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Agronegócio

Leilão de arroz é alvo de críticas de setor produtivo

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Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), criticou a medida do governo federal – Divulgação

A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) reforçou que não há risco de falta de arroz no mercado interno, mesmo com as enchentes no estado.

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) informou que se pronunciará sobre o tema até sexta-feira.

Antônio da Luz, economista-chefe da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), criticou a medida, chamando-a de mais um episódio de interferência governamental que, segundo ele, pode causar pânico e aumentar os preços no Mercosul.

Da Luz afirmou que não há especuladores no mercado do arroz e que a produção e importação atuais são suficientes para atender a demanda nacional, considerando uma produção de 10,5 milhões de toneladas e importação de 1 milhão de toneladas do Mercosul.

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Além disso, da Luz destacou que a importação de arroz de fora do Mercosul trará produtos de qualidade inferior e que a intervenção do governo em tabelar preços poderá prejudicar a produção interna e a indústria. Ele também mencionou que medidas judiciais estão sendo consideradas para contestar a medida provisória do governo.

O ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e deputado federal Alceu Moreira também criticou a importação de arroz, argumentando que a medida prejudica a cadeia produtiva do arroz no Rio Grande do Sul e que os produtores locais estão mobilizados para ajudar na recuperação pós-enchente, sem necessidade de interferência governamental.

Por: Gabriel Azevedo – Fonte: Canal Rural

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Feijão sobe no Brasil com atraso na colheita no Paraná e oferta reduzida no mercado

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A redução na oferta de feijão no mercado brasileiro tem sustentado a alta nos preços do grão neste início de maio, especialmente nas variedades carioca e preto. O cenário é influenciado, principalmente, pelo ritmo mais lento da colheita no Paraná, maior produtor da segunda safra no país.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o desenvolvimento mais tardio das lavouras paranaenses, aliado às chuvas irregulares, contribuiu para o atraso das colheitas, mantendo a disponibilidade do produto limitada nas principais praças acompanhadas.

Produção menor pressiona preços e eleva cautela no mercado

Além da oferta restrita, novas revisões para baixo nas projeções de produção do Paraná para a safra 2025/26 reforçam o cenário de valorização. Diante disso, os preços do feijão carioca seguem em alta, refletindo a menor quantidade disponível e o interesse dos compradores.

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Mesmo com a elevação das cotações, agentes do mercado têm adotado uma postura cautelosa. O volume de negociações segue moderado, já que compradores monitoram tanto o calendário de colheita quanto as condições climáticas, especialmente com a aproximação de uma frente fria na região Sul do Brasil.

Feijão preto ganha espaço com demanda aquecida

Enquanto o feijão carioca registra valorização consistente, o feijão preto também se destaca no mercado. A variedade tem atraído maior interesse dos compradores, impulsionada pela demanda por novos grãos da segunda safra.

O movimento reforça a dinâmica de oferta e procura no setor, em um momento em que a disponibilidade ainda é restrita e o clima segue como fator determinante para o avanço da colheita.

Cenário do feijão segue atento ao clima e à colheita

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O comportamento do mercado nas próximas semanas deve continuar atrelado à evolução da colheita no Paraná e às condições climáticas na região Sul. A expectativa é de que, com a regularização dos trabalhos no campo, a oferta aumente gradualmente, podendo influenciar os preços.

Até lá, o mercado de feijão segue operando sob pressão de oferta limitada, mantendo as cotações em patamares elevados e exigindo cautela por parte dos agentes do setor.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço da mandioca recua com aumento da oferta e pressão da safra nas principais regiões produtoras

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O mercado de mandioca registrou pressão significativa na última semana, refletindo o avanço da oferta em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O aumento na disponibilidade da raiz tem superado a demanda das fecularias, provocando recuo nas cotações e acendendo um alerta para o setor produtivo.

Em diversas praças, produtores intensificaram a comercialização, seja para capitalização imediata ou para liberar áreas de cultivo. Esse movimento elevou o volume de matéria-prima disponível para a indústria, ampliando ainda mais o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Indústria não absorve volume e cenário indica tendência de queda

Segundo pesquisadores do Cepea, em muitos casos, o volume ofertado ultrapassou a capacidade de absorção das fecularias, resultando em desvalorização da mandioca. Além disso, a busca por agendamentos para entrega da raiz segue intensa, com produtores já garantindo espaço para os próximos dois meses.

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Esse comportamento reforça a expectativa de continuidade na oferta elevada, o que pode intensificar o movimento de queda nos preços, especialmente com a aproximação do pico da safra.

Paraná e Mato Grosso do Sul iniciam plantio com perspectiva de redução de área

Mesmo com o cenário atual de pressão sobre os preços, alguns produtores já deram início ao plantio da safra 2026/27, especialmente no Paraná e em Mato Grosso do Sul. No entanto, a tendência é de redução das áreas cultivadas.

A decisão está diretamente ligada à menor rentabilidade observada nas últimas temporadas, somada aos custos ainda elevados de produção e à menor disponibilidade de crédito para o setor.

Rentabilidade em queda preocupa mandiocultores

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O cenário atual evidencia um momento de cautela para os produtores de mandioca. Com preços pressionados e margens reduzidas, muitos já reavaliam suas estratégias para os próximos ciclos produtivos.

A combinação de oferta elevada, demanda limitada e dificuldades financeiras pode redesenhar o mapa da produção nos próximos anos, com impacto direto na cadeia produtiva e na dinâmica do mercado.

Mercado segue atento ao pico da safra e ao comportamento da oferta

A tendência para as próximas semanas é de manutenção da pressão sobre os preços, especialmente durante o pico da safra, quando a oferta tende a aumentar ainda mais. O ritmo de absorção pela indústria será determinante para definir o comportamento das cotações.

Enquanto isso, o setor segue monitorando os movimentos de mercado e as decisões dos produtores, que já começam a ajustar o planejamento diante de um cenário de rentabilidade mais apertada.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço do milho recua no Brasil com aumento da oferta e pressão dos estoques

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Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões brasileiras, refletindo o aumento da oferta impulsionado pela colheita da safra de verão e pelos elevados estoques de passagem da temporada 2024/25. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o cenário favorece os compradores, que encontram maior facilidade para negociar e aguardam novas desvalorizações.

Com mais produto disponível no mercado, parte dos vendedores tem adotado postura mais flexível nas negociações no mercado spot, contribuindo para o movimento de recuo das cotações.

Armazéns cheios e necessidade de caixa aceleram vendas

A pressão sobre os preços também está ligada à necessidade de liberação de espaço nos armazéns. Com a chegada simultânea de grãos da safra de verão — como soja e milho — e a manutenção de estoques remanescentes, produtores intensificam as vendas para abrir espaço e fazer caixa.

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Esse movimento amplia ainda mais a oferta no curto prazo, reforçando a tendência de baixa nas cotações do milho em diversas praças acompanhadas pelo Cepea.

Clima limita quedas mais intensas e preocupa mercado

Apesar da pressão baixista, as quedas não têm sido mais acentuadas devido às incertezas climáticas nas regiões produtoras da segunda safra. Algumas áreas enfrentam falta de chuva e altas temperaturas, o que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, a previsão de frentes frias voltou ao radar dos agentes de mercado. Caso essas condições se confirmem, o potencial produtivo pode ser reduzido, impactando diretamente a oferta futura do cereal.

Produção da segunda safra é estimada em mais de 109 milhões de toneladas

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Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, a produção da segunda safra de milho está estimada em 109,11 milhões de toneladas. O volume robusto reforça a expectativa de grande disponibilidade ao longo do ano, embora o clima ainda seja um fator decisivo para a consolidação desse número.

Mercado do milho segue atento ao equilíbrio entre oferta e clima

O comportamento dos preços nas próximas semanas deve continuar atrelado à evolução da colheita, ao ritmo de comercialização e, principalmente, às condições climáticas nas áreas da segunda safra.

Enquanto a oferta elevada pressiona o mercado, qualquer mudança no clima pode alterar as projeções e trazer maior volatilidade às cotações, mantendo produtores e compradores em alerta.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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