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Homem é encontrado morto com marcas de tiros ao lado de caminhonete no Nortão

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foto: Só Notícias/arquivo

 

Alrelício Ferreira da Silva, de 63 anos, foi encontrado morto ontem à tarde, por volta das 14h13, em área próxima ao antigo lixão em Guarantã do Norte (233 km de Sinop). A vítima apresentava ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo.

Segundo a Polícia Militar, a corporação foi acionada via 190 após a denúncia de que havia um homem apenas de cueca caído ao solo, ao lado de uma caminhonete. No local, os policiais encontraram o comunicante, que trabalha com coleta de materiais recicláveis na área. Ele relatou que foi informado por uma senhora idosa sobre a presença de um homem caído em uma área de chácaras.

Ao chegarem ao ponto indicado, os militares constataram a presença de Alrelício já sem sinais vitais, caído ao solo ao lado de uma Toyota Hilux de cor prata, com grande quantidade de sangue ao redor. Ele apresentava ferimentos na região da cabeça, no lado esquerdo, e no abdômen, também no lado esquerdo, aparentando terem sido provocados por disparos de arma de fogo.

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Durante a verificação do local, foram encontradas três cápsulas deflagradas de calibre 9mm, uma sobre a capota da caminhonete, outra no solo abaixo da traseira do veículo e a terceira no solo, do lado esquerdo da traseira. Ainda conforme a polícia, a residência da vítima estava com portas e janelas abertas, porém sem sinais de violência em seu interior.

A área foi isolada e preservada, sendo acionadas a Polícia Civil e a Politec para a realização dos procedimentos periciais e investigação do caso. As circunstâncias e a autoria do crime estão sendo apuradas.

O corpo de Alrelício foi velado na capela da Pax São Judas Tadeu e o sepultamento ocorreu no final da manhã desta quinta-feira.

Só Notícias/Kelvin Ramirez

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Polícia Civil prende homem que descumpriu medida protetiva e procurava ex-companheira em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, nesta quinta-feira (16.1), mais um autor de violência doméstica que descumpriu medidas protetivas contra a ex-companheira de 26 anos, em Cuiabá. Ele foi preso pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher da capital.

O agressor, de 23 anos, teve o mandado de prisão preventiva decretado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). A ordem de prisão foi decretada com base em representação feita pela Delegacia da Mulher, após a vítima procurar a unidade relatando que o ex-companheiro não respeitava as determinações judiciais de afastamento e continuava aproximando-se e mantendo contato indevido com ela.

As condutas representavam risco concreto à integridade física e psicológica da vítima, que se encontrava em constante estado de medo e vulnerabilidade. Segundo os elementos apurados, ele não acreditava que pudesse ser punido em razão do descumprimento das medidas protetivas.

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Diante da reiterada violação das medidas protetivas e da gravidade dos fatos, foi representado pela prisão preventiva do suspeito, que foi decretada pela Justiça e cumprida pela equipe de investigadores da DEDM Cuiabá.

Após ter a ordem judicial cumprida, o suspeito foi encaminhado à unidade prisional competente, onde permanece à disposição da Justiça.

Assessoria | Polícia Civil-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Indicadores revelam fortalecimento da investigação criminal pela Polícia Civil em combate ao tráfico de drogas

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PJC

 

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), desencadeou ao longo de 2025 um amplo trabalho de combate ao tráfico de drogas no estado. Em 41 operações foram presas 515 pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico e outros crimes associados, ampliando a pressão sobre facções criminosas e rotas de distribuição.

Dentre esses trabalhos, estão a “Operação Golden”, cujos alvos eram criminosos investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. Também houve a “Operação Datar”, que desarticulou um grupo criminoso, que movimentou mais de R$ 185 milhões com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Além disso, a Polícia Civil realizou a “Operação Doce Amargo”, que desmantelou uma complexa facção criminosa, especializada no tráfico interestadual de drogas.

“Esses indicadores demonstram não apenas o aumento quantitativo da produção policial, mas também o aprimoramento qualitativo da atividade investigativa dos nossos policiais no combate ao tráfico ilícito de entorpecentes”, diz delegado da Denarc, Wilson Cibulski.

Procedimentos 

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A unidade policial apresentou avanços no trabalho investigativo, resultando no aumento dos inquéritos (instaurados e relatados), bem como nas representações judiciais, além de outros indicadores que demonstram a atuação consistente da Polícia Civil, com reflexos diretos na eficiência operacional e na resposta ao sistema de Justiça.

Em análise comparativa entre os anos de 2024 e 2025, o volume de representações judiciais passou de 213 para 326, indicando uma elevação de 53%, o que demonstra maior provocação do Poder Judiciário para adoção de medidas cautelares indispensáveis à instrução dos inquéritos.

No que se refere aos inquéritos policiais instaurados, houve progressão de 779 para 995 procedimentos, correspondendo a um incremento de 27,7%, sinalizando maior capacidade de absorção e formalização das demandas investigativas. Já os inquéritos relatados avançaram de 852 para 969, refletindo um crescimento de 13,7% na finalização dos procedimentos e no encaminhamento dos autos ao Poder Judiciário.

Destaca-se ainda o expressivo avanço nos autos de investigação preliminar (AIP). Os AIPs instaurados saltaram de 52 para 241, o que representa uma expansão de 363%, evidenciando o fortalecimento da fase inicial de apuração, fundamental para qualificar as investigações antes da instauração formal do inquérito. Da mesma forma, os AIPs relatados evoluíram de 30 para 226, alcançando uma variação positiva de 653%, o que indica maior capacidade de análise, triagem e conclusão dessas apurações preliminares.

No campo da movimentação processual, o número de despachos proferidos passou de 1.544 para 1.768, registrando um acréscimo de 14,5%, demonstrando maior dinamismo na condução dos procedimentos. As cotas cumpridas avançaram de 135 para 233, correspondendo a uma alta de 72,5%, o que reflete maior eficiência no atendimento às requisições do Ministério Público e do Poder Judiciário.

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Por fim, os procedimentos concluídos evoluíram de 904 para 1.006, indicando uma elevação de 11%, resultado que reforça o compromisso da Polícia Civil com a efetividade da investigação criminal, a redução de passivos e o fortalecimento da persecução penal.

“Esse conjunto de indicadores demonstra não apenas o aumento quantitativo da produção policial, mas também o aprimoramento qualitativo da atividade investigativa dos nossos policiais. Além disso, esses resultados confirmam a evolução na capacidade de apuração, formalização e conclusão de procedimentos do nosso efetivo, em alinhamento com as atribuições constitucionais da Polícia Civil”, enfatizou o delegado da Denarc, Wilson Cibulskis Júnior.

Dana Campos | Polícia Civil-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Polícia Civil desarticula célula de facção criminosa responsável por tortura e morte de adolescente em Araputanga

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16.1), a Operação Proditio, para o cumprimento de 21 ordens judiciais contra a célula de uma facção criminosa envolvida nos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver de uma adolescente de 16 anos, ocorridos no mês de outubro, em Araputanga.

São cumpridos, na operação, quatro mandados de prisão preventiva, três mandados de internação provisória, sete mandados de busca e apreensão e sete mandados de quebra de sigilo de dados telemáticos, expedidos pela Vara Única de Araputanga, com base nas investigações realizadas pela Polícia Civil.

As ordens são cumpridas nas cidades de Araputanga e Jauru. Participam da operação policiais da Delegacia de Araputanga e da Regional de Cáceres. Entre os alvos da operação, estão integrantes com funções específicas dentro do grupo, responsáveis por coordenar as atividades criminosas e aplicar as “leis” da facção na região.

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Tortura e homicídio

O homicídio que vitimou a adolescente Emily Carolaine Roman de Oliveira ocorreu no dia 19 de outubro de 2025, quando a vítima foi atraída para uma residência no bairro Jardim Village e submetida a um “salve”, um tribunal do crime da facção criminosa, que decretou a morte dela.

Durante horas, a jovem sofreu torturas sistemáticas, incluindo agressões físicas com socos e chutes, afogamento em caixa-d’água, choques elétricos aplicados com ventilador adaptado e, posteriormente, foi estrangulada com um lençol.

O crime foi registrado em vídeo, gravado durante videochamadas com outros membros da facção, demonstrando a frieza e a organização do grupo criminoso. O corpo da vítima foi encontrado dois dias depois, em 21 de outubro de 2025, nas margens do Rio Bugres.

O laudo necroscópico confirmou a morte por asfixia mecânica decorrente de estrangulamento, além de identificar lesões compatíveis com violência sexual e tortura. A perícia constatou ainda sinais de defesa e múltiplos hematomas pelo corpo.

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Investigações

As investigações conduzidas pela Delegacia de Araputanga apontaram que o crime foi coordenado por lideranças locais da facção, que determinaram a execução da adolescente como forma de punição e exemplo para outros integrantes.

A motivação do crime estaria relacionada a conflitos internos da facção, uma vez que a menor teria suposto envolvimento no desaparecimento de um integrante do grupo criminoso, ocorrido dias antes, em contexto de traição passional dentro do grupo.

Por meio dos elementos apurados durante as investigações, foi possível descobrir a existência de uma hierarquia bem definida da facção, demonstrando que os investigados atuavam de forma organizada, exercendo funções estratégicas de liderança, disciplina e execução de atos violentos.

Segundo o delegado de Araputanga, Cleber Emanuel Neves, a deflagração da operação representa um grande golpe na estrutura criminosa do município, desarticulando a atuação coordenada dos integrantes, que ocupavam posições de comando interno e promoviam “salves” com requintes de crueldade.

“Todas as provas colhidas evidenciam a necessidade de medidas cautelares severas para desarticular essa célula criminosa e impedir a reiteração dos crimes no município e na região, visando não apenas responsabilizar os autores do homicídio qualificado, mas também desmantelar a hierarquia local da facção criminosa”, afirmou o delegado.

As investigações seguem em andamento para análise dos elementos envolvidos, a fim de preservar a eficácia das diligências.

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Proditio

O nome da operação deriva do latim e significa “traição”, em referência direta à motivação do crime investigado, que envolveu disputas internas e traição passional dentro da facção criminos

Assessoria | Polícia Civil-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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