Agronegócio
Colheita de uva tem impacto pontual do clima

Foto: Divulgação
De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (15), a safra de uva no Rio Grande do Sul avança com colheita em diferentes regiões, marcada por impactos pontuais de eventos climáticos, variações de preços e atraso no calendário em relação a uma safra considerada normal.
Na região administrativa de Caxias do Sul, os vinhedos que haviam sido derrubados pelas intempéries climáticas ocorridas em dezembro já foram reerguidos. No entanto, no dia 9 de janeiro, a ocorrência de granizo em municípios como Vacaria e Nova Petrópolis provocou danos de pequena intensidade em frutos que se encontravam em fase de amadurecimento e colheita. Conforme a Emater/RS-Ascar, variedades precoces, como BRS Magna, BRS Violeta, Chardonnay e Bordô, já estão sendo colhidas nas áreas de clima mais quente. As uvas colhidas e em processamento apresentam boa sanidade, com destaque para a Chardonnay, utilizada na elaboração de espumantes. Para o consumo in natura, predominam as colheitas de Niágara Branca e Niágara Rosada, com preços mais baixos no atacado, enquanto a venda direta ao consumidor alcança valores maiores. O informativo aponta atraso de 10 a 15 dias na colheita em comparação a uma safra habitual.
Na região de Bagé, em Quaraí, os produtores projetam produtividade superior à registrada na safra anterior. Os parreirais apresentam sanidade satisfatória e cachos bem formados, e cerca de 90% dos 96 hectares cultivados no município já se encontram em fase de maturação.
Na região administrativa de Frederico Westphalen, a produtividade e o desenvolvimento das videiras são considerados satisfatórios, especialmente em Alpestre, onde o desempenho produtivo e comercial é o melhor desde o ciclo 2022/2023. Em Ametista do Sul e Planalto, apesar de as produtividades permanecerem dentro de patamares adequados, a safra enfrenta dificuldades de comercialização, com redução nos preços pagos ao produtor e impactos climáticos associados, principalmente, ao excesso de chuvas em períodos críticos do ciclo. A qualidade dos frutos varia entre os municípios, e a rentabilidade tem sido influenciada pela combinação entre preços, destino da produção e condições climáticas ao longo da safra. Segue a colheita das cultivares Bordô, Niágara Rosada e Niágara Branca, enquanto Seyve Villard e Carmem permanecem em fase de maturação.
Na região de Erechim, a colheita das variedades Niágara está em andamento em alguns municípios, com preços ao produtor variando conforme a qualidade e o mercado. Já na região de Soledade, as uvas americanas, como Niágara, Bordô e Concord, encontram-se em maturação. Em Encruzilhada do Sul, iniciou-se a colheita da Chardonnay destinada à fabricação de espumantes. O tempo úmido e chuvoso tem exigido maior atenção dos produtores, com monitoramento constante e manejo preventivo, além de intervenções curativas em alguns casos. Segundo a Emater/RS-Ascar, os vinhedos mantêm elevado potencial produtivo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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