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Agronegócio

Preços da mandioca continuam em alta devido à baixa oferta e estiagem

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Reprodução

 

Os preços da mandioca seguiram em alta na última semana, impulsionados pela baixa oferta do produto. Entre os dias 1º e 5 de julho, a tonelada da raiz posta fecularia foi cotada a R$ 466,29 (R$ 0,8109 por grama de amido) – valor médio nominal a prazo –, um aumento de 4,8% em relação ao período anterior. No entanto, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI), o preço ainda está 34,9% abaixo do registrado no mesmo intervalo do ano passado.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a estiagem agravada no Centro-Sul do País tem interrompido os trabalhos em grande parte das lavouras de mandioca. Além das condições climáticas adversas, há também uma maior retração de alguns produtores que, devido a expectativas de preços ainda mais altos, preferem postergar a colheita.

Esses fatores têm dificultado a manutenção dos volumes de esmagamento pelas indústrias de fécula, que estão enfrentando desafios para se abastecerem, mesmo buscando mandioca em regiões mais distantes. A combinação de estiagem severa e retração dos produtores tem afetado diretamente a disponibilidade do produto no mercado, pressionando ainda mais os preços para cima.

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A continuidade da alta nos preços da mandioca dependerá das condições climáticas e das decisões dos produtores nos próximos meses. A expectativa de uma melhora no clima e o aumento da oferta podem estabilizar os preços, enquanto a persistência da estiagem e a retração dos produtores podem levar a novos aumentos.

Com as atuais condições do mercado, a indústria de fécula e os consumidores de mandioca devem permanecer atentos às variações de oferta e demanda, ajustando suas estratégias de compra e produção conforme necessário.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de café deve crescer 16% em São Paulo

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Foto: Pixabay

A Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo informou que a safra de café 2026 em São Paulo apresenta perspectiva de crescimento, impulsionada por condições climáticas favoráveis, bienalidade positiva e investimentos estimulados pelos preços registrados no ano passado. O relatório foi elaborado pelo Departamento Econômico da entidade.

De acordo com a Faesp, a produção paulista deve alcançar 5,5 milhões de sacas de café beneficiadas, volume 16% superior ao da safra anterior e o maior registrado desde 2020. A área cultivada no estado soma 196 mil hectares, mantendo estabilidade em relação ao ciclo passado. Outros 3,2 mil hectares estão em formação, o que representa crescimento de 42%.

A produtividade média também deve avançar 16%, com estimativa de 28 sacas por hectare. Segundo o relatório, os resultados refletem a combinação entre fatores climáticos e o cenário de preços observado no último ciclo.

No cenário nacional, a estimativa para a safra 2026 é de 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% frente ao ciclo anterior. Em comparação com 2024, também de bienalidade positiva, o avanço projetado é de 22%.

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O parque cafeeiro brasileiro deve expandir 3,4%, totalizando 2,33 milhões de hectares. O café arábica concentra cerca de 1,9 milhão de hectares, com incremento de 2,7%. A produtividade estimada é de 28,5 sacas por hectare, alta de 18,4%, o que pode elevar a produção para 44,1 milhões de sacas, avanço de 23,3%.

Já o café conilon tem produção projetada em 22,1 milhões de sacas, volume 6,4% superior ao da safra anterior. A produtividade média estimada é de 57,1 sacas por hectare, crescimento de 2,3%, conforme aponta a entidade.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Agronegócio

Brasil deve colher 353,4 milhões de toneladas de grãos

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Foto: Divulgação

 

A produção nacional de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 353,4 milhões de toneladas, volume 0,3% superior ao ciclo anterior e que configura novo recorde, segundo relatório da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp). O documento, elaborado pelo Departamento Econômico da entidade, indica ainda que a área cultivada com grãos deve totalizar 83,3 milhões de hectares, avanço de 1,9% em relação à safra 2024/25.

De acordo com a Faesp, as condições climáticas registradas em janeiro favoreceram o desenvolvimento das lavouras, com regime de chuvas nas principais regiões produtoras. A produtividade média nacional está estimada em 4.244 quilos por hectare, o que representa recuo de 1,5%, influenciado principalmente pelo desempenho das culturas de inverno, que não devem repetir os resultados do ciclo anterior.

Entre as culturas, o amendoim tem produção projetada em 1,2 milhão de toneladas. Conforme o relatório, o resultado é impulsionado pelas condições das lavouras em São Paulo, onde a estimativa é de 953,3 mil toneladas, volume 3,6% superior ao da safra passada.

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A soja deve atingir 178 milhões de toneladas, alta de 3,8%, com produtividade média estimada em 3.675 quilos por hectare. Já a primeira safra de milho está projetada em 26,7 milhões de toneladas, crescimento de 7,1%, impulsionado pela expansão da área cultivada.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Plantio de soja fora de época ocorreu em quase 38 mil hectares no RS

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Foto: Canva

O Rio Grande do Sul contabiliza quase 38 mil hectares autorizados para a semeadura da soja fora da época estipulada pelo calendário oficial. Os produtores tiveram até 15 de fevereiro para solicitar e realizar o plantio tardio da soja à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

O calendário de semeadura da soja estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária para a safra 2025/2026 foi de 1º de outubro de 2025 a 28 de janeiro de 2026, conforme as diretrizes do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. Entre os fatores que motivaram o pedido de ampliação estão as condições climáticas adversas e a colheita tardia da cultura do milho no Estado. “O período de chuva durante a cultura do milho fez com que o ciclo alongasse, atrasando o plantio da soja, que ocorre logo após a colheita do milho na mesma área”, explica a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel.

Os 38 mil hectares de plantio tardio da soja estão distribuídos em 78 municípios gaúchos, se concentrando nas regiões Noroeste e das Missões. Foram 264 solicitações de semeadura fora do calendário, um aumento considerável em comparação com a safra 2024/2025, que contabilizou apenas oito pedidos. A menor área autorizada foi de 0,8 hectare, enquanto a maior área soma quase 9 mil hectares.

“Os produtores precisam estar atentos e realizar os tratamentos da ferrugem asiática, pois a semeadura fora do calendário oficial é um fator de risco para o surgimento dessa praga, aumentando os custos”, alerta Deise.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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