Agricultura
Brasil lidera transição para controle biológico no agro

Foto: Pixabay
O controle biológico tem se consolidado como uma estratégia eficaz e sustentável para o manejo de pragas na agricultura brasileira. Com aplicações em diferentes culturas e biomas, a prática alia ciência, eficiência e preservação ambiental — e tem conquistado espaço no planejamento de safras em todo o país.
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o número de produtos biológicos registrados vem registrando crescimento expressivo nos últimos anos. A tendência acompanha a demanda crescente por sistemas produtivos de menor impacto e maior resiliência.
Alternativa viável e eficaz
Ao utilizar organismos vivos como fungos, bactérias, vírus ou insetos predadores, o controle biológico busca restabelecer o equilíbrio ecológico entre pragas e seus inimigos naturais. Essa abordagem pode ser aplicada tanto de forma preventiva quanto curativa, com vantagens como menor risco de resistência, ausência de resíduos tóxicos e compatibilidade com o manejo integrado de pragas (MIP).
Em culturas como soja, milho, algodão, café e hortifrutícolas, bioinsumos já são amplamente adotados para o controle de lagartas, percevejos, ácaros e outras ameaças fitossanitárias. Em muitas áreas, eles têm substituído ou complementado o uso de Inseticidas químicos.
Crescimento impulsionado por políticas públicas
O Plano Nacional de Bioinsumos, lançado em 2020 pelo governo federal, tem sido uma das principais alavancas para a expansão do setor. A política visa fomentar pesquisa, inovação, produção e uso desses insumos na agricultura brasileira.
De acordo com o Mapa, o Brasil é hoje referência global em controle biológico, com ênfase na produção nacional de agentes microbianos, o que reduz custos e favorece a adaptação às condições tropicais. Além disso, o número de biofábricas — unidades especializadas na multiplicação de agentes biológicos — também vem crescendo, especialmente entre cooperativas e associações de produtores.
Apesar dos avanços, ainda há desafios para ampliar a adoção em larga escala. Entre eles, estão a necessidade de capacitação técnica, ajustes na legislação, armazenamento adequado dos produtos e maior integração com práticas já consolidadas no campo.
Impacto direto na sustentabilidade do agro
O controle biológico contribui para uma agricultura de baixo carbono, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa associados à fabricação e aplicação de defensivos sintéticos. Também promove a saúde do solo e a preservação da biodiversidade — fatores essenciais para a longevidade dos sistemas produtivos.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Baculovírus – Ensaios de consultorias e trabalhos de pesquisas mostram bioinseticida da AgBiTech quatro vezes mais eficaz

Foto: Divulgação
Campinas (SP) – O mercado de biodefensivos agrícolas cresceu 18%, para R$ 4,35 bilhões, na safra 2024-25. Os dados são da consultoria Kynetec. Na área de biolagarticidas à base de baculovírus, a companhia AgBiTech manteve a liderança nas culturas de soja, milho e algodão. Para isso, pesou fortemente o desempenho do bioinseticida de marca Cartugen® Max, que numa série de estudos trouxe índices médios de mortalidade de lagartas acima de 80%, quatro vezes acima da média de seus competidores.
Segundo informa o diretor de marketing da AgBiTech, Pedro Marcellino, em análises realizadas por diversas instituições de pesquisa do país, Cartugen® Max obteve eficácia de 81%, ante a média de 18% resultante das quatro principais marcas de baculovírus comercializadas no país.
Em áreas comerciais, continua o executivo, Cartugen® Max esteve no centro de estudos realizados em mais de 45 localidades. Nestas, a mortalidade de lagartas revelou-se ainda mais relevante: 85%, contra, em média, 24% de outros cinco bioinsumos à base de vírus.
“Esses números comprovam tecnicamente a consistência e a qualidade de Cartugen® Max. Não por acaso, o bioinseticida teve desempenho quase idêntico, com pequenas variações estatísticas, em todas as lavouras nas quais foi aplicado”, finaliza Marcellino.
Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. Controlada pelo fundo de Private Equity Paine Schwartz Partners (PSP), a AgBiTech fabrica toda a sua linha de produtos na mais moderna unidade produtora de baculovírus do mundo, em Dallas (Texas, EUA). www.agbitech.com.br
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Exportações de frutas do Brasil crescem quase 20% e atingem novo recorde em 2025

Divulgação
O Brasil ampliou de forma consistente sua presença no mercado internacional de frutas em 2025, com exportações que somaram 1,28 milhão de toneladas, alta de 19,63% em relação ao ano anterior. A receita chegou a R$ 7,83 bilhões, crescimento de 12%, configurando o terceiro recorde anual consecutivo, segundo dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).
O desempenho foi impulsionado principalmente pela fruticultura irrigada do Semiárido Nordestino, com destaque para o Vale do Rio São Francisco, líder nos embarques de manga e uva. A manga manteve a liderança em volume exportado, enquanto melão, limões e limas, melancia e uva registraram crescimento expressivo, indicando maior diversificação da pauta exportadora.
A União Europeia seguiu como principal destino das frutas brasileiras, com faturamento de cerca de R$ 4,47 bilhões. O Reino Unido aparece na sequência, enquanto Japão e Argentina se destacaram pelo forte avanço nas compras ao longo do ano. Os Estados Unidos permaneceram como o terceiro maior mercado, e o setor avaliou como administrável o impacto das tarifas norte-americanas.
Outro segmento em expansão foi o de conservas e preparações de frutas, que renderam aproximadamente R$ 967 milhões, alta de 16,1%. Para o setor produtivo, os números confirmam que a fruticultura brasileira segue ganhando competitividade no exterior, apoiada em escala, oferta contínua e maior profissionalização logística e comercial.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Menor oferta eleva preços do tomate nos principais atacados do país

Foto: Ceagesp
Os preços do tomate longa vida 3A registraram forte valorização nos principais mercados atacadistas do Brasil na última semana, entre 12 e 16 de janeiro, conforme levantamentos da Equipe Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. As altas foram generalizadas e refletem, sobretudo, a redução da oferta de tomates de melhor qualidade nas regiões produtoras.
No atacado de São Paulo, o preço médio do tomate longa vida 3A foi de R$ 88,00 por caixa, avanço de 15,8% em relação à semana anterior. No Rio de Janeiro, a valorização foi ainda mais expressiva, com a média atingindo R$ 107,00 por caixa, alta de 40,8%. Em Campinas, no interior paulista, os preços chegaram a R$ 105,83 por caixa, representando aumento de 32,7%, enquanto em Belo Horizonte, o produto foi comercializado, em média, a R$ 108,66 por caixa, com expressiva elevação de 51,6%.
Segundo os pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, o principal fator por trás do movimento de alta é a menor disponibilidade de tomates com padrão de qualidade adequado para o mercado atacadista. As chuvas frequentes, aliadas ao calor excessivo, têm afetado o desenvolvimento das lavouras e comprometido a qualidade dos frutos, reduzindo o volume apto à comercialização.
Além disso, o Cepea destaca que algumas regiões produtoras atravessam um momento de transição no calendário agrícola. Praças que estavam no pico de produção da primeira parte da safra de verão, especialmente entre dezembro e a primeira semana de janeiro, passaram a desacelerar a oferta, caminhando para o encerramento dessa etapa inicial do ciclo. Esse movimento contribui para o ajuste negativo da oferta no mercado e reforça a pressão altista sobre os preços.
Com esse cenário, o mercado de tomate segue marcado por volatilidade, enquanto produtores, atacadistas e compradores acompanham de perto a evolução das condições climáticas e o comportamento da oferta nas próximas semanas. A expectativa, conforme análise do Hortifrúti/Cepea, é de que os preços permaneçam firmes no curto prazo, dependendo da recuperação da qualidade das lavouras e da entrada de novos volumes da safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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