Agronegócio
Produção de morango varia e preços sobem em regiões do RS

Foto: Seane Lennon
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19), a produção de morango na região administrativa de Caxias do Sul, em Gramado, permanece abaixo do esperado para o período. A instituição informou que “a presença de flores e frutos em desenvolvimento indica boa produção para o final de ano”. As condições meteorológicas da última semana elevaram a incidência de ácaro-rajado, o que “demanda controle com inseticidas, que nem sempre é tão efetivo”. A fase de florescimento é considerada razoável, e as colheitas seguem inferiores ao normal.
Com o aumento do fluxo de turistas durante o Natal Luz e o menor volume colhido, os preços do fruto in natura variam de R$ 25,00 a R$ 35,00/kg, enquanto o congelado é comercializado a R$ 12,00/kg em Gramado. Em Nova Petrópolis, a instituição registrou “leve tendência de alta”, com valores entre R$ 20,00 e R$ 30,00/kg nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, e entre R$ 25,00 e R$ 35,00/kg no varejo direto.
Na região administrativa de Pelotas, o boletim aponta leve redução na oferta, embora haja floração abundante e boa sanidade das plantas e frutos. A ocorrência de oídio e ácaro tem sido controlada pelos produtores. Segundo o informativo, a insolação recente “melhorou a coloração e o sabor dos frutos”. Os preços permanecem estáveis, variando entre R$ 15,00 e R$ 35,00/kg, conforme a qualidade.
Na região de Santa Rosa, os cultivos iniciam nova floração. As cultivares Royal Roice e San Andreas têm apresentado bom desempenho, enquanto, na cultivar Albion, há registro de mortalidade de plantas. O informativo destaca que o morango classificado é comercializado a R$ 30,00/kg, e os frutos destinados à produção de sucos e geleias, a R$ 18,00/kg, com demanda considerada adequada.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso6 dias atrásMauro Mendes passa comando do Governo de MT para Otaviano Pivetta nesta terça-feira (31)
-

Meio Ambiente6 dias atrásAbril começa com máxima de 34°C e pancadas de chuva em Mato Grosso
-
Notícias6 dias atrás
Governo de MT realiza espetáculo Auto da Paixão de Cristo na Arena Pantanal nesta segunda-feira (30)
-

Mato Grosso6 dias atrásQue Mato Grosso continue no rumo certo
-

Mato Grosso6 dias atrásGoverno de MT lidera investimentos, avança em entregas e melhora vida da população em todas as regiões
-

Mato Grosso6 dias atrásLeilão da Sefaz arrecada R$ 830,9 mil e tem 92% dos lotes arrematados
-

Agricultura6 dias atrásPesquisa respalda eficácia do inseticida etofenproxi no controle do bicho-mineiro do café
-
Notícias4 dias atrás
Shopee abre novo centro no Rio Grande do Sul e projeta reduzir entregas em 50%




































