Pecuária
Acrimat alerta para impacto de possível taxação da carne bovina nos EUA

Sistemas de integração lavoura-pecuária e pastagens bem planejadas são capazes de armazenar grandes quantidades de carbono no solo (Foto: Gabriel Faria)
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) manifestou publicamente sua preocupação diante da possibilidade de o governo dos Estados Unidos aplicar uma tarifa de cerca de 50% sobre a carne bovina brasileira exportada para aquele país. Segundo a entidade, a medida, se confirmada, poderá inviabilizar totalmente a comercialização do produto no mercado americano, um dos mais relevantes para a pecuária mato-grossense e brasileira.
De acordo com cálculos da associação, a taxação elevaria o preço da tonelada da carne bovina brasileira a aproximadamente 8.600 dólares, o que retiraria o produto nacional de qualquer competitividade frente a outros fornecedores internacionais.
Diante desse cenário, a Acrimat fez um apelo ao Governo Federal para que atue de forma enérgica e diplomática, utilizando todos os recursos disponíveis para resolver a questão. A entidade defende o diálogo como principal caminho para evitar medidas que classifica como intempestivas e com potencial de gerar consequências desastrosas para a economia nacional.
“Acreditamos na soberania nacional, mas acreditamos principalmente no bom senso e na pacífica negociação antes de se tomarem medidas intempestivas”, declarou a nota assinada pelo presidente da Acrimat, Oswaldo Pereira Ribeiro Junior.
O posicionamento da Acrimat reforça o alerta de lideranças do agronegócio sobre os impactos que decisões comerciais unilaterais podem causar em cadeias produtivas que têm papel central na geração de empregos, renda e divisas para o país. A expectativa do setor é que o Brasil mantenha o canal diplomático aberto com os Estados Unidos e busque soluções que preservem o acesso ao mercado e a estabilidade nas relações comerciais.
Fonte: CenarioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Centro-Sul e Sudeste lideram expansão pecuária em MT em ano de recorde de abates para o setor

Divulgação
Centro-Sul e Sudeste puxaram o ritmo dos abates em Mato Grosso em 2025, enquanto Oeste manteve a maior fatia em volume. As três regiões somaram cerca de 54% do total estadual, com 1,27 milhão de cabeças no Centro-Sul (+8,74%), 1,27 milhão no Sudeste (+7,30%) e 1,45 milhão no Oeste (-5,63%).
No consolidado do ano, os frigoríficos mato-grossenses abateram 7,46 milhões de animais, alta de 1,44% ante 2024. O estado também cravou recorde mensal, ao superar 700 mil cabeças em outubro, impulsionado pela oferta de gado de cocho (confinamento).
Os dados fazem parte do Relatório Anual de Abates 2025, elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O documento evidencia ainda a mudança do perfil do rebanho. Animais com até 24 meses atingiram 43% do total, o maior patamar da série, somando 3,23 milhões de cabeças. O avanço reflete margens melhores e adoção de terminação intensiva nas regiões líderes.
O relatório do Imea destaca que, embora o descarte de matrizes tenha permanecido elevado no acumulado do ano, a retenção de fêmeas começou a ganhar força no último trimestre de 2025. Aliado à queda de 2,09% na oferta de bezerros, esse cenário resultou em uma valorização de 38,70% no preço da reposição, sinalizando uma nova fase de rentabilidade para os produtores das regiões de cria.

Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Polícia Civil prende autores de latrocínio contra comerciante de ouro em Poconé

PJC
A Polícia Civil deflagrou na tarde de segunda-feira (5.1), a Operação Ouro de Sangue, para cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra autores de roubo seguido de morte, ocorrido em Poconé.
As investigações iniciaram no dia 2 de janeiro, quando a vítima Hamilton Mota dos Santos, comerciante de ouro no município, foi encontrado sem vida em sua residência, em um cenário de extrema violência. O corpo apresentava lesões perfurocortantes na região do pescoço, encontrava-se parcialmente coberta com terra e panos, dentro de um banheiro nos fundos da residência.
No local, também foram encontrados vestígios de sangue em diversos cômodos da residência, bem como indícios de que os autores tentaram limpar o local, com o objetivo de suprimir provas. Antes de tirar a vida da vítima, os suspeitos reviraram o armário do imóvel e subtraíram significativa quantidade de ouro que era mantida em sua residência.
Assim que foi acionada dos fatos, a equipe da Polícia Civil iniciou as diligências, sendo possível verificar que no horário aproximado do crime, um veículo Jeep Compass esteve nas proximidades da casa da vítima, deixando posteriormente o município de Poconé com destino à rodovia MT-060.
Durante o trajeto, os ocupantes do veículo pararam em um estabelecimento de compra e venda de ouro, no município de Nossa Senhora do Livramento, onde comercializaram o metal subtraído, produto do crime.
As investigações apontaram, ainda, que os suspeitos adquiriram o veículo na manhã do crime, pelo valor de R$ 90 mil, embora não possuíssem recursos financeiros suficientes para a aquisição. Na ocasião, informaram ao vendedor que se deslocariam até Poconé para buscar o dinheiro. Posteriormente, por meio da análise de transferências bancárias, foi possível identificar que os valores obtidos com a venda do ouro foram utilizados para quitar o pagamento do veículo de luxo.
Diante dos elementos colhidos, o delegado de Poconé, Matheus Prates de Oliveira, representou pela prisão preventiva dos suspeitos, que foi deferida pela Justiça e cumprida, no final da tarde de segunda-feira (5).
“O trabalho de investigação célere e qualificado desenvolvido pelos policiais civis de Poconé revelou-se fundamental para o esclarecimento dos fatos e a identificação e prisão dos suspeitos, em razão da gravidade do crime, que causou intensa comoção social no município”, disse o delegado.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Boi gordo tem dia de estabilidade nas praças paulistas

Divulgação
O mercado do boi gordo iniciou a quinta com estabilidade nas praças paulistas, segundo a análise do informativo “Tem Boi na Linha”, divulgado pela Scot Consultoria. O cenário refletiu o preenchimento das escalas de abate de dezembro pela maior parte das indústrias, além do início da programação para janeiro, com média de 13 dias. Parte dos compradores também estava em férias coletivas para manutenção das plantas.
De acordo com a Scot Consultoria, a combinação entre escalas mais confortáveis e menor presença de compradores ativos não pressionou as cotações, sustentadas pela oferta reduzida, principalmente de animais oriundos de confinamento. “Um ponto que ajudou a manter as cotações sustentadas foi a oferta mais diminuta”, destacou o informativo.
Nesse contexto, a cotação de todas as categorias permaneceu estável nas praças paulistas na comparação diária, sem registro de variações nos preços pagos pelos frigoríficos.
Em Santa Catarina, a oferta de bovinos foi considerada suficiente para atender à demanda, em um cenário influenciado pelo ritmo mais lento típico dos feriados de fim de ano. As escalas de abate no estado atendiam, em média, a 11 dias, segundo a consultoria.
No mercado de Alagoas, o levantamento indicou estabilidade nas cotações para todas as categorias, sem alterações relevantes em relação ao dia anterior.
Situação semelhante foi observada no Espírito Santo, onde o mercado abriu com preços estáveis em todas as categorias acompanhadas pela Scot Consultoria.
No Rio de Janeiro, as cotações também não apresentaram mudanças na comparação diária, mantendo o padrão de estabilidade observado em outras regiões monitoradas pelo informativo.
Alessandro Araújo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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