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Agronegócio

China lidera consumo mundial de frango

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Foto: Divulgação

Recentemente a China suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, reacendendo o otimismo do setor e abrindo caminho para um recorde histórico nas exportações brasileiras em 2025. A decisão do governo chinês reverteu as restrições impostas após um caso isolado de gripe aviária e marca a retomada de um dos mercados mais importantes para a proteína nacional.

O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, com vendas para 151 países, e a China se mantém como o principal destino dessa proteína. A GTF, um dos seis maiores produtores de frango do Brasil e que está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.

Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, o que representou 45% de suas exportações, sendo 61% destinados à China, um país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor. Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país já vinham em forte ritmo de crescimento, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos da marca.

“A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações. Com essa retomada, reforçamos o compromisso da GTF com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.

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Com mais de 562 mil toneladas consumidos, a China lidera o ranking mundial, segundo dados da GTF, com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global, seguida pelos Emirados Árabes Unidos, com 455.121 toneladas (9%), e pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%). Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).
A reabertura do mercado chinês é um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos. Em 2024, a GTF teve um desempenho notável, em torno de 28% de nossas exportações direcionadas à China. Para 2026, nossas expectativas são ainda mais ambiciosas, com um aumento significativo nas exportações, cerca de 10%, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de nossa presença global.

Consumo de frango pelo mundo

Presente nos principais mercados mundiais, a GTF exporta cortes de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados são asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango. Na África, destacam-se coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio tem preferência por coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito; na Europa, o peito é o corte mais procurado; e nas Américas, há demanda por coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango. No Brasil, o consumo também é diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno.

“As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor. Já as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e Japão, onde há valorização do aproveitamento integral da proteína”, complementou Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.

AGROLINK & ASSESSORIA

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

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Reprodução

O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).

O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.

Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.

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Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

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Foto: Fabiano José Perina

Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.

Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.

Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.

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Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Agronegócio

Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

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foto: arquivo/assessoria

 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.

Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado

Redação Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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