Meio Ambiente
Saiba como será o clima do outono e os impactos para o campo

Foto: Pixabay
O outono de 2025 começa oficialmente no dia 20 de março e promete trazer temperaturas acima da média em grande parte do Brasil. Segundo as previsões meteorológicas, abril será um mês mais quente que o normal, principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, impactadas pelas mudanças climáticas e ondas de calor.
A transição do verão para o outono já se faz sentir com a chegada de uma frente fria no Sul do país, reduzindo temporariamente as temperaturas. No entanto, o Norte e Nordeste seguirão com tempo quente e seco, enquanto o Centro-Oeste enfrentará variações entre calor intenso e pancadas de chuva. O Sudeste também apresentará esse padrão, com períodos alternados de calor e precipitações, influenciando diretamente no conforto térmico da população e no planejamento agrícola.
Com a neutralidade climática prevista para 2025, espera-se um outono mais estável, com impactos diretos na disponibilidade hídrica e na produção agrícola. A possibilidade de um inverno mais úmido também pode contribuir para o abastecimento dos reservatórios e a recuperação de áreas afetadas pela seca prolongada.
E PARA AGRICULTURA, VEJA AS PREVISÕES:
A chegada do outono traz desafios e oportunidades para a agricultuura. Segundo o meteorologista Gabriel Luan Rodrigues, do Portal Agrolink, a redução das chuvas beneficiará a colheita de soja e milho no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, permitindo melhor tráfego das máquinas agrícolas. No entanto, essa mesma condição pode prejudicar o plantio de trigo, aveia e cevada, culturas que necessitam de maior umidade para um bom desenvolvimento inicial.
Outono de 2025 terá clima seco e risco de geadas, alerta meteorologista
A região Sul deve sofrer com chuvas abaixo da média, o que preocupa os produtores de grãos de inverno, pois a falta de água no solo pode comprometer a produtividade. Além disso, há risco de geadas precoces entre o fim de abril e maio, trazendo mais um fator de incerteza para os agricultores. No Sudeste, as chuvas devem ficar dentro da média, mas com solos já castigados pelo verão seco, o crescimento das culturas de inverno pode ser prejudicado.
No Centro-Oeste, o clima seco favorecerá a colheita de soja e milho, mas a segunda safra pode enfrentar dificuldades devido às altas temperaturas e chuvas irregulares. Já no Nordeste, onde a agricultura depende fortemente da irrigação, o impacto será menor, mas áreas sem sistemas eficientes de captação de água podem sofrer perdas. No Norte, a redução das chuvas pode baixar os níveis dos rios, afetando o transporte fluvial e a logística de escoamento da produção agrícola.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Estudo amplia peso de pastagens no carbono

Imagem: reprodução/feagro/MT
Uma revisão científica internacional publicada na revista Nature Ecology & Evolution recalculou a dimensão das áreas de vegetação baixa no planeta — como pastagens naturais e regiões de Cerrado — e concluiu que esses ambientes ocupam uma extensão maior do que se estimava. Com isso, também aumentou a participação dessas áreas no armazenamento de carbono, com reflexos diretos sobre o papel do agronegócio no debate climático.
O estudo, conduzido por uma rede de 157 pesquisadores de diferentes países, com participação da bióloga Lucíola Santos Lannes, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), aponta que esses ecossistemas — que incluem o Cerrado e os campos do Pampa — cobrem cerca de 22,8% da superfície terrestre. Mais relevante, respondem por quase 30% do carbono armazenado no planeta, acima das estimativas anteriores da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que giravam em torno de 20%.
Bicudo: Praga já causou perdas bilionárias no País
A principal mudança de interpretação está no reconhecimento de que o armazenamento de carbono não se restringe às florestas. Nos sistemas de vegetação aberta, grande parte desse estoque está concentrada no solo e nas raízes, o que coloca as áreas de pastagem e de produção agrícola no centro da discussão ambiental.
Na prática, o resultado reforça a importância do manejo adotado dentro da propriedade. Áreas de pastagens degradadas tendem a perder carbono ao longo do tempo, enquanto sistemas bem conduzidos — com recuperação de solo, rotação de culturas e integração lavoura-pecuária — contribuem para manter ou ampliar esse estoque. O tema ganha relevância em um contexto de maior exigência por critérios ambientais no acesso a crédito e mercados.
A revisão também corrige distorções nos modelos utilizados até agora. Segundo os pesquisadores, análises baseadas exclusivamente em imagens de satélite frequentemente classificavam de forma equivocada áreas de vegetação baixa, confundindo savanas com florestas ou subestimando a extensão dos campos naturais. A validação em campo permitiu ajustar esses dados e oferecer uma base mais precisa para o cálculo global.
No caso brasileiro, a atualização reforça o peso de biomas como o Cerrado e o Pampa, que concentram parcela relevante da produção agropecuária e, ao mesmo tempo, apresentam menor cobertura por unidades de conservação. A nova leitura tende a ampliar a atenção sobre essas regiões, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico.
Ao redefinir o papel dessas áreas no ciclo do carbono, o estudo reposiciona o agro na agenda climática. Mais do que emissor, o setor passa a ser visto também como parte da solução, com o manejo do solo e das pastagens ganhando protagonismo nas estratégias de produção e sustentabilidade.
Com Feagro/MT
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Verão vai invadir o outono com calor excessivo

Foto: DENIS GOERL
O verão vai invadir o outono em 2026 com perspectiva de forte a intenso calor durante os primeiros dias da nova estação, que se inicia na sexta-feira (20) às 11h45 no Hemisfério Sul, adverte a MetSul Meteorologia.
Os dados analisados pela MetSul apontam um período muito quente nesta semana, nos últimos dias do verão, que seria atenuado por chuva e temporais a partir do meio desta semana antes de uma nova escalada da temperatura no começo do outono.
Chuvas irregulares causam impactos em áreas agrícolas
A primeira semana do outono, portanto, pode ter dias de temperatura muito acima do normal para o começo da estação com tardes de temperatura acima de 35ºC, não se descartando com base nos dados disponíveis hoje máximas até perto e ao redor dos 40ºC.
Rio Grande do Sul será o mais afetado pelo calor intenso
O Rio Grande do Sul será o estado mais afetado pelo calor intenso neste fim de verão e nos primeiros dias do outono, mas as altas temperaturas não vão se limitar ao território gaúcho com previsão de tardes muito quentes também em Santa Catarina e no Paraná, em particular no Oeste dos dois estados. Na parte central do Brasil, o fim do verão e o começo do outono devem ter temperatura acima da média na maioria das cidades do Centro-Oeste e do Sudeste. As tardes devem ser especialmente quentes no Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo com marcas acima de 35ºC.
O outono chegou mais cedo? Quando o ar frio intenso vai chegar?
O outono de 2026 começa astronomicamente às 11h45 do dia 20 de março. Mas a atmosfera não respeita calendário. Não é porque a estação muda em determinado dia e hora, que as características do clima da nova estação são percebidas imediatamente. Não é porque o outono começa no dia 20 de março, que vai começar a esfriar no centro-sul do Brasil no fim de março.
A recente queda de temperatura em algumas áreas do Sul e do Sudeste não significa que o friozinho do outono vai começar mais cedo este ano. A tendência é de aquecimento no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil durante a última semana do verão e na primeira semana do outono de 2026, com o afastamento do ar polar e a diminuição da chuva. O outono deve começar abafado e com pancadas de chuva na maior parte do país.
Com Metsul e Climatempo
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Meio Ambiente
Veja onde vai chover mais esta semana pelo país!

Imagem: Freepik
Onde mais vai ter chuva no Brasil nesta semana? Conforme a análise da MetSul, com base em modelos numéricos, a chuva mais volumosa vai se concentrar nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil na semana que se inicia.
O mapa acima mostra a projeção de chuva para esta semana do modelo meteorológico Icon, do Deutscher Wetterdienst, o serviço meteorológico da Alemanha, e que pode ser consultado pelo nosso assinante na seção de mapas.
Na Região Norte, onde transcorre o inverno amazônico com a temporada chuvosa na região, os maiores volumes devem se dar no Amazonas e Pará. Chove com acumulados localmente altos ainda em Tocantins, Rondônia e no Acre. No Amapá, a chuva será forte e localmente volumosa por influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
Na Região Nordeste, onde mais deve chover será em áreas do Maranhão e do Norte do Piauí. A ZCIT traz risco de muita chuva em pontos entre os litorais do Maranhão e do Rio Grande do Norte. Na maior parte da região, no entanto, a chuva deve ser escassa.
No Centro-Oeste, a chuva deve ter os maiores volumes no Mato Grosso e em Goiás por conta de um canal de umidade organizado por um ciclone no Atlântico Sul ao passo que no Mato Grosso do Sul haverá maior variabilidade de volumes, embora altos em alguns pontos. Anúncios Já na Região Sudeste, a chuva deve ter altos volumes nesta semana em algumas áreas. Onde mais deve chover será em Minas Gerais com precipitação localmente forte a intensa em pontos do Centro e do Sul do estado, além do Triângulo Mineiro.
No Sul do Brasil, a precipitação deve ser irregular e mal distribuída com volumes em geral baixos no Paraná e Santa Catarina, exceto por pontos localizados. No Rio Grande do Sul, a chuva aumenta nesta semana e terá grande variabilidade local de volumes. Devido ao calor, instabilidade convectiva pode trazer episódios isolados de chuva forte e temporal com acumulados altos em curto período.
Com METSUL
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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