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Agronegócio

Frutas produzidas no RS têm aumento de consumo no verão

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Foto: Divulgação Emater/RS-Ascar

 

No verão, as frutas têm o consumo aumentado. Seja in natura ou em sucos, sobremesas, sorvetes ou smoothies, as frutas são saboreadas especialmente nessa época de altas temperaturas e de calor. Melancia, uva, morango, pêssego, abacaxi, banana, pitaya e melão, entre várias outras frutícolas, são cultivadas no Rio Grande do Sul por agricultores familiares assistidos pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar.

“O Rio Grande do Sul produz uma diversidade de frutas que colorem as mesas e o dia a dia de quem produz, mas também dos consumidores”, ressalta o gerente técnico estadual e diretor técnico em exercício da Emater/RS-Ascar, Luis Bohn, ao analisar o aumento do consumo durante a estação do Verão, que vai até o dia 20 de março. “Nessa época de verão, a procura por frutas aumenta, inclusive nas feiras, realizadas em quase todos os municípios gaúchos, apoiadas pela Emater, em especial no Litoral”, diz Bohn.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, as temperaturas elevadas e a baixa umidade relativa do ar nos últimos períodos têm prejudicado algumas frutícolas, como melancia e melão, mas beneficiado as videiras, o abacaxi e o morango. Bohn ressalta a importância da irrigação para que o produtor possa enfrentar períodos de seca, como o atual. “A irrigação nesse momento, em especial para a viticultura ou mesmo as melancias e melões, é fundamental, pela necessidade fisiológica dessas frutíferas, pois permite que as frutas se desenvolvam a um tamanho de boa aparência”, avalia.

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Doce abacaxi

No tradicional município produtor de abacaxi no Litoral do RS, Terra de Areia, 120 famílias produzem a fruta em 360 hectares, em especial da variedade Pérola, se diferencia pelo sabor sempre doce. “O abacaxi é uma fruta não climatéria, ou seja, é colhida bem madura. Depois de desconectado da planta-mãe, ele pode mudar de cor, mas não acrescenta mais açúcares”, explica o extensionista e técnico em Agropecuária da Emater/RS-Ascar, Wolnei Marcio Fenner, ao destacar que, por ser colhido bem maduro, o abacaxi de Terra de Areia não suporta o transporte, a logística do pós-colheita. “É isso que o diferencia do abacaxi que vem de outros estados, e que é colhido muito verde, ficando com o sabor inferior ao nosso, que é acima da curva no sentido de sabor e doçura”, ressalta.

Para a safra 2025/2026 do abacaxi de Terra de Areia, a expectativa é de colher 7,5 milhões de frutos. “Então, para quem já conhece o abacaxi de Terra de Areia, a dica é aproveite, pois o clima neste ano tem sido muito favorável”, diz Fenner, ao ressaltar que “quem comprar não vai se arrepender”.

Morango com cor e sabor

O morango ou os moranguinhos no Rio Grande do Sul também estão no auge de produção. Atualmente, 588 hectares são cultivados por 2.631 famílias de agricultores. De acordo com os dados apresentados no Levantamento Frutícola de 2025 realizado pela Emater/RS-Ascar, as três principais regiões produtoras de morango são a Serra, Vale do Caí e também a região de Pelotas.

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No Vale do Caí e na região de Pelotas, o morango é comercializado entre os meses de outubro a dezembro. Já na região da Serra, o auge da produção é do final de dezembro até o mês de fevereiro. As principais cultivares do Rio Grande do Sul são as de dias neutros, como San Andrés e Álbio, que têm a maior área cultivada. Tem também as variedades de dias curtos, também conhecidas como mais precoces, como a Fênix, Fronteiras e Caminho Real.

“As frutas deste ano estão com ótima qualidade, se demonstrando uma excelente safra, com colaboração do clima, apesar do pequeno atraso em relação ao seu início, em função das fortes geadas que tivemos no Estado. Mas após essa ocorrência, está tudo bem e prometendo uma grande safra e um ótimo ano produtivo”, destaca o extensionista Thompsson Benhur Didoné.

Na região de Pelotas, a cultura segue em plena produção, com frutos de excelente qualidade, calibre, coloração e sabor. As plantas continuam com muito boa floração, o que indica aumento de produção nas próximas semanas. Em Turuçu, os produtores da Associação de Produtores de Morango se reuniram para programar as encomendas das mudas para o próximo ano, que são organizadas, fomentadas e subsidiadas pela Prefeitura, com apoio da Emater/RS-Ascar.

Na região dos Vales está o município de Bom Princípio, conhecido como a Terra do Moranguinho, famosa pela grande produção e pela realização anual da Festa Nacional do Moranguinho, em setembro, um evento que celebra a cultura da fruta no Vale do Caí. A cultura encontra-se em colheita, com frutos de boa qualidade e produtividade, e demanda de mercado satisfatória.

Melancia, a cara do verão

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Estamos no auge da colheita da melancia, fruta que tem a cara do verão. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os bons preços na comercialização da safra anterior despertaram nos produtores a intenção de aumentar a área a ser plantada. Na região de Soledade, a colheita está intensificada, com forte produção comercial nos municípios de Rio Pardo, General Câmara e Encruzilhada do Sul, numa área estimada em 1.800 hectares.

Na região de Porto Alegre, somente no município de São Jerônimo 60 produtores cultivam 800 hectares com melancia. Nesta safra, a expectativa de produtividade é de 35 ton/ha, “porém a falta de chuvas afeta algumas lavouras que não têm sistema de irrigação”, ressalta o extensionista Marcelo da Silva Fortes, que também atende 35 produtores de melancia de Arroio dos Ratos, numa área de 350 hectares. Segundo ele, as variedades mais cultivadas de melancia nos dois municípios são Manchester, Braba, Karistan, Top Gun e Talismã, basicamente através do sistema de produção convencional, com aração e gradagem.

Fortes avalia a tendência de aumento da área cultivada com melancia, em plantio consorciado com florestas, como acácia-negra e/ou eucalipto, fomentadas pelas empresas florestais. Outra tendência na região é a mudança de culturas. “Alguns produtores de soja, em função da descapitalização, partiram para o cultivo da melancia, que ocupa uma área bem menor e tem uma rentabilidade atrativa”, observa o extensionista.

Quanto à produtividade, o aumento é resultado do uso de tecnologias, como de irrigação por aspersão e fertirrigação por gotejamento. Atualmente, são irrigadas 60% das áreas de melancia nos municípios de São Jerônimo e Arroio dos Ratos. “Temos exemplos bem claros das vantagens de irrigar, com um produtor produzindo 15ton/ha e outro, do outro lado da estrada, produzindo 75ton/ha”, compara, ao recordar que, “quando o sistema de irrigação por gotejamento começou a aparecer nas lavouras de São Jerônimo e Arroio dos Ratos, os lavoureiros não acreditavam que aquele pinga-pinga fosse fazer diferença. Hoje, passados uns seis anos, a situação é bem diferente”, celebra.

Os produtores de melancia de São Jerônimo e de Arroio dos Ratos têm aderido a outras técnicas de cultivo, como o protetor solar, que evita a queimadura e a escaldadura das frutas. “Hoje o pessoal é adepto e já inclui o protetor solar no seu orçamento, ressalta, ao comentar a urgência em desmistificar o branco na casca da melancia. Não é veneno”, afirma o extensionista, ao explicar que a mancha branca na casca da fruta “é efeito do protetor solar, à base de caulim, uma rocha, sendo, portanto, um produto natural”. Segundo Fortes, “já se tem resultados benéficos da aplicação do protetor solar nas folhas e frutos, reduzindo a temperatura e como repelente de insetos”.

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“O Rio Grande do Sul tem a fruticultura como uma de suas vocações reprodutivas, uma das suas grandes tradições, como como característica a produção dentro de uma diversidade, diante do clima que temos nas regiões. A safra de verão de 2026 está ofertando frutas com sensacional aparência, qualidade e sabor”, conclui Bohn.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

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Reprodução

O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).

O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.

Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.

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Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

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Foto: Fabiano José Perina

Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.

Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.

Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.

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Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Agronegócio

Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

Publicado

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foto: arquivo/assessoria

 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.

Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado

Redação Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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