Agricultura
Calor intenso reduz produção de morango em diversas regiões do Rio Grande do Sul

Foto: FMC
Altas temperaturas afetam a produtividade e qualidade dos frutos
As recentes ondas de calor no Rio Grande do Sul têm provocado impactos significativos na produção de morangos em diferentes regiões do estado. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado na quinta-feira (12) pela Emater/RS-Ascar, o excesso de calor na segunda quinzena de janeiro comprometeu lavouras em fases mais avançadas de produção.
Bagé registra queda de produção com calor prolongad
Na região administrativa de Bagé, especialmente no município de Santa Margarida do Sul, a alta temperatura reduziu a produtividade, afetando principalmente plantas no segundo ciclo de colheita. O calor intenso prolongado acelerou o amadurecimento e prejudicou o desenvolvimento das plantas.
Erechim mantém produtividade, mas calor prejudica florescimento
Na regional de Erechim, o forte calor afetou o florescimento e a formação dos frutos. Ainda assim, a produtividade permaneceu dentro da normalidade para a cultivar San Andreas. Segundo o levantamento, os preços de comercialização variaram entre R$ 25,00 e R$ 30,00 por quilo, refletindo o equilíbrio entre oferta e demanda.
Caxias do Sul enfrenta redução na floração e ataque de pragas
Na região de Caxias do Sul, as lavouras mantiveram volume de colheita estável, mas houve queda no número de florações. As temperaturas mais altas da semana, somadas à presença da mosca-da-asa-manchada (Drosophila suzukii), resultaram em perdas pontuais. Produtores locais intensificaram o controle da praga para evitar maiores prejuízos.
Os preços pagos aos produtores permaneceram estáveis, com valores entre R$ 12,00 e R$ 15,00/kg nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) e no comércio intermediário. Na venda direta ao consumidor, o quilo do morango foi comercializado a cerca de R$ 20,00, considerado um valor satisfatório pelo setor.
Santa Rosa se prepara para nova safra após perdas com calor
Na regional de Santa Rosa, o calor também comprometeu a emissão de novos frutos, impactando a produtividade. Agricultores já iniciaram as encomendas de mudas para a próxima safra, buscando minimizar os efeitos das altas temperaturas. Atualmente, o preço médio do quilo do morango na região é de R$ 35,00.
Conclusão
Os impactos das altas temperaturas sobre o cultivo de morangos no Rio Grande do Sul refletem um desafio crescente para os produtores, que precisam adaptar o manejo às variações climáticas. A intensificação das pragas e a redução da floração exigem estratégias de controle e planejamento antecipado para garantir a sustentabilidade da produção nas próximas safras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Escassez global de fertilizantes fosfatados impulsiona preços e traz preocupação ao mercado brasileiro

Foto: Canva
Cenário internacional muda e oferta global fica mais apertada
O mercado mundial de fertilizantes fosfatados passa por um momento de forte aperto na oferta, refletindo diretamente nas cotações e nas estratégias de compra. De acordo com especialistas do setor, o ambiente internacional deixou de favorecer os compradores e agora aponta para um ciclo de preços mais firmes.
A China tem reduzido o volume exportado para priorizar o consumo interno, especialmente durante o feriado do Ano Novo Lunar, enquanto os Estados Unidos aumentam as aquisições para atender à safra de primavera. Essa combinação de fatores tem reduzido a disponibilidade global do insumo e sustentado a tendência de alta no mercado.
Mercado interno registra avanço nos preços
No Brasil, o impacto da menor oferta internacional já é evidente. O MAP (fosfato monoamônico) teve aumento semanal de US$ 15, sendo comercializado próximo de US$ 712 por tonelada. O movimento de alta também é observado em outros produtos: o SSP (superfosfato simples) acumula valorização de 13,3% em 2026, e o TSP (superfosfato triplo) sobe 9,2% no mesmo período.
Produtores agem com cautela diante do câmbio e das margens reduzidas
Mesmo com o avanço das cotações, o ritmo de compras segue contido. A relação de troca entre soja e fertilizantes é considerada desfavorável, e a valorização do dólar encarece as importações e reduz a competitividade da oleaginosa no mercado externo. Com menor liquidez nas vendas, muitos agricultores preferem postergar novas aquisições, aguardando um momento mais oportuno.
Perspectivas indicam risco de novas pressões em 2026
Analistas alertam que adiar compras pode representar um risco adicional. Apesar da demanda doméstica ainda moderada pela distância da próxima safra, o equilíbrio global entre oferta e consumo continua apertado, o que pode provocar novos aumentos de preço nos próximos meses.
A expectativa é de que o mercado siga um ritmo próprio, mesmo diante de possíveis mudanças na rentabilidade das lavouras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores rurais têm acesso facilitado a crédito com taxa de 3% ao ano

Foto: Shutter Stock
O crédito rural voltou a ganhar destaque como ferramenta estratégica para produtores brasileiros, especialmente diante da alta dos juros e dos custos de produção. Uma nova linha oferecida pela empresa ConsulttAgro oferece taxas a partir de 3% ao ano e prazos de até 15 anos, criando alternativas para aquisição de áreas rurais, compra de maquinário e modernização das propriedades agrícolas.
Com mais de R$ 700 milhões já liberados, a ConsulttAgro atua em parceria com mais de 20 instituições financeiras, incluindo bancos, administradoras de crédito privadas e fundos de investimento, para oferecer soluções personalizadas para cada produtor rural.
Cenário atual do crédito rural no Brasil
O produtor brasileiro enfrenta um contexto desafiador: a alta dos juros encarece o crédito, enquanto a irregularidade das chuvas aumenta a incerteza e pressiona as margens. Apesar dessas dificuldades, o agronegócio mantém sua importância estratégica, garantindo abastecimento alimentar e sustentando a economia nacional, gerando empregos e atraindo investimentos.
Neste contexto, linhas de crédito privadas, como a da ConsulttAgro, surgem como complemento ao Plano Safra, oferecendo alternativas mais flexíveis e taxas competitivas.
Como funciona a linha de crédito da ConsulttAgro
Segundo as fundadoras, Gabriela Rodrigues e Tainara Casagrande, a estratégia da ConsulttAgro envolve:
- Identificação da necessidade do produtor, incluindo objetivos de investimento, garantias disponíveis, faturamento e perfil de operação;
- Seleção da linha de crédito mais adequada, considerando taxa, prazo e custo operacional;
- Acompanhamento completo do processo, desde a escolha da linha até a liberação do financiamento.
Tainara destaca que o tipo de garantia disponível e o prazo de pagamento são determinantes para alcançar condições mais vantajosas. Dependendo da linha, o imóvel rural pode ser usado como garantia 1×1 ou 3×1, de acordo com o perfil do cliente.
Cases de sucesso e feedback do setor
Produtores que utilizaram a ConsulttAgro relatam experiência diferenciada e suporte personalizado. Rogério Oliveira, do Grupo R.O., em Querência (MT), comentou:
“Após muita pesquisa, encontrei uma consultoria de crédito humana e que entendesse minha realidade. A equipe analisou meu caso, apresentou a melhor solução e me acompanhou em todas as etapas da contratação. É uma verdadeira inovação no mercado de crédito agrícola no Brasil.”
Benefícios da linha de crédito
Entre as vantagens da nova linha de financiamento rural, destacam-se:
- ✅ Juros competitivos: a partir de 3% ao ano;
- ✅ Prazos longos: até 15 anos;
- ✅ Flexibilidade: condições adaptadas ao perfil de cada produtor;
- ✅ Suporte completo: orientação e acompanhamento em todas as etapas da contratação.
Não deixe a falta de crédito ser um obstáculo para a sua produtividade! A ConsulttAgro tem a solução ideal para você.
Fonte: ConsulttAgro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Agro sustentável – Relatório de Sustentabilidade mostra dados robustos conquistados pela unidade brasileira da Sipcam Nichino
Divulgação
Uberaba (MG) – Uma das principais companhias do mercado de defensivos agrícolas, a Sipcam Nichino Brasil divulgou recentemente seu Relatório de Sustentabilidade – ESG. A iniciativa, proativa, voluntária – somente empresas de capital aberto são obrigadas a apresentar relatórios do gênero –, reproduz uma série de conquistas da empresa em gestão socioambiental e outras áreas estratégicas. A Sipcam Nichino fabrica 85% dos insumos que comercializa no país em uma unidade industrial instalada na mineira Uberaba.
Na área ambiental, a planta produtiva reduziu em um ano em quase 10% o consumo total de água, reciclou acima de 950 toneladas de plásticos, incorporados a embalagens de agroquímicos e eliminou, no mesmo período, em torno de 400 toneladas de resíduos perigosos. Nos dias de hoje, informa o relatório, 99% da energia elétrica demandada pela unidade são provenientes de fontes renováveis.
Segundo a direção da companhia, a unidade da Sipcam Nichino em Uberaba opera em plena conformidade com padrões de qualidade, segurança e gestão ambiental, certificada pelas normas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001.
A gerente de sustentabilidade da Sipcam Nichino, Ana Márcia Richitelli Uhlemann e Alessandra Barbosa, esta coordenadora do Relatório ESG, explicam que durante a apuração de dados para o documento
identificaram-se, inicialmente, impactos potenciais e reais nas esferas social, ambiental e de governança da empresa.
“Foram consolidados seis temas que representam os efeitos mais significativos da organização sobre as pessoas, o meio ambiente e a economia: gestão ambiental e resiliência climática, integridade corporativa, inovação 360 e pesquisa, desempenho sustentável e investimentos, além de excelência produtiva e foco no cliente”, descreve Alessandra Barbosa.
Estratégia de negócios e gestão de pessoas
Segundo o diretor adjunto da companhia, Adilson da Cruz, o relatório abrange ainda aspectos relevantes associados ao modelo de negócio e a recursos estratégicos de suporte à atividade da Sipcam Nichino Brasil, sobretudo nas áreas financeira, intelectual, humana, social, de manufatura e atendimento atrelado a mais de 1.000 clientes. A empresa distribui hoje no país, ele informa, quase 45 produtos, entre fungicidas, herbicidas, maturadores, inseticidas-acaricidas, bioestimulantes e soluções para tratamento de sementes.
“Adotamos no Brasil uma estratégia centrada na eficiência, no reposicionamento comercial e na valorização de nossas especialidades”, explica na abertura do relatório o CEO Alexandre Gobbi. “Reorganizamos a estrutura de canais, reforçamos a presença nas regiões Sul e Leste e criamos condições para um relacionamento mais próximo e confiante com distribuidores tradicionais”, ele acrescenta.
Leandro Martins, diretor de marketing e planejamento estratégico, reforça que o relatório reúne as principais informações sobre desempenho, estratégia de negócios e gestão da companhia em suas frentes operacionais, comerciais, financeiras e institucionais. “Detalha resultados expressivos da Sipcam Nichino numa era em que setor de agroquímicos brasileiro passa por transformações estruturais, desafios regulatórios, mudanças climáticas, alta competitividade e alterações no comportamento de mercado”, exemplifica o executivo.
“A área de gestão de pessoas se manteve como um pilar estratégico na promoção de uma cultura voltada para resultados sustentáveis e engajamento”, continua Ana Márcia R. Uhlemann. “Apuramos também fortalecimento de lideranças, maior integração entre departamentos e desenvolvimento dos colaboradores”, enfatiza. Segundo ela, no período de um ano foram realizadas 310 ações de treinamentos diversos, envolvendo todos os setores da empresa.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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