Agricultura
Nova cultivar de sorgo forrageiro BRS 661

Foto: Divulgação
A Embrapa anuncia o lançamento da cultivar de sorgo forrageiro BRS 661, desenvolvida para atender à demanda de cultivares mais produtivas. Essa nova variedade de soro é caracterizada por reunir atributos essenciais para alcançar alta produtividade de massa verde com excelente qualidade nutricional, contribuindo para aumentar a eficiência e a sustentabilidade dos cultivos.
Segundo a Embrapa, com potencial para atingir produtividade de massa verde superior a 70 toneladas por hectare, a BRS 661 se destaca pela sua adaptabilidade a diversos sistemas de produção de forragem, tornando-se uma escolha versátil e estratégica para pecuaristas e agricultores. Sua resistência a doenças, especialmente à antracnose, confere-lhe maior tolerância aos desafios fitossanitários comuns na cultura do sorgo.
Uma nova cultivar é recomendada para a safra de verão e segunda safra, atendendo à demanda por materiais com melhor desempenho nessas condições. A uniformidade no desenvolvimento das panículas facilita a determinação do ponto ideal de ensilagem, contribuindo para a qualidade da silagem.
Na safra 2023/2024, as empresas licenciadas da Gransafra produziram aproximadamente 90 toneladas de sementes da BRS 661, distribuídas principalmente para o Ceará e outras regiões do Brasil. As empresas parceiras para a cultivar estão localizadas em diversos estados, incluindo Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo.
O lançamento oficial do sorgo BRS 661 será realizado em parceria com produtores de sementes durante a feira AgroBrasília 2024. O evento, que ocorrerá de 21 a 25 de maio, na rodovia BR 251, km 5, Rodovia Júlio-Paranoá, em Brasília, DF , tem como tema “O ecossistema mais fértil do agro”. A apresentação está agendada para dia 23 de maio, às 10 horas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produção menor de mandioca e preços mais estáveis devem marcar 2026

Reprodução
Após dois anos marcados por aumentos expressivos da área cultivada com mandioca no Brasil – sobretudo nos estados com maior concentração de indústrias processadoras –, o setor deve entrar em uma fase de ajuste em 2026.
Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o avanço da colheita de raízes de primeiro ciclo observado em determinados períodos de 2025, aliado à expectativa de produtividade mais baixa, tende a alinhar melhor a oferta de matéria-prima à demanda industrial. Esse movimento deve resultar em menores oscilações de preços ao longo do ano.
Estimativas preliminares do IBGE indicam que a produção brasileira de mandioca deve somar cerca de 20 milhões de toneladas em 2026, queda de 2,5% sobre o ano anterior, refletindo reduções de 1,7% na área a ser colhida, para 1,26 milhão de hectares, e de 0,8% na produtividade média nacional, calculada em 15,7 toneladas por hectare.
Pesquisadores do Cepea destacam que, a partir de 2026, a relação entre produtores e fecularias deve passar por ajustes mais significativos. Um número crescente de indústrias tende a exigir que a colheita seja realizada exclusivamente com mão de obra formalizada. Essa mudança implica aumento de custos para os produtores, compensado parcialmente por bonificações no preço pago pela raiz.
No entanto, a adesão a esse novo modelo ainda é limitada, o que pode gerar tensões adicionais na comercialização. Nos últimos anos, a rentabilidade da mandiocultura vem sendo pressionada, em função do aumento dos custos de produção.
Pesquisadores do Cepea indicam que juros elevados e maior restrição ao crédito também tendem a afetar negativamente a atividade, reduzindo investimentos em tecnologia e manejo, com reflexos potenciais sobre a produtividade e, no médio prazo, sobre a área cultivada.
Preliminarmente, os institutos indicam condições climáticas mais equilibradas para 2026, sem a influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
2026 deve ser mais um ano desafiador para a citricultura

Foto: SEAB/PR
O ano de 2026 tende a se configurar como um dos mais desafiadores para a citricultura nacional. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam que, embora a safra 2025/26 apresente um bom volume de produção, o potencial produtivo vem sendo parcialmente comprometido pelas elevadas quedas de frutos, decorrentes dos avanços do greening e do cancro, e por clima desfavorável em etapas importantes do desenvolvimento da temporada.
Ao mesmo tempo, o mercado enfrenta um cenário de demanda mais lenta por suco de laranja na Europa, o que tem dificultado as negociações da commodity nos atuais patamares de preços. Com o ritmo mais fraco das vendas, os estoques de suco tendem a se recompor nas processadoras, reduzindo a urgência da indústria em adquirir novas cargas de fruta.
Nesse contexto, pesquisadores do Cepea relatam que a disputa entre vendedores de suco e compradores é intensificada, enquanto a indústria adota uma postura mais cautelosa nas compras, repassando a pressão do mercado aos valores pagos aos produtores.
Do lado da oferta, a safra 2025/26 deve somar pouco menos de 300 milhões de caixas de 40,8 kg. Ainda assim, a temporada tem contribuído para a recomposição dos estoques, já que, apesar de mais tardia, apresentou frutas de boa qualidade.
Para a safra 2026/27, preocupa a persistência de doenças como o greening e o cancro cítrico, que seguem elevando os custos de produção e limitando os ganhos de produtividade. No que diz respeito ao desenvolvimento da safra 2026/27, o clima mais heterogêneo entre as regiões tende a resultar em condições bastante distintas entre as praças produtoras, sobretudo no que se refere à primeira florada.
A segunda florada, por sua vez, vem ocorrendo em condições melhores na maior parte das regiões e pode, mais uma vez, tornar a temporada mais tardia, como observado em 2025/26.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo sistema de produção de amendoim está disponível para os produtores

Foto: Sérgio Cobel
Produtores rurais e profissionais ligados à cadeia produtiva do amendoim agora podem contar com um guia técnico abrangente com orientações práticas sobre a cultura. A Embrapa disponibilizou uma nova publicação com a atualização do sistema de produção de amendoim. O objetivo é levar informações que possam contribuir para o planejamento e superação de desafios relacionados à produção de amendoim no Brasil. A publicação aborda desde o ambiente favorável à cultura (como clima e solo), cultivares, produção de sementes, técnicas de plantio, adubação, manejo de plantas indiretas, indiretas e doenças, colheita e pós-colheita, mercado e comercialização, custo e rentabilidade.
A cultura do amendoim apresenta crescimento expressivo no Brasil nos últimos anos, principalmente no estado de São Paulo, maior produtor nacional, mas vem se expandindo também para outros estados como Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás Tocantins. Esse impulso na produção e produtividade deve aos avanços em pesquisas e ao aumento da demanda externa por alimentos proteicos. A safra 2024/2025 deve superar 1 milhão de toneladas, de acordo com estimativas da Conab, um crescimento de 60% em relação à safra anterior.
A publicação foi elaborada por profissionais que traz contribuições para as pesquisas externas ao melhoramento genético, ao manejo da cultura e à produção de amendoim. Os editores técnicos são os pesquisadores da Embrapa Algodão Augusto Costa, Dartanhã Soares e Taís Suassuna.
Segundo os editores, a produção de amendoim brasileiro tem sido alavancada nas últimas décadas a partir do desenvolvimento de cultivares rasteiras (tipo runner ), mais adaptadas à colheita mecanizada, associadas ao aprimoramento do sistema de produção, com destaque para o manejo da fertilidade do solo, nutricional e fitossanitário.
“Nesse contexto, as características dos grãos das cultivares altos oleicos e os protocolos de controle de qualidade do amendoim, principalmente nas etapas de pós-colheita, fazem com que o amendoim brasileiro seja reconhecido por sua qualidade, contribuindo cada vez mais para atender a demanda nacional e internacional por alimentos seguros, saudáveis e nutritivos”, destaca.
Rico em óleo, proteínas, vitaminas, o amendoim é reconhecido pelos benefícios à saúde. “A produção dessa oleaginosa é possível em diferentes condições de clima e de cultivo, em várias regiões do planeta, sendo uma das principais leguminosas cultivadas e, portanto, representa papel fundamental na segurança alimentar”, afirmam os pesquisadores.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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