Mato Grosso
Estudos da Farsul embasam pedido de prorrogação de dívida com União

Foto: Pixabay
O Governo do Estado irá apresentar à União um projeto de prorrogação, por mais três anos, do não pagamento da dívida com o governo federal, com o objetivo de direcionar os recursos para investimentos em irrigação. O anúncio foi feito pelo governador Eduardo Leite, durante a cerimônia do lançamento oficial da 26ª Expodireto Cotrijal, que acontece de 9 a 13 de março, em Não-Me-Toque, e que foi realizada na segunda-feira, 9 de fevereiro, em Porto Alegre.
Leite define como fundamental a medida para viabilizar respostas ao setor produtivo que vem acumulando perdas sucessivas nos últimos anos em razão da sequência de longos períodos de estiagem. “Estamos falando de um volume estimado em cerca de R$ 15 bilhões que deixariam de sair do caixa do Estado e poderiam ser investidos diretamente em irrigação. É uma solução estrutural, que protege o produtor e fortalece a economia do Rio Grande do Sul”, destacou o governador.
O governador ressalta que o Rio Grande do Sul já vem avançando de forma consistente na ampliação da irrigação como estratégia estruturante para enfrentar os eventos climáticos extremos. A proposta que será apresentada à União se soma a um conjunto de investimentos em execução pelo Estado, voltados à competitividade, à inovação e à sustentabilidade da produção agropecuária. “Atualmente, são R$ 112,5 milhões aplicados em projetos para reserva de água e R$ 66,5 milhões destinados diretamente à irrigação, beneficiando 1.406 produtores e ampliando em mais de 26 mil hectares a área irrigada. Além disso, o governo investe R$ 58 milhões no enfrentamento da estiagem por meio do Fundo Estadual de Defesa Civil (Fundec) e R$ 180 milhões no Programa Milho 100%, voltado ao fortalecimento da base produtiva. O Estado seguirá firme no compromisso de construir um Rio Grande do Sul mais resiliente, produtivo e sustentável”, reforçou o governador.
E a fundamentação do pedido veio a partir de estudos realizados pela Farsul por meio de sua Assessoria Econômica. Conforme os dados contidos nas Notas Técnicas produzidas pela Federação, a expansão da irrigação no Rio Grande do Sul deixou de ser apenas uma pauta de produtividade da porteira para dentro para se tornar uma estratégia de gestão fiscal para o Estado e para a União. O material demonstra que o investimento em irrigação tem o potencial de gerar um incremento bilionário na arrecadação de impostos, além de atuar como um seguro contra impactos climáticos.
O estudo analisou o reflexo em cinco culturas principais – milho, soja, trigo, feijão e fumo – excluindo o arroz, que já possui um sistema consolidado. O impacto mais severo da irrigação é observado em anos de seca, como aponta o cenário simulado para o período de 2025. Atualmente, a área irrigada nessas culturas é de apenas 4,7%. Se essa área fosse ampliada para 20%, os ganhos seriam massivos com um salto do Valor Bruto da Produção (VBP) de 15,42% no valor total produzido pelas culturas analisadas. Isso se refletiria em um incremento de até R$ 3,66 bilhões em tributos como PIS, COFINS e IPI e um reforço de, aproximadamente, R$ 3,57 bilhões para os cofres gaúchos. Em termos práticos, a irrigação passaria a ser um instrumento de estabilização fiscal, evitando que o governo sofra quedas bruscas de receita em períodos de estiagem.
Mesmo quando há normalidade nas condições climáticas, a tecnologia eleva o patamar da economia gaúcha a um novo nível de eficiência. No cenário de 20% de área irrigada para 2026, a Farsul estima um aumento estrutural de 7,50% no VBP. Isso se traduziria em um ganho anual de arrecadação federal entre R$ 694 milhões e R$ 1,78 bilhão e um incremento no ICMS estadual de até R$ 1,73 bilhão. “A irrigação se apresenta não apenas como uma estratégia produtiva, mas também como um instrumento relevante de gestão de risco fiscal”, afirma o material técnico.
As projeções realizadas pela Farsul são consideradas conservadoras. O modelo logarítmico utilizado identificou que cada 1% de aumento no VBP agropecuário gera um aumento de 0,64% nos tributos federais e 0,43% no ICMS. No entanto, esses cálculos consideram apenas os impactos diretos. O estudo ressalta que não foram contabilizados os efeitos indiretos que a maior circulação de riqueza gera no comércio, nos serviços e em toda a cadeia agroindustrial, o que tornaria o impacto fiscal real ainda mais expressivo.
FARSUL
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Otaviano Pivetta lidera intenções de voto espontâneas para o Governo de Mato Grosso

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT
Pesquisa do Instituto Veritá divulgada nesta quinta (02) mostra o atual governador com 35,4% da preferência popular. No cenário estimulado, Wellington Fagundes aparece à frente, enquanto Jayme Campos detém a maior rejeição.
O tabuleiro da política MT 2026 começou a ser desenhado com cores claras. Segundo o levantamento do Instituto Veritá, registrado sob o número MT-02322/2026, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) é o nome mais consolidado na memória do eleitor. Na modalidade espontânea — aquela em que o eleitor cita o nome sem ver uma lista —, Pivetta alcança 35,4% dos votos válidos, evidenciando o recall de sua gestão ao lado de Mauro Mendes.
📊 OS NÚMEROS DA DISPUTA (Votos Válidos)
A pesquisa revela um contraste interessante entre o que o eleitor lembra de cabeça e como ele reage quando nomes são apresentados.
Cenário Espontâneo (O mais lembrado)
Neste quesito, Pivetta demonstra força no “boca a boca” do estado:
Otaviano Pivetta: 35,4%
Wellington Fagundes: 24,5%
Jayme Campos: 10,4%
Cenário Estimulado (Com lista de nomes)
Aqui, o senador Wellington Fagundes inverte o jogo, sugerindo que sua base eleitoral é reativada quando seu nome é lido:
Wellington Fagundes: 40,5%
Otaviano Pivetta: 24,1%
Jayme Campos: 9,3%
🚫 ÍNDICE DE REJEIÇÃO: O “NÃO” DO ELEITOR
O Instituto também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum. O senador Jayme Campos enfrenta o maior desafio de imagem neste momento:
Jayme Campos: 44,9%
Wellington Fagundes: 20,3%
Natasha Slhessarenko: 19,7%
🔍 DETALHES DA PESQUISA
O levantamento ouviu 1.220 eleitores entre os dias 18 e 24 de março em diversas regiões do estado. Com uma margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, os dados servem como o primeiro termômetro real para as articulações que devem ocorrer nos próximos meses em cidades estratégicas como Lucas do Rio Verde, Sinop e Cuiabá. Pesquisa foi registrada no TRE-MT sob o número MT-02322/2026.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Deputado Botelho sai do União, entra no MDB e diz apoiar Janaina e Mauro

foto: assessoria
O deputado Eduardo Botelho, ex-presidente da Assembleia Legislativa, saiu do União Brasil e se filiou, hoje, no MDB, na sede do partido, em Cuiabá. Botelho foi recebido pela presidente do partido, deputada Janaina Riva, a presidente do MDB Cuiabá e vice-prefeita da Capital, coronel Vânia Rosa, e o ex-prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat.
A filiação ocorre em um momento de articulação intensa do MDB visando às eleições de 2026, com a ampliação de filiados, lideranças e o fortalecimento das chapas proporcionais e majoritárias. A chegada de Botelho agrega experiência política e amplia a competitividade da sigla no próximo pleito. “Seja bem-vindo, meu amigo Botelho. As suas bandeiras têm tudo a ver com as que o MDB defende: a valorização da agricultura familiar, a defesa dos servidores públicos, do pescador. Você é muito bem-vindo aqui”, disse Janaina, pré-candidata a senadora.
Botelho estava no mesmo partido do ex-governador Mauro Mendes, que renunciou esta semana para ser candidato a senador. O MDB deve apoiar Wellington Fagundes ao governo, adversário do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que tem apoio de Mauro. Uma ala do União defende lançar Jayme Campos ao governo.
Eduardo Botelho disse que apoiará ao Senado Janaina e Mauro Mendes, e reafirmou apoio para Jayme Campos ao governo.
Há poucos dias, o MDB perdeu o deputado Juarez Costa que foi para o Republicanos e apoiará Pivetta. O partido ficou com um deputado federal, Emanuelzinho Pinheiro.
Hoje, o deputado federal Nelson Barbudo saiu do PL e se filiou no Podemos.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo federal aponta queda de 80% na taxa de reprovação escolar em Mato Grosso

foto: assessoria
O governo federal informou hoje que o programa Pé-de-Meia colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse 70% no estado do Mato Grosso. Enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 10,5%, em 2024 ela caiu para 3,1%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 80% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 51%, entre 2022 e 2025.
Com 91,8 mil estudantes mato-grossenses beneficiados desde sua criação, o que corresponde a 44% do total de alunos das redes públicas do estado, o investimento local do Governo do Brasil na política tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso. Em todo o país, o programa teve 5,6 milhões de estudantes participantes e um investimento de R$ 18,6 bilhões, que resultou na diminuição da taxa de abandono escolar em quase pela metade (43%).
Segundo o governo federal, o perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários no Mato Grosso, desde o início do programa, 51% são meninas e 76% são negros, entre pretos e pardos. Nos dois anos, 3.340 estudantes indígenas receberam o incentivo no estado.
Os participantes do ensino médio ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos da parcela de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro.
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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