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Meio Ambiente

Desmatamento tem redução de 11,08% na Amazônia e 11,49% no Cerrado, em 2025

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Desmatamento tem redução de 11,08% na Amazônia e 11,49% no Cerrado, em 2025 – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A área desmatada na Amazônia atingiu 5.796 km² de agosto de 2024 a julho de 2025, o que representa queda de 11,08% em relação ao período anterior, de agosto de 2023 a julho de 2024, segundo estimativa do sistema Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada nesta quinta-feira (30/10) em Brasília (DF). Esta é a terceira menor taxa da série histórica, que começou a ser medida em 1988, e o terceiro ano consecutivo de redução desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que acumula 50% de declínio do desmatamento no bioma em 2025 na comparação com 2022.

O Cerrado também manteve a tendência de retração. A taxa oficial de desmatamento para o período foi de 7.235,27 km², o que equivale a uma queda de 11,49% em relação ao período de agosto de 2023 a julho de 2024. É o segundo ano consecutivo de redução, após cinco de alta (2019 a 2023).

Com o resultado, foi evitada a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO2e por desmatamento na Amazônia e Cerrado desde 2022. O valor equivale às emissões relativas a 2022 de Espanha e França somadas.

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Os números são fruto do compromisso do Governo Federal em zerar o desmatamento em todo o país até 2030 e das ações implementadas desde o início da gestão do presidente Lula para cumprir essa meta. Entre elas, a reestruturação da governança ambiental, com a criação de Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento para a Amazônia, o Cerrado e demais biomas brasileiros, e a retomada da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, que reúne 19 ministérios sob a presidência da Casa Civil e a secretaria-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Intensificação da Fiscalização

Outro eixo importante é a intensificação das ações de fiscalização e monitoramento por meio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com o apoio de outros órgãos como Inpe, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Na Amazônia, de 2023 a 2025 em comparação ao intervalo de 2020 a 2022, o Ibama ampliou a aplicação de autos de infração relacionados à flora em 81%, de multas, em 63%, e de embargos, em 51%, com crescimento de 49% da área embargada. No Cerrado, o órgão aumentou, no período, a aplicação de autos de infração relacionados à flora em 24%, de multas, em 130%, e de embargos, em 38%, com elevação de 26% da área embargada.

Já o ICMBio realizou, na Amazônia, de agosto de 2024 a julho de 2025, 312 ações de fiscalização e lavrou 1.301 autos de infração e 816 embargos em unidades de conservação federais. No Cerrado, foram realizadas 91 operações, 402 autos de infração e 218 embargos.

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Além das ações de comando e controle, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destaca o papel de instrumentos financeiros como o Fundo Amazônia, que fortalecem os órgãos federais, estaduais e municipais e impulsionam o desenvolvimento sustentável no bioma, com vistas a tornar a preservação da floresta mais rentável do que sua destruição.

“A redução do desmatamento na Amazônia pelo terceiro ano consecutivo nesta gestão e no Cerrado pelo segundo ciclo seguido é a confirmação de que a agenda ambiental é prioritária e transversal no governo do presidente Lula. Isso é fundamental para que o país contribua ao enfrentamento à mudança do clima a nível global, o que beneficia diretamente a vida dos brasileiros e brasileiras, que já enfrentam, em diferentes medidas, os impactos crescentes do aquecimento global em forma de eventos extremos, por exemplo”, pontuou. “Combater o desmatamento e proteger o meio ambiente são condicionantes para que o Brasil alcance o desenvolvimento econômico em bases sustentáveis e gere prosperidade para sua população.”

A avaliação é compartilhada pela ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, que enfatizou a importância de políticas públicas baseadas em evidências científicas. “Estes resultados não são obra do acaso. A excelência do Inpe e o monitoramento de precisão que realizamos são o alicerce que nos permite enxergar a realidade do nosso território e, a partir daí, fornecer subsídios às ações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, nessa parceria que tem sido tão frutífera”, afirmou.

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, frisou que a autarquia “trabalhou arduamente através de ações de comando e controle para chegarmos até aqui mantendo a curva de queda do desmatamento”. “Estamos usando a mais alta tecnologia disponível para enfrentar os crimes ambientais”, acrescentou.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, também considera que os resultados são reflexo da presença em campo do órgão. “Isso só foi possível graças a novos investimentos, à formação de fiscais especializados e a um plano de ação estratégico. As ações são perenes: estamos fortalecendo a proteção das áreas e removendo com rigor quem invade e grila terras federais”, disse.

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Municípios prioritários

No mesmo intervalo, foi registrada uma queda de 65,5% no desmatamento nos municípios que fazem parte do programa União com Municípios, considerados prioritários pelo MMA para as ações de controle do desmatamento e incêndios florestais. Entre os estados da Amazônia Legal que concentram as maiores taxas de redução, Tocantins apresentou diminuição de 62,5%; Amapá, de 48,15%; Acre, de 27,62%; Maranhão ,de 26,06%; Amazonas, de 16,93%; Pará, de 12,4%; Rondônia, de 33,61%; e Roraima, de 37,39%. Foi identificado aumento de 25,06% em Mato Grosso.

No Cerrado, 77,9% do desmatamento ocorreu nos estados de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, que formam a região conhecida como Matopiba.

Também participaram da divulgação da taxa Prodes de 2025-2024 o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o diretor do Departamento de Clima e Sustentabilidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Osvaldo Moraes, o coordenador do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR) do Inpe, Claudio Almeida, e a coordenadora substituta do Programa BiomasBR do órgão, Silvana Amaral.

Monitoramento

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O Prodes utiliza imagens de satélites que possibilitam a elaboração da taxa anual de desmatamento, enquanto o sistema Deter emite alertas diários de tendências de alteração da cobertura vegetal na Amazônia, Cerrado e Pantanal.

O mecanismo é fundamental para apoiar a fiscalização e o controle do desmatamento e da degradação florestal, realizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Principais ações de combate ao desmatamento

Confira as principais ações já implementadas para reforçar o compromisso do governo federal com a meta do desmatamento zero até 2030:

Retomada e aceleração de investimento do Fundo Amazônia: R$ 3,642 bilhões de investimentos somente nos últimos três anos. Houve ainda um aumento significativo no número de doares internacionais, que passou de dois para oito países (Noruega, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Dinamarca, Sauíça, Irlanda e Japão), a partir de 2023;

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Aprovação de R$ 850 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer as ações de fiscalização ambiental para o controle do desmatamento ilegal na Amazônia, anunciado pelo governo federal nesta semana ( saiba mais aqui);

Aprovação do Programa União com Municípios que prevê investimento total de R$ 785 milhões para promover o desenvolvimento sustentável em um grupo formado por 81 municípios na Amazônia. Desse montante, 70 já aderiram à ação;

Destinação de R$ 405 milhões para fortalecer os nove estados da Amazônia Legal a atuarem no combate a incêndios florestais. O valor financiado para cada um dos estados é de R$ 45 milhões, em recursos não reembolsáveis disponíveis. Os estados do Acre e de Rondônia também tiveram operações contratadas nos valores de R$ 21,7 milhões e R$ 34 milhões, respectivamente;

Anúncio dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas para todos os seis biomas brasileiros, pela primeira vez, com estratégias específicas para a preservação ambiental em diferentes eixos ( acesse os PPCDs aqui );

Portaria assinada pela ministra Marina Silva que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em regiões e épocas específicas. O documento aponta áreas vulneráveis a incêndios em todo o país e os períodos de maior risco para viabilizar a contratação emergencial de brigadistas federais;

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Ações contínuas da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Controle do Desmatamento (CIPPCD), que reúne 19 ministérios e órgãos convidados sob a presidência da Casa Civil e secretaria-executiva do MMA;

Coordenação interministerial para o enfrentamento dos incêndios, com a estruturação da Sala de Situação, integrada por 10 ministérios e outros seis órgãos federais, para monitorar de forma periódica a evolução do quadro climático e sua repercussão sobre o risco de incêndios;

Aprovação do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Comif) que define orientações para a elaboração de Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) em diferentes níveis, do poder público a propriedades rurais, estipulando responsabilidades entre entes federados e setor privado. O objetivo é compartilhar a responsabilidade das ações de prevenção e mitigação dos incêndios com diferentes atores públicos e privados. Os PMIFs são instrumentos centrais da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, instituída pela Lei nº 14.944/2024.

Fonte: AgênciaGov

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Abril começa com máxima de 34°C e pancadas de chuva em Mato Grosso

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Tempo quente mato grosso

 

Início do mês será marcado por tempo abafado e instabilidade. Cuiabá e Poconé devem registrar as maiores temperaturas da semana, enquanto o Norte do estado fica em alerta para temporais isolados.

Se você achou que o outono traria refresco imediato, a natureza tem outros planos para Mato Grosso. Segundo a Agência Climatempo, uma nova onda de calor deve elevar os termômetros nesta semana de transição. O cenário será o clássico mato-grossense: manhãs de sol forte e tardes com chuvas irregulares, muitas vezes acompanhadas de raios e ventanias.

As temperaturas sobem gradualmente ao longo dos próximos dias, atingindo o pico entre terça e quarta-feira.

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  • Cuiabá: Começa a segunda com 33°C, mas deve chegar aos 34°C já na terça-feira (31), com tempo abafado.

  • Interior: Em Barão de Melgaço e Poconé, os termômetros também batem os 34°C. Cidades como Cáceres e Curvelândia ficam na casa dos 33°C.

  • Lucas do Rio Verde e Região: Espere por um clima de “estufa” — calor intenso com umidade subindo à tarde.

⛈️ Alerta de Chuvas Irregulares

Chuva irregular
Onda de calor atinge Mato Grosso com máximas de 34°C e pancadas de chuva | Imagem – Canva

Apesar do sol predominante nas manhãs, a umidade vinda da Amazônia garante que o tempo não fique totalmente seco.

  • Segunda e Terça: Chuvas rápidas e mal distribuídas, principalmente à tarde e noite. No Norte e Leste, a condição para chuva é maior.

  • Quarta-feira (01/04): A circulação de ventos volta a transportar mais umidade. As pancadas de chuva podem cair com forte intensidade, acompanhadas de raios em áreas isoladas. No Norte de MT, o risco de temporais é real.

A onda de calor deve perder um pouco de força na quinta (02) e sexta-feira (03), com as máximas caindo levemente para a casa dos 31°C e 32°C na Capital, mas mantendo a característica de nuvens pela manhã e pancadas isoladas ao fim do dia.

🌡️ O que esperar do calor em Abril

Abril 2026 revisao de anomalia de temperatura
Anomalia da temperatura média prevista para o Brasil para abril de 2026: tons azul indicam volume de chuva acima da média; tons de marrom indicam chuva abaixo da média; o branco representa volume de chuva próximo da média (Fonte: Climatempo)

A primeira quinzena do mês será de “fogo”. O destaque fica para a segunda semana de abril, onde uma grande elevação de temperatura pode caracterizar uma verdadeira onda de calor no Centro-Oeste.

  • Bloqueio Atmosférico: Esse fenômeno vai agir como um “escudo”, fazendo com que as frentes frias passem apenas pela costa do Sul e Sudeste, despejando o frio diretamente no oceano.

  • Médias Acima do Normal: Em grande parte de MT, os termômetros devem registrar marcas superiores ao que é esperado para esta época do ano.

❄️ Quando chega o frio intenso?

Para quem gosta de cobertor e chocolate quente, a paciência será a palavra de ordem. O primeiro evento de frio intenso com potencial para derrubar as temperaturas de forma acentuada no Centro-Oeste está previsto apenas para a última semana de abril.

  • Friagem: Ainda é pouco provável que ocorra o fenômeno da friagem na Região Norte de MT e na Amazônia Legal nos primeiros 20 dias do mês.

🌧️ Chuva: Abaixo da média em Mato Grosso

O mapa de precipitação mostra tons de marrom sobre o norte e oeste de Mato Grosso, indicando que a chuva deve ficar abaixo da média histórica.

  • Impacto no Agro: A redução das chuvas acende um alerta para o milho safrinha, que depende da umidade de abril para o desenvolvimento das lavouras.

  • Destaque: Enquanto MT seca e esquenta, o Nordeste brasileiro deve enfrentar volumes de chuva muito acima da média.

Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Meio Ambiente

Temporais, tempo abafado e vendavais no Sul

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quinta-feira-tem-alerta-de-temporais-e-pancadas-de-chuva-em-varias-regioes-do-pais

Baixa pressão que formará ciclone traz risco de temporais nas próximas horas | DOUGLAS CUNHA

Baixa pressão que dará origem a um ciclone já começou a instabilizar o tempo no começo desta segunda-feira (23) em vários pontos do Oeste e do Sul do Rio Grande do Sul e as próximas horas têm risco de chuva localmente forte e temporais isolados com vendavais no estado, alerta a MetSul Meteorologia.

Os acumulados de chuva até o final da manhã desta segunda foram de 68 mm em Itaqui, 56 mm em Alegrete, 50 mm em Uruguaiana, 46 mm em Jaguarão, 37 mm em Maçambará e 30 mm em Hulha Negra. Nas próximas horas, à medida que a baixa pressão se desloca para Leste e começa a se aprofundar, encontrando ar muito quente à sua frente, a tendência é de a atmosfera se instabilizar nas demais regiões gaúchas.

Agro brasileiro ainda sente os efeitos do tarifaço

Uma vez que o sol aparece ainda com nuvens em parte do estado e a temperatura se eleva, nuvens carregadas devem se formar com o calor da tarde para a noite desta segunda, aumentando o potencial para chuva localmente forte e temporais isolados.

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Além da chuva, há alta probabilidade de temporais com raios, ocasional granizo isolado e, principalmente, vendavais. Rajadas podem ficar perto ou acima de 100 km/h em pontos isolados, com potencial para danos como quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia.

Em Porto Alegre e região, as próximas horas ainda devem ter sol e nuvens com forte calor, mas no fim da tarde ou à noite o tempo deve mudar com chuva, que não se afasta possa ser forte e vir com temporal acompanhado de raios e rajadas de vento.

A baixa pressão começa a dar origem ao ciclone no final do dia e durante a terça (24) a Sudeste do Chuí, mas no decorrer da terça-feira o sistema deve se deslocar rapidamente para Leste-Sudeste, com pressão ao redor de 990 hPa, enquanto a frente fria associada segue influenciando o Sul do Brasil com chuva irregular.

À noite, no fim do dia, e na madrugada da terça, à medida que a baixa pressão começa a se aprofunda e dar origem ao ciclone a Sudeste do Chuí há risco de vento forte ciclônico (não associado a temporal) no extremo Sul, especialmente na região da Lagoa Mirim e proximidades, e no Litoral Sul. As rajadas podem ficar entre 60 km/h e 80 km/h. Na terça, o campo de vento forte do ciclone vai estar totalmente sobre o mar.

Santa Catarina

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Na segunda-feira (23), a combinação do calor e da instabilidade de um sistema de baixa pressão, localizado entre o RS e países vizinhos, que dará origem a uma frente fria e a um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, volta a provocar temporais e chuva pontualmente intensa entre a tarde e à noite, especialmente na metade oeste de SC e na divisa com o RS. O risco é moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas seguem altas, com máximas variando entre 27°C e 32°C na maioria das regiões, podendo chegar a 35°C no Extremo Oeste. Com a formação da frente fria, o vento ganha força e varia de nordeste a noroeste , com rajadas superando 60km/h, principalmente no Litoral, o que gera agitação localizada no mar, em especial no Litoral Sul.

Na terça-feira (24), a frente fria e o ciclone se afastam rapidamente sobre o mar, mas mantêm o fluxo de calor e umidade direcionado para SC. Essa condição provoca pancadas de chuva e temporais isolados no estado catarinense entre a tarde e à noite, especialmente no Planalto Norte e Sul. O risco é baixo a moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas ficam mais amenas em relação ao dia anterior, com máximas de 32°C no Grande Oeste e Vale do Itajaí e não ultrapassando os 30°C nas demais regiões.

No Paraná

A semana começa com tempo instável em todas as regiões paranaenses. A formação de um sistema de baixa pressão nos países vizinhos, aliada à elevada disponibilidade de umidade na atmosfera, volta a favorecer o desenvolvimento de instabilidades principalmente a partir da tarde no Paraná. Há previsão de tempestades.

A sensação será de tempo abafado, com temperaturas elevadas especialmente no interior. No Noroeste, as máximas ficam próximas dos 35 °C, enquanto no Oeste os valores devem atingir cerca de 31 °C. No Norte e Norte Pioneiro, as máximas variam entre 31 e 32 °C.

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Já nas regiões dos Campos Gerais e Centro-Sul, as temperaturas ficam mais amenas, variando entre 26 e 28 °C. Na Região Metropolitana de Curitiba, a máxima prevista é de aproximadamente 27 °C na capital. No Litoral, os termômetros devem chegar aos 29 °C, com maior presença de nebulosidade ao longo do dia.

Na terça-feira, o avanço de um sistema frontal pelo oceano favorece a formação de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas no Paraná. Inicialmente as áreas chuvosas atuam entre as regiões Oeste e Sudoeste do estado. Ao longo da tarde e noite, as instabilidades se espalham para as demais regiões paranaenses, de forma irregular. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.

Com Metsul, Climatempo e Simepar

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Temporais, tempo abafado e vendavais no Sul

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Baixa pressão que formará ciclone traz risco de temporais nas próximas horas | DOUGLAS CUNHA

 

Baixa pressão que dará origem a um ciclone já começou a instabilizar o tempo no começo desta segunda-feira (23) em vários pontos do Oeste e do Sul do Rio Grande do Sul e as próximas horas têm risco de chuva localmente forte e temporais isolados com vendavais no estado, alerta a MetSul Meteorologia.

Os acumulados de chuva até o final da manhã desta segunda foram de 68 mm em Itaqui, 56 mm em Alegrete, 50 mm em Uruguaiana, 46 mm em Jaguarão, 37 mm em Maçambará e 30 mm em Hulha Negra. Nas próximas horas, à medida que a baixa pressão se desloca para Leste e começa a se aprofundar, encontrando ar muito quente à sua frente, a tendência é de a atmosfera se instabilizar nas demais regiões gaúchas.

Agro brasileiro ainda sente os efeitos do tarifaço

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Uma vez que o sol aparece ainda com nuvens em parte do estado e a temperatura se eleva, nuvens carregadas devem se formar com o calor da tarde para a noite desta segunda, aumentando o potencial para chuva localmente forte e temporais isolados.

Além da chuva, há alta probabilidade de temporais com raios, ocasional granizo isolado e, principalmente, vendavais. Rajadas podem ficar perto ou acima de 100 km/h em pontos isolados, com potencial para danos como quedas de árvores, destelhamentos e interrupções de energia.

Em Porto Alegre e região, as próximas horas ainda devem ter sol e nuvens com forte calor, mas no fim da tarde ou à noite o tempo deve mudar com chuva, que não se afasta possa ser forte e vir com temporal acompanhado de raios e rajadas de vento.

A baixa pressão começa a dar origem ao ciclone no final do dia e durante a terça (24) a Sudeste do Chuí, mas no decorrer da terça-feira o sistema deve se deslocar rapidamente para Leste-Sudeste, com pressão ao redor de 990 hPa, enquanto a frente fria associada segue influenciando o Sul do Brasil com chuva irregular.

À noite, no fim do dia, e na madrugada da terça, à medida que a baixa pressão começa a se aprofunda e dar origem ao ciclone a Sudeste do Chuí há risco de vento forte ciclônico (não associado a temporal) no extremo Sul, especialmente na região da Lagoa Mirim e proximidades, e no Litoral Sul. As rajadas podem ficar entre 60 km/h e 80 km/h. Na terça, o campo de vento forte do ciclone vai estar totalmente sobre o mar.

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Na segunda-feira (23), a combinação do calor e da instabilidade de um sistema de baixa pressão, localizado entre o RS e países vizinhos, que dará origem a uma frente fria e a um ciclone extratropical no Oceano Atlântico, volta a provocar temporais e chuva pontualmente intensa entre a tarde e à noite, especialmente na metade oeste de SC e na divisa com o RS. O risco é moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas seguem altas, com máximas variando entre 27°C e 32°C na maioria das regiões, podendo chegar a 35°C no Extremo Oeste. Com a formação da frente fria, o vento ganha força e varia de nordeste a noroeste , com rajadas superando 60km/h, principalmente no Litoral, o que gera agitação localizada no mar, em especial no Litoral Sul.

Na terça-feira (24), a frente fria e o ciclone se afastam rapidamente sobre o mar, mas mantêm o fluxo de calor e umidade direcionado para SC. Essa condição provoca pancadas de chuva e temporais isolados no estado catarinense entre a tarde e à noite, especialmente no Planalto Norte e Sul. O risco é baixo a moderado para ocorrências associadas a alagamentos e queda de galhos e árvores. As temperaturas ficam mais amenas em relação ao dia anterior, com máximas de 32°C no Grande Oeste e Vale do Itajaí e não ultrapassando os 30°C nas demais regiões.

No Paraná

A semana começa com tempo instável em todas as regiões paranaenses. A formação de um sistema de baixa pressão nos países vizinhos, aliada à elevada disponibilidade de umidade na atmosfera, volta a favorecer o desenvolvimento de instabilidades principalmente a partir da tarde no Paraná. Há previsão de tempestades.

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A sensação será de tempo abafado, com temperaturas elevadas especialmente no interior. No Noroeste, as máximas ficam próximas dos 35 °C, enquanto no Oeste os valores devem atingir cerca de 31 °C. No Norte e Norte Pioneiro, as máximas variam entre 31 e 32 °C.

Já nas regiões dos Campos Gerais e Centro-Sul, as temperaturas ficam mais amenas, variando entre 26 e 28 °C. Na Região Metropolitana de Curitiba, a máxima prevista é de aproximadamente 27 °C na capital. No Litoral, os termômetros devem chegar aos 29 °C, com maior presença de nebulosidade ao longo do dia.

Na terça-feira, o avanço de um sistema frontal pelo oceano favorece a formação de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas no Paraná. Inicialmente as áreas chuvosas atuam entre as regiões Oeste e Sudoeste do estado. Ao longo da tarde e noite, as instabilidades se espalham para as demais regiões paranaenses, de forma irregular. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.

Com Metsul, Climatempo e Simepar

Fernanda Toigo

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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