Agronegócio
Começa colheita de soja em Mato Grosso e chuvas pontuais limitam avanço

foto: Só Notícias/Lucas Torres/arquivo
A colheita da soja safra 25/26 em Mato Grosso começou e, até a última sexta-feira, alcançou 1,98% dos 13,01 milhões de hectares das áreas estimadas para a temporada. Os trabalhos a campo se encontram acelerados, com avanço de 1,28 ponto percentual quando comparado ao mesmo período da safra 24/25 e 0,89 ponto percentual acima da média dos últimos cincoanos.
O IMEA informa que o progresso da colheita só não foi mais significativo devido às chuvas pontuais, que limitaram o avanço dos trabalhos nas lavouras. Entre as regiões do estado, vale destacar a Médio-Norte sendo a mais adiantada, com 4,13% da área colhida. Mesmo com presença de umidade na região, os produtores vêm conseguindo avançar com a colheita da soja, o que tem impulsionado a logística regional. Por fim, para os próximos sete dias, a projeção metrológica do NOAA indica acumulado de 5 a 25 milímetros para a maior parte de Mato Grosso, o que, caso se confirme, pode limitar o avanço da colheita da oleaginosa no estado
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mercado de trigo reage após quedas recentes

Em Chicago, o trigo brando registrou valorização moderada – Foto: Canva
O mercado de trigo apresentou movimentações distintas nos mercados internacionais e no cenário doméstico, com influência direta de fatores geopolíticos, ajustes técnicos e competitividade entre origens. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos negociados nas bolsas americanas encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, interrompendo a sequência de perdas observada no início da semana.
Em Chicago, o trigo brando registrou valorização moderada nos contratos de março e maio, enquanto o trigo duro de Kansas e o trigo de primavera de Minneapolis também fecharam o dia em campo positivo. O movimento refletiu compras de oportunidade após o impacto do relatório WASDE, além da reprecificação dos riscos associados à guerra no Mar Negro. O mercado passou a considerar que a mediação para um possível fim do conflito deixou de ser prioridade no cenário internacional, o que sustenta prêmios de risco. Na Europa, porém, o trigo para moagem em Paris encerrou em queda, indicando ajustes regionais distintos.
No comércio global, a competitividade do trigo argentino ganhou destaque, com preços até US$ 15 inferiores aos do produto francês, garantindo vendas para destinos tradicionais como Marrocos e China. Ao mesmo tempo, o trigo europeu recuperou ritmo de exportações após um início lento do ano comercial, enquanto o produto americano perdeu espaço nesses mercados.
No Rio Grande do Sul, o mercado segue pressionado pela fraca demanda interna e limitações da exportação, com moinhos relatando interrupções na moagem. O trigo argentino tornou-se mais competitivo que o paranaense, embora ainda fique atrás do paraguaio em preço e qualidade. Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com negócios pontuais e manutenção da competitividade do trigo gaúcho. No Paraná, as negociações avançam lentamente, com moinhos focados em entregas futuras e forte presença do trigo paraguaio, especialmente nas regiões de maior concentração de moagem.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
China lidera consumo mundial de frango

Foto: Divulgação
Recentemente a China suspendeu a proibição de importação de frango do Brasil, reacendendo o otimismo do setor e abrindo caminho para um recorde histórico nas exportações brasileiras em 2025. A decisão do governo chinês reverteu as restrições impostas após um caso isolado de gripe aviária e marca a retomada de um dos mercados mais importantes para a proteína nacional.
O Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo, com vendas para 151 países, e a China se mantém como o principal destino dessa proteína. A GTF, um dos seis maiores produtores de frango do Brasil e que está entre os dez principais exportadores do país, vê a reabertura do mercado chinês como um importante impulso para seus embarques internacionais.
Em 2024, a GTF comercializou 35 mil toneladas de carne de frango para o mercado asiático, o que representou 45% de suas exportações, sendo 61% destinados à China, um país que contribui de forma significativa para o desempenho das exportações brasileiras do setor. Antes da suspensão temporária, os embarques da companhia para o país já vinham em forte ritmo de crescimento, impulsionados pela confiança dos compradores internacionais na qualidade e segurança alimentar dos produtos da marca.
“A suspensão da proibição e a reabertura das exportações representam um marco importante para nós. Mantemos uma relação comercial sólida com o mercado asiático, tendo na China um dos destinos mais estratégicos, responsável por quase 27% de nossas exportações. Com essa retomada, reforçamos o compromisso da GTF com a excelência, a sustentabilidade e os mais rigorosos padrões sanitários exigidos globalmente”, afirma Rafael Tortola, CEO da GTF.
Com mais de 562 mil toneladas consumidos, a China lidera o ranking mundial, segundo dados da GTF, com 562.207 toneladas e 10,9% de participação global, seguida pelos Emirados Árabes Unidos, com 455.121 toneladas (9%), e pelo Japão, com 443.201 toneladas (8,6%). Esses três países estão entre os principais destinos da carne de frango brasileira, seguidos por Arábia Saudita (7,2%) e África do Sul (6,3%).
A reabertura do mercado chinês é um marco estratégico para as exportações brasileiras de frango. Com a China liderando o consumo e sendo responsável por uma parte significativa de nossas vendas, essa decisão reforça a confiança dos mercados internacionais na qualidade e segurança dos produtos. Em 2024, a GTF teve um desempenho notável, em torno de 28% de nossas exportações direcionadas à China. Para 2026, nossas expectativas são ainda mais ambiciosas, com um aumento significativo nas exportações, cerca de 10%, incluindo os mercados asiáticos, e o fortalecimento contínuo de nossa presença global.
Consumo de frango pelo mundo
Presente nos principais mercados mundiais, a GTF exporta cortes de acordo com as preferências de consumo de cada região. Na Ásia, os produtos mais demandados são asa inteira, meio da asa, coxa e sobrecoxa (com e sem osso), cartilagens e pés de frango. Na África, destacam-se coxa e sobrecoxa, MDM (carne mecanicamente separada), peito e pés de frango. O Oriente Médio tem preferência por coxas, sobrecoxas, moelas, fígados e peito; na Europa, o peito é o corte mais procurado; e nas Américas, há demanda por coxas e sobrecoxas (com e sem osso), asa inteira, coxinha da asa, peito e pés de frango. No Brasil, o consumo também é diversificado, mas não há cortes vendidos exclusivamente no mercado interno.
“As diferenças culturais também se refletem nas partes mais valorizadas de cada região. Os pés de frango, por exemplo, são amplamente consumidos em países emergentes, mas na China são considerados uma iguaria de alto valor. Já as cartilagens do peito e do joelho, muitas vezes descartadas em outros mercados, são apreciadas na China e Japão, onde há valorização do aproveitamento integral da proteína”, complementou Kendi Okumura, gerente de exportação da GTF.
AGROLINK & ASSESSORIA
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preços da carne bovina se sustentam na primeira quinzena de janeiro, aponta Cepea

Reprodução
Na contramão do comportamento típico do mercado neste período do ano, os preços da carne bovina têm se mantido firmes na primeira quinzena de janeiro, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O suporte às cotações, segundo o Centro de Pesquisas, vem principalmente da demanda ainda aquecida, mesmo diante das despesas extras comuns ao início do ano.
Tradicionalmente, janeiro é marcado pela substituição de cortes bovinos de maior valor por opções mais acessíveis, como os do dianteiro, além do aumento do consumo de proteínas concorrentes, como carne suína e de frango. Neste ano, porém, esse movimento tem ocorrido de forma mais moderada, permitindo a sustentação dos preços da carne bovina no atacado.
Agora, a atenção dos agentes do setor se volta para a segunda metade do mês. O início do pagamento de tributos pode atuar como fator de contenção do consumo, especialmente dos cortes com maior valor agregado, o que tende a limitar novas altas nos preços da carne.
No mercado do boi gordo, as cotações permanecem praticamente estáveis, refletindo um cenário de oferta restrita e demanda equilibrada. O Cepea destaca que, desde novembro de 2022, o valor de 15 quilos de carcaça casada com osso no atacado da Grande São Paulo supera o preço da arroba do boi gordo paga ao pecuarista paulista, conforme o Indicador CEPEA/ESALQ, considerando valores deflacionados pelo IGP-DI.
Na parcial de janeiro, essa diferença chega a R$ 25,64 por arroba, evidenciando a vantagem relativa da carne no atacado em relação ao animal destinado ao abate. O comportamento reforça a leitura de um mercado ajustado, no qual a cadeia mantém margens sustentadas, mesmo diante das incertezas típicas do início do ano, como acompanha o CenarioMT.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Agronegócio5 dias atrásDemanda por frango abatido deve crescer no início de 2026, apesar de preços pressionados no Nordeste
-

Agronegócio5 dias atrásPreço da arroba do boi reage no início de 2026, enquanto exportações batem recorde histórico em 2025
-
Notícias5 dias atrás
FedEx encerra transporte doméstico no Brasil e concentra operações no transporte internacional
-

Agronegócio5 dias atrásCarne suína perde força no início de 2026: consumo menor e preços em leve queda marcam o setor
-

Agronegócio3 dias atrásSoja respondeu por 31% das exportações em 2025
-

Agronegócio3 dias atrásEstado tem 40% das cultivares de feijão do país
-

Mato Grosso5 dias atrásEstudo da UFMT Sinop avalia benefícios do ‘silo bolsa’ como redução de perdas e aumento da qualidade
-

Agronegócio5 dias atrásMilho: início da colheita pressiona preços





































