Agricultura
Na fase vegetativa final da soja, o produto certo é o que supera os desafios

Foto: Divulgação
Entre V5 e o final do vegetativo, a soja entra em uma corrida de alta exigência. É quando a planta expande a área foliar, constrói biomassa e define a arquitetura que vai sustentar o número de nós produtivos, o pegamento de flores e, lá na frente, o enchimento de grãos.
Nesse momento, o metabolismo acelera e a demanda por nutrientes como boro, enxofre, molibdênio e manganês sobe de patamar. Ao mesmo tempo, aumentam os riscos de estresses hídricos, variações térmicas e até efeitos de salinidade de solo e calda, fatores que travam absorção e redirecionam energia para rotas de sobrevivência, em vez de crescimento. Se faltar suporte, a planta tende a comprometer a formação de tecidos, a eficiência fotossintética e a construção de um dossel equilibrado — o que custa produtividade.
A proposta da Satis para esse período crítico é clara: entregar nutrifisiologia de precisão e proteção biológica para manter o motor da planta em alta rotação e preparar o terreno para a fase reprodutiva.
Nesse contexto, o fertilizante de Vitan entra como um reforço direto ao metabolismo. Com aminoácidos prontamente assimiláveis e um pacote de macro e micronutrientes, ele poupa energia da planta, que deixa de desviar recursos para síntese básica e os aplica em crescimento, sanidade e tolerância a estresses como seca, calor e radiação. O resultado esperado é um desenvolvimento vegetativo robusto e uniforme, com transição mais suave para R1.
No mesmo manejo, o fungicida microbiológico de contato Multivex agrega proteção biológica de amplo espectro. Formulado com Bacillus amyloliquefaciens e Bacillus velezensis, atua por múltiplos mecanismos, do rompimento de membranas à inibição de síntese de ergosterol, além de competição por espaço e indução de resistência sistêmica.
Na prática, isso significa reduzir a pressão de patógenos necrotróficos e hemibiotróficos em um momento de rápido fechamento de entrelinhas e microclima favorável a doenças, preservando a área foliar ativa e abrindo caminho para uma lavoura mais sadia rumo ao florescimento.
Para ampliar resiliência e eficiência de raiz, o bioativador fisiológico Vitakelp agrega um mix exclusivo de extratos de algas, fitormônios naturais, aminoácidos e oligossacarídeos que ativam rotas metabólicas ligadas ao fortalecimento e à tolerância a estresses abióticos.
Ao estimular a produção de enzimas antioxidantes e a expressão de genes de crescimento, ele aumenta a capacidade de absorção de água e nutrientes e confere regularidade ao estande, algo decisivo quando a lavoura encara veranicos intermitentes.
O fertilizante Fulland, por sua vez, oferece suporte fisiológico e sanidade com base em cobre altamente assimilável. Ao atuar como cofator em reações essenciais — da lignificação da parede celular à síntese proteica e ao controle do estresse oxidativo —, fortalece tecidos, melhora a resposta de autodefesa e contribui para a integridade da planta do topo à base.
Outro ponto prático para o dia a dia é a sinergia com fungicidas, favorecendo a mobilidade e a redistribuição de ativos na planta. Importante observar a orientação de uso: não aplique Fulland junto com herbicidas em um intervalo de três dias para evitar fitotoxicidade e preservar desempenho.
Fechando o pacote do portfólio da Satis, o fertilizante Humicbor entrega boro solúvel enriquecido com substâncias húmicas e extrato de algas, combinando disponibilidade e eficiência. Em uma fase em que a divisão celular, a formação e a estabilidade de paredes celulares e transporte de fotoassimilados são vitais, o boro atua como peça-chave. O reforço húmico melhora a dinâmica de nutrientes no solo e na rizosfera, enquanto o extrato de algas colabora para um sistema radicular mais vigoroso e funcional, ampliando a janela de tolerância a estresses e a constância de crescimento.
Na janela correta de V5 a VN, o manejo trabalha a favor do que mais importa agora: manter o metabolismo no auge, segurar a barra dos estresses e preparar a soja para expressar potencial no florescimento e no enchimento. É a base para mais nós produtivos, maior capacidade fotossintética e um PMG consistente lá na frente.
A Satis posiciona essas soluções como parte de uma jornada completa, do pré-plantio à colheita, combinando nutrifisiologia, biológicos e adjuvantes para que cada fase da lavoura receba o que precisa e na hora certa. Com suporte técnico regional e foco em compatibilidade de calda, posicionamento fenológico e boas práticas de aplicação — especialmente no uso de biológicos —, a empresa busca traduzir ciência em resultado de campo.
Na fase vegetativa final, quando cada decisão pesa no teto produtivo, oferecer o aporte nutricional necessário é o passo que separa uma lavoura que resiste de outra que performa. A proposta da Satis é estar ao lado do produtor para fazer a diferença em todo esse processo.
AGROLINK & ASSESSORIA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Soja enfrenta pressão no Brasil apesar da alta internacional, aponta Rabobank

Foto: CNA
O Rabobank divulgou a edição do relatório AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada do cenário atual da soja, com destaque para a divergência entre o mercado internacional e o ambiente doméstico brasileiro.
Segundo o banco, enquanto os preços da soja avançam no mercado externo, impulsionados por fatores geopolíticos e pelo fortalecimento do óleo de soja, o produtor brasileiro enfrenta um cenário de pressão sobre os preços internos.
Alta em Chicago contrasta com queda no mercado brasileiro
De acordo com o relatório, os preços da soja na bolsa de Chicago (CBOT) acumularam valorização de cerca de 10% desde dezembro. Esse movimento foi impulsionado principalmente por:
- Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã
- Alta no preço do petróleo
- Expectativa de exportações norte-americanas para a China
Apesar desse cenário positivo no exterior, o comportamento no Brasil é oposto. As cotações em reais recuaram aproximadamente 12% no mesmo período, refletindo fatores internos que limitam a rentabilidade do produtor.
Safra recorde e frete mais caro pressionam preços
No mercado doméstico, o principal fator de pressão é a expectativa de uma safra recorde, estimada em cerca de 181 milhões de toneladas na temporada 2025/26.
Além disso, o aumento do preço do diesel tem elevado os custos logísticos, impactando diretamente o frete e reduzindo o valor ofertado ao produtor.
Esse cenário representa uma mudança em relação ao ciclo anterior, quando o câmbio favorável e os prêmios de exportação ajudavam a sustentar os preços internos.
Estoques globais elevados reforçam viés de baixa
Outro ponto de atenção destacado pelo Rabobank é o aumento contínuo dos estoques globais de soja.
Segundo o relatório:
- Este será o quarto ano consecutivo de crescimento dos estoques mundiais
- A ampliação da área plantada nos Estados Unidos pode intensificar essa tendência
Esse cenário contribui para um viés baixista no mercado internacional, mesmo diante de momentos de alta pontual.
Geopolítica aumenta volatilidade do mercado
O banco ressalta que o ambiente geopolítico tem ganhado protagonismo na formação dos preços.
As tensões no Oriente Médio e a relação entre Estados Unidos e China seguem como fatores determinantes, podendo provocar oscilações relevantes ao longo do ano.
Esse novo contexto reduz o peso de fatores tradicionais, como a competitividade entre soja brasileira e norte-americana, e aumenta a imprevisibilidade do mercado.
Margens do produtor seguem pressionadas
Com custos mais elevados, especialmente em logística, e preços internos enfraquecidos, a tendência é de compressão das margens para os produtores brasileiros na safra 2025/26.
O relatório aponta que o setor poderá enfrentar:
- Maior dificuldade de rentabilidade
- Necessidade de gestão mais rigorosa de custos
- Dependência de fatores externos para recuperação de preços
Perspectiva: mercado volátil e dependente de fatores externos
O cenário traçado pelo Rabobank indica um mercado de soja cada vez mais sensível a variáveis externas, como geopolítica, clima e demanda internacional.
Embora haja suporte pontual vindo do mercado global, os desafios internos devem continuar limitando o potencial de alta no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Rabobank aponta fatores decisivos para preços do milho em 2026 no AgroInfo Q1

Arquivo
O Rabobank divulgou a edição do AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada sobre o cenário das principais commodities agrícolas, com destaque para o milho, que deve enfrentar um período de forte influência de fatores internos e externos.
De acordo com o relatório, o comportamento dos preços do cereal nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da safrinha brasileira, das decisões de plantio nos Estados Unidos e dos custos logísticos.
Produção brasileira e clima influenciam o milho safrinha
A segunda safra de milho no Brasil segue como um dos principais pontos de atenção. O avanço do plantio e o desenvolvimento das lavouras vêm sendo impactados pelas condições climáticas, especialmente pelo excesso de chuvas em algumas regiões.
Segundo o Rabobank, essas condições têm atrasado tanto a colheita da soja quanto o plantio do milho safrinha, o que pode afetar produtividade e oferta ao longo do ano.
Decisão de área nos EUA será determinante para preços globais
Outro fator-chave destacado no relatório é a definição da área plantada com milho nos Estados Unidos. Como um dos maiores produtores mundiais, qualquer mudança na intenção de plantio norte-americana pode alterar significativamente o equilíbrio global de oferta e demanda.
Esse cenário tende a impactar diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, os preços praticados no mercado brasileiro.
Frete e custos logísticos ganham protagonismo
O relatório também aponta que os custos de frete, tanto no mercado interno quanto no transporte marítimo, devem ter papel relevante na formação de preços.
O aumento dos custos logísticos, impulsionado principalmente pela alta do diesel em meio às tensões geopolíticas, pode reduzir a competitividade e pressionar as margens dos produtores.
Geopolítica e energia afetam mercado agrícola
O cenário global segue marcado por incertezas, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que tem elevado os preços de energia e fertilizantes.
Esse ambiente impacta diretamente o agronegócio, aumentando custos de produção e influenciando o comportamento das commodities, incluindo o milho.
Perspectiva: mercado sensível e volátil em 2026
Diante desse conjunto de fatores, o Rabobank destaca que o mercado de milho deve permanecer sensível e sujeito a volatilidade ao longo de 2026.
A combinação entre clima, decisões de plantio, custos logísticos e cenário geopolítico será determinante para a trajetória dos preços no Brasil e no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
INABALÁVEL: Mato Grosso sustenta produção de 51,3 milhões de toneladas em safra recorde de soja

Reprodução
Nova estimativa da Agroconsult eleva produção nacional para 184,7 milhões de toneladas. Mesmo com chuvas intensas em fevereiro, lavouras de MT mantiveram média de 66 sacas por hectare, consolidando o estado como o maior produtor do país.
O agronegócio brasileiro acaba de receber um novo número de referência que confirma a força do campo em 2026. A consultoria Agroconsult, após percorrer mais de 60 mil quilômetros no Rally da Safra, elevou a estimativa da produção nacional de soja para 184,7 milhões de toneladas — um salto de 6,7% em relação ao ciclo anterior. E o grande protagonista dessa história, mais uma vez, é Mato Grosso.

Mato Grosso: Eficiência que Impressiona
Mesmo enfrentando a preocupação com o excesso de chuvas em fevereiro, que ameaçou o peso e a qualidade dos grãos, o estado mostrou resiliência técnica.
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Produção Total: 51,3 milhões de toneladas (o maior volume do país).
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Produtividade: Estável em 66 sacas por hectare, superando a estimativa inicial do Rally.
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Fator Sucesso: O alto número de grãos por hectare e o bom peso final compensaram as janelas climáticas adversas.
O Cenário Nacional: Bahia Brilha e RS Sofre
Enquanto Mato Grosso mantém a liderança absoluta em volume, a Bahia registrou a maior produtividade do Brasil, alcançando 70,3 sacas por hectare. No lado oposto, o Rio Grande do Sul aparece como o destaque negativo, com a produtividade castigada pela estiagem, caindo para 48,3 sacas por hectare.
Com a soja garantida no armazém, o produtor de Lucas do Rio Verde agora volta os olhos para a segunda safra de milho. A área plantada cresceu 2,5%, mas o risco climático é real.
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Aposta de Abril: A produtividade do milho (estimada em 103,1 sacas/ha) depende inteiramente das chuvas de abril.
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Incerteza: Enquanto o modelo climático europeu prevê chuvas consistentes, o modelo americano alerta para volumes abaixo da média. “Em Mato Grosso, a necessidade de precipitações se concentra ao longo de abril para garantir o desenvolvimento adequado”, alerta André Debastiani, da Agroconsult.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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