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Aprosoja resgata história do pixé e importância do milho em Cuiabá

Reprodução/Folha Max
A Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) celebra, nesta terça-feira (08.04), os 306 anos de Cuiabá, capital matogrossense. Para homenagear a cidade, a entidade destaca a importância das tradições locais e recorda uma das primeiras sobremesas típicas da região, o Pixé, conhecido também como paçoca cuiabana. A iniciativa da Aprosoja MT reforça a valorização da identidade local e a conexão entre a agricultura e a gastronomia tradicional com essa iguaria que é feita com milho.
A santo-antoniense de coração, Maria Aparecida de Jesus Rodrigues, conta que há mais de 30 anos veio morar em Cuiabá e aprendeu com sua sogra a arte de produzir o pixé, também conhecido como “paçoca cuiabana”, preparada com milho torrado, açúcar e canela, sendo apreciado por gerações.
“O biché é feito do milho de pipoca com açúcar e canela. Primeiro você seleciona, lava, torra ele no fogo baixo para depois você moer e aí agregar os outros ingredientes que são açúcar, canela e uma pitadinha de sal. Esses são os produtos que vão junto com o milho torrado e moído”, contou Maria.
Além do processo produtivo, Maria Aparecida também conta que por muitos anos ela utilizou o pixé como fonte de renda para sua família. E, na história cuiabana, ele surgiu da necessidade dos viajantes de levarem alimentos naturais e perecíveis em longas viagens.
“Os viajantes percorriam longas distâncias. Não tinha uma refeição no horário certo. Então eles levavam o pixé como uma tola. O pixé era um dos alimentos que eles carregavam para comer com uma bananinha ou com outras frutas. Porque é um produto forte, natural e não é perecível. O pixé dura meses com o mesmo sabor, textura e qualidade quando bem guardado”, relembra.
Para o vice-presidente Leste e produtor rural, Lauri Jantsch, o milho é de extrema importância tanto para os seres humanos, quanto para os animais. Isso porque, pode ser encontrado em diversos alimentos e consumido diariamente.
“O milho pode ser encontrado em diversos tipos de alimentos para ser usado no dia dia e também como fator secundário, como na alimentação de bovinos, suínos e aves. Também é uma excelente opção para nós trazer uma energia renovável. Além de ser encontrado em alternativas renováveis nos setores industrial,
alimentício e cosméticos”, disse Lauri.
O cantor e apresentador, Pescuma Morais, destaca que a culinária cuiabana carrega fortes influências das culturas africana e indígena, o que a torna rica em sabores e tradições, como é o caso do pixé — uma guloseima antiga e deliciosa. “O pixé, essa iguaria cuiabana, estava esquecida. A letra da música nada mais é do que uma receita. Foi ela que ajudou a resgatar esse doce feito com milho, um ingrediente típico da nossa terra. Mato Grosso é um dos maiores produtores de milho do país”, ressaltou Pescuma.
Morando há 41 anos em Cuiabá, o artista expressa seu carinho pela cidade: “Considero Cuiabá uma mãe calorosa, que acolhe, abraça e cuida de seus filhos. Devemos valorizar nossa mãe Cuiabá, pois ela é um presente para todos nós que vivemos nesta terra abençoada. Parabéns, Cuiabá!”.
Já a vice-presidente sul e produtora Laura Nardes pontuou que a produção de milho em Mato Grosso é de extrema importância, uma vez que o Estado é o maior produtor de milho do Brasil. Além de destacar, também, que o milho é um produto complexo, pois pode ser consumido in natura e transformado em inúmeros produtos derivados, fomentando assim o comércio e a produção industrial.
“O milho tem uma importância fundamental na economia mato-grossense, uma vez que o Estado tornou-se o maior produtor de milho no Brasil. Isso significa que esse produto oferece inúmeras vantagens de produção, tanto na lavoura como nas indústrias, alavancando o mercado interno brasileiro e a exportação em
grande escala”, pontuou Laura.
Folha Max
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Shopee abre novo centro no Rio Grande do Sul e projeta reduzir entregas em 50%
A Shopee inaugurou um novo centro de distribuição, o seu 17º no País, reforçando a corrida dos marketplaces pela entrega rápida de mercadorias. A unidade fica na cidade de Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre. O imóvel alugado pertence à gestora de investimentos imobiliários Barzel Properties.
O empreendimento será o primeiro da Shopee no Rio Grande do Sul que funcionará no modelo fulfillment – em que ela gerencia todo o processo, desde o armazenamento dos produtos de terceiros, processamento de pedidos, empacotamento e envio. O grupo já tinha no Estado um centro que operava no modelo cross-docking – sistema em que as mercadorias recebidas dos fornecedores são transferidas rapidamente para veículos de entrega, sem armazenamento prolongado.
A nova unidade tem capacidade para armazenar mais de 1 milhão de itens. Com isso, a Shopee espera reduzir em até 50% o prazo de entrega para pedidos na Região Sul, permitindo entregas no mesmo dia ou no dia seguinte em cidades como Porto Alegre e Florianópolis.
Este será o quarto centro de distribuição do tipo fulfillment da companhia no Brasil. Os outros ficam em São Paulo, Pernambuco e Goiás. A operação faz parte da estratégia da Shopee de acelerar as entregas e dar mais escala aos vendedores. “Com essa inauguração, levaremos ainda mais agilidade nas entregas para os consumidores da Região Sul e para os envios dos itens de vendedores do Rio Grande do Sul para todo o Brasil”, afirmou o Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Shopee, Felipe Lima.
“O projeto reflete a capacidade da Barzel de antecipar movimentos do mercado logístico e estruturar ativos alinhados às demandas dos grandes operadores”, afirmou o Diretor de Investimentos da Barzel, Cassiano Jardim
Lançada em 2015, em Singapura, a Shopee atua no Brasil desde 2020. Nesse período, atingiu um total de 17 centros de distribuição, 200 hubs logísticos e 3 mil agências. A multinacional tem 25 mil funcionários locais distribuídos por três escritórios na cidade de São Paulo.
Com informação do Estadão de Conteúdo (Circe Bonatelli).
Imagem: Shutterstock
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Governo de MT realiza espetáculo Auto da Paixão de Cristo na Arena Pantanal nesta segunda-feira (30)
Junior Silgueiro
O Governo de Mato Grosso realiza, entre os dias 30 de março e 4 de abril, o espetáculo “Auto da Paixão de Cristo”, na Arena Pantanal, em Cuiabá. A programação é gratuita e aberta ao público, reunindo cultura, fé e cidadania em um único espaço.
A abertura ocorre no dia 30 de março, às 18h, e, nos demais dias, as apresentações começam às 19h. A expectativa é reunir milhares de pessoas, proporcionando um momento de reflexão, emoção e acesso a políticas públicas.
A estrutura do evento também contará com praça de alimentação e feira de artesanato, incentivando a geração de renda.
A iniciativa reforça o compromisso do Governo de Mato Grosso em aproximar os serviços públicos da população, utilizando a cultura como ferramenta de inclusão, cidadania e fortalecimento dos vínculos sociais.
Serviço | Auto da Paixão de Cristo
Data: 30/03 a 04/04
Horário: 18h (abertura) | 19h (demais dias)
Local: Arena Pantanal, Setor Oeste
Entrada: Gratuita
Layse Ávila | Setasc-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Como o El Niño pode impactar a agricultura em 2026?

Foto: Pixabay
O Instituto Nacional de Meteorologia informou que o fenômeno El Niño deve provocar efeitos distintos entre as regiões do Brasil, com aumento do risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste e volumes mais elevados de chuva na Região Sul.
De acordo com o Climate Prediction Center, órgão da National Oceanic and Atmospheric Administration, há 62% de probabilidade de formação do El Niño no trimestre de junho a agosto. A partir de agosto, essa chance supera 80% e pode se manter até o fim de 2026.
Antes disso, os modelos climáticos indicam a transição da atual La Niña para uma condição de neutralidade entre março e maio, com probabilidade superior a 90%, segundo os centros internacionais monitorados pelo Instituto Nacional de Meteorologia.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial e integra o sistema ENOS, que alterna entre as fases de aquecimento, resfriamento e neutralidade. Durante o fenômeno, as temperaturas da superfície do mar ficam ao menos 0,5°C acima da média por um período prolongado, podendo persistir por mais de dois anos.
A formação do fenômeno está associada ao comportamento dos ventos alísios, que, quando enfraquecidos ou invertidos, reduzem a ressurgência de águas frias e permitem a permanência de águas mais quentes na superfície do oceano, com anomalias que podem superar 3°C.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a agricultura é um dos setores mais sensíveis aos efeitos do El Niño, já que mudanças nos padrões de chuva e temperatura impactam o desenvolvimento das culturas. Nas regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste, há tendência de redução das chuvas e maior frequência de estiagens, o que pode comprometer a produtividade e a disponibilidade hídrica.
Em contrapartida, na Região Sul, o El Niño está associado ao aumento das precipitações, sobretudo no inverno e na primavera, o que pode resultar em excesso de umidade no solo e dificultar o manejo agrícola, além de favorecer problemas fitossanitários.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que, em cenários com excesso de chuva, culturas de inverno como trigo e aveia apresentam maior probabilidade de produtividade abaixo da média, especialmente em estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Ainda segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, na safra de verão, os efeitos variam conforme a região. No Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste, a redução das chuvas pode prejudicar o plantio e o desenvolvimento inicial de culturas como soja e milho. Já no Sul, o aumento das chuvas pode favorecer a disponibilidade hídrica, mas também elevar riscos de encharcamento do solo, doenças e dificuldades operacionais no campo.
O Instituto Nacional de Meteorologia ressalta que os impactos dependem de fatores como a temperatura dos oceanos Atlântico Tropical e Sul, além da intensidade do fenômeno, e informa que acompanha as atualizações dos centros internacionais sobre a possível confirmação do El Niño no segundo semestre de 2026. Caso se confirme, o fenômeno deve influenciar principalmente o final do inverno e a primavera no Brasil.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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