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Agricultura

Safra de maçã avança com atenção à sanidade

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Foto: Pixabay

 

A maçã segue entre as frutas mais consumidas no Brasil, impulsionada pelo volume colhido na última safra e pelo padrão dos frutos ofertados ao mercado. Dados da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) indicam que a colheita do ciclo 2024/25 superou 700 mil toneladas, enquanto a estimativa para a safra 2025/26 é de 876.329 toneladas. Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram cerca de 97% da produção nacional, segundo a entidade.

De acordo com a ABPM, além do aumento de volume, a safra recente se destacou pela qualidade. Produtores relatam frutos com tamanho médio superior, coloração uniforme e elevado teor de doçura, fatores que sustentam o valor comercial tanto no mercado interno quanto nas exportações. A avaliação do setor é de que “as perspectivas para os próximos ciclos produtivos seguem otimistas”, diante do desempenho observado nas lavouras.

Informações da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o Brasil figura entre os 12 maiores produtores de maçã do mundo e passou de importador a exportador para mais de 40 países. As cultivares Gala e Fuji predominam nos pomares brasileiros, atendendo ao consumo in natura e às exigências de mercados externos.

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Atualmente, o país conta com mais de 33 mil hectares cultivados com macieiras, com potencial produtivo estimado em até 1,35 milhão de toneladas. O setor destaca que nove em cada dez maçãs consumidas no Brasil são de origem nacional. Para manter os níveis de produtividade no ciclo 2025/26, o investimento em tecnologia, manejo eficiente e ferramentas voltadas à sanidade dos pomares é apontado como decisivo.

Entre os principais desafios fitossanitários está a sarna-da-macieira, causada pelo fungo Venturia inaequalis, especialmente em regiões mais frias. Em situações de epidemia severa, a doença pode comprometer folhas, frutos e pedúnculos, com risco de perdas totais se não houver controle adequado. Especialistas alertam que “somente as folhas novas são infectadas pelo fungo”, o que torna essencial a proteção contínua durante o período de brotação.

Com foco no controle da doença, a IHARA informou o lançamento, em 2025, do fungicida MIGIWA, desenvolvido para ampliar o período de proteção contra a sarna. Segundo a empresa, o produto alia eficácia e seletividade, sem causar russeting, além de manter o controle mesmo sob condições climáticas adversas.

Outra tecnologia que vem ganhando espaço nos pomares é o uso de reguladores de crescimento. Técnicos do setor apontam que a ferramenta permite ajustes no desenvolvimento vegetativo, melhora a arquitetura das plantas e a incidência de luz solar, favorecendo a indução floral, a uniformidade dos frutos e a redução de doenças associadas à umidade.

O manejo integrado de pragas também permanece como ponto de atenção para a safra 2025/26. O monitoramento de insetos como mariposa-oriental, lagarta-enroladeira-da-maçã e mosca-das-frutas sul-americana é considerado essencial, diante da expectativa de maior emergência dessas pragas durante a floração. Nesse contexto, especialistas indicam que o uso de inseticidas com amplo espectro, efeito de choque e longo residual, como o ELEITTO, amplia a eficiência do controle em diferentes fases da cultura.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Frutas ficam mais baratas nas Ceasas em fevereiro, com banana liderando queda de 11,16%

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CEAGESP

As principais frutas comercializadas nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país registraram queda nos preços em fevereiro. É o que aponta o 3º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) , divulgado nesta quinta-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na comparação com janeiro, banana, laranja, maçã, melancia e mamão ficaram mais baratos na média ponderada. Cebola e cenoura também acompanharam o movimento de queda.

A maior redução foi verificada para a banana, com preços na média ponderada de fevereiro 11,16% inferiores aos de janeiro. A diminuição ocorreu mesmo com o retorno das aulas – que elevou a demanda – e num contexto de baixa oferta de banana nanica até o pós-Carnaval. O impacto sobre os preços foi limitado pelo volume adquirido no terço final do mês, especialmente da variedade nanica do norte de Santa Catarina e da banana prata do norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Ceará.

Maçã com queda de dois dígitos

A maçã também registrou recuo expressivo, com variação negativa de 10,32% na média ponderada. Os menores preços no atacado refletem a maior oferta da fruta, explicada pelo início da colheita da maçã gala, além da presença do restante da safra da maçã eva do Paraná e da safra em São Paulo.

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Mamão e melancia

No mercado do mamão, a oferta da variedade papaya foi reduzida devido ao maior volume de chuvas no último trimestre de 2025, que prejudicou as floradas. Por outro lado, o mamão formosa apresentou preços mais baixos e oferta mais elevada, limitando a valorização do papaya e contribuindo para que os preços ficassem 7,52% mais baixos.

Para a melancia, a redução foi de 3,72% na média ponderada. A qualidade das frutas melhorou devido ao clima adequado e chuvas pontuais, mas o alto volume de chuvas tem influenciado o plantio da melancia goiana, especialmente na região de Ceres, um dos maiores polos produtores do país.

Laranja em estabilidade

No caso da laranja, a maioria das Ceasas do Sudeste registrou queda na comercialização e no consumo, com redução de 7% na oferta. Os preços, no entanto, mostraram estabilidade, com ligeira queda de 0,06% na média ponderada.

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Hortaliças: cebola e cenoura em queda; tomate, batata e alface sobem

Entre as hortaliças, a cebola teve recuo de 5,52%, influenciado pela menor qualidade do produto. A oferta catarinense cresceu, mas o volume comercializado nas Ceasas caiu 10%. Em março, com o fim da colheita em Santa Catarina e a redução de estoques, observa-se pressão altista.

A cenoura caiu 1,23% após sucessivas altas desde dezembro de 2025. A oferta reduziu 5,6%, mas as chuvas frequentes prejudicaram a qualidade do produto, limitando a alta dos preços.

Já a alface subiu 2,02%, com oferta total 7% menor. O tomate avançou 5,20%, diante da menor oferta após o esgotamento das áreas em ponto de colheita e a transição após o pico da safra de verão. A batata teve alta expressiva de 11,72%, impactada pelas chuvas que afetaram o ritmo de colheita e pela redução da oferta após o pico da safra das águas.

As previsões para março indicam redução da oferta e continuidade da alta de preços para batata, movimento já observado no início do mês.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Oferta baixa e cotação do milho disponível em Mato Grosso tem alta

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foto: arquivo/assessoria

 

O preço do milho no estado subiu 0,94% na última semana, encerrando o período na média de R$ 46,54/saca, na última sexta-feira, influenciado pela menor quantidade do grão disponível no mercado.

Já em São Paulo, a cotação do milho no Cepea encerrou a semana com declínio de 1,38%, e finalizou o período em média de R$ 70,68/saca.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou, esta tarde, no boletim semanal do milho, que a paridade do contrato julho deste ano de milho encerrou em queda de 1,43%, quando comparada à da semana anterior, devido à constante baixa no prêmio de Santos, no mesmo mês, na última semana.

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Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

 

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Agricultura

FAEP critica bloqueio de R$ 1,6 bi no Orçamento de 2026

Publicado

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Imagem: Faep

O setor agropecuário, principal responsável pelo superávit nacional nos últimos anos, será novamente impactado negativamente pela decisão do governo federal de bloquear R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026. Deste montante, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) teve R$ 124,1 milhões bloqueados, entrando no grupo das pastas mais afetadas. A medida ocorre em função de os gastos previstos da máquina pública federal terem ultrapassado o limite de despesas do arcabouço fiscal.

“Essa medida do governo federal é mais uma prova do descontrole nos gastos públicos. A situação fica ainda pior porque vai prejudicar o setor agropecuário, que segura a balança comercial há anos, e vai deixar milhares de produtores rurais desamparados”, destaca o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Soja: Produtividades muito variadas com La Niña

Mais uma vez, a situação de mudanças no orçamento da União traz incertezas para o setor agropecuário. No dia 31 de dezembro de 2025, o governo federal já havia publicado a Lei 15.321, que estabelecia as diretrizes do Orçamento de 2026 (LDO 2026). Na ocasião, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou, entre outros pontos, o dispositivo que impedia o contingenciamento de despesas com a subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Ou seja, não há garantia de recursos para a subvenção ao PSR.

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No mês passado, o Sistema FAEP, em conjunto com outras entidades do agronegócio paranaense, encaminhou documento solicitando R$ 670 bilhões para o Plano Safra 2026/27. Dentro deste valor, o pedido é de R$ 4 bilhões para fortalecer o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), além da implementação de uma subvenção diferenciada para culturas predominantes em cada região, como soja, milho e trigo, mais vulneráveis a eventos climáticos adversos.

“Certamente, esse bloqueio vai ter reflexos no meio rural, com cortes em políticas públicas essenciais para os nossos produtores rurais. O governo federal precisa começar a levar a sério o setor agro e o seguro rural, ferramenta importante para o os agricultores, principalmente diante das recorrentes intempéries climáticas, que geram perdas significativas no meio rural”, alerta Meneguette.

Com FAEP

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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