Pecuária
JBS já entregou mais de 120 mil brincos para rastreamento de rebanho a pecuaristas

Foto: divulgação JBS
A JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, por meio do programa Acelerador JBS, alcançou a marca de 123.765 tags (brincos) entregues gratuitamente para rastreamento de rebanho no Pará. Desse total, 65.902 já estão nas orelhas dos animais, em 89 propriedades rurais do estado. O avanço permitiu à Friboi realizar o primeiro processamento de bovinos rastreados individualmente no estado, marco inédito para a cadeia pecuária.
O lote de 20 machos devidamente registrados, oriundos de uma fazenda em Marabá, foi destinado à unidade da Friboi sob inspeção federal no município. Todo o processo foi monitorado por uma plataforma do Programa Pecuária Sustentável do Pará, da saída da propriedade até a indústria, garantindo rastreabilidade plena na cadeia produtiva.
Vinicius Lima, responsável pela empresa Apoema Agro, foi o fornecedor do lote rastreado à Friboi. Lima é um entusiasta do programa. Essa iniciativa do estado, em parceria com outras entidades, tem como meta identificar individualmente todos os bovinos e bubalinos em trânsito a partir de janeiro de 2026, e alcançar a totalidade do rebanho estadual a partir de janeiro de 2027.
“Tenho expectativas muito altas em relação à rastreabilidade de rebanho no estado do Pará. Esse era um futuro que virou presente”, afirma Lima: “O que considero mais interessante nesse processo é a valorização de nossa produção, que é a carne”. Segundo ele, os investimentos em genética, tecnologia e bem-estar animal, entre outros pontos de melhores práticas, somados à rastreabilidade, farão com que “nossa mercadoria se valorize e nosso negócio seja mais próspero. Será bom para toda a cadeia pecuária”. O produtor informou que receberá mais de 2.000 brincos adicionais da JBS para a identificação de seu rebanho.
Acelerador
O Acelerador JBS integra o investimento de mais de R$ 35 milhões da Companhia em rastreabilidade e apoio a pequenos produtores no Pará. Com suporte técnico, tags de identificação e ferramentas digitais, o programa incentiva a adesão de produtores à Plataforma Pecuária Transparente, reforçando o compromisso da JBS com uma cadeia de fornecimento cada vez mais sustentável. A entrega gratuita de tags via Acelerador da Companhia termina em dezembro deste ano.
Fábio Dias, Líder de Pecuária Sustentável da JBS, ressalta que “o primeiro processamento de animais rastreados individualmente no Pará reforça o compromisso da JBS em apoiar os produtores na construção de uma pecuária mais sustentável e transparente”.
Programa estadual
Lançado pelo governo estadual na COP28, em Dubai, há dois anos, o Programa Pecuária Sustentável do Pará visa assegurar a conformidade sanitária, fundiária e socioambiental de toda a cadeia produtiva por meio de parcerias entre instituições públicas, empresas e produtores rurais.
Nesse contexto, iniciativa da JBS com a ONG The Nature Conservancy (TNC) prevê a doação de 2 milhões de tags, principalmente para pequenos produtores, utilizando recursos do Bezos Earth Fund. O programa Acelerador JBS se desenvolve de forma independente a essa doação. Para garantir a funcionalidade do sistema, a JBS também doou 175 leitores de RFID (identificação por radiofrequência) para a Adepará, equipando a agência estadual.
O programa Escritórios Verdes, lançado nacionalmente pela JBS em 2021, também é outro ponto de apoio para a iniciativa. No Pará, a JBS mantém atendimentos em quatro municípios estratégicos para a pecuária: Marabá, Redenção, Tucumã e Santana do Araguaia. Em patamar nacional, o programa alcançou a marca de quase 20 mil propriedades rurais com regularização ambiental realizada. Somente no Pará, foram mais de 4 mil.
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Raça Holandesa leva 125 animais à Fenasul Expoleite 2026 em Esteio (RS)

Foto: Isabele Kleim
A raça Holandesa estará representada por 125 animais na 19ª Fenasul e 46ª Expoleite, que acontece entre os dias 13 e 17 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O número supera a marca simbólica de 100 exemplares e confirma a forte adesão dos criadores ao evento, que integra a etapa do circuito Exceleite.
Participação reforça confiança do setor leiteiro
De acordo com o presidente da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Marcos Tang, o volume de inscrições atende plenamente às expectativas da organização. Ele destaca que a participação expressiva ocorre em um cenário de recuperação dos preços pagos ao produtor, após um período desafiador para a cadeia do leite.
Mesmo diante das dificuldades recentes, Tang ressalta que os produtores mantiveram investimentos contínuos em genética, manejo e qualificação dos rebanhos.
“Isso mostra que, apesar de tudo, das dificuldades que o setor enfrentou e enfrenta agora, embora exista uma tendência de melhora no preço pago ao produtor, o nosso criador continuou sempre fazendo o seu trabalho e investimento genético”, afirmou.
Qualidade genética deve marcar julgamentos na pista
A expectativa é de que a avaliação dos animais destaque exemplares com alto padrão morfológico dentro da raça Holandesa. Segundo a Gadolando, o nível técnico dos inscritos deve tornar a disputa mais equilibrada, com decisões definidas por detalhes de conformação, estrutura e harmonia dos conjuntos.
Para o dirigente, a feira será uma vitrine do trabalho realizado nas propriedades leiteiras do Rio Grande do Sul, evidenciando a evolução genética e produtiva do rebanho.
“Esses resultados, com essas excelentes lactações, essa morfologia que ele tem buscado, a vaca correta, esse produtor quer nos mostrar na nossa Fenasul Expoleite”, destacou Tang.
Fenasul Expoleite reúne principais entidades do agro gaúcho
A Fenasul Expoleite é organizada pela Gadolando e pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O evento conta ainda com a copromoção da Prefeitura de Esteio, da Farsul, da Fetag/RS e da Febrac.
A entrada será gratuita durante todos os dias da programação, ampliando o acesso do público ao setor e fortalecendo a integração entre produtores, técnicos e visitantes.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Drones e inteligência artificial revolucionam monitoramento de bovinos e podem reduzir custos na pecuária

Embrapa
Um sistema inovador que combina drones e inteligência artificial está abrindo novos caminhos para a pecuária de precisão no Brasil. A tecnologia, desenvolvida por pesquisadores do projeto Semear Digital e apresentada na revista científica Computers and Electronics in Agriculture, permite monitorar o crescimento de bovinos em confinamento sem a necessidade de manejo direto, reduzindo o estresse dos animais e aumentando a eficiência produtiva.
O projeto é sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas, e integra os Centros de Ciência para o Desenvolvimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. A proposta surge como alternativa aos métodos tradicionais de pesagem, que exigem manejo frequente e podem impactar negativamente o bem-estar e o ganho de peso dos animais.
Tecnologia identifica ponto ideal de venda e melhora rentabilidade
O estudo foi conduzido em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde um lote de bovinos foi acompanhado por 112 dias. Durante o período, drones sobrevoaram a área em voos regulares, capturando imagens dos animais a cerca de 15 metros de altura.
Com base nessas imagens, pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal da Grande Dourados desenvolveram modelos de inteligência artificial capazes de identificar os animais e extrair automaticamente medidas corporais, como comprimento e largura. Esses dados permitiram acompanhar o crescimento do rebanho ao longo do tempo e identificar o chamado “ponto de inflexão”.
Esse ponto representa o momento em que o animal atinge sua taxa máxima de ganho de peso. A partir daí, o crescimento desacelera e a conversão alimentar se torna menos eficiente — indicando o melhor momento econômico para venda ou abate.
Redução de custos e ganho de eficiência no confinamento
A identificação precisa desse momento pode gerar ganhos expressivos, especialmente em sistemas de grande escala. Segundo os pesquisadores, a diferença de poucos dias no confinamento pode impactar diretamente os custos com alimentação e a rentabilidade do produtor.
Além disso, o sistema elimina a necessidade de pesagens frequentes com balanças, reduzindo falhas operacionais e minimizando o estresse animal — um fator cada vez mais relevante dentro das boas práticas de produção.
Aplicações vão além do peso e incluem comportamento animal
A tecnologia também abre espaço para outras aplicações dentro da pecuária. A mesma base de dados já está sendo utilizada para desenvolver modelos capazes de identificar padrões de comportamento alimentar e detectar anomalias no rebanho.
Entre as possibilidades estão o monitoramento de situações de estresse e interações atípicas entre os animais, o que pode contribuir para ajustes no manejo e melhoria das condições no confinamento.
Próximos passos incluem expansão para outras raças e escala comercial
Atualmente, o sistema ainda está em fase avançada de desenvolvimento, mas os pesquisadores já trabalham na adaptação da tecnologia para diferentes raças bovinas, como Angus e Brahman, além do Nelore.
A expectativa é validar a solução em escala comercial e encontrar parceiros para transformar o protótipo em produto disponível no mercado. A longo prazo, a tecnologia pode contribuir não apenas para reduzir custos de produção, mas também para tornar a carne mais acessível ao consumidor.
Inovação reforça papel do Brasil na pecuária tecnológica
O avanço de soluções como essa reforça o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de tecnologias para o agronegócio. Ao integrar ciência, inovação e produção, a pecuária nacional dá mais um passo rumo a sistemas mais eficientes, sustentáveis e competitivos no cenário global.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Comissão de Pecuária da Famato informa chegada de novas vacinas contra clostridioses em maio

JOSE MEDEIROS
A Comissão de Pecuária de Corte da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) informa os pecuaristas sobre a previsão de chegada gradual de novas doses de vacinas contra clostridioses ao mercado. O tema foi tratado durante reunião realizada em Uberaba com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), que apresentou um cronograma de disponibilização de doses para os próximos meses.
De acordo com o pecuarista Amarildo Merotti, vice-presidente da Famato e coordenador da Comissão de Pecuária de Corte da entidade, o encontro permitiu atualizar as informações sobre a produção e orientar os produtores quanto à expectativa de normalização da oferta.
“Temos recebido relatos de produtores que encontram dificuldade para comprar vacinas de determinadas marcas. Por isso, é importante manter o setor informado sobre a previsão de chegada dos produtos, já que a vacinação é essencial para a proteção do rebanho”, afirmou Merotti.
Conforme a projeção apresentada pelo Sindan, a oferta de vacinas contra clostridioses deve começar a se regularizar a partir de maio. A previsão é de 6,5 milhões de doses no mês e 11 milhões em junho. Para os meses seguintes, a estimativa varia entre 9 milhões e 12 milhões de doses mensais, conforme o cronograma informado pela indústria.
Merotti explicou que a produção de vacinas exige processos rigorosos de controle de qualidade. Por se tratar de produto biológico, os lotes passam por testes e retestes antes de serem liberados ao mercado. Quando uma partida não é aprovada, ela precisa ser descartada, o que pode impactar a disponibilidade final.
Segundo o coordenador da Comissão de Pecuária de Corte, a reunião foi produtiva e contribuiu para dar mais clareza ao setor sobre a previsão de abastecimento. A orientação aos pecuaristas é acompanhar a disponibilidade junto aos fornecedores e manter o planejamento sanitário do rebanho em dia.
Ameaça ao rebanho
As clostridioses formam um grupo de doenças causadas por bactérias do gênero Clostridium, presentes naturalmente no ambiente. Entre as enfermidades estão botulismo, carbúnculo sintomático, enterotoxemia e gangrena gasosa, todas com potencial de causar mortes rápidas no rebanho.
A Famato reforça que a vacinação segue como a principal medida preventiva. Além disso, recomenda que os produtores mantenham atenção ao manejo sanitário, à limpeza de bebedouros, ao descarte adequado de carcaças, à conservação de alimentos e ao cumprimento dos protocolos veterinários. (com Assessoria/Eduardo Cardoso)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso4 dias atrásFrente fria em Cuiabá: Quando o termômetro cai para 13°C?
-

Notícias6 dias atrásSustentabilidade e desenvolvimento social norteiam palestra direcionada aos Pontos de Cultura de MT
-

Notícias7 dias atrásRS lança pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer 2026
-

Transporte6 dias atrásPolícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de aplicar golpe em moradora de MT
-

Mato Grosso3 dias atrásMãe, o primeiro amor da nossa vida
-

Agronegócio7 dias atrásSafra de morango exige atenção redobrada ao pulgão-da-raiz
-

Mato Grosso6 dias atrásEmpaer mobiliza cooperativas e associações da agricultura familiar para conhecer projeto MT Produtivo
-

Transporte6 dias atrásCorpo de Bombeiros reforça campanha Maio Amarelo com ações educativas e preventivas






































