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Agronegócio

Alta temperatura afeta produção de morangos

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Foto: Seane Lennon

A produção de morangos no Rio Grande do Sul passa por um período de transição, com entressafra e preparativos para o próximo ciclo. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (3) pela Emater/RS-Ascar, nas lavouras da região de Pelotas, os produtores realizam a preparação dos canteiros e estruturas para o novo plantio. Para as cultivares de dias neutros, está em andamento uma poda mais drástica para renovação das plantas. As encomendas de mudas já foram feitas e aguardam entrega. Algumas mudas importadas da Espanha já foram plantadas, mas chegaram com poucas raízes. No caso da cultivar Fênix, recomendada para plantio antecipado, a entrega das mudas está prevista para abril. Os preços do morango variam entre R$ 15,00 e R$ 40,00/kg.

Na região de Santa Rosa, a colheita segue reduzida e houve registro de ataques de ácaro-branco e tripes. A expectativa é de que as temperaturas mais amenas favoreçam uma nova florada e frutificação, elevando a produção. Produtores também realizam o plantio de novas mudas em estufas. O preço do morango menor é de R$ 20,00/kg, enquanto os frutos maiores e padronizados são vendidos a R$ 40,00/kg.

Em Bom Princípio, reconhecida como a capital estadual do morango, o plantio começou no fim de março e deve se estender até junho, quando chegam as últimas mudas encomendadas. Durante este período, os produtores intensificam a limpeza das plantas que serão mantidas de um ciclo para outro. Alguns também aproveitam para produzir novas mudas a partir de estolões emitidos nos meses mais quentes. A expectativa é positiva, com mais de um milhão de mudas em produção no município. No entanto, a oferta de morango diminuiu devido às altas temperaturas até o final de fevereiro, resultando na elevação dos preços. A caixa com quatro bandejas varia entre R$ 25,00 e R$ 30,00/kg.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio fora da janela e ataque de lagartas preocupam no milho, alerta Aprosoja Mato Grosso

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Pouco mais de meio milhão de hectares de milho, cerca de 15% da área, foram semeados nesta safra 2024/25 fora da janela ideal, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Tal fato aumenta os riscos de perdas, uma vez que o cereal semeado mais tarde pode sofrer com a falta de chuvas.

O alerta é ligado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso), motivado pelo atraso nos trabalhos com o cereal em decorrência da demora na colheita da soja por excesso de chuva.

Conforme a entidade, teme-se que a falta de chuva na fase de desenvolvimento da cultura possa prejudicar a produtividade.

Apesar da precaução dos produtores ao planejar a segunda safra desta temporada 2024/25, os mesmos foram pegos de surpresa, pontua o diretor administrativo da entidade e coordenador da Comissão de Política Agrícola, Diego Bertuol.

“O produtor opta por aquilo que vai trazer uma produtividade maior para ele, sementes de alta tecnologia, que têm um alto custo. E esse ano, o produtor foi pego de surpresa, porque essas tecnologias não foram eficientes, gerando custo adicional. O produtor já tem sua margem apertada, quando ela não é uma margem negativa, e nós vemos ainda um custo cada vez maior”.

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Chuvas já apresentam irregularidades

Dados do programa Aproclima, da Aprosoja Mato Grosso, apontam que municípios da região nordeste como Confresa, Matupá e Guiratinga, e da região leste, como Água Boa e Nova Xavantina, registraram mais de 22 dias sem precipitação e volumes acumulados abaixo de 130 milímetros. No norte do estado, Confresa ficou até 27 dias sem chuva, prejudicando o desenvolvimento das lavouras justamente no período crítico.

O vice-presidente leste da Aprosoja Mato Grosso, Diego Dallasta, frisa que apesar da seca que perdurou um longo período, as lavouras da região conseguiram se estabilizar com as chuvas das últimas semanas.

“Estamos no início de abril com uma boa umidade dos solos. Porém, o milho foi plantado no meio para o final de fevereiro, então precisaremos de chuvas até o final do mês de abril. Às lavouras estão bem estabelecidas, mas dependemos de chuvas para confirmarmos a safrinha”, frisa.

Falhas na proteção contra lagartas

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Outra preocupação destacada pela Aprosoja Mato Grosso é quanto ao ataque de lagartas no milho, que também pode prejudicar o resultado final da safra, projetado em mais de 46 milhões de toneladas.

Segundo a entidade, variedades amplamente utilizadas para controle de pragas, apresentaram falhas na proteção, forçando os produtores a realizarem aplicações extras de defensivos.

“Tivemos uma pressão enorme de lagartas em todas as tecnologias de milho, os produtores relataram necessidade de três, quatro e até cinco aplicações”, comenta Diego Dallasta.

O vice-presidente oeste e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da entidade, Gilson Antunes de Melo, destaca que a dificuldade de controlar as lagartas foi enfrentada em muitas propriedades.

“Recebemos relatos de ataques de lagartas de produtores de todas as regiões do estado, dizendo ter problemas bem maiores que os outros anos. Isso aponta para uma quebra de eficiência das biotecnologias, que os obriga a um aumento de aplicações para o combate dessa praga, aumentando assim os custos de produção e consequentemente, a redução de produtividade”, afirma Gilson Antunes de Melo.

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Ainda segundo a Aprosoja Mato Grosso, nos últimos meses, o aumento da demanda interna, impulsionada pelo setor de etanol e pela indústria de proteína animal, tem disputado o milho disponível com a demanda internacional, ocasionando o aumento do valor da saca. Em 2023, a saca do grão era negociada entre R$ 35 e R$ 38, enquanto atualmente varia entre R$ 80 e R$ 90 em algumas regiões.

Apesar dos preços mais altos, ressalta a Associação, a rentabilidade da produção preocupa os produtores e a produtividade pode não ser suficiente para arcar com os custos da produção. A combinação de plantio tardio, escassez de chuvas e dificuldades no controle de pragas deve resultar em perdas significativas na produtividade.

canalrural

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Brasil está próximo de exportar DDG para a China, diz Fávaro

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Divulgação

O Brasil está em via de firmar um acordo com as autoridades sanitárias chinesas que permitirá a exportação de DDG, subproduto do processo de produção de etanol de milho, utilizado como ração animal.

A informação foi dada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante a cerimônia de abertura da 2ª Conferência Internacional UNEM DATAGRO Sobre Etanol de Milho, que acontece nesta quinta-feira (3), em Cuiabá (MT).

A China abriu mercado para DDG dos Estados Unidos em 2015, quando importou aproximadamente 6,8 milhões de toneladas. No entanto, no ano seguinte, aplicou taxas antidumping e, com isso, os desembarques chineses da matéria-prima caíram drasticamente desde então.

Quanto ao Brasil, as exportações de resíduos da indústria de amidos (incluso DDG) somaram 791,9 mil toneladas no ano passado, ante 600,2 mil t em 2023 e 278,1 mil t em 2022, mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pela DATAGRO.

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No ano passado, o Vietnã foi o principal destino de 27% dos embarques brasileiros; em seguida aparecem a Turquia (20%), Espanha (14%), Nova Zelândia (13%) e Tailândia (12%).

A partir da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), a DATAGRO Grãos esclarece que o código de classificação de mercadorias utilizado para conseguir as informações foi o 2302.10.00, que tem uma definição um pouco mais ampla do que DDG.

Fonte: DATAGRO

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Começa a colheita de pinhão!

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O agricultor Jaison de Liz Rosa, ao lado de seu filho Jadson Alves Rosa, na propriedade da família, que deve colher 3 toneladas de pinhão na safra 2025 (Fotos: Pablo Gomes / Epagri)

 

Está aberta a temporada de pinhão em Santa Catarina. A safra de 2025 começou oficialmente nesta terça-feira, em respeito à lei 15.457, de 17 de janeiro de 2011, que proíbe a colheita, o transporte e a comercialização da semente no Estado antes do dia 1º de abril. Assim, pelos próximos três meses, virá do alto das araucárias uma importante fonte de renda para milhares de catarinenses.

A Epagri estima que, das 34 mil famílias de produtores rurais contabilizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos 18 municípios da região serrana, cerca de dez mil delas, ou 30% do total, têm o pinhão na composição de renda.

Em Painel, pequena cidade de 2,3 mil moradores, distante pouco mais de 20Km de Lages e reconhecida por lei estadual como a Capital Catarinense do Pinhão, o agricultor Jaison de Liz Rosa trabalha com agroecologia e produz morango e hortaliças para a merenda escolar. Paralelamente, realiza serviços de roçada e cercado em outras propriedades rurais. E é a partir de agora que vem a maior parte do faturamento.

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Em duas áreas da família existem cerca de cinco mil araucárias, mas Jaison explora só 10% das árvores. Neste ano, a expectativa é de que sejam colhidas três toneladas, 35% a menos que em 2024. Ainda assim, mesmo com queda de produção e sem tocar na ampla maioria da floresta, Jaison calcula que o pinhão responde pela maior parte da renda anual da família.

“A agroecologia e os serviços que faço respondem por 40%. Os outros 60% vêm do pinhão. Mesmo colhendo menos que nos últimos anos, é a minha principal fonte”.

Suporte técnico e científico da Epagri é fundamental para a atividade

Embora extrativista e ainda um tanto empírica, a atividade vem se profissionalizando nos últimos tempos, especialmente graças ao suporte técnico e científico por parte de instituições como a Epagri, que auxilia os produtores com informações técnicas ao longo do ano.

Os 18 municípios da Serra catarinense devem colher cerca de 4,5 mil toneladas de pinhão neste ano

“A Epagri orienta o produtor sobre o cultivo, manejo, processamento, mercado, agroindústria e várias outras questões relacionadas ao pinhão. Também estamos trabalhando com araucárias enxertadas para, no futuro, produzir pinhão precoce. Este amparo é fundamental e ocorre em toda a cadeia produtiva”, diz o engenheiro agrônomo José Márcio Lehmann, gerente regional da Epagri em Lages.

Nos 18 municípios da Serra Catarinense, a safra deste ano deve resultar em aproximadamente 4,5 mil toneladas de pinhão, 35% a menos que no ano passado. De maneira geral, a queda de produção é resultado de oscilações naturais durante a vida da araucária, mas sem uma causa específica determinada. O que não cai é a qualidade do produto, cada vez mais cobiçado pelos consumidores mais exigentes.

(Com Epagri)

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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