Agronegócio
Feicorte reúne principais raças na cidade com o maior rebanho de bovinos do estado de São Paulo

Com 1,6 milhão de animais nas propriedades do município, Presidente Prudente agregará a pecuária brasileira em três dias de ações voltadas à valorização da carne nacional
A pecuária brasileira tem um encontro marcado em Presidente Prudente, no interior de São Paulo, entre os dias 19 e 23 de novembro, para a volta da Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne. Realizada durante 19 anos em São Paulo (SP), a maior feira indoor de gado de corte da América Latina concluiu sua última edição há 10 anos e, agora, movimenta o mercado retornando ao calendário de eventos do agronegócio brasileiro.
A região de Presidente Prudente detém o maior rebanho de bovinos do Estado de São Paulo: são 1,6 milhão de animais. Nesse contexto, as principais raças produzidas no Brasil confirmaram presença para expor seus animais e realizar ações nos três dias de feira. Estão confirmados no evento animais das raças Angus, Brahman, Brangus, Caracu, Guzerá, Nelore, Santa Gertrudis, Senepol, Sindi e Wagyu.
“A Feicorte fomenta e estreita relacionamentos que geram experiências e oportunidades de negócios”, pontua o responsável pela captação dos expositores, animais e leilões, Alex Arikawa Miyasaki, que faz parte da equipe de curadoria do evento, definindo a exposição como uma grande referência para o melhoramento genético das raças bovinas de corte.
A CEO da Verum e responsável pela organização da Feicorte 2024, Carla Tuccilio evidencia que com os animais, o evento resgata uma das características da feira que reunia na capital paulista os principais players do setor. “O evento mantém sua missão de fortalecer a pecuária nacional, consolidando o Brasil como líder na produção e exportação de proteína animal. Em um único ambiente, a Feicorte promoverá a integração entre conhecimento, tecnologia e sustentabilidade, oferecendo um espaço para o relacionamento entre os principais atores do setor”, destaca Carla.
Angus e Ultrablack: padronização genética com sabor marcante
A Associação Brasileira de Angus e Ultrablack marca presença na Feicorte 2024 com 20 exemplares das duas raças. “Os pecuaristas e criadores têm a oportunidade de conhecer mais sobre o padrão racial das duas raças e o trabalho de seleção e melhoramento genético desenvolvido pela associação”, destaca a gerente do Programa Carne Angus Certificada, Ana Doralina Menezes.
Além da exposição de animais, o Programa Carne Angus Certificada está presente com degustações e no fórum Beef Hour by Feicorte. A iniciativa conta com painéis de especialistas discutindo a qualidade da carne e as tendências de consumo e comercialização. “Vamos falar sobre as tendências do mercado premium e as oportunidades que se abrem no mercado doméstico e externo. No fim, vamos completar essa experiência com a degustação de diferentes cortes Angus”, explica Ana Doralina, que participa do painel “Os próximos dias do mercado de qualidade”, em 22 de novembro, às 17h.
O Programa Carne Angus Certificada, coordenado pela Associação Brasileira de Angus e Ultrablack, tem incentivado há 21 anos os criadores a investirem em melhoramento genético, qualidade, padronização e sustentabilidade. “Hoje, a carne Angus é reconhecida mundialmente pela maciez, suculência e sabor marcante”, afirma Ana Doralina. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de carne Angus certificada cresceram 7,8%, com 1,3 mil toneladas comercializadas para mercados como China, Chile, Holanda e Arábia Saudita, além de novos mercados como Maldivas, Aruba, Senegal, Iraque, Turquemenistão e Geórgia.
Brahman: versatilidade e rendimento de carcaça
Com pouco mais de 30 anos no Brasil, o Brahman é uma das raças mais jovens entre as zebuínas no país e destaca-se por sua eficiência na produção de carne de qualidade a um custo acessível, com excelente rendimento de carcaça e capaz de depositar gordura de forma equilibrada. “Essa combinação faz dele uma ferramenta valiosa para a produção de carne de qualidade”, explica o presidente da Associação dos Criadores de Brahman do Brasil (ACBB), Gustavo Fioresi Rodrigues.
Além de seu potencial para cruzamentos com outras raças zebuínas e taurinas, o Brahman atrai pecuaristas que desejam animais rústicos e adaptáveis, capazes de atender às demandas dos mercados mais exigentes. Durante a Feicorte 2024, uma ampla amostra será exposta, permitindo aos visitantes conhecer as características e o desempenho da raça.
Rodrigues explica que a presença na feira permite a interação entre produtores e interessados, mostrando de perto as vantagens e a evolução genética da raça, além da oportunidade para fortalecer o networking e o aprendizado técnico, algo que considera essencial. “A Feicorte é única no setor, pois reúne quase todas as raças de corte e tecnologias mais avançadas para a pecuária. Nossa expectativa é que o evento fomente negócios, inovação e o desenvolvimento do setor”, ressalta.
Brangus: 100 anos de evolução genética
A raça Brangus, consolidada no Brasil e internacionalmente, chega à Feicorte com mais de um século de evolução genética e adaptação, destaca o diretor de Marketing da Associação Brasileira de Brangus (ABB), João Paulo Schneider (Kaju). Sua versatilidade em diversos ambientes e o alto rendimento de carcaça colocam o Brangus em uma posição de destaque na pecuária brasileira. “O Brangus se encaixa perfeitamente na nossa pecuária, oferecendo uma carne de excelente qualidade”, ressalta Kaju.
De acordo com ele, a presença do Brangus na Feicorte será com estande e exposição de animais, iniciativas que fortalecem os laços entre criadores de todo o país. Além disso, continua o diretor de Marketing, a feira representa uma chance única de fazer negócios, proporcionando um ambiente de confraternização e troca de conhecimentos. “A exposição será uma oportunidade de relacionamento comercial e de encontro entre sócios. A expectativa é alta para que os pecuaristas e o público em geral conheçam melhor os atributos da raça, não podemos deixar de participar em um evento tão significativo”, afirma o representante da ABB.
Caracu: adaptação e bom desempenho em campo
O retorno da Feicorte foi recebido com entusiasmo pela Associação Brasileira de Criadores de Caracu (ABCC), representada por seu presidente, Renato Visconti Filho. Para ele, a chance de participar do evento novamente é uma oportunidade de mostrar a evolução da raça, que se destaca pelo bom desempenho na produção de carne e adaptação. “A Feicorte nos permitirá expor o quanto o Caracu avançou nos últimos anos”, afirma.
O gado Caracu agrega valor pela sua rusticidade, precocidade e eficiência em cruzamentos, atributos que se somam ao excelente acabamento de carcaça. Visconti ressalta que, embora ainda não estejam prontos para atender a demanda com animais puros, os criadores já conseguem entregar um rebanho funcional e produtivo. “Nosso gado oferece um ótimo desempenho tanto com zebuínos quanto com taurinos”, comenta.
A participação da raça Caracu na feira inclui exposição, julgamento e leilão virtual de reprodutores e matrizes de alta qualidade, no dia 21 de novembro, às 20h. Com 20 animais no evento, Visconti e sua equipe estarão à disposição para apresentar aos visitantes o potencial da raça e promover o intercâmbio com outros elos da cadeia produtiva.
Guzerá: habilidade materna e qualidade de carcaça
Com uma tradição consolidada na Feicorte, a Guzerá Centro Sul leva cerca de 60 animais para exposição, com destaque para o julgamento padrão. Para o diretor técnico da associação, Felipe Cavalcante dos Santos, a feira é um palco privilegiado para mostrar a evolução da raça. “A Feicorte é a exposição de maior prestígio do estado de São Paulo e temos o orgulho de participar mais uma vez”, declara.
Os visitantes poderão apreciar a imponência e funcionalidade do Guzerá, raça de dupla aptidão, voltada tanto para a produção de carne quanto para leite. Com peças longas e excelente cobertura muscular, os animais evidenciam o compromisso com a genética e com a morfologia. “A vaca Guzerá é valorizada pela habilidade materna e pela qualidade da carcaça, algo essencial para o desmame precoce dos bezerros”, explica Cavalcante.
Para o evento foram selecionados animais com alto padrão genético, pensados para o cruzamento na pecuária leiteira. “Estamos aqui para demonstrar nossa dedicação ao selecionamento de animais que atendem a múltiplas demandas do mercado”, salienta o diretor.
Nelore: tecnologia focada na qualidade da carne
A Confraria da Carcaça Nelore (ACCN) promove uma pecuária tropical com carne de alta qualidade, visando sempre agradar o consumidor final, conforme explica o vice-presidente da associação, Fred Mendes. A ACCN foi criada para impulsionar o uso de tecnologias de ponta, como o ultrassom de carcaça, que permite uma análise profunda dos animais. “É uma ferramenta que mostra o animal por dentro, uma inovação que transformou a visão sobre a raça Nelore no mercado brasileiro”, destaca Mendes.
A Feicorte é palco do Leilão Confraria da Carcaça Nelore, no dia 21 de novembro, às 20h, onde serão apresentados touros de desempenho superior, fêmeas jovens de alta genética e lotes de embriões com excelente padrão. “São touros de exceção, fêmeas top de safra para doação de embriões e um pacote genético completo, essencial para o avanço da raça”, comenta o vice-presidente.
Os lotes leiloados incluem 15 touros com selo de excelência CONCARNE, além de prenhezes e aspirações de doadoras de alta qualidade genética. Segundo a integrante da Comissão Técnica do grupo, Liliane Suguisawa a ultrassonografia é uma ferramenta indispensável para prever características como o marmoreio da carne e espessura de gordura. “A democratização desta genética permitirá uma carne Nelore com mais qualidade e maciez”, afirma.
Santa Gertrudis: relevância no mercado premium
A raça Santa Gertrudis, desenvolvida há mais de 100 anos, é amplamente valorizada por sua adaptabilidade e qualidade de carne, tornando-se um exemplo de produtividade em diferentes sistemas de produção no Brasil. “Ela se adapta tanto ao pasto quanto a sistemas intensivos, mantendo a excelência na carne e a rusticidade para climas variados”, comenta o diretor de Marketing da Associação Brasileira de Santa Gertrudis (ABSG), Artur Afonso Bernardes.
Destacando-se nos cruzamentos com raças como Nelore e Angus, trazendo maior eficiência e um desempenho superior, o animal Santa Gertrudis tem carne marmorizada, com rendimento de carcaça acima de 56% e atende às exigências de mercados premium, fortalecendo sua relevância na indústria frigorífica e no setor de food service. Além disso, ferramentas de seleção genética, como a ultrassonografia de carcaça, garantem um melhor retorno econômico aos produtores.
A ABSG marca presença na Feicorte com julgamentos de animais, conduzidos pelo jurado Willian Koury Filho, além de um galpão para apreciação dos visitantes. “Esperamos que a visibilidade conquistada na Feicorte fortaleça ainda mais o reconhecimento da Santa Gertrudis como uma raça de alta performance”, ressalta Bernardes.
Senepol: adaptabilidade climática e eficiência reprodutiva
A raça Senepol está presente na Feicorte 2024 com uma exposição que reforça seu papel de vanguarda na pecuária de corte. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB), Fábio Luiz de Mello Oliveira, o evento tem animais cuidadosamente selecionados por meio do programa de melhoramento genético. “A mostra também inclui uma iniciativa de mentoria genética com foco em cortes de qualidade gourmet”, complementa.
Os visitantes têm a chance de observar a docilidade e o desempenho produtivo da raça, conhecida pela adaptação térmica, o que permite a monta natural a campo, mesmo em condições de pleno sol, em qualquer região do Brasil. A capacidade de manter alta eficiência produtiva e reprodutiva, associada a baixos níveis de estresse térmico, destaca o Senepol como uma ferramenta de produção tecnológica e eficiente.
Entre os atributos valorizados, Oliveira ressalta a precocidade e a facilidade de acabamento de carcaça do Senepol, com uma qualidade de marmoreio que coloca essa carne na linha de produtos gourmet. “A análise de marcadores moleculares e medições de carcaça, como a área de olho de lombo (AOL) e espessura de gordura subcutânea (EGS), comprovam a eficiência e a qualidade dos cortes, consolidando sua presença no mercado de carnes de excelência”, salienta Oliveira.
Sindi: tradição e alta qualidade
A raça Sindi, originária do Paquistão e parte do grupo de bovinos zebuínos, vem ganhando cada vez mais destaque no Brasil graças às suas qualidades produtivas e adaptabilidade. Com excelente rusticidade, o Sindi se adapta bem a regiões áridas, possui alta fertilidade e se destaca pela carne de boa qualidade e leite de alto teor nutritivo, características que a tornam uma escolha valiosa para os pecuaristas brasileiros.
Sobre a participação na Feicorte, o proprietário da Sindi Castilho, Adaldio Castilho demonstra seu entusiasmo ao retomar à feira. “Sempre vi esse encontro como um evento de visibilidade internacional, fundamental para a raça Sindi”, afirma. Ele ressalta o histórico de sua família com a criação de Sindi, que começou em 1936, e a importância do evento para mostrar o valor e as melhorias genéticas recentes da raça.
Segundo Castilho, a raça Sindi está pronta para impressionar com seus avanços em qualidade de carne, marmoreio e estrutura dos animais. “Poucas pessoas conheciam o potencial da raça e suas características que contribuem com a pecuária. Tenho certeza de que a Feicorte será um sucesso e a raça Sindi se destacará”, comenta. A expectativa para o evento é que essa exposição amplie a visibilidade da raça e consolide ainda mais sua relevância no mercado brasileiro e internacional.
Wagyu: excelência em marmoreio
A Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos das Raças Wagyu (ABCBRW) reúne 76 criadores no país, concentrados principalmente em São Paulo e Minas Gerais. “A principal característica da carne Wagyu é o marmoreio, que confere à carne uma maciez e sabor únicos”, destaca a secretária Executiva da associação, Celeste Molitor.
Durante a Feicorte, o julgamento nacional das raças Wagyu será realizado no dia 22 de novembro, às 8h, com cerca de 40 animais competindo. A programação da ABCBRW no evento será encerrada, no mesmo dia, às 15h, com um simpósio focado nas novas orientações para o julgamento das raças Wagyu, que será no estande da ABCBRW.
“Participar de um evento voltado à carne premium como a Feicorte é fundamental, pois oferece aos produtores uma vitrine de valor inestimável para a carne Wagyu brasileira”, afirma Celeste. Reforçando a importância da raça Wagyu e seu padrão de excelência, a ABCBRW reitera a contribuição do evento para o fortalecimento da produção de carnes nobres no Brasil.
Sobre a Feicorte
Durante 19 anos, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne foi a maior feira indoor de gado de corte da América Latina, realizada anualmente em São Paulo. Presidente Prudente (SP) foi escolhida para sediar o retorno deste importante evento da pecuária. A região detém o maior rebanho de bovinos do Estado de São Paulo, com 1.600.000 animais.
O evento terá uma programação diversificada, com mais de 45 palestrantes e 40 horas de conteúdo, quatro leilões, mais de 500 animais de 10 raças bovinas palestras e discussões, simpósios, leilões, exposição de animais, mais de 80 empresas, degustação e harmonização de produtos artesanais paulistas, desfile de touros, área de demonstração de Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF) e Beef Hour.
A realização da Feicorte é da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com promoção da Verum. O evento conta com a curadoria de Myia Consultoria e Prado Estratégia para Agronegócio e o patrocínio de Unoeste, Frigorífico Bom-mart, Unimed Presidente Prudente, Bradesco, Corteva, Facholi, Gasparim, Premix, Inbra Nutrição Animal, JBS, Lindsay, Marfrig, Matsuda, MSD Saúde Animal, Minerva Foods, Nutron Cargill, Semex, Sicoob Credivale, Rede ILPF, SOESP e Sicredi.
SERVIÇO
Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne
Data: 19 a 23 de novembro de 2024
Local: Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP)
Mais informações: www.feicortesp.com / www.instagram.com/feicorte
Agronegócio
Preço dos ovos reage em maio com alta de até 10% e melhora na demanda

Reprodução
O mercado de ovos iniciou maio em recuperação, com aumento gradual nas vendas e valorização do produto nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Nos últimos dias, a alta chegou a 10%, refletindo um cenário mais favorável para os produtores.
De acordo com o Cepea, a reação do mercado está diretamente ligada ao escoamento dos estoques acumulados no fim de abril, período em que descontos foram praticados para estimular as vendas. Com a redução da oferta disponível, o setor encontrou espaço para reajustes nos preços.
Início do mês e Dia das Mães aquecem consumo
Outro fator determinante para o movimento de alta foi a retomada da demanda, impulsionada pelo aumento do poder de compra da população no início do mês. Além disso, a proximidade do Dia das Mães levou redes atacadistas e varejistas a reforçarem os estoques, contribuindo para o aquecimento do mercado.
Esse cenário mais dinâmico tem permitido aos produtores negociar valores mais elevados, após um período de maior pressão sobre os preços.
Mercado segue atento ao consumo
A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente da continuidade da demanda. Caso o ritmo de consumo se mantenha, o mercado pode sustentar os atuais patamares ou até registrar novos avanços, consolidando a recuperação observada neste início de maio.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Safra de laranja deve cair com bienalidade e avanço do greening, aponta mercado

Fundecitrus
O setor citrícola brasileiro acompanha com atenção a divulgação da primeira estimativa da safra 2025/26, que deve indicar recuo na produção em relação ao ciclo anterior. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que aponta a bienalidade negativa e o avanço do greening como os principais fatores de pressão sobre os pomares.
A expectativa do mercado é de que os números influenciem diretamente os preços e os volumes de contratos firmados com a indústria para a nova temporada, especialmente no segmento de suco de laranja.
Doença e ciclo produtivo limitam produtividade
A chamada bienalidade negativa — característica natural da cultura, que alterna anos de maior e menor produção — deve impactar o rendimento das lavouras. Ao mesmo tempo, o avanço do greening (HLB), uma das principais doenças da citricultura, segue comprometendo a produtividade e elevando os custos de manejo.
Segundo o Cepea, a combinação desses fatores deve continuar pressionando o setor também no ciclo seguinte, com expectativa de novo recuo na produção em 2026/27.
Clima melhora, mas ainda gera preocupação
As condições climáticas apresentaram melhora nos primeiros meses de 2026, com boa umidade no cinturão citrícola, o que trouxe algum alívio aos produtores. No entanto, a previsão de temperaturas ligeiramente acima da média mantém o sinal de alerta quanto ao potencial produtivo ao longo da temporada.
Diante desse cenário, a definição da safra 2025/26 será determinante para o comportamento do mercado, especialmente no que diz respeito à formação de preços e ao planejamento da indústria nos próximos meses.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mercado avícola reage em abril, mas preços seguem abaixo do ano passado

SEAPA/Divulgação
Após um início de ano marcado por quedas consecutivas, o mercado avícola brasileiro encerrou abril em recuperação, com alta nas cotações ao longo de toda a cadeia. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete.
Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da reação, o valor ainda é considerado baixo frente ao mesmo período do ano passado e permanece abaixo do pico registrado em janeiro, quando atingiu R$ 7,47/kg, em termos reais.
Demanda e frete puxam recuperação
De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta dos preços se intensificou na segunda metade da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo, impulsionado pelo pagamento de salários. A elevação nos preços dos combustíveis também contribuiu para o cenário, encarecendo o frete e pressionando os valores ao longo da cadeia.
Mesmo com a recuperação, o produto acumula desvalorização real de 8,9% desde dezembro, refletindo um cenário ainda desafiador para o setor.
Feriados freiam avanço no fim do mês
Na segunda quinzena de abril, o ritmo de alta perdeu força. Segundo o Cepea, os feriados nacionais de Dia de Tiradentes e do Dia do Trabalho impactaram negativamente a demanda, reduzindo o consumo e provocando ajustes pontuais nos preços.
O comportamento do mercado nas próximas semanas deve seguir atrelado ao ritmo da demanda interna e aos custos logísticos, fatores que continuam determinantes para a formação das cotações no setor avícola.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásCamex rejeita provisoriamente pedido de antidumping sobre pneus agrícolas
-

Agronegócio7 dias atrásPreço do feijão carioca sobe em meio à troca de safra
-

Notícias5 dias atrásReflorestar lança programa de trainee para formar lideranças no campo
-

Pecuária7 dias atrásUso de antibióticos é proibido na produção animal
-

Meio Ambiente5 dias atrásPrimeira onda de frio mais intensa do ano já tem data para chegar
-

Mato Grosso7 dias atrásGoverno libera bônus maior para soja e milho com melhor manejo
-

Pecuária5 dias atrásComissão de Pecuária da Famato informa chegada de novas vacinas contra clostridioses em maio
-

Agronegócio7 dias atrásAlgodão atinge maior preço desde julho de 2025






































