Conecte-se Conosco

Agronegócio

Controle da broca-da-cana, bioestimulação de canaviais e manejo eficaz de invasoras são destaques da Coplacampo

Publicado

em

Divulgação

 

Piracicaba (SP) – Exposição das mais representativas do setor sucroenergético do Centro-Sul do Brasil, a Coplacampo ocorre na paulista Piracicaba, no período de 23 a 27 deste mês. Posicionada entre as referências do setor de agroquímicos, a Sipcam Nichino Brasil marca presença no evento. A companhia destaca, sobretudo, seu portfólio voltado aos canaviais brasileiros, com destaque para o bioestimulante Abyss®, o herbicida Ancosar® e o inseticida Takumi®, amplamente adotados pelos produtores.

Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, coordenador de marketing da companhia, Takumi®, considerado altamente eficaz no controle da broca-da-cana (Diatraea saccharalis), mostra efetividade acima da média na redução dos chamados ‘colmos brocados’. “Esta praga ocasiona danos severos. Há impacto negativo no peso e na qualidade da matéria-prima”, ele frisa. Conforme o agrônomo, Takumi® age ainda sobre outras lagartas de difícil controle.

Prática crescente nos canaviais, a bioestimulação de plantas será outro tema relevante abordado pela Sipcam Nichino na Coplacampo de Piracicaba. A companhia tornou-se pioneira, no país, na introdução de uma plataforma de bioestimulantes destinada a diversas culturas, formada pelas soluções Abyss®, Blackjak®, Nutex® Premium e Stilo® Verde.

Publicidade

O bioestimulante Abyss®, especificamente, assinala Palazim, demonstrou em testes e pesquisas transferir robustez ao desenvolvimento de canaviais. “Resultados de ensaios certificam fomento à produtividade e à rentabilidade da cana-de-açúcar”, ele afirma. Conforme Palazim, quando aplicado em cana planta, por exemplo, o bioestimulante da empresa traz resultados superiores associados ao desenvolvimento radicular e ao perfilhamento.

“Observamos ainda melhor suporte atrelado ao desenvolvimento vegetativo e à resistência ao estresse ambiental, sob diferentes condições climáticas.”

Já o herbicida Ancosar®, continua o executivo, constitui um insumo considerado estratégico no manejo da safra de cana-de-açúcar. Conta com recomendações em pós-emergência, para manejo de ervas monocotiledôneas e dicotiledôneas de difícil controle, entre estas capim-colchão, capim-carrapicho, capim-marmelada, carrapicho-de-carneiro, serralha e picão-preto.

Conforme Palazim, sobre monocotiledôneas, a Sipcam Nichino recomenda aplicar Ancosar® no estágio de um a dois perfilhos. Já em dicotiledôneas, a prescrição da companhia é pulverizar quando houver entre quatro e seis folhas da planta. “Em cana planta, o produto deve ser utilizado após o plantio; em cana soca, logo após o corte da cultura”, ele complementa. “Há ainda práticas que ampliam a seletividade do herbicida em relação à cultura da cana”, conclui.

Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Publicidade

Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Agronegócio

Cota chinesa de carne perto do limite acende alerta para pecuaristas e pode baixar preço nos açougues

Publicado

em

Esgotamento da cota de exportação para a China pode forçar o escoamento da produção de carne no mercado interno brasileiro – Divulgação

O mercado da pecuária brasileira entrou em estado de cautela nesta semana. Segundo dados do Ministério do Comércio Chinês, o Brasil já atingiu metade da cota de exportação de carne bovina fixada para 2026. Com o teto estabelecido em 1,106 milhão de toneladas, a previsão é que o limite seja alcançado já no mês de junho.

Para o setor em Mato Grosso e estados vizinhos, o cenário traz um misto de preocupação e expectativa. Caso a cota não seja ampliada, o excedente da produção brasileira enfrentará uma tarifa de 55% de salvaguarda para entrar na China, o que deve forçar o escoamento dessa carne para o mercado interno, pressionando os preços para baixo.

Impacto na Arroba e Prejuízo no Campo

O esgotamento precoce da cota deve impactar diretamente o valor da arroba do boi gordo. Especialistas do setor apontam que, sem a vazão para o mercado chinês, a tendência é de uma baixa acentuada nos preços pagos ao produtor no segundo semestre.

Publicidade

“O momento é de muita cautela. Com o mercado interno ainda em ritmo de recuperação, uma sobrecarga de oferta pode trazer prejuízos tanto para o pecuarista quanto para as indústrias frigoríficas”, destacam analistas. Até a última sexta-feira (08), a cotação da arroba em regiões próximas operava na casa dos R$ 346,50, valor que agora fica sob pressão direta.

Estratégia de Diversificação: O Plano B do Setor

Entidades representativas já buscam mercados alternativos para evitar o represamento da carne produzida em estados como Mato Grosso. A estratégia foca em ampliar as vendas para a Europa e outros países asiáticos que possuem alta demanda pelo produto brasileiro, mas que hoje compram volumes menores que a China.

O que muda para o consumidor final?

Apesar das preocupações do setor produtivo, o consumidor brasileiro pode ver um alívio nos preços nos açougues e supermercados. Se a carne brasileira se tornar menos competitiva na China devido às tarifas, o volume será redirecionado para as prateleiras nacionais, favorecendo a queda nos valores dos cortes bovinos no segundo semestre de 2026.

Publicidade

Entenda a Salvaguarda Chinesa

O que é o limite? Um teto de importação para regular o mercado interno da China.
Qual a punição? Volumes que excederem o limite pagam 55% de tarifa adicional.
Até quando vale? A medida tem validade até o final de 2028, com pequenos aumentos anuais na cota.
Você acredita que essa queda no preço da carne vai chegar rapidamente à mesa do consumidor mato-grossense, ou os custos de logística vão segurar os valores nos supermercados? Como o pecuarista da nossa região deve se preparar para esse cenário de arroba pressionada?

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Agronegócio

Preço da melancia recua com clima mais ameno no Sul e Sudeste, aponta Cepea

Publicado

em

Foto: Ceagesp

As cotações da melancia graúda (acima de 12 kg) registraram queda na última semana, influenciadas principalmente pela redução da demanda nos principais centros consumidores do país. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as

Oferta restrita ainda sustenta preços em patamar elevado

Apesar da retração nas cotações, os preços da melancia seguem em níveis considerados altos, acima de R$ 2,00 por quilo. Isso ocorre porque a disponibilidade da fruta continua limitada no mercado nacional.

Atualmente, o abastecimento está concentrado em Uruana, uma das principais regiões produtoras neste período, o que restringe a oferta e impede quedas mais acentuadas nos preços.

Publicidade

Tendência é de novas quedas com clima ameno

Para esta semana, a expectativa é de continuidade no movimento de queda das cotações. Segundo pesquisadores do Cepea, a manutenção das temperaturas mais baixas nas regiões consumidoras deve seguir limitando a demanda pela fruta.

Esse cenário reforça a relação direta entre clima e consumo no mercado de hortifrúti, especialmente para produtos como a melancia, que têm maior procura em períodos de calor.

Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá da intensidade da demanda e da evolução da oferta. Caso o clima permaneça ameno e novas regiões não entrem na colheita, o mercado pode continuar operando com preços em ajuste gradual.

Publicidade

Enquanto isso, produtores e comerciantes acompanham de perto as condições climáticas e o ritmo de consumo, fatores determinantes para o desempenho da melancia no mercado nacional.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

Publicidade
Continue Lendo

Agronegócio

Preço do frango bate recorde negativo e atinge menor nível desde maio de 2024

Publicado

em

Divulgação

 

O preço do frango vivo no mercado brasileiro registrou forte queda em fevereiro — acumulando o quarto mês consecutivo de recuo e alcançando o menor patamar real desde maio de 2024, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A redução nos valores tem pressionado as margens dos avicultores, especialmente diante de custos ainda firmes dos principais insumos da atividade.

Queda nos preços e relação com insumos

No estado de São Paulo, em fevereiro o preço médio do frango vivo ficou em R$ 5,04 por quilo, representando uma queda de 2,1% em relação à média de janeiro deste ano. Esse movimento colocou a proteína no seu menor valor real desde maio de 2024, quando ajustado pelo índice de preços ao produtor.

Publicidade

Enquanto isso, os preços dos insumos-chave — milho e farelo de soja — permaneceram estáveis ou com leve alta no período, o que tem reduzido o poder de compra do avicultor, já que é possível adquirir menos insumo com a venda de cada quilo de frango.

Relação de troca pressionada

De acordo com os cálculos do Cepea, com a venda de um quilo de frango vivo o produtor paulista consegue comprar atualmente:

cerca de 4,47 quilos de milho, volume 1,9% menor do que o observado em janeiro;

aproximadamente 2,73 quilos de farelo de soja, 2,6% inferior ao mês anterior.

Publicidade

Essa piora na relação de troca evidencia que os custos de produção seguem desafiadores para os avicultores, mesmo diante de preços mais baixos da proteína.

Exportações ajudam a limitar queda

Apesar da pressão de baixa no mercado interno, o Cepea ressalta que o ritmo recorde das exportações brasileiras de carne de frango tem atuado como um fator de sustentação, evitando que os preços recuassem ainda mais. A demanda externa aquecida tem funcionado como um suporte para o mercado, compensando parcialmente a fraqueza das vendas domésticas.

Cenário para o setor

O ambiente de preços mais baixos no frango, combinado com custos de alimentação animal estáveis ou em leve alta, representa um desafio importante para os produtores avícolas no curto prazo. A queda prolongada pode pressionar as margens e exigir ajustes de gestão, especialmente para pequenos e médios avicultores que já lidam com margens apertadas.

Publicidade

Por outro lado, a forte presença da proteína brasileira nos mercados internacionais deve continuar sendo observada como um dos principais fatores de apoio às cotações, caso os embarques se mantenham em níveis elevados nos próximos meses.

Cenário Rural

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência