caso da laranja, a maioria das Ceasas do Sudeste registrou queda na comercialização e no consumo, com redução de 7% na oferta. Os preços, no entanto, mostraram estabilidade, com ligeira queda de 0,06% na média ponderada.
Hortaliças: cebola e cenoura em queda; tomate, batata e alface sobem
Entre as hortaliças, a cebola teve recuo de 5,52%, influenciado pela menor qualidade do produto. A oferta catarinense cresceu, mas o volume comercializado nas Ceasas caiu 10%. Em março, com o fim da colheita em Santa Catarina e a redução de estoques, observa-se pressão altista.
A cenoura caiu 1,23% após sucessivas altas desde dezembro de 2025. A oferta reduziu 5,6%, mas as chuvas frequentes prejudicaram a qualidade do produto, limitando a alta dos preços.
Já a alface subiu 2,02%, com oferta total 7% menor. O tomate avançou 5,20%, diante da menor oferta após o esgotamento das áreas em ponto de colheita e a transição após o pico da safra de verão. A batata teve alta expressiva de 11,72%, impactada pelas chuvas que afetaram o ritmo de colheita e pela redução da oferta após o pico da safra das águas.
As previsões para março indicam redução da oferta e continuidade da alta de preços para batata, movimento já observado no início do mês.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Oferta baixa e cotação do milho disponível em Mato Grosso tem alta

foto: arquivo/assessoria
O preço do milho no estado subiu 0,94% na última semana, encerrando o período na média de R$ 46,54/saca, na última sexta-feira, influenciado pela menor quantidade do grão disponível no mercado.
Já em São Paulo, a cotação do milho no Cepea encerrou a semana com declínio de 1,38%, e finalizou o período em média de R$ 70,68/saca.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou, esta tarde, no boletim semanal do milho, que a paridade do contrato julho deste ano de milho encerrou em queda de 1,43%, quando comparada à da semana anterior, devido à constante baixa no prêmio de Santos, no mesmo mês, na última semana.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
FAEP critica bloqueio de R$ 1,6 bi no Orçamento de 2026

Imagem: Faep
O setor agropecuário, principal responsável pelo superávit nacional nos últimos anos, será novamente impactado negativamente pela decisão do governo federal de bloquear R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Deste montante, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) teve R$ 124,1 milhões bloqueados, entrando no grupo das pastas mais afetadas. A medida ocorre em função de os gastos previstos da máquina pública federal terem ultrapassado o limite de despesas do arcabouço fiscal.
“Essa medida do governo federal é mais uma prova do descontrole nos gastos públicos. A situação fica ainda pior porque vai prejudicar o setor agropecuário, que segura a balança comercial há anos, e vai deixar milhares de produtores rurais desamparados”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.
Soja: Produtividades muito variadas com La Niña
Mais uma vez, a situação de mudanças no orçamento da União traz incertezas para o setor agropecuário. No dia 31 de dezembro de 2025, o governo federal já havia publicado a Lei 15.321, que estabelecia as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, entre outros pontos, o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ou seja, não há garantia de recursos para a subvenção ao PSR.
No mês passado, o Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, encaminhou documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Dentro deste valor, o pedido é de R$ 4 bilhões para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da implementação de uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, mais vulneráveis a eventos climáticos adversos.
“Certamente, esse bloqueio vai ter reflexos no meio rural, com cortes em políticas públicas essenciais para os nossos produtores rurais. O governo federal precisa começar a levar a sério o setor agro e o seguro rural, ferramenta importante para o os agricultores, principalmente diante das recorrentes intempéries climáticas, que geram perdas significativas no meio rural”, alerta Meneguette.
Com FAEP
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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