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Agronegócio

Cepea e CNA consolidam acompanhamento de preços do feijão em 2026, enquanto setor enfrenta desafios de consumo e exportação

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Foto: Sebastião Araújo/Embrapa

 

O ano de 2026 marca uma etapa de consolidação no acompanhamento dos preços do feijão no Brasil, com o fortalecimento do trabalho desenvolvido pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A iniciativa amplia a transparência do mercado ao divulgar, de forma sistemática, preços médios diários em diferentes estados e regiões produtoras e consumidoras do país.

Segundo os pesquisadores, a continuidade e o aprofundamento dessas divulgações permitem uma leitura mais precisa das dinâmicas de mercado, tanto entre os diferentes tipos de feijão quanto entre as regiões ofertantes e compradoras. A análise regionalizada tem contribuído para decisões mais estratégicas ao longo da cadeia produtiva, ao evidenciar diferenças de preços, padrões de consumo e movimentos de oferta em cada área do país.

Além do feijão comum, o Cepea e a CNA também buscam ampliar o monitoramento de preços de outros produtos relevantes, como o feijão-caupi. De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), essa variedade já responde por pouco mais de 20% da oferta nacional, o que reforça a importância de ampliar a coleta e a divulgação de informações para dar maior visibilidade a esse segmento do mercado.

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No campo da produção, as estimativas da Conab indicam que a temporada 2025/26 deverá alcançar 3 milhões de toneladas de feijão, volume 1,8% inferior ao registrado na safra anterior. Com estoques iniciais estimados em 106,8 mil toneladas em janeiro de 2026 e importações previstas de 21,6 mil toneladas ao longo do ano, a disponibilidade interna total deve somar cerca de 3,13 milhões de toneladas.

Desse volume, a projeção aponta para um consumo interno de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas em 2026, enquanto as exportações devem alcançar 214,4 mil toneladas. Pesquisadores do Cepea destacam que o consumo doméstico permanece praticamente estável em relação a 2025, enquanto as exportações apresentam queda expressiva de 53,8% na comparação anual, após um período de forte desempenho no mercado externo.

Com esse balanço entre oferta e demanda, o estoque final de feijão em 2026 é estimado em 118,4 mil toneladas. O volume é semelhante ao registrado na temporada 2020/21, quando somou 122,4 mil toneladas, e é considerado suficiente para atender a demanda nacional por apenas 2,2 semanas. O dado reforça a sensibilidade do mercado e a importância de um acompanhamento constante das variáveis de produção, consumo e comércio exterior.

Diante desse cenário, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, apontam dois grandes desafios para a cadeia produtiva do feijão em 2026. O primeiro está relacionado à necessidade de alavancar o consumo interno, que acumulou uma redução superior a 11% nos últimos seis anos. A queda no consumo doméstico tem impactado diretamente a sustentação dos preços e a rentabilidade dos produtores.

Para compensar esse movimento, surge o segundo desafio: manter o volume expressivo de exportações conquistado em 2025, ano em que o Brasil atingiu números recordes no mercado externo. A continuidade dessa estratégia depende de fatores como competitividade, logística eficiente e acesso a novos mercados, além de políticas que fortaleçam a imagem do feijão brasileiro no cenário internacional.

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Nesse contexto, a consolidação do acompanhamento de preços pelo Cepea e pela CNA ganha ainda mais relevância em 2026. A ampla divulgação de informações de mercado tende a contribuir para decisões mais assertivas por parte de produtores, compradores e formuladores de políticas públicas, em um momento em que o equilíbrio entre consumo interno e exportações será determinante para a sustentabilidade da cadeia do feijão no Brasil.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mato Grosso lucra com venda de pênis bovino para Ásia

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Divulgação

 

Além dos cortes nobres, Mato Grosso tem ampliado a exportação de subprodutos bovinos, como o pênis do boi, conhecido como vergalho, para o mercado asiático. O produto é valorizado na culinária de países como Hong Kong, onde a tonelada pode chegar a US$ 6 mil, muito acima do preço médio de R$ 21 o quilo praticado no mercado interno.

O vergalho é exportado in natura, seguindo protocolos sanitários rigorosos. Segundo Alan Gutierrez, gerente de marketing da SulBeef, a indústria mato-grossense envia em média quatro a cinco toneladas por mês, mostrando a consolidação desse mercado.

Na Ásia, o vergalho é utilizado em pratos cozidos e ensopados, valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos. A tradição cultural de aproveitar integralmente o animal garante uma demanda estável para partes menos convencionais, como miúdos e subprodutos.

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Para Bruno Andrade, diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o comércio de subprodutos reforça a competitividade da pecuária local. “Ampliar o portfólio e atender diferentes mercados fortalece a economia e aumenta a competitividade da carne mato-grossense no cenário global”, afirma.

Redação RDM Online

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Soja disponível em Mato Grosso tem leve alta; colheita avança

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colheita-de-soja-2024/25-esta-praticamente-concluida-no-brasil,-segundo-a-conab

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo

A cotação da soja disponível no Estado teve valorização de 0,20% semana passada, em relação a anterior, e fechou, na última sexta-feira, cotada a R$ 103,64/saca. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.

O indicador Prêmio Santos (SP) apresentou alta de 26,98% no comparativo semanal, fechando em ¢US$ 80,00/bu.

O IMEA informou ainda que a redução no volume de chuvas na última semana permitiu um avanço de 4,71 pontos percentuais na colheita da safra 25/26, que fechou em 6,69%, estando acima da média histórica.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de algodão em Mato Grosso está adiantado

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foto: arquivo/assessoria

A semeadura do algodão da safra 25/26 avançou 20,96 pontos percentuais na última semana, alcançando 29,04% da área projetada até o último dia 16, no mais recente levantamento divulgado pelo IMEA (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária). O período foi marcado pela intensificação dos trabalhos nas áreas de segunda safra, em meio ao avanço da colheita da soja, enquanto a semeadura das áreas de primeira safra se aproxima do final.

Apesar do início mais lento em relação aos anos anteriores, o ritmo das atividades se intensificou nos últimos dias, superando o que havia sido observado na safra passada. Dessa maneira, o percentual atingido se encontra 9,70 pontos percentuais adiantado no comparativo com a safra 24/25, e 4,84 pontos percentuais à frente da média das últimas cinco safras. Até o momento, a região Sudeste é a mais avançada, com 45,84% da semeadura concluída, enquanto a Oeste é a mais atrasada no ciclo, com 22,36%.

O IMEA acrescenta que a expectativa para as próximas semanas depende das condições climáticas, que tendem à normalidade segundo o NOAA, e do ritmo da colheita da soja, fatores que definirão o avanço da semeadura da segunda safra

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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