Mato Grosso
Wilson Santos prestigia evento e defende cacau como alternativa de renda na Baixada Cuiabana

Fotos: Divulgação
Como alternativa de fortalecimento da produção agrícola na Baixada Cuiabana, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) participou, na manhã de sábado (21), do Dia de Campo sobre Plantio de Mudas de Cacau Clonadas, realizado na Gleba Resistência, em Santo Antônio de Leverger. O evento foi promovido pela Federação do Agro Familiar (FEDAF), presidida por Mário Benevides, e contou com a presença do técnico Cacildo Viana da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Durante o encontro, o parlamentar destacou a importância da iniciativa para ampliar e diversificar a produção agrícola no estado, especialmente na agricultura familiar. “Eu vim aqui colocar a minha impressão digital no projeto. Sou ligado à agricultura familiar e não abro mão. Essa é uma oportunidade de diversificar a produção. O cacau surge como uma alternativa viável para geração de renda e segurança econômica aos pequenos produtores”, afirmou.
O Dia de Campo reuniu agricultores e lideranças rurais, oferecendo orientações técnicas sobre escolha das mudas clonadas, preparo do solo, controle de pragas e demais práticas necessárias para garantir produtividade e qualidade na lavoura. “Estamos trazendo uma nova cultura para cá, sendo que temos uma grande produção na região noroeste. Fizemos várias oitivas na Bahia, pegando conhecimento. E hoje, vimos que realmente o nosso vale do Rio Cuiabá tem condições de tocar um projeto dessa envergadura do cacau”, explica o presidente da FEDAF.
Mário Benevides acrescenta que o cacau é produzido em um período de um ano e oito meses. “O cacau tem várias vantagens. Você tira o mel, a manteiga, faz o chocolate. Então, para a agricultura familiar é um benefício gigantesco e ainda o cacau pode ser consorciado com várias outras culturas. O cacau vem para poder fazer um complemento na agricultura familiar, para o pequeno poder também ter uma fonte de renda garantida”, explica.
Também participaram representantes da União das Associações Rurais da Agricultura Familiar de Leverger, da Associação dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes de Mato Grosso (Aprofir) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).
Fotos Divulgação
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

O milho é um dos principais produtos exportados de Mato Grosso ao país africano – Foto por: Christiano Antonucci/Secom
O Egito protagonizou a maior escalada recente entre os destinos das exportações de Mato Grosso e, em apenas dois anos, saiu da 22ª posição no ranking de compradores do estado para o 2º lugar em 2025, atrás apenas da China. Os dados são do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e revelam uma mudança significativa no mapa comercial mato-grossense.
Em 2023, o país africano ocupava a 22ª colocação, com US$ 329,1 milhões em compras e 16 produtos na pauta. O milho liderava com US$ 180,6 milhões, seguido pelas carnes bovinas congeladas (US$ 102,3 milhões) e resíduos da indústria de cereais e leguminosas (US$ 12,1 milhões). Naquele ano, os principais destinos eram China, Tailândia e Vietnã.
O avanço começou a se consolidar em 2024, quando o Egito saltou para a 6ª posição, com US$ 1,07 bilhão em aquisições. O milho respondeu por US$ 851,8 milhões, as carnes bovinas congeladas por US$ 107,8 milhões e a soja passou a integrar a pauta com US$ 47,2 milhões. Já em 2025, o país alcançou a vice-liderança, com US$ 1,347 bilhão importados e 11 produtos negociados. O milho manteve-se como carro-chefe, com US$ 1,073 bilhão, seguido pelo algodão (US$ 110,1 milhões) e pelas carnes bovinas congeladas (US$ 104,3 milhões).
A evolução representa mais do que um crescimento pontual. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, o movimento demonstra que o estado está consolidando novas frentes estratégicas no comércio exterior.
“A ascensão do Egito reflete a competitividade do agro mato-grossense e a capacidade do estado de atender mercados estruturais, especialmente aqueles com forte demanda por segurança alimentar. O crescimento das exportações indica uma relação comercial mais sólida e menos circunstancial, baseada em fornecimento regular de grãos e proteínas”.
Miranda também destaca que o fortalecimento do Egito como segundo maior parceiro comercial ajuda a diversificar o destino das exportações estaduais, reduzindo a concentração excessiva em poucos mercados e ampliando a presença de Mato Grosso no eixo Norte da África e Oriente Médio. Para ele, esse reposicionamento amplia oportunidades para novos acordos comerciais e abre portas para outros países da região.
“A consolidação do milho como principal produto exportado, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, sinaliza ainda potencial para ampliação do mix exportador. A estratégia é fortalecer a infraestrutura logística, garantir previsibilidade nos embarques e trabalhar a ampliação de mercados para produtos com maior valor agregado”.
O salto do Egito no ranking evidencia uma mudança estrutural na balança comercial de Mato Grosso. Em dois anos, as compras quadruplicaram e passaram a representar um dos principais pilares das exportações estaduais, consolidando o estado como fornecedor global estratégico de alimentos e fibras.
Mato Grosso
Mato Grosso bate recorde e tem melhor janeiro da história nas exportações de carne bovina

Fotos: Divulgação
A receita gerada com os embarques alcançou US$ 356,45 milhões, crescimento de 68,02% na comparação com o mesmo mês em 2025. O desempenho foi sustentado tanto pelo aumento expressivo do volume exportado quanto pela valorização do preço médio da carne bovina, que subiu 9,69%, atingindo US$ 4.291,52 por TEC.
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete a evolução da pecuária no estado.
“Esse novo recorde mostra que Mato Grosso vem fazendo a lição de casa, com ganhos consistentes de produtividade, qualidade e competitividade. É um marco que reforça a posição do estado como um dos principais fornecedores globais de carne bovina”.
No mercado externo, a China manteve a liderança como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 57,5% do total exportado em janeiro. O volume embarcado para o país asiático cresceu 89,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, evidenciando a força da demanda internacional no início de 2026.
O desempenho recorde de janeiro dá sequência a um ciclo positivo já observado em 2025, quando Mato Grosso exportou 978,4 mil toneladas de carne bovina, o maior volume de sua história. Ao longo do ano passado, a proteína mato-grossense chegou a mais de 90 mercados, com uma receita de mais de US$ 4 bilhões, consolidando o estado como o maior exportador de proteína bovina do país.
“A demanda externa segue firme, especialmente nos mercados asiáticos, e Mato Grosso reúne condições estratégicas para ampliar ainda mais sua participação no comércio internacional, com oferta regular, escala produtiva e avanços importantes em sustentabilidade”,destaca o diretor de Projetos do Imac.
Blogdovaldemir
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Da educação básica à formação continuada, JBS investe em trilha completa de desenvolvimento de lideranças

Crédito: divulgação JBS
A JBS estruturou um modelo integrado de desenvolvimento de pessoas que acompanha a formação educacional e profissional desde a base até a ocupação de posições estratégicas de liderança. Com cerca de 280 mil colaboradores no mundo — sendo 158 mil no Brasil — a companhia aposta na combinação entre educação formal, capacitação técnica, desenvolvimento comportamental e mobilidade interna como pilares para formar líderes e sustentar seu crescimento de longo prazo.
Presente em mais de 30 unidades da empresa e com mais de 2,5 mil estudantes em formação, o Instituto J&F, mantido pelo grupo há 15 anos, é um dos principais eixos dessa estratégia. A iniciativa conecta educação básica, ensino técnico e superior a programas de capacitação corporativa, criando um ambiente contínuo de preparação para o mundo do trabalho e para futuras posições de liderança.
“A formação de lideranças é um compromisso contínuo e parte do propósito da JBS como uma empresa educadora. Em um setor essencial como o de alimentos, a excelência operacional só se sustenta quando está apoiada em pessoas qualificadas, engajadas e alinhadas à cultura e aos valores da Companhia”, afirma Fernando Meller, diretor-executivo de Recursos Humanos da JBS Brasil.
Nos últimos dois anos, a Companhia promoveu mais de 70 mil colaboradores, reforçando a aposta no desenvolvimento interno como motor de crescimento sustentável. Hoje, mais de 65 mil profissionais da JBS no Brasil pertencem à Geração Z, o que amplia a importância de iniciativas estruturadas de formação e retenção de jovens talentos.
Educação como base da liderança
A JBS oferece aos colaboradores desde a Educação de Jovens e Adultos (EJA) nas unidades fabris até programas de capacitação profissional alinhados à realidade do negócio. Além disso, o Instituto J&F conta com ensino fundamental, médio, técnico e superior para formação de futuras lideranças. Entre os alunos formados pelo Instituto J&F, entre 2022 e 2024, cerca de 85% estão atualmente em empresas do grupo.
“Ao longo de mais de 70 anos, estruturamos uma agenda consistente de desenvolvimento de pessoas, que integra formação educacional, capacitação técnica, inclusão social e mobilidade interna. Acreditamos que a pessoa certa, no lugar certo e com o conhecimento adequado gera os melhores resultados”, diz Meller.
A inclusão de jovens é um dos eixos centrais dessa estratégia. Programas como o Evoluir, voltado a jovens aprendizes, e a abertura contínua de vagas de estágio funcionam como portas de entrada para a Companhia. A partir daí, os colaboradores passam a integrar trilhas estruturadas de desenvolvimento, que conectam aprendizado prático, formação comportamental e interação com lideranças e desafios reais.
Trilha estruturada para formar líderes
A formação de liderança na JBS é organizada em uma trilha contínua, pensada para acompanhar cada etapa da carreira. O modelo inclui eixos que vão desde a preparação para a primeira liderança até a atuação estratégica e de influência. Entre os programas de formação estão os Masters de Produção e de Vendas, voltados à formação de novos supervisores, além de iniciativas como fóruns de liderança, workshops e trilhas de capacitação direcionada.
A Companhia também mantém programas específicos para formação técnica e educacional, como o Germinare VET, voltado à formação de futuros líderes na área de produção e supervisão fabril, com foco em veterinária, e as Faculdades de Gestão Comercial e Excelência Operacional em Produção. Outro pilar relevante é o Global Talent, programa que oferece oportunidades de carreira internacional, preparando profissionais para atuar em diferentes países onde a JBS opera.
Da sala de aula à liderança internacional
Um exemplo concreto dessa estratégia da Companhia é a trajetória de Maria Luisa Bueno Ramos, de 24 anos, atual gerente de exportação da Seara. Sua história reúne, em uma única carreira, os principais elementos do modelo de formação da JBS. “Minha trajetória na JBS começou aos 14 anos. Considerando o período como aprendiz, estágios e posições efetivas, já são dez anos de Companhia”, conta.
Maria Luisa ingressou no Instituto J&F aos dez anos de idade, ainda no Ensino Fundamental. Ao longo de sete anos, concluiu o ciclo de educação básica em período integral, com uma formação voltada ao mundo dos negócios. “A formação ia muito além da sala de aula tradicional. Estudávamos gestão de pessoas, finanças, logística, planejamento, contabilidade e direito”, lembra. O inglês, segundo ela, sempre foi exercitado. “Passei a aprender o idioma no instituto. Hoje, trabalho diariamente com mais de 20 países”, afirma.
Na JBS, Maria Luisa passou por diferentes áreas, de estagiária no comercial a gerente de exportação da Seara. Hoje, lidera dois profissionais, ambos egressos do Instituto J&F, e responde pela estratégia comercial da marca na América Central. Paralelamente, cursa um MBA em Administração e Negócios, com apoio da Companhia. “A JBS tem sido essencial para consolidar minha formação profissional e de liderança. Valores como disciplina, atitude de dono, humildade e simplicidade fazem diferença no meu dia a dia como líder”, ressalta.
Ao integrar educação formal, prática operacional e desenvolvimento comportamental, a JBS consolida um modelo de gestão orientado para o futuro, baseado na atenção contínua de lideranças e na valorização das pessoas. “Mais do que ocupar posições, estamos cumprindo nossa missão de oferecer a oportunidade de um futuro melhor aos nossos colaboradores. Essa engrenagem é o que garante que o crescimento sustentável dos nossos negócios caminhe lado a lado com a evolução das nossas pessoas”, conclui Meller.
Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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