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Meio Ambiente

Bioestimulantes: por que usar a alga Ascophyllum nodosum na agricultura?

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Fotos: Divulgação

 

Sustentabilidade na produção agrícola

O crescimento da população e a maior demanda por alimentos causam, na agricultura, maior pressão no uso do solo, da água, de fertilizantes, defensivos, operações mecanizadas etc. sendo necessário “produzir mais com menos”. A produção e uso dos insumos agrícolas resultam em impactos ambientais, como queima de combustíveis fósseis (seja na produção, no transporte ou na aplicação de produtos), gerando gases de efeito estufa, consumo de recursos minerais limitados, poluição do solo e do meio ambiente etc.

Já dentro da lavoura, estresses abióticos, como temperaturas extremas, chuvas ou secas intensas, e estresses bióticos como o ataque de pragas e doenças, além de diminuir a produtividade, contribuem para a maior dependência dos insumos citados anteriormente.

Por um lado, temos toda uma cadeia produtiva de insumos que resultam em impactos ambientais, e por outro temos uma crescente demanda por esses insumos.

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Neste cenário surge a importância de sistemas produtivos mais limpos, com menor uso de recursos naturais (como minerais ou água), menor impacto na produção e consumo de insumos agrícolas, bem como de cultivos menos dependentes destes insumos. Estas práticas promovem maior rentabilidade final na produção agrícola, menor dependência de oscilações do mercado e menor impacto ambiental e na saúde, proporcionando também o acesso à novos mercados consumidores.

Na agricultura, alguns produtos podem contribuir para estas questões. Um deles, de grande importância, é o grupo dos Bioestimulantes, que também são conhecidos como “fisioativadores”.

O que são os Bioestimulantes?

Os Bioestimulantes são substâncias, compostos orgânicos ou agentes biológicos de origem natural que, quando aplicados nas plantas, promovem o crescimento e desenvolvimento destas, melhorando os processos fisiológicos. Como consequência, a planta fica com melhor capacidade de responder a condições adversas, como extremos de temperatura, estresses hídricos, ataques de doenças e toxicidade causada por defensivos ou pela salinidade do solo, obstáculos que estarão sempre presentes na produção agrícola.

A resistência a fenômenos ambientais  se torna cada vez mais importante por conta das mudanças climáticas, que intensificam os fenômenos climáticos extremos, eventos que irão comprometer cada vez mais os cultivos agrícolas, sendo rentável a prevenção desses prejuízos. 

O uso de bioestimulantes faz com que a cultura tenha maior resistência à essas adversidades, promovendo melhora da produtividade (seja em quantidade, seja em qualidade) nos momentos de estresse. Ocorre também o menor uso de defensivos, o que reduz o custo de produção, aumentando a rentabilidade da lavoura.

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Existem diversos produtos agrícolas que podem ser classificados como bioestimulantes, mas um merece destaque especial: O extrato de alga Ascophyllum nodosum.

Alga Ascophyllum nodosum

Alga Ascophyllum nodosum

Adaptada a um ambiente extremo, sendo a alga mais estudada do mundo, cresce em zonas intermaré, alternando entre a submersão em água salgada e a exposição à desidratação ao sol e ao vento, além de suportar temperaturas que variam de -20°C no inverno a 40°C no verão.

Essa capacidade de resistência resulta em um perfil rico em compostos de defesa, como ácido algínico, polissacarídeos ricos em fucose, manitol, aminoácidos, betaínas, dentre outros. Esses compostos bioativos podem ser extraídos das algas e aplicados nas plantas, promovendo a bioestimulação. Ocorrem respostas fisiológicas benéficas, como maior desenvolvimento radicular, melhor absorção de nutrientes, aumento da fotossíntese e equilíbrio hormonal, promovendo resistência a estresses abióticos, como seca e temperaturas extremas, e estresses bióticos, como o ataque de pragas e doenças.

Acadian é a principal empresa que pesquisa e desenvolve o uso agrícola da Ascophyllum nodosum, atuando há mais de 40 anos nesse mercado, sendo responsável por diversos estudos sobre o uso do extrato da alga.

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Extração da alga Ascophyllum nodosum

Responsável pelo desenvolvimento e fornecimento dessas soluções naturais, a Acadian Sea Beyond é reconhecida como a maior empresa independente do mundo em cultivo, coleta, manejo e extração de algas marinhas para uso agrícola, com foco especial na alga Ascophyllum nodosum. Com presença em mais de 80 países, a companhia lidera pesquisas e inovações no segmento de bioestimulantes de origem natural.

A Acadian tem uma forma exclusiva de extração que conserva o melhor complexo de bioativos em quantidades equilibradas para o uso na agricultura.

A exploração de algas ocorre de forma sustentável em áreas licenciadas, respeitando a taxa de renovação desses organismos, sem impactar o ecossistema de crescimento da alga no oceano.

Benefícios da alga Ascophyllum nodosum nas plantas

O extrato da alga Ascophyllum nodosum é amplamente estudado e validado como bioestimulante de plantas. O extrato pode ser usado em todo o ciclo das culturas. Os principais efeitos são: equilíbrio hormonal, redução de estresses através de captura de espécies reativas de oxigênio, redução de estresse por secas, temperatura e radiação, promoção de desenvolvimento vegetal e de enraizamento e consequentemente maior produtividade. Além disso, a alga promove um aumento da atividade microbiana no solo.

No tratamento de sementes melhoram a germinação, velocidade de emergência e o estabelecimento inicial da cultura. Durante o seu ciclo estimulam o crescimento da planta, otimizam o aproveitamento de água e nutrientes, e promovem maior resistência da planta contra condições ambientais adversas, além de melhorar a resistência à fitotoxicidade causada por defensivos etc. Já na fase reprodutiva, além dos benefícios citados anteriormente, melhoram a qualidade da colheita, através do melhor pegamento de flores e frutos e enchimento de grãos.

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Área de produção de Alga Ascophyllum nodosum

Os resultados positivos já foram comprovados em mais de 80 culturas. Os bioestimulantes a base de extrato de Ascophyllum nodosum atuam na fisiologia das plantas.

Dentre os compostos bioativos presentes na alga, podemos citar:

  • Ácidos orgânicos: estimulam a produção de energia e balanço hormonal nas plantas,  além de novos compostos, aumentando a produtividade;
  • Manitol: regula a quantidade de água nas células durante épocas de estresse hídrico e promove melhor absorção de nutrientes;
  • Oligossacarídeos: ativam mecanismos de defesa abióticos;
  • Ácido algínico: ajuda a complexar nutrientes, tornando-os mais disponíveis para as plantas, além de servir como alimento para os microrganismos benéficos no solo;
  • Betaínas: auxiliam as plantas a regular os níveis de água e sal dentro das células, sendo útil em situações de estresse abiótico, atuando como um antioxidante;
  • Polissacarídeos ricos em fucose: aumentam os níveis de antioxidantes e auxiliam na proteção contra estresses.

Como e onde usar o extrato da alga Ascophyllum nodosum?

Os compostos bioativos atuam na fisiologia das plantas, e a bioestimulação é uma prática possível em qualquer cultura. Diversos estudos já evidenciaram resultados positivos, tanto em produtividade como em qualidade, em culturas como milho, soja, hortifruti, cana-de-açúcar, banana, uva, algodão e café. Os efeitos ocorrem na parte aérea e nas raízes, podendo a aplicação ser feita no tratamento de sementes, sulco de plantio, via aplicação foliar ou fertirrigação, com dosagens específicas para cada cultivo e época de aplicação.

O uso do extrato da alga é permitido na Agricultura Orgânica no Brasil, sendo uma boa opção para estes produtores, e também para aqueles que buscam reduzir o impacto de estresses nas plantas, aumentando a produtividade, ou que buscam uma produção mais limpa.

A alga atua como um “seguro” para a planta, reduzindo os prejuízos dos frequentes problemas que uma cultura enfrenta durante o seu ciclo de produção. Claro, não adianta fazer um seguro de um carro depois que ele foi roubado. Uma ação preventiva é feita antes da ocorrência do problema. Além disso, para que a planta absorva mais nutrientes e tenha um maior crescimento, é necessário que o manejo esteja acompanhado de uma adubação equilibrada para que tais efeitos se manifestem.

AGROLINK – Anderson Wolf Machado

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Abril começa com máxima de 34°C e pancadas de chuva em Mato Grosso

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Tempo quente mato grosso

 

Início do mês será marcado por tempo abafado e instabilidade. Cuiabá e Poconé devem registrar as maiores temperaturas da semana, enquanto o Norte do estado fica em alerta para temporais isolados.

Se você achou que o outono traria refresco imediato, a natureza tem outros planos para Mato Grosso. Segundo a Agência Climatempo, uma nova onda de calor deve elevar os termômetros nesta semana de transição. O cenário será o clássico mato-grossense: manhãs de sol forte e tardes com chuvas irregulares, muitas vezes acompanhadas de raios e ventanias.

As temperaturas sobem gradualmente ao longo dos próximos dias, atingindo o pico entre terça e quarta-feira.

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  • Cuiabá: Começa a segunda com 33°C, mas deve chegar aos 34°C já na terça-feira (31), com tempo abafado.

  • Interior: Em Barão de Melgaço e Poconé, os termômetros também batem os 34°C. Cidades como Cáceres e Curvelândia ficam na casa dos 33°C.

  • Lucas do Rio Verde e Região: Espere por um clima de “estufa” — calor intenso com umidade subindo à tarde.

⛈️ Alerta de Chuvas Irregulares

Chuva irregular
Onda de calor atinge Mato Grosso com máximas de 34°C e pancadas de chuva | Imagem – Canva

Apesar do sol predominante nas manhãs, a umidade vinda da Amazônia garante que o tempo não fique totalmente seco.

  • Segunda e Terça: Chuvas rápidas e mal distribuídas, principalmente à tarde e noite. No Norte e Leste, a condição para chuva é maior.

  • Quarta-feira (01/04): A circulação de ventos volta a transportar mais umidade. As pancadas de chuva podem cair com forte intensidade, acompanhadas de raios em áreas isoladas. No Norte de MT, o risco de temporais é real.

A onda de calor deve perder um pouco de força na quinta (02) e sexta-feira (03), com as máximas caindo levemente para a casa dos 31°C e 32°C na Capital, mas mantendo a característica de nuvens pela manhã e pancadas isoladas ao fim do dia.

🌡️ O que esperar do calor em Abril

Abril 2026 revisao de anomalia de temperatura
Anomalia da temperatura média prevista para o Brasil para abril de 2026: tons azul indicam volume de chuva acima da média; tons de marrom indicam chuva abaixo da média; o branco representa volume de chuva próximo da média (Fonte: Climatempo)

A primeira quinzena do mês será de “fogo”. O destaque fica para a segunda semana de abril, onde uma grande elevação de temperatura pode caracterizar uma verdadeira onda de calor no Centro-Oeste.

  • Bloqueio Atmosférico: Esse fenômeno vai agir como um “escudo”, fazendo com que as frentes frias passem apenas pela costa do Sul e Sudeste, despejando o frio diretamente no oceano.

  • Médias Acima do Normal: Em grande parte de MT, os termômetros devem registrar marcas superiores ao que é esperado para esta época do ano.

❄️ Quando chega o frio intenso?

Para quem gosta de cobertor e chocolate quente, a paciência será a palavra de ordem. O primeiro evento de frio intenso com potencial para derrubar as temperaturas de forma acentuada no Centro-Oeste está previsto apenas para a última semana de abril.

  • Friagem: Ainda é pouco provável que ocorra o fenômeno da friagem na Região Norte de MT e na Amazônia Legal nos primeiros 20 dias do mês.

🌧️ Chuva: Abaixo da média em Mato Grosso

O mapa de precipitação mostra tons de marrom sobre o norte e oeste de Mato Grosso, indicando que a chuva deve ficar abaixo da média histórica.

  • Impacto no Agro: A redução das chuvas acende um alerta para o milho safrinha, que depende da umidade de abril para o desenvolvimento das lavouras.

  • Destaque: Enquanto MT seca e esquenta, o Nordeste brasileiro deve enfrentar volumes de chuva muito acima da média.

Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Temporais, tempo abafado e vendavais no Sul

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Baixa pressão que formará ciclone traz risco de temporais nas próximas horas | DOUGLAS CUNHA

Baixa pressão que dará origem a um ciclone já começou a instabilizar o tempo no começo desta segunda-feira (23) em vários pontos do Oeste e do Sul do Rio Grande do Sul e as próximas horas têm risco de chuva localmente forte e temporais isolados com vendavais no estado, alerta a MetSul Meteorologia.

Os acumulados de chuva até o final da manhã desta segunda foram de 68 mm em Itaqui, 56 mm em Alegrete, 50 mm em Uruguaiana, 46 mm em Jaguarão, 37 mm em Maçambará e 30 mm em Hulha Negra. Nas próximas horas, à medida que a baixa pressão se desloca para Leste e começa a se aprofundar, encontrando ar muito quente à sua frente, a tendência é de a atmosfera se instabilizar nas demais regiões gaúchas.

Agro brasileiro ainda sente os efeitos do tarifaço

Uma vez que o sol aparece ainda com nuvens em parte do estado e a temperatura se eleva, nuvens carregadas devem se formar com o calor da tarde para a noite desta segunda, aumentando o potencial para chuva localmente forte e temporais isolados.

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Além da chuva, há alta probabilidade de temporais com raios, ocasional granizo isolado e, principalmente, vendavais. Rajadas podem ficar perto ou acima de 100 km/h em pontos isolados, com potencial para danos como quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia.

Em Porto Alegre e região, as próximas horas ainda devem ter sol e nuvens com forte calor, mas no fim da tarde ou à noite o tempo deve mudar com chuva, que não se afasta possa ser forte e vir com temporal acompanhado de raios e rajadas de vento.

A baixa pressão começa a dar origem ao ciclone no final do dia e durante a terça (24) a Sudeste do Chuí, mas no decorrer da terça-feira o sistema deve se deslocar rapidamente para Leste-Sudeste, com pressão ao redor de 990 hPa, enquanto a frente fria associada segue influenciando o Sul do Brasil com chuva irregular.

À noite, no fim do dia, e na madrugada da terça, à medida que a baixa pressão começa a se aprofunda e dar origem ao ciclone a Sudeste do Chuí há risco de vento forte ciclônico (não associado a temporal) no extremo Sul, especialmente na região da Lagoa Mirim e proximidades, e no Litoral Sul. As rajadas podem ficar entre 60 km/h e 80 km/h. Na terça, o campo de vento forte do ciclone vai estar totalmente sobre o mar.

Santa Catarina

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Na segunda-feira (23), a combinação do calor e da instabilidade de um sistema de baixa pressão, localizado entre o RS e países vizinhos, que dará origem a uma frente fria e a um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, volta a provocar temporais e chuva pontualmente intensa entre a tarde e à noite, especialmente na metade oeste de SC e na divisa com o RS. O risco é moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas seguem altas, com máximas variando entre 27°C e 32°C na maioria das regiões, podendo chegar a 35°C no Extremo Oeste. Com a formação da frente fria, o vento ganha força e varia de nordeste a noroeste , com rajadas superando 60km/h, principalmente no Litoral, o que gera agitação localizada no mar, em especial no Litoral Sul.

Na terça-feira (24), a frente fria e o ciclone se afastam rapidamente sobre o mar, mas mantêm o fluxo de calor e umidade direcionado para SC. Essa condição provoca pancadas de chuva e temporais isolados no estado catarinense entre a tarde e à noite, especialmente no Planalto Norte e Sul. O risco é baixo a moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas ficam mais amenas em relação ao dia anterior, com máximas de 32°C no Grande Oeste e Vale do Itajaí e não ultrapassando os 30°C nas demais regiões.

No Paraná

A semana começa com tempo instável em todas as regiões paranaenses. A formação de um sistema de baixa pressão nos países vizinhos, aliada à elevada disponibilidade de umidade na atmosfera, volta a favorecer o desenvolvimento de instabilidades principalmente a partir da tarde no Paraná. Há previsão de tempestades.

A sensação será de tempo abafado, com temperaturas elevadas especialmente no interior. No Noroeste, as máximas ficam próximas dos 35 °C, enquanto no Oeste os valores devem atingir cerca de 31 °C. No Norte e Norte Pioneiro, as máximas variam entre 31 e 32 °C.

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Já nas regiões dos Campos Gerais e Centro-Sul, as temperaturas ficam mais amenas, variando entre 26 e 28 °C. Na Região Metropolitana de Curitiba, a máxima prevista é de aproximadamente 27 °C na capital. No Litoral, os termômetros devem chegar aos 29 °C, com maior presença de nebulosidade ao longo do dia.

Na terça-feira, o avanço de um sistema frontal pelo oceano favorece a formação de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas no Paraná. Inicialmente as áreas chuvosas atuam entre as regiões Oeste e Sudoeste do estado. Ao longo da tarde e noite, as instabilidades se espalham para as demais regiões paranaenses, de forma irregular. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.

Com Metsul, Climatempo e Simepar

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Temporais, tempo abafado e vendavais no Sul

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Baixa pressão que formará ciclone traz risco de temporais nas próximas horas | DOUGLAS CUNHA

 

Baixa pressão que dará origem a um ciclone já começou a instabilizar o tempo no começo desta segunda-feira (23) em vários pontos do Oeste e do Sul do Rio Grande do Sul e as próximas horas têm risco de chuva localmente forte e temporais isolados com vendavais no estado, alerta a MetSul Meteorologia.

Os acumulados de chuva até o final da manhã desta segunda foram de 68 mm em Itaqui, 56 mm em Alegrete, 50 mm em Uruguaiana, 46 mm em Jaguarão, 37 mm em Maçambará e 30 mm em Hulha Negra. Nas próximas horas, à medida que a baixa pressão se desloca para Leste e começa a se aprofundar, encontrando ar muito quente à sua frente, a tendência é de a atmosfera se instabilizar nas demais regiões gaúchas.

Agro brasileiro ainda sente os efeitos do tarifaço

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Uma vez que o sol aparece ainda com nuvens em parte do estado e a temperatura se eleva, nuvens carregadas devem se formar com o calor da tarde para a noite desta segunda, aumentando o potencial para chuva localmente forte e temporais isolados.

Além da chuva, há alta probabilidade de temporais com raios, ocasional granizo isolado e, principalmente, vendavais. Rajadas podem ficar perto ou acima de 100 km/h em pontos isolados, com potencial para danos como quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia.

Em Porto Alegre e região, as próximas horas ainda devem ter sol e nuvens com forte calor, mas no fim da tarde ou à noite o tempo deve mudar com chuva, que não se afasta possa ser forte e vir com temporal acompanhado de raios e rajadas de vento.

A baixa pressão começa a dar origem ao ciclone no final do dia e durante a terça (24) a Sudeste do Chuí, mas no decorrer da terça-feira o sistema deve se deslocar rapidamente para Leste-Sudeste, com pressão ao redor de 990 hPa, enquanto a frente fria associada segue influenciando o Sul do Brasil com chuva irregular.

À noite, no fim do dia, e na madrugada da terça, à medida que a baixa pressão começa a se aprofunda e dar origem ao ciclone a Sudeste do Chuí há risco de vento forte ciclônico (não associado a temporal) no extremo Sul, especialmente na região da Lagoa Mirim e proximidades, e no Litoral Sul. As rajadas podem ficar entre 60 km/h e 80 km/h. Na terça, o campo de vento forte do ciclone vai estar totalmente sobre o mar.

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Santa Catarina

Na segunda-feira (23), a combinação do calor e da instabilidade de um sistema de baixa pressão, localizado entre o RS e países vizinhos, que dará origem a uma frente fria e a um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, volta a provocar temporais e chuva pontualmente intensa entre a tarde e à noite, especialmente na metade oeste de SC e na divisa com o RS. O risco é moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas seguem altas, com máximas variando entre 27°C e 32°C na maioria das regiões, podendo chegar a 35°C no Extremo Oeste. Com a formação da frente fria, o vento ganha força e varia de nordeste a noroeste , com rajadas superando 60km/h, principalmente no Litoral, o que gera agitação localizada no mar, em especial no Litoral Sul.

Na terça-feira (24), a frente fria e o ciclone se afastam rapidamente sobre o mar, mas mantêm o fluxo de calor e umidade direcionado para SC. Essa condição provoca pancadas de chuva e temporais isolados no estado catarinense entre a tarde e à noite, especialmente no Planalto Norte e Sul. O risco é baixo a moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas ficam mais amenas em relação ao dia anterior, com máximas de 32°C no Grande Oeste e Vale do Itajaí e não ultrapassando os 30°C nas demais regiões.

No Paraná

A semana começa com tempo instável em todas as regiões paranaenses. A formação de um sistema de baixa pressão nos países vizinhos, aliada à elevada disponibilidade de umidade na atmosfera, volta a favorecer o desenvolvimento de instabilidades principalmente a partir da tarde no Paraná. Há previsão de tempestades.

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A sensação será de tempo abafado, com temperaturas elevadas especialmente no interior. No Noroeste, as máximas ficam próximas dos 35 °C, enquanto no Oeste os valores devem atingir cerca de 31 °C. No Norte e Norte Pioneiro, as máximas variam entre 31 e 32 °C.

Já nas regiões dos Campos Gerais e Centro-Sul, as temperaturas ficam mais amenas, variando entre 26 e 28 °C. Na Região Metropolitana de Curitiba, a máxima prevista é de aproximadamente 27 °C na capital. No Litoral, os termômetros devem chegar aos 29 °C, com maior presença de nebulosidade ao longo do dia.

Na terça-feira, o avanço de um sistema frontal pelo oceano favorece a formação de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas no Paraná. Inicialmente as áreas chuvosas atuam entre as regiões Oeste e Sudoeste do estado. Ao longo da tarde e noite, as instabilidades se espalham para as demais regiões paranaenses, de forma irregular. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.

Com Metsul, Climatempo e Simepar

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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