Agronegócio
Produção de alho livre de vírus ganha força no Paraná

Foto: Pixabay
Há dois anos o IDR-Paraná, em colaboração com a Embrapa-Hortaliças, do Distrito Federal, implantou o projeto Alho Livre de Vírus, na região de Maringá. A iniciativa facilita o acesso a sementes de qualidade, já que o custo do insumo é o principal fator que limita o cultivo de alho pelos produtores familiares. Além disso, a presença de vírus nas lavouras de alho influencia tanto a produtividade quanto a rentabilidade da cultura. Cultivos acometidos por viroses podem ter sua produção reduzida em até 50%. Os participantes do projeto ainda recebem orientação sobre a multiplicação do alho sem vírus em suas propriedades.
Segundo Nadir de Paula do Carmo, extensionista do IDR-Paraná das unidades de Flórida e Atalaia e responsável pela implementação do projeto na região de Maringá, atualmente 12 agricultores familiares se dedicam à produção de sementes de alho livre de vírus, distribuídos em 11 municípios (Angulo, Atalaia, Florida, Lobato, Mandaguaçu, Mandaguari, Maringá, Munhoz de Mello, Santa Fé, São Jorge do Ivaí e Uniflor). Os produtores recebem orientações completas durante todo o processo de cultivo.
O objetivo é cultivar alho de alta qualidade genética e livre de vírus, com os agricultores devolvendo ao projeto parte de sua produção. Essas sementes serão então distribuídas a outros agricultores interessados, ampliando o alcance do Projeto. A produção de sementes de alho, provenientes desses agricultores, consiste em cultivares classificadas como alhos nobres (Ito, Quitéria e Chonan) e os comuns (Amarante e Gigante Roxo).
Antes do plantio, as sementes das variedades de alhos nobres precisam passar pelo processo de “vernalização”, que envolve um período de aproximadamente 45 dias em uma câmara fria, mantida entre 3ºC e 6ºC. Esse procedimento é fundamental para romper a dormência e favorecer a germinação das sementes. “Todo esse cuidado assegura o sucesso da colheita, fazendo do alho uma excelente alternativa para os agricultores familiares, uma vez que o produto é amplamente requisitado por programas oficiais, como a Merenda Escolar, além de ser valorizado nos mercados regionais”, explicou Nadir.
O projeto Alho Livre de Vírus ganha relevância já que a oferta de alho semente de qualidade é escassa e cara no Paraná. Estima-se que para cultivar um hectare, o custo da semente chega a R$ 100 mil. Além disso, a virose ocorre com frequência nos cultivos de alho no estado, podendo inviabilizar o cultivo para os agricultores familiares.
Em todo o estado o IDR-Paraná, em parceria com a Embrapa, instalou 90 Unidades Demonstrativas de alho. Para João Reis, coordenador estadual de Olericultura do IDR-Paraná, a iniciativa significa a retomada do cultivo de alho no Paraná. “A intenção do projeto é empoderar o agricultor familiar que vai deter a guarda desse material genético, por meio de suas organizações, cooperativas e associações”, observou Reis.
No estado foram existem oito telados, estufas protegidas com tela, para a produção de alho livre de vírus. Nessas estruturas o agricultor multiplica a semente para o plantio no campo. A estufa é monitorada para assegurar a sanidade do material. Os produtores têm o compromisso de repassar uma parte do alho colhido para o projeto, a cada safra. Posteriormente esse alho semente recebido pelo projeto é distribuído para outros agricultores.
Para os cultivos a campo o produtor repassa 50% do alho produzido. No caso de produtores que têm telados em suas propriedades, 60% é repassado. O produtor fica com 30% da produção, como pagamento pela mão de obra e 10% ficam para o produtor usar no próximo plantio. A área cultivada com alho livre de vírus chega a 34.100 m², 87 produtores estão envolvidos no projeto, além de três colégios agrícolas, quatro cooperativas de agricultores familiares, uma casa rural familiar e um grupo associativo comunitário.
IDR – INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO RURAL DO PARANÁ – IAPAR-EMATER
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Alta de preço no início de 2026 pode ser limitada por maior disponibilidade interna de milho

Foto: Wenderson Araujo/Trilux
O mercado brasileiro de milho inicia 2026 com ampla disponibilidade interna – reflexo de estoques de passagem acima dos da temporada anterior – e em meio à expectativa de aumento na produção da primeira safra, apontam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Diante disso, os contratos negociados na B3 operam em patamares inferiores aos da safra anterior.
Já no mercado externo, os futuros na CME Group sinalizam curva ascendente ao longo do 1º semestre de 2026. O ritmo recorde das exportações norte-americanas nos últimos meses e a expectativa de relação estoque/consumo global mais ajustada dão suporte aos valores.
No Brasil, a perspectiva é de área cultivada recorde na safra 2025/26, estimada pela Conab em 22,7 milhões de hectares. No entanto, pesquisadores do Cepea indicam que a irregularidade das chuvas e as temperaturas elevadas no Centro-Oeste seguem como pontos de atenção para o desenvolvimento da 1ª safra, especialmente da soja, que pode reduzir a janela ideal de semeadura do milho de 2ª safra, responsável por cerca de 80% da oferta nacional.
A produção total prevista para 2025/26 deve ser a segunda maior da história, atrás apenas do recorde da temporada atual. A produção elevada deve ser acompanhada por um consumo doméstico recorde, este impulsionado sobretudo pela expansão da indústria de etanol de milho e pela demanda dos setores de proteína animal.
Um maior equilíbrio entre oferta e demanda internas tende a vir acompanhado de crescimento das exportações, favorecidas pelo excedente doméstico.
No contexto global, a expectativa é de crescimentos na produção e no consumo mundiais de milho e deve haver diminuição da relação estoque/consumo global. Esse cenário pode sustentar os preços externos e aumentar o interesse de produtores brasileiros em exportar. Dados do USDA indicam que a produção mundial de milho deve atingir 1,282 bilhão de toneladas em 2025/26, alta de 4,3% em relação à safra anterior.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Avicultura projeta novo avanço em 2026; risco sanitário segue no radar

Reprodução
Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, apontam que a avicultura de corte brasileira deve manter trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo avanço das exportações, pela oferta ajustada às demandas interna e externa e por margens favoráveis ao produtor.
Esse cenário, porém, depende da ausência de novos focos de Influenza Aviária, sobretudo durante o período crítico do fluxo migratório de aves. A ABPA estima o consumo per capita de carne de frango em 47,3 kg em 2026, alta de 1,2% frente a 2025.
Agentes consultados pelo Cepea ressaltam que a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil deve contribuir para sustentar a demanda interna.
O Brasil responde por cerca de um terço da carne de frango exportada globalmente e manteve liderança mesmo diante de restrições pontuais provocadas pela gripe aviária. Projeções do Cepea apontam incremento de 2,4% nos embarques em 2026 e produção de 14,73 milhões toneladas, aumento de 3,8% sobre 2025.
A concretização desse desempenho requer controle sanitário rigoroso, já que eventuais focos em granjas podem resultar em barreiras imediatas de importadores – como ocorrido em maio/25. O Cepea destaca a necessidade de monitoramento contínuo do vírus H5N1, considerando surtos recentes na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, impulsionados pela migração de aves. O período crítico coincide com a chegada de aves migratórias, entre maio e julho.
Apesar do alerta, o setor brasileiro dispõe de elevado nível de biosseguridade e de capacidade técnica e comercial para responder a eventuais ocorrências, como demonstrado em 2025.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
China impõe restrições a importações de carne bovina

Imagem: Canva
A China imporá uma tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina que excederem os níveis de cota dos principais países fornecedores, incluindo Brasil, Austrália e Estados Unidos, em uma medida para proteger o setor pecuário doméstico, que está lentamente saindo do excesso de oferta.
O Ministério do Comércio da China informou nesta quarta-feira (31) que a cota total de importação para 2026 para os países atingidos por suas novas “medidas de salvaguarda” é de 2,7 milhões de toneladas, praticamente em linha com o recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas no total em 2024.
“O aumento na quantidade de carne bovina importada prejudicou seriamente a indústria doméstica da China”, disse o ministério ao anunciar a medida após uma investigação iniciada em dezembro passado. A medida entra em vigor em 1º de janeiro por três anos, com a cota total aumentando anualmente.
As importações de carne bovina para a China caíram 0,3% nos primeiros 11 meses deste ano, para 2,59 milhões de toneladas.
As importações chinesas de carne bovina diminuirão em 2026 como resultado das medidas, disse Hongzhi Xu, analista sênior da Beijing Orient Agribusiness Consultants.
“A criação de gado bovino da China não é competitiva em comparação com países como o Brasil e a Argentina. Isso não pode ser revertido no curto prazo por meio de avanços tecnológicos ou reformas institucionais”, disse Xu.
Em 2024, a China importou 1,34 milhão de toneladas de carne bovina do Brasil, 594.567 toneladas da Argentina, 243.662 toneladas do Uruguai, 216.050 toneladas da Austrália, 150.514 toneladas da Nova Zelândia e 138.112 toneladas dos EUA.
Nos primeiros 11 meses deste ano, o Brasil embarcou 1,33 milhão de toneladas de carne bovina para a China, de acordo com dados da alfândega chinesa, bem acima dos níveis de cota estabelecidos pelas novas medidas de Pequim.
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
-

Mato Grosso5 dias atrásSafra de soja em 2026 vai crescer 1,6% e produtividade deve baixar 8%, prevê IMEA
-

Mato Grosso5 dias atrásMT fecha ano com 31 milhões de bovinos; Sorriso, Lucas e Mutum entre os mais com aves e suínos
-

Mato Grosso5 dias atrásMinistério confirma caso de gripe aviária em Mato Grosso; Indea abate de aves e anuncia outras medidas
-

Notícias4 dias atrásIncentivos fiscais colocam Moratória da Soja em risco em Mato Grosso
-

Mato Grosso5 dias atrásPrefeitura institui Plano Municipal de Apoio à Agricultura Familiar até 2040
-

Notícias4 dias atrásAno é marcado por maior produção de leite e por preço em queda
-

Agronegócio4 dias atrásProdução de milho em Mato Grosso deve cair 8% na safra 2025/26, aponta Imea
-

Agronegócio4 dias atrásQueijos puxam alta de preços no Brasil enquanto leite e arroz recuam






































