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Agronegócio

Farinha à base de castanha do brasil apresenta teor de proteína 60% superior ao trigo

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A pesquisa por diversidade de fontes proteicas, como é o caso da castanha Foto: Ronaldo Rosa

Pesquisas da Embrapa mostram que a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado protéico de castanha-do-brasil apresentam alto teor de proteínas e têm potencial promissor para o mercado de produtos de origem vegetal. No caso da farinha, o teor proteico é cerca de 60% superior ao da feito com trigo. Os ingredientes foram aplicados na formulação de hambúrgueres, quibes e proteína texturizada, que tiveram boa avaliação de sabor, textura e aparência. A tecnologia está pronta para ser testada em escala comercial.

“A busca por maior diversidade de fontes proteicas nacionais tem estimulado pesquisas externas à exploração sustentável da biodiversidade brasileira. Além de contribuir para o aproveitamento de recursos naturais e a geração de emprego e renda, essas iniciativas buscam novos ingredientes para a indústria alimentícia”, afirma Ana Vânia Carvalho , pesquisadora da Embrapa. O trabalho integra o Programa Biomas do The Good Food Institute (GFI) Brasil, com financiamento do Fundo JBS pela Amazônia .

Os processos de obtenção de farinha parcialmente desengordurada, concentrado de proteína e proteína texturizada, utilizados como substitutos de produtos cárneos, foram desenvolvidos no Laboratório de Agroindústria da Embrapa Amazônia Oriental (PA).

Foto: Ronaldo Rosa (farinha de castanha)

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“A castanha-do-brasil é um símbolo da sociobiodiversidade amazônica e surge como alternativa nacional de alto valor agregado. Isso pode fortalecer cadeias produtivas amazônicas, gerando valor para pequenos produtores e indústrias regionais”, acredita Carvalho.

Foto: Ronaldo Rosa

De subproduto a ingrediente de alto valor

A pesquisadora explica que a remoção parcial do óleo de castanha – usado majoritariamente pela indústria cosmética – gera uma torta, que é a base para os novos ingredientes. “A torta da castanha é uma eliminação do processo de deterioração do óleo. Um subproduto da indústria”, conta. A pesquisa também utilizou castanhas que não tinham padrão para comercialização in natura – quebradas ou em pedaços, ampliando o aproveitamento das castanhas e reduzindo desperdícios.

Após a remoção do óleo, o teor de proteína da castanha, originalmente de 15%, saltou para 32,4% na farinha, um aumento de cerca de 116%. Em 100 gramas de farinha de trigo integral, por exemplo, são cerca de 13 gramas de proteína, um pouco mais que uma tradicional farinha de trigo “branca”. Já 100 gramas de farinha de castanha apresentam quase 33 gramas de proteína, valor 60% maior que o de trigo.

A partir dessa farinha, os pesquisadores produziram um concentrado de proteína que obteve até 56% de proteína. A farinha concentrada foi testada na formulação de produtos para o consumidor final. “Nós avaliamos hambúrguer e quibe usando tanto a farinha quanto o concentrado protéico. Já a proteína texturizada feita só com o concentrado, em uma mistura de proteína de castanha-do-brasil e proteína de soja”, complementa o cientista.

O trabalho destaca que os novos ingredientes apresentam propriedades funcionais específicas para aplicações alimentícias e teores elevados de aminoácidos, além de serem ricos em selênio – abundância mineral na castanha.

Foto: Kadijah Suleiman

Quibe e hambúrguer de castanha

Na Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), foram desenvolvidos o quibe e o hambúrguer, ambos vegetais e com características sensoriais – sabor, textura e aparência – semelhantes aos feitos com produtos de origem animal. O trabalho foi publicado pela instituição e está disponível para download .

Nas receitas dos dois alimentos foram utilizados a farinha parcialmente desengordurada e o concentrado protéico obtido da mesma farinha. “Conseguimos utilizar um coproduto da cadeia de produção da castanha-do-brasil e transformar em um produto para consumo direto, com foco nos públicos vegetarianos, veganos e flexitarianos”, explica a pesquisadora da Embrapa Janice Lima .

Para a formulação do quibe foi usada a farinha com composição em torno de 6% de óleo, 32% de proteínas e 10% de fibra total. Os demais ingredientes da receita podem ser encontrados em supermercados, mercearias e afins. No caso de preparo doméstico, o produto deverá ser consumido logo após ficar pronto. Já a comercialização inclui as etapas de embalagem e congelamento. O alimento pode ser comercializado congelado, cru ou pré-assado, a classificações do fabricante.

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Fotos: Kadijah Suleiman

Na formulação do hambúrguer vegetal, os resultados da proposta são a utilização do proteína concentrada de castanha-do-brasil. Tipicamente, o concentrado apresenta em torno de 7% de óleo, 56% de proteínas e 13% de fibra total. Assim como para o quibe, os demais ingredientes do hambúrguer são comerciais. Depois de moldados, os produtos devem ser embalados em sacos plásticos individuais e, em seguida, congelados.

Na composição final, e de acordo com a Instrução Normativa nº 75 , de 8 de outubro de 2020, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa ), o quibe é considerado um produto de alto conteúdo de fibras, com 6,8 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto, enquanto o hambúrguer pode ser considerado fonte de fibras, com 4,5 gramas de fibras a cada 80 gramas do produto.

Texturizado de castanha é semelhante à proteína de soja

Foto: Kadijah Suleiman

Além desses alimentos de origem vegetal, também foi obtido um ingrediente texturizado protéico vegetal à base de castanha do brasil e soja, contendo cerca de 56% de proteína, que é semelhante, em uso, à proteína texturizada tradicional de soja (PTS). Segundo a pesquisadora Melicia Galdeano, da Embrapa, o resultado materializa um dos principais objetivos do projeto: desenvolver ingredientes proteicos alternativos a partir de matéria-prima nacional, promovendo a diversificação das fontes proteicas vegetais no Brasil para o mercado plant-based brasileiro.

“Atualmente predominam no mercado de proteínas vegetais opções como a soja e a ervilha. Esse trabalho caminha para o aproveitamento sustentável da castanha, incentivando seu plantio e beneficiando comunidades locais”, destaca Galdeano.

Consumidores testaram e demonstraram boa acessibilidade

O teste de sensorial acessível avaliou a aplicação dos coprodutos da industrialização da castanha-do-brasil em alimentos específicos e mostrou boa acessibilidade aos consumidores participantes. “Os análogos vegetais, quibe , hambúrguer e texturizado proteico vegetal à base de castanha-do-brasil e soja , pareciam, sabor e textura característicos de suas versões convencionais, o que indica o potencial de utilização dos coprodutos do processamento da castanha-do-brasil como ingredientes alternativos em produtos desenvolvidos para o público de alimentos à base de plantas”, finaliza a pesquisadora Daniela Freitas de Sá.

Fonte: Assessoria/Ana Laura Lima

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Paraná bate recorde na produção de carne suína e amplia participação no mercado nacional

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Divulgação

 

O Paraná consolidou em 2025 um novo recorde na produção de carne suína, destacando-se como o estado com maior crescimento absoluto no país. Os dados foram divulgados no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), com base na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do IBGE.

Produção de suínos no Paraná cresce 7,6% em 2025

De acordo com o levantamento, o Paraná produziu 1,226 milhão de toneladas de carne suína em 2025, estabelecendo um novo recorde histórico.

O volume representa um aumento de 86,71 mil toneladas em relação a 2024, o que corresponde a um crescimento de 7,6% no período. O desempenho reforça a relevância do estado na cadeia produtiva nacional.

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Outros estados também ampliam produção

Além do Paraná, outros importantes estados produtores registraram avanço na produção de carne suína ao longo de 2025.

  • Minas Gerais: aumento de 69,46 mil toneladas (+11,3%)
  • Rio Grande do Sul: alta de 67,46 mil toneladas (+7,1%)
  • Mato Grosso do Sul: crescimento de 36,97 mil toneladas (+14,4%)

No total, a produção brasileira avançou 297,14 mil toneladas, registrando alta de 5,5% no ano.

Participação no mercado nacional cresce

Com o resultado, o Paraná ampliou sua participação na produção nacional de carne suína, passando de 21,3% para 21,7%, mantendo a segunda posição no ranking brasileiro.

A liderança segue com Santa Catarina, que produziu 1,601 milhão de toneladas, equivalente a 28,3% do total nacional.

Na sequência aparece o Rio Grande do Sul, com 1,018 milhão de toneladas, representando 18% da produção do país.

Abate de suínos também atinge recorde

O número de animais abatidos no Paraná também foi recorde em 2025. Ao todo, foram abatidos 12,877 milhões de suínos, um aumento de 457,3 mil cabeças em relação ao ano anterior, o que representa crescimento de 3,7%.

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No ranking nacional de crescimento absoluto:

  • Minas Gerais liderou, com alta de 760,7 mil animais (+11,3%)
  • Rio Grande do Sul ficou em segundo, com aumento de 692,5 mil cabeças (+6,8%)

No Brasil, o total de abates cresceu em 2,513 milhões de animais, avanço de 4,3%.

Ganhos de produtividade impulsionam o setor

O relatório aponta que o crescimento da produção em ritmo superior ao aumento no número de abates indica ganhos de produtividade no Paraná.

Esse desempenho está associado ao aumento do peso médio dos animais. Em 2025, o peso médio dos suínos abatidos no estado atingiu 95,2 quilos por cabeça, alta de 3,8% — equivalente a um ganho de 3,5 quilos por animal em comparação ao ano anterior.

Perspectivas para 2026 são positivas

A expectativa é de continuidade do crescimento da produção em 2026, impulsionada pela expansão da demanda tanto no mercado interno quanto no externo.

O Paraná deve seguir como um dos principais fornecedores de carne suína do país, mantendo sua relevância no abastecimento e nas exportações do setor.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Açúcar oscila com suporte da energia, apesar de fundamentos baixistas com safra robusta no Brasil

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O mercado global de açúcar segue com fundamentos relativamente estáveis, mas com preços sendo influenciados principalmente por fatores externos, como o cenário macroeconômico, geopolítico e o comportamento do setor de energia. A oferta elevada, especialmente no Brasil, continua sendo o principal vetor estrutural de pressão sobre as cotações.

Safra brasileira robusta reforça viés de baixa

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, a safra brasileira 2025/26 pode alcançar cerca de 610 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, com produção estimada em aproximadamente 40,5 milhões de toneladas de açúcar.

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Para a temporada 2026/27, as projeções iniciais indicam potencial ainda maior, podendo atingir até 630 milhões de toneladas de cana, o que reforça um cenário de maior oferta global e, consequentemente, pressão baixista sobre os preços no médio e longo prazo.

Preços se mantêm em faixa estreita no mercado internacional

Mesmo com fundamentos de oferta mais ampla, os preços do açúcar têm se mantido relativamente estáveis nas bolsas internacionais.

As cotações chegaram a níveis próximos de 15,8 centavos de dólar por libra-peso, consolidando-se dentro de uma faixa entre 15,4 e 15,9 centavos/lb. Esse intervalo é considerado construtivo no curto prazo, embora sustentado por fatores mais frágeis e sensível à volatilidade externa.

Fatores externos e geopolítica influenciam o mercado

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O cenário internacional continua sendo determinante para o comportamento dos preços. A recente valorização do açúcar foi impulsionada, em grande parte, por fatores externos, como tensões geopolíticas e movimentos técnicos no mercado financeiro.

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, por exemplo, contribuiu para elevar a volatilidade global e influenciar o posicionamento de investidores.

Fundos especulativos impulsionam recuperação recente

Segundo a Hedgepoint, a alta recente do açúcar também foi sustentada pela atuação de fundos especulativos, que realizaram cobertura de posições vendidas.

Esse movimento técnico ajudou a impulsionar as cotações no curto prazo, mesmo sem mudanças significativas nos fundamentos de oferta e demanda.

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Petróleo elevado sustenta competitividade do etanol

O mercado de energia tem desempenhado papel central na sustentação dos preços do açúcar. A valorização do petróleo, especialmente do Brent, que acumula alta expressiva em 2026, influencia diretamente o setor sucroenergético.

No Brasil, as usinas possuem flexibilidade para direcionar a produção entre açúcar e etanol. Com o petróleo em alta, o etanol tende a ganhar competitividade, o que pode reduzir a oferta de açúcar e estabelecer um piso para os preços.

Mix de produção segue como fator estratégico

A decisão das usinas sobre o mix de produção entre açúcar e etanol continua sendo um dos principais fatores de equilíbrio do mercado.

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Caso o cenário de energia siga favorável, com repasses de preços no mercado doméstico, o etanol pode se tornar mais atrativo, limitando a pressão de baixa sobre o açúcar.

Sustentação depende do cenário externo

Apesar do suporte recente, a continuidade desse movimento dependerá da evolução do ambiente internacional.

Uma eventual redução das tensões geopolíticas ou limitações no repasse de custos no Brasil podem retirar parte do suporte atual, fazendo com que os preços voltem a refletir mais diretamente os fundamentos de oferta abundante.

Mercado segue sensível e volátil

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O cenário atual do açúcar é marcado por um equilíbrio delicado entre fundamentos baixistas e fatores de sustentação no curto prazo.

Enquanto a oferta elevada no Brasil aponta para pressão sobre os preços, elementos externos — como energia, câmbio e movimentos técnicos — mantêm o mercado em uma faixa relativamente estável, porém altamente sensível a mudanças no ambiente global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Páscoa 2026: ovos de chocolate sobem 27% e pressionam consumo, enquanto barras e bombons têm alívio nos preços

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Com a proximidade da Páscoa de 2026, um estudo da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, revela como os preços dos principais itens consumidos na data evoluíram nos últimos anos. A análise foi baseada em mais de 13 milhões de notas fiscais registradas por mais de 4 milhões de usuários do SuperApp VR, entre 2024 e 15 de março de 2026.

O levantamento considera o impacto da sazonalidade da Páscoa, que varia de data a cada ano — 31 de março em 2024, 20 de abril em 2025 e 5 de abril em 2026 — fator que influencia diretamente o comportamento de compra dos consumidores.

Ovos de Páscoa acumulam alta de 27% e seguem mais caros

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Os ovos de chocolate continuam sendo os principais responsáveis pelo aumento nos gastos dos consumidores na Páscoa. Entre 2024 e 2026, o preço médio por unidade subiu 27%.

Em 2024, o valor médio era de R$ 63,28. Em 2025, houve alta de 18%, elevando o preço para R$ 74,41. Já em 2026, o valor chegou a R$ 80,28, consolidando a trajetória de encarecimento do produto.

Barras e bombons registram leve queda em 2026

Ao contrário dos ovos de Páscoa, os chocolates em barra e os bombons apresentaram sinais de alívio nos preços.

Em 2024, o preço médio era de R$ 12,44, subindo 14% em 2025, para R$ 14,17. Em 2026, houve leve recuo de 1,2%, com o valor médio ficando em R$ 14.

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Bacalhau fica mais barato e acumula queda de 15%

Tradicional na mesa de Páscoa, o bacalhau apresentou redução significativa de preços no período analisado. Considerando diferentes cortes e apresentações — como cauda, postas, lombo e filé, salgados ou congelados — o produto acumulou queda de 15% entre 2024 e março de 2026.

O preço médio do quilo era de R$ 138,32 em 2024, caiu 8% em 2025, para R$ 127,31, e recuou mais 7,7% em 2026, chegando a R$ 117,50.

Azeite recua mais de 20% após alta no ano anterior

O azeite também apresentou queda relevante em 2026. Após subir em 2025, passando de R$ 36,09 para R$ 38,38, o produto recuou para R$ 30,46 no último levantamento, representando redução de cerca de 21%.

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Batata segue abaixo do preço de 2024, apesar de leve alta

A batata registrou queda de mais de 12% em 2025, quando comparada a 2024, ano em que o preço médio era de R$ 9,64.

Em 2026, houve leve alta de 3%, com o valor médio chegando a R$ 8,80, ainda abaixo do patamar observado dois anos antes.

Azeitona mantém trajetória de alta no período

Na contramão de outros itens, a azeitona segue em movimento de valorização. Em 2024, o preço médio era de R$ 7,61. Em 2025, subiu 15%, atingindo R$ 8,72, e voltou a subir em 2026, chegando a R$ 9,38 — uma alta acumulada de 7,6%.

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Dados refletem preços reais pagos pelos consumidores

Para a elaboração do estudo, a VR utilizou tecnologia de inteligência artificial para identificar os produtos nas notas fiscais por meio do código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

Segundo Cassio Carvalho, diretor-executivo de negócios da empresa, o levantamento oferece um retrato fiel do comportamento de consumo. “Os dados mostram o que realmente foi pago no caixa, independentemente do meio de pagamento utilizado, desde que o cupom fiscal gere um QR Code”, afirma.

Ele destaca ainda que as informações permitem gerar insights estratégicos para a indústria, contribuindo para a oferta de produtos com condições mais atrativas, como cashback, ampliando o poder de compra do trabalhador.

Uso do SuperApp reforça base do levantamento

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Atualmente, mais de 4 milhões de trabalhadores utilizam o ecossistema da VR e realizam, em média, mais de 20 acessos mensais ao SuperApp. A plataforma é usada para diversas funções, como registro de ponto, consulta de saldo de benefícios, realização de compras, solicitação de crédito e planejamento de deslocamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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