Transporte
Apreensão de pescado pela Dema cresce 570% nos primeiros 6 meses de 2025

A Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema) tem trabalhado para garantir o cumprimento da Lei do Transporte Zero, que visa combater a pesca predatória em Mato Grosso. Somente nos seis primeiros meses de 2025, 1.114 kg de pescado foram apreendidos, o que representa 570% de aumento, se comparado ao ano inteiro de 2024, quando foram apreendidos 200 kg de peixes.
As ações de proteção da fauna mato-grossense têm ocorrido constantemente. Somente neste semestre, foram deflagradas três operações pela Dema, realizadas com base em investigações conduzidas pela especializada.
Além disso, também foram realizadas outras 10 operações em conjunto com a Secretaria do Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), que resultaram em mais de 800 kg de pescado apreendidos e R$ 116 mil em multas aplicadas em decorrência de inquéritos policiais instaurado pela Dema.
Juntas, as operações referentes à fauna resultaram na apreensão de 1.114 toneladas de pescado, instauração de 41 inquéritos policiais, 11 autos de prisão em flagrante e aplicação de multas administrativas próximas a R$ 250 mil. Além disso, foram apreendidos quatro animais silvestres da biodiversidade do Estado.
A delegada titular da Dema, Liliane Murata, destacou que, para o enfrentamento aos crimes de pesca predatória e outros contra a fauna, a unidade utiliza ferramentas de inteligência, tecnologia, capacitação constante e novos equipamentos, além de atuar de forma integrada, com apoio de órgãos parceiros, o que tem aprimorado significativamente o trabalho investigativo.
“A Delegacia Especializada do Meio Ambiente tem intensificado suas ações no combate aos crimes ambientais em todo o Estado, com destaque para o enfrentamento à pesca predatória, que tem sido alvo de operações específicas e estratégicas. Esse esforço, tanto em ações próprias quanto em trabalhos integrados, reflete o comprometimento dos nossos profissionais em proteger o meio ambiente e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou a delegada.
Operações em repressão à pesca ilegal
Em janeiro deste ano, a Dema, com apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), deflagrou a Operação Malha Fina, com objetivo de reprimir práticas de pesca predatória na região de Barão de Melgaço. As ações ocorreram entre os dias 13 e 17 de janeiro.
Durante os trabalhos, um pescador profissional, de 61 anos, foi preso em flagrante e diversos materiais proibidos durante o período de defeso foram apreendidos. Além disso, foram apreendidos 83 exemplares de pescado de espécies como piau, pacupeva e aquelas restritas pela Lei do Transporte Zero (nº 12.197/2023), como dourado e piraputanga.
A pesca ilegal também foi o foco da Operação Up Punt, que cumpriu mandados de busca e apreensão em pesqueiros suspeitos de prática de pesca ilegal na região de Porto Jofre, em Poconé. O grupo criminoso investigado utilizava uma chalana e redes para captar os peixes e, depois, transportava o pescado ilegal para Cuiabá.
Em junho, a Dema deflagrou a Operação Isca Viva, com o objetivo de coibir o comércio irregular de iscas vivas na região. As investigações apontaram que criminosos estavam invadindo áreas privadas para extrair minhocas gigantes, conhecidas como “minhocuçu”, que posteriormente eram comercializadas em estabelecimentos na zona urbana de Santo Antônio do Leverger.
Foram fiscalizados seis estabelecimentos comerciais localizados tanto na Rodovia Palmiro Paes de Barros quanto na zona urbana da cidade. Cinco pessoas foram presas em flagrante, dois estabelecimentos foram autuados e embargados e a operação gerou, ainda, cinco autos de infração, que somaram R$ 22 mil em multas.
Além disso, foram apreendidos 32 kg de minhocuçu, avaliados em R$ 10 mil, dois peixes da espécie pacu, várias pacupevas, totalizando 7,271 kg, uma costela de porco-do-mato, pesando 16,553 kg, uma tarrafa branca, 200 unidades de mussum, 2 mil tuviras e 600 jejum.
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Operação Lei Seca para motocicletas termina com cinco prisões e 26 veículos removidos em Várzea Grande
GGI-SESP
Uma operação da Lei Seca voltada exclusivamente para motocicletas, realizada na noite desta quarta-feira (28.1), em Várzea Grande, terminou com cinco prisões. Do total, uma foi por embriaguez ao volante, três por adulteração de veículo e uma por guarda ou transporte de droga para consumo pessoal. As abordagens ocorreram na Rua Iara, no bairro Jardim Glória.
De acordo com o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), 62 veículos foram fiscalizados durante a ação. Além das prisões, 30 multas foram aplicadas e 26 motocicletas removidas ao pátio.
Ao todo, a operação expediu 54 Autos de Infração de Trânsito (AIT). Desses, 19 foram por falta de licenciamento ou registro do veículo e 13 por ausência da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). As demais infrações se referem a irregularidades diversas previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública, sob coordenação do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), e contou com a participação de equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e Guarda Municipal de Várzea Grande.
*Sob Supervisão de Alecy Alves
Maria Klara Duque* | Sesp-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Professor de escola cívico-militar é demitido após puxar orelha de aluna em MT

PMMT
Uma aluna da Escola Cívico-Militar 13 de Maio, em Porto Alegre do Norte (1.139 km de Cuiabá), denunciou ter sido agredida com um puxão de orelha por um professor. O caso ocorreu no fim do ano passado, mas só veio à tona agora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) demitiu o profissional. A pasta informou, por meio de nota, ter adotado “imediatamente as providências cabíveis”.
A estudante foi acolhida pelo professor mediador da unidade com apoio da equipe psicossocial da Diretoria Regional de Educação (DRE), que segue acompanhando a rotina na unidade de ensino.
Ao mesmo tempo, estão sendo realizadas ações de conscientização junto à comunidade escolar “com foco na promoção do respeito, da convivência saudável e do bem-estar no ambiente educacional”.
APARECIDO CARMO/Da Redação/HNT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende jovem por difundir ideologias neonazistas e racistas nas redes sociais

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quinta-feira (29.1) a operação Enigma, para o cumprimento de três mandados judiciais no interior do estado, tendo como alvo um jovem investigado por utilizar redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis.
As ordens judiciais, de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático, foram expedidas pela Justiça com base em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), que identificaram o suspeito de 20 anos, morador do município de Gaúcha do Norte.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Paranatinga.
Com o avanço dos trabalhos, foi apontado que o investigado utilizava redes sociais para difundir ideologias neonazistas, incitar atentados violentos contra escolas e planejar atentados contra populações vulneráveis. Em suas publicações, o suspeito incitava e manifestava vontade de praticar atos de extrema violência em locais públicos, visando especificamente judeus e a população negra.
A equipe de investigação da DRCI conseguiu superar as camadas de anonimização utilizadas pelo suspeito, estabelecendo o nexo causal entre as ameaças e obtendo a sua identidade civil. Além da incitação a massacres escolares, a investigação revelou que ele utilizava o ambiente digital para a prática de racismo.
O delegado responsável pelas investigações, Guilherme da Rocha, destaca que a intervenção estatal imediata foi indispensável para evitar a concretização de atos violentos.
“O investigado demonstrava estar em estágio avançado de radicalização, com intenções de vandalizar mesquitas e praticar atos de violência contra a população negra”, disse o delegado.
“A atuação da DRCI não apenas retira de circulação um indivíduo de altíssima periculosidade social, mas assegura a paz social, a incolumidade pública e a dignidade da população mato-grossense”, ressalta o titular.
Enigma
O nome da operação foi dado em alusão à quebra da criptografia da máquina nazista Enigma pelas forças aliadas. Da mesma forma, a DRCI superou as tentativas de anonimização do investigado, com clara motivação neonazista, obtendo êxito em identificá-lo e dar cumprimento aos mandados judiciais em seu desfavor.
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